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E se de repente está numa conferência de imprensa e toca o alarme de incêndio?
É um jogador que tem um motor de alta cavalagem, ataca muito bem espaços, tem critério. Pânico no Estádio da Luz. Bora. Não?
Pois é.
Posto a falar de cavalagem, e olha.
Isto não foi impulso, isto foi José Mourinho bem disposto depois de uma vitória por 4x0 com o Estrela da Amadora, não havia pânico no Estádio da Luz. Mas como é que estarão os candidatos para o debate presidencial logo à noite? Bom, em primeiro lugar, há quem esteja muito revoltado.
Então o candidato do Partido Socialista, que diz que é pela democracia, que é em nome de todos os portugueses, que quer combater a desinformação nas redes sociais, afinal só quer fazer um debate? Como é que isto é possível? O nosso candidato, André Ventura, o próximo presidente da República Portuguesa, queria ir ao confronto das ideias, queria esclarecer os portugueses, queria fazer pelo menos três debates, um em cada semana destas que faltam até ao dia 8 de fevereiro. Mas infelizmente, parece que o seguro está inseguro e tem é medinho do André Ventura.
Música muito alta.
É isso que eu aconselho.
Baixar um bocadinho a trilha.
Se só não fosse, baixar um bocadinho.
Ou então aumentar mais.
A pista da trilha. Pronto.
É, mas aqui Pedro Frazão a fazer um trocadilho, António José Seguro, inseguro. Rita Matias vai mais longe, aliás, vai ao cesto da fruta.
Não se pode votar em Seguro, que é o candidato que me trata que é um frouxo, que é um bananão, que tem medo de ir a debate. É um bananão!
Primeiro, acho que a linguagem.
Não, é uma linguagem, mas é uma expressão portuguesa.
Aqui a linguagem foi forte.
Um bananão.
Mas a estratégia de-
Nível. Classe.
Há os bananões, há os bananinhas, há os bananas.
Rita Matias diz que é uma expressão.
É uma expressão, um bananão, claro.
A estratégia de António José Seguro tem sido não ir a jogo, mas não é que Seguro agora até resolveu abrir o jogo.
O que é que poderá ser a minha maior fraqueza? Tenho tantas fraquezas, estou aqui a escolher qual é que seria a minha maior. Talvez quando entro num estúdio de televisão, em que sinto uma pressão muitas das vezes. Eu costumo dizer que visto um escafandro, fico mais...
E agora com concorrentes que estão na televisão ao longo da semana.
Sim. As pessoas dizem, quando me conhecem pela primeira vez: "Você devia falar com cada português individualmente, para eles o conhecerem verdadeiramente como é". Talvez essa seja a minha maior fraqueza, que para um candidato presidencial precise de ser trabalhada muito para eu ser realmente quem sou.
Isto foi uma entrevista há duas semanas com Timo Vieira. Se o candidato revela algumas fraquezas, tem também uma bela dose de confiança.
Eu fico admirado comigo próprio. Não sei se fica bem dizer em público.
Portugal às vezes precisa do Ronaldo.
Eu agora, de vez em quando, vou me ouvir e vou me ler há 10 anos, há 15 anos, e eu próprio fico impressionado com o que é que dizia na altura e o que é que digo agora.
Portanto, satisfeito com aquilo que disse no passado. Às vezes, o que se diz não envelhece bem, mas há outras alturas em que um debate é tão bom, tão forte, que fica pra história.
Deixei falar à vontade, todo o tempo, mas estou a ver que não gosta muito de ouvir a minha opinião.
Até gosto muito de ouvir.
Perfeitamente. Agradeço e então continuo.
Aqui ouvimos Mário Soares e Álvaro Cunhal. Estávamos à beirinha do 25 de novembro, quando há a frase.
E o que o Partido Comunista deu provas durante estes meses é que quer transformar este país numa ditadura. E existem imensos exemplos históricos.
O olho que não, o olho que não. Será que mais logo vamos voltar a ter assim momento tão marcante como este? Vamos ver.