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Do Ricardo Lopes. Ricardo, boa noite mais uma vez. A portuguesa ferida no ataque a tiro em Cracóvia já foi operada e não corre risco de vida. O embaixador português na Polónia está a caminho da cidade para acompanhar a situação.
A mulher de 74 anos foi baleada, estava na cidade polaca para visitar a neta, que está a fazer Erasmus. O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, confirma que a vítima continua hospitalizada numa situação clínica grave, mas já sem risco de vida.
Desde o primeiro momento em que nos apercebemos da situação do tiroteio, desde as primeiras notícias, ficamos naturalmente muito preocupados, porque a probabilidade de existir algum português afetado era grande e, de facto, confirmaram-se as nossas piores previsões. Imediatamente enviámos para lá o nosso embaixador, que está a caminho de Cracóvia, e a informação é esta mesmo. Temos uma senhora que estava de visita, que foi ferida, que foi hospitalizada. Entretanto, obtivemos a informação também que já terá sido intervencionada, terá sido objeto de uma intervenção cirúrgica e que, embora em situação muito grave, já não correrá risco de vida.
Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades, em declarações à RTP. O embaixador português já está a caminho de Cracóvia para acompanhar a situação. O ataque aconteceu esta tarde na praça central da cidade. Um homem chegou de carro e começou a disparar indiscriminadamente sobre as pessoas. Pelo menos seis pessoas morreram, 15 ficaram feridas, 12 das quais estão em estado crítico. O suspeito tem nacionalidade polaca, foi detido depois de uma troca de tiros com a polícia, que deixou também três agentes feridos. O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, deslocou-se a Cracóvia e apelou que a tragédia não seja aproveitada para fins políticos.
Seguimos nesta edição das 20:00 e escutamos as palavras do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que defende que os parlamentos devem ser o local certo para encontrar consensos para os problemas da sociedade.
Ideia defendida em Moçambique, onde o presidente da Assembleia da República iniciou hoje uma visita oficial, numa altura em que os consensos e acordos entre partidos têm estado no centro do debate político. Aguiar-Branco defende que é nos parlamentos que devem ser encontradas soluções para os problemas dos países.
É nos parlamentos que se tomam as decisões. É nos parlamentos que se obtêm os consensos. É nos parlamentos que se aprovam as leis que depois impactam na vida a vida das pessoas, dos cidadãos. E os parlamentos devem ser precisamente esse espaço de respeito, de prestígio, de credibilidade, em que a sociedade olha para o Parlamento como o local certo para se encontrarem as soluções para os seus problemas.
Palavras de José Pedro Aguiar-Branco, que sublinha que os parlamentos devem ser espaços de respeito e credibilidade. Sobre as relações entre Portugal e Moçambique, o presidente do Parlamento português diz que há várias áreas em que os países podem cooperar.
Para vermos o que é possível construirmos para o futuro. Sabemos bem que partilhamos uma história, partilhamos o passado, é o chão comum que nos une, mas é importante construir o futuro. E há várias áreas onde esse futuro pode ser construído e vamos também, seguramente, trocar boas impressões sobre essa matéria para que se renove sempre uma relação de esperança e de força positiva entre Portugal e Moçambique.
Declarações do presidente da Assembleia da República, que iniciou hoje uma visita oficial a Moçambique.
E sobre a acampada em Lisboa, um grupo de seis personalidades da sociedade civil apela à realização de um encontro entre a Câmara de Lisboa, os manifestantes pelo direito à habitação e os comerciantes do Rossio.
Carta essa que é assinada por Teresa Violante, Susana Peralta, Luísa Aguiar Correria, Ana Martins Gomes, João Paulo Batalha e Ricardo Sá Fernandes. Nesta carta, defendem que seja respeitada a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, que permite a continuidade do protesto no Rossio, mas exige ao mesmo tempo que seja encontrada uma solução para a coexistência com o mercado natal. Pedem, por isso, que não seja feita qualquer remoção sem que antes sejam tentadas soluções de conciliação. Caso isso não seja possível, manter o protesto no Rossio, defendem que seja disponibilizado um local alternativo nas proximidades, como prevê a decisão judicial. À Rádio Observadora, a economista Susana Peralta, uma das subscritoras da carta, apela à capacidade negocial de todas as partes envolvidas.
Não é por mudar do Rossio para outra praça que tenha a mesma centralidade e o mesmo simbolismo, que as manifestações perdem o seu simbolismo e a sua força política e que, de resto, o mercado natal também não é eterno. Portanto, é aqui um bocadinho de facto apelar à capacidade negocial de ambas as partes para se sentarem. Aliás, das três partes, também da Associação de Comerciantes de Lisboa, para se sentarem e encontrarem uma solução que proteja os direitos de toda a gente, para permitir o mercado natal e realmente o país não vai fechar depois do Natal, portanto, cá estaremos para o que vier.
Palavras da economista Susana Peralta, ela que é uma das assinantes desta carta, em declarações aqui à Rádio Observador. Quanto ao Porto, os subscritores consideram que há margem para encontrar uma localização para a pista de gelo prevista para a Praça Dom João I, de modo a não interferir com o protesto. Apelam também aos manifestantes que aceitem o convite da Câmara do Porto para uma reunião.
Apesar dos apelos à negociação, Carlos Moedas insiste na instalação do mercado de Natal na Praça no Rossio. Ainda assim, o autarca dá três alternativas à acampada.
Largo de São Domingos, a Praça do Martim Moniz ou os Restauradores. São estas as três alternativas para a continuação do protesto. A decisão baseia-se num parecer do Comando Metropolitano de Lisboa, da PSP, que não vê forma de conciliar o mercado natal e os protestos pela habitação no Rossio. As autoridades indicam que o mercado tem preponderância face à manifestação. A defesa da ativista Renata Cambra, entretanto, avançou com uma providência cautelar para suspender a decisão do autarca de Lisboa.
Também a marcar a atualidade nacional este sábado. O secretário-geral do Partido Socialista quer explicações do governo, Ricardo, sobre as duas mortes no Algarve por alegada falta de assistência médica.
Diz estar preocupado com os relatos que chegam do Hospital de Portimão, onde o mês passado e também esta semana, duas pessoas morreram enquanto esperavam por assistência médica. O líder do PS já falou com a autarca de Portimão e quer agora ouvir explicações do primeiro-ministro.
Entendo que o primeiro-ministro tem o dever De explicar publicamente o que se passou para termos tido duas mortes por falta de assistência médica naquele hospital de Portimão. O senhor Presidente da Câmara Municipal de Portimão, com quem já pude falar, transmitiu-me que as informações que tem são muito preocupantes, porque está a haver uma falta de médicos na urgência. As pessoas esperam horas e horas por assistência médica e temos a notícia de duas mortes para as quais é preciso uma explicação, que é devida às famílias.
José Luís Carneiro, palavras em Vila Nova de Gaia, a referir-se a dois casos no hospital de Portimão. Um doente que terá estado cerca de 24 horas sem observação médica e acabou por morrer. Este caso junta-se à morte de um homem de 87 anos, que esteve alegadamente também 12 horas à espera de atendimento médico. Hoje o presidente da Câmara de Portimão pediu que estas denúncias sejam levadas a sério.
Oito minutos para lá das 20:00 e tempo ainda nesta edição de atualizar a informação de âmbito local que está a marcar este sábado, 7 de novembro. Ricardo.
Começamos na Azambuja, Vicente, onde vai ser criado um passe mensal com o custo de €40 para viajar de comboio até Lisboa. A medida entra em vigor a 1 de maio e pretende corrigir a situação dos residentes no concelho que, apesar de pertencerem ao distrito de Lisboa, não estavam abrangidos pelos descontos dos passes Navegante. A Câmara Municipal anunciou também um desconto de 35% nos passes mensais dos transportes rodoviários da Lezíria do Tejo. A Câmara Municipal de Sesimbra abriu a época natalícia com um concurso para revitalizar o comércio local. É uma aposta do município para dar destaque ao comércio tradicional e incentivar o consumo local durante a quadra festiva. O concurso divide-se em duas vertentes: a entrega de cupões por cada compra superior a €10 nos estabelecimentos aderentes e também uma competição que vai premiar a melhor decoração de montra. Os comerciantes podem participar gratuitamente. Têm até 11 de novembro para se inscreverem na iniciativa. O município de Odivelas celebra 28 anos no dia 19 de novembro. Para comemorar a data, a autarquia está a promover várias iniciativas. Entre as celebrações, destaca-se a tradicional Corrida D. Dinis e também um concerto de Diogo Piçarra. O aniversário do município prolonga-se por três dias de muita festa. A programação está disponível no site da autarquia de Odivelas. Falamos também de um livro que eterniza os 135 anos de história da Santa Casa da Misericórdia de Oliveira de Azeméis. A obra, da autoria de Mário Silva e António Rebelo da Costa, é um testemunho do caminho percorrido pela instituição desde a fundação, em 1891, até aos dias de hoje. A apresentação do livro constituiu um dos momentos das comemorações dos 135 anos. Vila Nova de Famalicão realiza amanhã a 11ª Gala do Desporto no Pavilhão Municipal. A iniciativa vai distinguir cerca de 245 figuras do desporto, entre as quais 225 atletas, 10 treinadores e 10 equipas em 35 modalidades. A cerimónia começa às 9:00 da noite e pretende reconhecer o mérito desportivo e valorizar os atletas famalicenses. Em Leiria, a Festa das Colheitas regressa amanhã à Bajouca para celebrar os produtos e tradições da região. O evento reúne uma grande variedade de expositores distribuídos por quatro áreas: artesanato, decoração, aromas e bem-estar, produtos também agrícolas da horta e do pomar, doceria e petiscos tradicionais. Um dos momentos altos da festa será o tradicional magusto, gratuito para todos os participantes. Está marcado para às 15:30, em homenagem a São Martinho.
Notícias de regresso no intervalo do jogo entre Sporting e Murairense, que vamos acompanhar já a seguir na Rádio Observador, com relato em direto. O apito inicial do jogo marcado para as 20:30, por isso as notícias devem estar de regresso cerca das 21:15, 21:20.
Tu és bom a fazer contas.
Não, sobretudo com horas. Só essas contas mesmo, Ricardo.
Até já.
De resto, sou matemático, há quem diga. Um grande abraço. De regresso já daqui a pouco, Ricardo Lopes, nesta noite informativa de sábado. Já a seguir vamos até Alvalade para a estreia de Paulo Fonseca, Sporting Murairense, a contar para a 11ª jornada.