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Momentos de glória.
Ora bem, e vamos sem mais demoras à Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira.
Vamos a isso.
Vamos lá. Protagonistas, Francisco Fonseca, eleito pelo Chega, e a presidente da Assembleia Municipal, Sandra Marcelino, eleita pelo PS.
Pagamos combustíveis absurdos, seguros absurdos, impostos atrás de impostos, e depois olhamos para as estradas completamente esburacadas, os passeios completamente degradados, o caos na limpeza urbana, e as pessoas perguntam, senhora presidente: "Mas que porra? Então, afinal, para onde é que vai o nosso dinheiro?"
Senhor eleito, agora vai parado. Só dá-me aqui um segundo. Primeiro, estava a tentar ser muito abrangente na sua intervenção e, portanto, a mesa estava a ser absolutamente, acho eu, permissiva na sua intervenção. A partir do momento em que diz um palavrão, a mesa para já.
E parou. A mesa para já, e parou. Mas claro, obviamente, isto não ia ficar por aqui.
Por isso, a atitude que a senhora presidente teve aqui hoje, de terminar a minha intervenção quando eu estou dentro da liberdade de expressão que me é atribuída e pelo mandato, pela população, que nos é atribuído, de fazer as declarações que bem entender. Pronto, era só para ficar isto claro. E agora eu gostava de retomar a minha intervenção, se a senhora presidente mo permitir e não me voltasse a interromper. Muito obrigado, senhora presidente.
Senhor eleito, só o interrompi quando disse um palavrão. Foi aí que eu interrompi. Mas vai ver, está gravado. Aproveita quando for fazer o TikTok, da mesa tirou uma palavra, não tire essa parte do palavrão e a seguir eu ter interrompido.
E nós somos testemunhas, de facto, acabámos de ouvir. O palavrão estava lá, o eleito do Chega não o tirou. E podemos então continuar. Vamos lá ver se isto se compõe.
A expressão que eu usei é uma expressão popular, e eu estava a dizer que as pessoas, afinal, perguntam-se para onde é que vai o seu dinheiro. "Mas que porra é esta?" Foi a expressão que eu usei e volto a usá-la, porque não é asneira nenhuma, é uma expressão popular.
Só lhe fica mal a si.
Ó senhora presidente, está a me interromper uma vez mais.
Não faz mal, eu dou-lhe cinco segundos a seguir. Eu dou-lhe a seguir estes cinco segundos que eu interrompi. Só lhe fica mal a si. Pode continuar a usar a expressão popular.
Muito obrigado, senhora presidente. Estava a dizer que afinal as pessoas perguntam-se: "Mas que porra, para onde é que vai o seu dinheiro?" Ó senhora presidente, não tenho condições para concluir a minha intervenção.
Deixem lá o senhor concluir a sua expressão popular, porque são para além dos cinco segundos que eu interrompi, tenho que lhe dar mais cinco segundos que vocês interromperam.
Muito obrigada, senhora presidente. Estava eu a dizer, e aquilo que revolta ainda mais as pessoas é perceberem que este projeto esteve guardado na gaveta antes das últimas eleições, porque esteve. Os senhores sabiam perfeitamente que isto era impopular.
Ó senhor eleito, agora peço desculpa, não sou eu, é o senhor vereador do Chega que não se cala na mesa. Ó senhor vereador, eu tenho mesmo que pedir, por favor, que mantenha o silêncio, senão o senhor eleito não consegue acabar a intervenção. Muito obrigada. Pode começar, senhor eleito. Muito obrigada.
Acho muito interessante quando todas as bancadas aqui estavam a falar e a senhora presidente decide deliberadamente apenas falar do eleito e do vereador do Chega. Então vou retomar a minha intervenção.
Isto não é fácil.
Não é fácil. Não é só o Aguiar Branco.
Não é só o Aguiar Branco. Às vezes é bem pior. Estava aqui ainda a faltar, de facto, a palavra do próprio presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira.
Recim-sendo, senhor presidente, tem algum esclarecimento para dar, por favor?
O eleito Francisco Fonseca, do Chega, antes de brincar, tenha primeiro vergonha na cara. Muito obrigado.
De nada.
Chegou e disse.
Assunto fechado. Mas nem todos os ânimos andam assim tão exaltados na política. Há quem, de vez em quando, prefira sussurrar quando grava vídeos para o TikTok. É o caso de Pedro Frazão, do Chega. Vamos só ouvir um bocadinho, não se ouve muito bem, mas percebe-se.
Há um avião a voar com uma pessoa totalmente tapada com niqab. Deixa-me te perguntar: se nos pedem identificação para tudo e mais alguma coisa, será que faz sentido permitir que alguém viaje com os rostos completamente tapados?
É Pedro Frazão a gravar dentro de um avião e a perguntar se nós achamos normal que haja pessoas com niqab a viajar.
Porque nos pedem identificação para tudo e mais alguma coisa.
Exatamente. Mas pronto, está aqui o sussurro, de facto, que é para não lançar o alarme ali no próprio avião. Parece que andamos todos, de facto, a precisar de refrescar ideias, isto é sinal disso, e para isso o melhor é chamarmos a esta conversa o Cláudio Ramos.
Eu sei que se tirasse um curso e a minha função fosse ser técnico de ar-condicionado, eu garanto que não deixava um trabalhador a penar, a trabalhar num programa de televisão, num estúdio de televisão, primeiro com 40 graus e agora com menos 10. Eu se tirasse a porcaria de um trabalho de técnico de ar-condicionado, eu era o melhor técnico de ar-condicionado.
Vamos chamá-lo para aqui.
Eu até me rio muito com este ar-condicionado.
Aqui, não é? Acho que foi dos mais. Mas pronto.