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Momentos de glória, da inteira responsabilidade de Bruno Vieira Amaral.
Não, a responsabilidade é nossa.
Eu acho que devias fazer isto todos os dias, Bruno.
A responsabilidade é nossa, Maria João.
Isto cai-te tão bem, devias fazer isto todos os dias.
E as outras também.
E tu agora.
E as outras também. Vocês não me dão descanso. João Cotrim de Figueiredo tem, desde o último domingo, um espaço de comentário na SIC Notícias e começou tudo às mil maravilhas.
Olá, João Cotrim de Figueiredo.
É um gosto.
Bem-vindo à SIC Notícias.
E obrigado por apadrinhar esta minha estreia em comentário dominical.
É uma estreia para os dois.
Tão bom, obrigado por apadrinhar. Isto dá ânimo.
E terá pretensões de usar este espaço para lançar uma candidatura presidencial daqui a cinco anos?
Falta tanto tempo. Se este programa durar cinco anos, acho que é magnífico.
Se durar cinco semanas, se calhar, a olhar para as audiências, vai ser mesmo magnífico. Mas o tom começou a mudar aqui.
Mas Mariana Leitão vai começar a ter insónias aos domingos à noite?
Não, este é um espaço de comentário que pretende fazer exatamente aquilo que eu disse que era importante fazer a seguir às presidenciais, que é conseguir congregar aquele conjunto de pessoas que manifestamente quer mudar, acha que Portugal pode ser bastante mais e não encontra no espectro político português respostas suficientemente assertivas. Eu gostava que essas pessoas tivessem, de facto, uma forma de ir comunicando no espaço público e serem provocadas no espaço público.
Então, se as pessoas não encontram resposta no espectro político, se a Iniciativa Liberal faz parte desse espectro político, o que isto significa? Mas o pior para Cotrim de Figueiredo estava para vir. O jornalista Diogo Teixeira Pereira resolveu fazer jornalismo.
A campanha eleitoral do João Cotrim de Figueiredo ficou marcada por uma denúncia de assédio. A Iniciativa Liberal, soubemos depois de os votos já estarem contados, andou a empurrar com a barriga uma série de perguntas que os jornalistas foram fazendo sobre as denúncias no seio do partido. Foi para o proteger?
Eu não faço ideia. Esse assunto, para mim, quanto menos falar dele, melhor. O processo judicial está em curso. Em sede processual prestarei todas as declarações, sobre isso não quero falar. Aquilo que nos doeria muito era que não espalhassem mentiras sobre mim. Isso infelizmente já aconteceu, portanto agora só resta defender-me.
"O que me gostaria muito era de não falar disso." Por momentos, os espetadores sentiram o suor de Cotrim de Figueiredo, mas ainda não tinha acabado.
Tenho só mais uma questão, porque a Iniciativa Liberal diz que recebeu estas denúncias desde a fundação. Alguma delas foi feita quando o João Cotrim de Figueiredo era presidente?
Uma delas.
Uma delas foi feita quando era presidente da Iniciativa Liberal. Entretanto, o processo já está em andamento.
Este meu processo, sim. Provavelmente ainda na semana que agora entra, irei prestar depoimento.
Isto foi uma estreia.
Sentiu.
Sentimos todos. Entretanto, no Parlamento, o clima está um pouco mais desanuviado.
Parto de dizer que não sei se alguém mandatou o senhor deputado Pedro Delgado Alves como xerife da Assembleia. Eu desconheço isso. Da minha parte, o que lhe posso dizer é que extremista é a sua tia. Obrigado.
Quem é?
É o deputado do Chega, Nuno Gabriel. Nós já ouvimos coisas.
Já, extremista é a sua tia.
As tias.
As tias têm sempre um lugar especial.
Não é as tias, nem as primas, primas em segundo grau, não é as sogras, é as tias.
Eu acho bem, calvem as mães.
As tias também merecem.
Estão na boca de toda a gente.
Perante esta intervenção do deputado do Chega, Nuno Gabriel, a Mesa tem a dizer...
Muito obrigada, senhor deputado. Passaria agora a palavra ao senhor deputado do PSD. Senhor deputado Pedro Delgado Alves, pediu a palavra para?
Só para perguntar à Mesa se vale tudo. Ou seja, se não há um momento, pelo menos, de censura em relação à forma como as pessoas se dirigem umas às outras. É só essa pergunta. Só se não é possível, pelo menos, dar nota ao senhor deputado que há linguagem que não é aceitável. Não seria aceitável num local de trabalho, não seria aceitável numa escola, não seria aceitável num autocarro entre duas pessoas que se cruzam. É só isto. Tratemos-nos uns aos outros com dignidade. Discorda à vontade, discorde do que eu disse, pode sempre dizer que eu estou a ser censor quando critico uma posição. Agora, há mínimos de conduta.
Eu gostei do agradecimento da Mesa depois do "extremista é a sua tia". Muito obrigado .
Obrigada em nome de quem?
Em nome de todas as tias de Portugal, muito obrigado. E também gostei dos mínimos, mínimos, mínimos de Pedro Delgado Alves, mas havia mais.
De acordo. Eu só não admito a nenhum deputado nesta Casa que me chame extremista e tenho esse direito. Goste o senhor deputado Pedro Delgado Alves ou não, isso é uma questão que é dele. Quem diz o que quer, ouve o que não quer. Tenho dito. Aqui não há xerifes, aqui respeitamos todos. Não é exigir respeito de um lado e do outro não há.
Pronto, aqui não há xerifes, mas há tias, algures há tias. E vamos acabar com mais uma homenagem às tias.
Acho que estamos numa boa altura, de facto, para exaltar as virtudes de resistência, de paciência e abnegação do povo português.
Parece o Salazar a falar.
Já pareço o Salazar.
As virtudes da paciência, as virtudes da abnegação.
Já! Você defende a vanguarda esclarecida e você disfarça aqui todas as semanas a sua ideologia, a armar em defensor do regime democrático. É para vir dar lições de democracia ao outro? Chama a Salazar.
Você está a perder a serenidade.
Não, Salazar é a sua tia.
Está a perder a cabeça.
Isso foi um debate há uns anos, muito acalorado, entre Santana Lopes e Fernando Rosas, na TVI, em que mais uma vez acabou na tia.
Já antes, Sócrates no Parlamento também.
Conversado.
As tias, coitadas das tias. Um grande beijinho a todas as tias deste país.
Até às de Cascais.
Até às de Cascais.