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Este indicativo é da pura responsabilidade
Isto ficou mesmo indicativo.
Eu não tenho nada a ver com isto.
Isto é espetacular.
Eu pensei que estavam a brincar ontem.
Estão a brincar? Isto é a brincar.
Não é a vossa voz, acho eu.
A minha não é.
Não, a minha também não é.
Espero bem que não seja.
Não sei quem foi.
Parecia a tua.
Não.
Rita, não era a tua?
Não era.
Foi alguém da sonoplastia.
É uma estreia. Isso ninguém nos tira, é uma estreia nas manhãs 360, Momentos de Glória. É uma espécie de apanhados ou melhores momentos dos nossos políticos, figuras públicas. E para isso junta-se a nós, a partir de hoje, a Rita Camarnão.
Olá, outra vez. Bom dia.
Bem-vinda. Como é que vocês estão?
Está tudo .
Está animadíssima a esta hora da manhã.
Eu não estou muito animada, porque logo assim que acordei, vi uma barata na casa de banho.
Quem não?
Mas é que na casa de banho estamos completamente protegidos.
Hoje em dia a barata diz que tem sapatinho.
Estará no nécessaire, estará debaixo do sabão. Eu sei lá, eu sinto-me quase na prisão.
Olha só esta energia.
A pessoa não está preparada para isso.
Não, é a agitação da barata.
Rita, o que é que nos trazes para esta estreia?
Neste primeiro episódio, viajamos até Santa Maria da Feira.
Bora!
Vamos lá.
Onde a campanha autárquica já se faz com alguma pujança e nas redes sociais, o candidato pelo PS, Márcio Correia, é muito ativo. Para quem não conhece, vamos a uma musibucha.
Eu adoro o azul. O azul é uma cor que me transmite esperança, naturalidade.
E é com naturalidade que o teu destino é a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. Mas até lá, há que manter os olhos bem abertos.
Eu durmo pouco.
Pronto, ninguém o vai apanhar a dormir.
Tem que ter os olhos bem abertos.
Mas o azul é da esperança.
Começou a ser o verde.
Isto deve ser de álcool.
Então, mas quais são as propostas deste candidato?
Márcio Correia, que gosta de azul e dorme pouco, promete baixar o preço da água. E há algo que também lhe desperta muito interesse, que é a Feira Medieval, muito conhecida em Santa Maria da Feira. Não sei se já foram.
À feira, não. A Santa Maria, não.
Já fui à de Óbidos.
Há muitas feiras medievais.
Há mais feiras medievais agora do que havia na Idade Média.
Eu adoro esta ideia. É mesmo verdade.
E falta a peste negra.
É mesmo verdade. Vamos ver o que ele promete.
Como presidente de câmara, irei valorizar as associações, reduzir o preço das tabernas e aos voluntários, aumentar o preço por hora do seu trabalho.
O preço das tabernas?
São as bancas, as tachas da feira.
Exato, são as tachas da feira. Agora, o que eu pergunto é...
Bebes uma ginjinha aqui, uma cerveja ali, e depois quando chegares ao fim da rua, já não consegues.
Já não sabes onde é que estás. E aqui o mais surpreendente, acho eu, arrisco-me a dizer que ele vai dobrar o preço por hora do voluntário, porque é fácil multiplicar por zero.
Claro, eu fiquei a pensar nisso. Como é que vai aumentar o valor pago aos voluntários?
Bom, e num outro assunto, completamente diferente.
É o subsídio de refeição.
Exato, sim. Mas duas vezes, já para dois lanches.
Sim, duas bifanas.
E num outro assunto, então, Márcio começou uma rubrica nova nas suas redes sociais, chama-se "Fala, Márcio", onde aborda pessoas que o conhecem para falarem sobre ele. No primeiro episódio, que estreou na segunda-feira, encontrou a sua professora primária.
Ainda se lembra de mim?
Claro que eu me lembro de ti.
Como é que eu era na escola?
E claro, quando fazemos esta pergunta
Ou combinas isto muito bem, ou então...
Fica curioso.
Pois, isto não foi nada combinado. Já vão perceber porquê. Quando fazemos esta pergunta à nossa professora primária, estamos à espera de largos elogios. E reparem neste som que vamos ouvir a seguir, que é um dom das professoras dizer coisas más de uma forma doce. Conhecem a expressão meter terços? É isso mesmo.
Quando chegaste a mim, não estavas muito habituado ao meu ritmo de aprendizagem e de ensinar. Mas de facto, quer-se que me evidentemente entraste muito bem e conseguiste chegar onde chegaste.
Obrigada.
Não tinha ritmo, o Márcio era lento.
Conseguiste chegar onde chegaste. Não foi muito longe, mas pronto, também eras um bocado lento.
A sensibilidade política da professora que disse aquilo desta forma.
Mas elogiou-se é ela.
É sim, se calhar ela tinha um ritmo muito rápido: "Márcio, Márcio, Márcio, bora!"
Mas o Márcio, se calhar foi aqui que ele começou a dormir pouco.
Exatamente.
A abrir a pestana.
Sim, era hiperativo, não conseguia ter atenção. Mas vamos agora deixar o Márcio em paz. E claro que ele não está sozinho nesta corrida à presidência da Câmara de Santa Maria da Feira. Quem também é muito ativo nas redes sociais é o candidato Paulo Mota.
Como o próprio nome indica.
Exatamente. É pela Iniciativa Liberal, a freguesia de Canedo, em Santa Maria da Feira, e costuma fazer sketches com dois rapazes, pobrezinhos, onde ele aparece no fim a dar resposta aos problemas. O que vamos ouvir agora são esses dois rapazinhos com dois tubos grandes às costas, vestidos de pedreiro, e um senhor com uma retroescavadora ligada, e começa o teatro.
"Diogo, onde é que vocês vão?" "Vamos concluir o saneamento que ficou esquecido na freguesia de Canedo." "O Rui, o Marcelo e o Diogo têm razão, mas vamos ter que aguardar que a Iniciativa Liberal seja eleita para podermos intervir."
Bom.
Está muito bem estudado.
Mas há vários vídeos. Recomendo vivamente assistirem. Têm muita graça.
Aliás, como se viu.
Ou se ouviu.
Exato. E tudo muito natural.
Super espontâneo. "Vamos lá para o saneamento."
E há melhor, ainda há vários.
Ainda há melhor do que isto? Não acredito.
Se calhar não. Mas há. Ainda sobre o Paulo Mota, ele fez um alerta em caps lock à população que pode ser útil e é uma história muito longa, tive de cortar, mas fica o essencial. Vamos ouvir.
Visto que estou candidato à Junta de Freguesia de Canedo, compete-me deixar este alerta para o povo de Canedo. Em março, tinha um carro à venda, coloquei o meu número de telefone. E continuamos a andar normalmente com o carro. Em junho, recebemos uma notificação da Câmara alegando que iríamos pagar uma coima de 250 a 3.000 €. Portanto, quem tem as viaturas nesta situação, quero deixar este alerta: façam cuidado.
Sabiam disto? É proibido.
Claro que é proibido.
A GNR, esta história.
É proibido teres o teu número de telefone no teu carro.
No teu carro.
Como assim?
Nós pomos ali embaixo na garagem do Observador para as pessoas poderem tirar o carro.
Na segunda fila.
O vende-se eu sabia.
Quando tu colaste o número de telefone no teu carro, não era para toda a gente ter o teu número?
Não.
Ah, ok.
Era para vender.
Não, não era para vender. Lá está, é para tirar o carro quando alguém quer estacionar, quando eu estou em segunda fila. Mas sim, é proibido meter o seu número e ele ainda chegou a ter uma chamada da GNR. Isto tem contornos muito estranhos.
Não, isso aqui é política.
Façam cuidado.
Bom, vamos agora a outros candidatos. Existe o partido Chega, que apresenta na sua página de corrida às autárquicas de Santa Maria da Feira, alguns candidatos nas listas com propostas muito concretas. E comecemos com Roberto Bastos, que no vídeo encontra-se na Rotunda da Bola, em Santa Maria da Feira, e sente que falta algo.
Temos aqui um mato, que até está bem tratado, mas olhando aos autocarros que param, faltam-nos aqui umas mesas para essas pessoas usufruírem dos seus piqueniques.
Mas um piquenique na rotunda?
Reparem, é a rotunda de entrada de Santa Maria da Feira, é ali na Rotunda da Bola. E há muitos autocarros que param logo a seguir à rotunda e faltam mesas para termos vista para a Rotunda da Bola. Mas sabem que eu cada vez mais acredito que as únicas pessoas que se interessam por rotundas são os autarcas. É que é sempre com cada estrutura. E nós não queremos saber, nós só queremos saber da saída. Ninguém olha para cima.
A vossa obsessão com as rotundas é que não entendo.
Mas o Paulo gosta. O Paulo gosta bué de rotundas.
Não, das formas mais eficazes de ordenar território.
Mas o problema não é a rotunda, é aquilo que se põe lá no meio, ó Paulo. Aquelas obras, aquelas distrações.
Só falta fazerem um centro comercial numa rotunda.
Depende do que se põe no meio.
Pois, claro.
Mas é porque o meio nós não ligamos, só queremos a saída, mais nada.
Não se esqueçam nunca que circular é viver.
Circular é viver.
O sistema de circulação é muito importante.
Bom, mas há mais ainda deste partido. Tiago Pereira, outro candidato pelas listas do Chega, estava a sair do trabalho e deparou-se com uma situação.
Atualmente são meia-noite e ao passar aqui depois do meu trabalho, reparei que o nosso cemitério da freguesia de Espargo está aberto, como vocês podem ver.
Uma chatice.
Perdão. Freguesia de Espargo.
Como é que é possível?
Está aberto o cemitério. Eu só espero, Espargo, só espero.
Isto é para a população satânica.
Mas sabem, há farmácias 24 horas.
Espero que ninguém aproveite e fuja de lá.
Exato. E há cemitérios 24 horas, nunca se sabe.
E Espargo faz toda a diferença.
E é em Espargo, sim. Eu só espero que o cemitério calhe mesmo a caminho de casa, senão é tudo muito assustador. Só não é mais assustador, porque ele tem a voz fininha e isso aligeira um bocadinho o tom mórbido. Mas bom, Tiago Pereira só quer mesmo deixar uma mensagem de esperança.
E nós, Chega, vamos criar um horário para fechar e abrir todos os nossos cemitérios. Boa noite para todos.
Boa noite. E que haja horário nos cemitérios para morar center.
É a reforma estrutural que o país precisa.
É o horário do cemitério.
Exato. Tem de haver, não é?
Tem de haver.
É das novas. Até podia ser um horário noturno.
Claro.
O after hours.
Sim. Bom, e é tudo por hoje. Amanhã há mais.
Amanhã há mais "Momentos de Glória" com a Rita Camarano. Também pode participar. Se tiver vídeos de momentos insólitos, dos nossos políticos, de figuras públicas, não hesite em enviar-nos por e-mail para ouvinte@observador.pt ou então por WhatsApp 910024185.