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Estes são os momentos de glória da Rádio Observador ou na Rádio Observador, os momentos de glória.
Não são nossos.
Nós também temos alguns.
Cada dia cada gafe.
Nós temos alguns quando os microfones estão fechados.
E às vezes abertos.
E às vezes abertos.
No meu caso é mais aberto. Cada dia cada gafe. Olha, foi difícil hoje vir para cá. O mau tempo está a afetar muito a nossa vida, está a preocupar-nos, está a ser difícil.
Então!
Esta manhã era muita chuva, muito vento.
Sim.
É.
Algum receio das árvores.
A Maria Escaja não sentiu nada os efeitos do mau tempo da semana passada.
Não.
Não, mas teve pena.
Gosto de sempre estar envolvida e de fazer parte das pessoas, como o Zé Pedro, que dão pela tempestade. E quando acordei tive alguma pena de não ter sentido.
Há pessoas que gostam de estar incluídas.
Claro! É o FOMO, fear of missing out.
É esse mesmo. Felizmente, se não sentiu é porque não teve muitos estragos onde vive, mas se calhar até pode ter havido uma vítima.
Apesar de ter visto um ratinho morto na rua, na estrada, e isso perturbou-me.
Isso é que é nojento.
Coitadinho, se calhar o morredor é mais uma fatalidade da tempestade. Mas como é que morre um rato no meio da estrada, no meio desta tempestade? Como é que isto é a fatalidade na minha rua?
É uma pergunta.
É uma pergunta que todos nós fazemos.
Pior é só partir uma unha, de facto.
No meio da tempestade. A fatalidade. Em nome da verdade, a Maria Escaja já explicou que quando gravou este podcast não sabia ainda toda a dimensão dos estragos. E a verdade é que houve um rasto de destruição, casas e armazéns sem telhados, falhas de energia, falhas d'água, escolas fechadas e falta de internet.
Antes de mais, eu sou gago, então se ouvirem interferências, isto não é net. Isto foi basicamente na sexta-feira passada e um amigo meu... Diga.
Não, estava a lhe pedir desculpa pela sua introdução, que teve alguma piada, mas não é problema o facto de ser gago. Por favor, continue.
Não, mas é verdade. Mas é que eu sou gago.
É gago.
Não parece, não se atrapalha.
Fala bem. Eu aqui não sei o que é mais divertido, se é mesmo esta honestidade desarmante do convidado ou a gargalhada do jornalista da TVI, José Gabeu Cairelo.
Tem sido criticado por isto.
Tem sido criticado?
Sim, por dizer que estavam a gozar.
Não, foi uma reação à piada, porque teve piada, porque ele poderia simplesmente não dizer nada ou dizer pronto.
Foi desarmante a forma como o convidado-
Colocou a questão
A brincadeira de dizer: "Atenção que isto não são interferências", quer dizer, tem graça.
Tem muita graça e se calhar foi uma forma dele próprio também se descontrair.
Claro.
Enfim. Mas a verdade é que o mau tempo tem dado, de facto, oportunidade para muitas situações risíveis como estas, polêmicas, criticáveis. Por exemplo, aquela do vídeo em que André Ventura carrega umas paletes de água para o porta-bagagens do carro.
Muito pesado.
Sim, foi muito criticado, mas aquilo tem uma explicação.
Nestas imagens que estamos a ver, estava a chover torrencialmente, como podem ver pelos repórteres. Esta cara, que é minha, desculpem lá, se quisessem outra, não consegui arranjá-la. É porque estamos a carregar, mas sob uma chuva tremenda, dali de onde estão para a carrinha. É isso que está a acontecer.
Mas o que é natural em si e o que é que é exagero?
O que eu não consigo compreender é como é que há autarcas que dizem assim: "Esta ajuda é ridícula". Mas esta ajuda foi igual à de milhões de portugueses.
Está explicado, estava era a chover muito.
E nós sabemos que quando chove a coisa fica mais pesada.
Quando chove cai água e tudo.
A água fica ensopada.
E pesa.
E pesa.
Bom, mas vamos acabar com um final feliz.
Vamos, Carla.
Vamos falar do fabuloso destino da cadela Luzinha.
Pessoal, lembram-se da Luzinha, que foi resgatada no Barreiro? Estava abandonada. Procurávamos dar-lhe novos donos e uma família que a quisesse e que a deixasse com um futuro muito feliz, e isso já foi conseguido. E agora eu vou-lhes mostrar quem é que vai ficar com a Luzinha e quem é que vamos entregar. Mas a boa notícia é que ela tem um futuro, vai ter uma família e vai ser muito bem cuidada.
Quem é que vai ficar com a Luzinha?
Quem é?
Olá! Olha quem está aqui.
Estás boa?
Já tem uma nova família.
Vem acompanhada.
Estás pronta, Luzinha? Olha aqui. Já está.
Obrigada, André.
Obrigada, André. Quem foi? Rita Matias e o marido.
Ah!
Há luz naquela casa.
E recebem ainda uma palete de águas.
Não, mas este jovem casal, casaram há pouco tempo, vão ter agora esta Luzinha nova.
A Luzinha, uma luz para iluminar. Já tem a sua nova família, como vê, é um casal que não podia ficar melhor acompanhado. E o melhor é que ela tenha uma família e seja muito feliz. E obrigado a todos os que ajudaram. Vamos continuar a fazer isto.
Agora tem uma casa nova.
A Luzinha tem uma casa nova e é uma cadela muito bonita. Tudo está bem quando acaba bem.
Eu não sei se não deviam ter lançado concurso público para isto. Entregaram a Luzinha.