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Não se falou de outra coisa.
O que vocês pensam sobre o trabalho doméstico feito por cada um dos casais, por cada uma das pessoas que faz o casal, deva ou não ser remunerado? Qual é a sua opinião sobre o assunto?
O trabalho doméstico feito-
Que cada um faz lá em casa
...se for equilibrado, não.
Não deve ser. Isso não.
Não deve.
E sobretudo em situações de divórcio, isto pode ser um tema. Pode demorar muito na Justiça, mas houve uma conclusão agora do Tribunal de Coimbra, da Relação, já estamos a falar de segunda instância, que dá umas luzes sobre aquilo que pode começar a ser o entendimento da Justiça sobre a matéria. Um homem foi condenado a pagar €45 mil à ex-mulher por trabalho doméstico e por cuidados à filha menor durante os 15 anos que estiveram casados. É verdade, isto não foi uma decisão fácil.
Pois, imagino que não.
Em primeira instância.
Não é fácil, não.
Sim, não é, e pode ser questionado, tem vários lados para que se olhe.
E também tem aspetos positivos, atenção.
É verdade que sim. Na primeira instância, no processo normal de divórcio, o Tribunal da Leiria recusou atribuir qualquer compensação à mulher. Aliás, condenou-a até a pagar metade de todas as despesas associadas ao crédito bancário e às despesas da casa que tinham em conjunto. A mulher recorreu e aqui na segunda instância houve uma interpretação diferente do que aconteceu. O tribunal agora, de acordo com o acórdão, considera que o trabalho doméstico tem um inegável valor econômico. Diz mesmo, agora citando: "A dedicação exclusiva ou predominante de um dos membros do casal no lar cria uma assimetria patrimonial." A dedicação, neste caso, da mulher ao trabalho doméstico, e também da filha, traduz-se, diz este acórdão, num empobrecimento por abdicação de rendimentos e progressão na carreira e num enriquecimento de quem dele beneficia, no caso, o marido. É uma interpretação que poderemos considerar ou avançada ou uma ameaça para algumas formas.
Mas os fundamentos são todos verdadeiros. É evidente.
Os fundamentos são todos verdadeiros e baseiam-se numa outra decisão semelhante em 2021, ainda, se calhar, mais interessante, que acabou por suportar este acórdão. Neste caso de 2021, o Supremo condenou um homem a pagar cerca de €60 mil pelo trabalho doméstico da ex-mulher ao longo de quase 30 anos. Eles estavam casados desde 2002, tinham passado a viver em Portugal, presumo pela leitura que sejam estrangeiros, passaram a viver em Portugal desde 2005, foi aí que compraram casa. As despesas eram suportadas pelo homem. O casal entretanto divorciou-se em 2020 e, na sequência desse divórcio, o homem é que avançou com uma ação em tribunal em que pedia à ex-mulher que pagasse €199 mil correspondentes às prestações e outras despesas relativas à compra da casa, de que a ex-mulher era coproprietária. A mulher contestou a ação, evocando aqui a questão do trabalho doméstico e da filha menor. O ex-marido contra-argumentou, porque lembrava que o casal tinha uma empregada doméstica. Ainda assim, o Tribunal da Relação de Coimbra deu como provado que esta empregada doméstica fazia trabalhos de limpeza de uma forma muito pontual em casa e que numa moradia de grandes dimensões, como era o caso, com o marido a trabalhar a tempo inteiro, naturalmente que os cuidados diários recaíam sobre um dos lados do casal.
Neste caso, a mulher.
Neste caso, a mulher, e daí deu-lhe inteira razão e com uma pena, no caso, com uma prestação significativa ainda, €60 mil pelo trabalho de 30 anos. Se fizermos as contas, 15 mil por 15 anos.
No caso, exatamente, o ex-marido pediu por 15 anos. A Justiça aqui a dar alguns sinais.
Portanto, é começar a fazer.
É começar a resolver as coisas dentro do casal, não é?
Exatamente.
E a fazerem os dois.
Isso é que é essencial.
Ficar equilibrado.
Ou então estabelecer em que termos é que um deles, no caso, por regra, a mulher sacrificasse sua carreira de uma forma voluntária.
Nossa qualidade legal é que terá um entendimento desses.
Não sei, mas era bom que se pensasse nisso.
Quando as pessoas casam, fica tudo ali.
Essa opção é tomada, por vezes, em consciência por muita gente. Quando podem, obviamente.
Estamos a dar uma dica, Paulo.
É, não sei se estás a perceber.
Sim, estamos a falar de divórcios, vamos recuar e começar a falar de casamento. O casamento da Nicole e do Fábio. Saberam dele?
Entrou um monte de gente à porta para assistir.
Exato.
Foi.
Eles também não sabiam. Nicole e do Fábio, não sabes? Casaram este fim de semana.
Pois.
Na Sé.
Na Sé de Funchal.
Foi tão importante que eu vi nas notícias.
É verdade. Na Sé de Funchal. São madeirenses radicados em França e tinham cá fora, de facto, algumas centenas de pessoas que tinham vindo para ver o casamento. Um pequeno detalhe: essas pessoas não estavam ali para ver o casamento deles, mas para o alegado, prometido, em rumores, só, casamento de Cristiano Ronaldo e Georgina Rodríguez. E assim foi. O jornal britânico The Sun tinha avançado que a Sé Catedral de Funchal estaria reservada para este fim de semana para receber o casamento do futebolista e da sua namorada.
Companheira. Noiva.
Noiva. Às 15h, e com detalhes até. O casal já teria até bloqueado dois pisos no Hotel Savoy Palace, do melhorzinho que a Madeira tem, de facto, além de várias áreas do bar, isto para acolher, obviamente, familiares e convidados Com esta chamada, com este convite no The Sun, por volta das 15h deste sábado, centenas de pessoas começaram ali a juntar-se.
Com as rosas e o arroz. As pessoas na Madeira leem o The Sun?
Lá chega. Há, seguramente. E a comunidade britânica na Madeira também é grande. Sabes que hoje as notícias correm à velocidade-
Não precisam de cortar para o trio
Não precisam. E as redes sociais ajudam a fazer o resto. Centenas de pessoas começaram a aglomerar-se junto à Sé Catedral do Funchal, na Madeira. A cerimónia estava um pouco atrasada, que também é normal nestas coisas. Eram cerca de 2000 as pessoas, todos com telemóveis ao alto.
Não era arroz, afinal, era telemóvel.
No início, é telemóvel. Não conheces o padrão?
Mandam telemóveis para cima dos noivos. As novas tradições.
O protocolo diz que primeiro são os telemóveis, o arroz só vem no fim.
E as pétalas também no fim.
Exato, com a saída da igreja.
Estou a imaginar os noivos a saírem da igreja.
Viraram-se um para o outro e disseram: "Mas tu convidaste assim tanta gente?"
"Não foi isto que combinámos". "Eu não pago o copo d'água a esta gente toda".
Toda a gente ali a tentar gravar o precioso momento. Muitos terão conseguido, só que quando perceberam que a noiva não era a Georgina Rodríguez, mas era a Nicole, os que conseguiram entrar na igreja, atenção, porque houve uns que chegaram antes para entrar na igreja. Eles já tinham visto que o Ronaldo não estava lá ao pé do altar à espera da noiva, mas era o Fábio. Esses já souberam antes da desilusão, os outros só quando perceberam que era a Nicole a aparecer e não a Georgina Rodríguez, é que perceberam que havia ali um equívoco. E para este casal de imigrantes radicados em França, enfim, foi uma cerimónia particularmente movimentada e concorrida.
Fica para a história. Vai nas notícias, não é?
Completamente. E um dos convidados disse: "Sentimo-nos famosos, não estávamos à espera disto". E lá estavam. Houve quem viajasse de propósito para a Madeira para assistir ao casamento mais mediático do ano. É um caso divulgado pela Helena Ferro Veiga, comentadora da SIC também, sicniana. A filha dela, que é grande fã de Ronaldo, fã incondicional de Cristiano, como diz a Helena, viajou de propósito da Alemanha para ir espreitar o casamento. Afinal, não era o do Ronaldo. E assim vai sendo, porque os rumores da imprensa internacional-
O Rolex combo bem.
Sempre. E uma viagem à Madeira também, com ou sem casamento de Ronaldo, vale sempre a pena. E isto são rumores na imprensa internacional, sobretudo nas redes sociais, que acabam por ser regulares. Eles já casaram várias vezes, Ronaldo e a sua agora noiva, e até há fotografias e vídeos manipulados da cerimónia, em que aparecem convidados famosos como Yamine Lamal, Mbappé, o Messi, o Neymar e por aí fora. Portanto, quase a seleção mundial toda também no casamento do Ronaldo. Estamos mesmo a ver. E daqui ficam os parabéns e votos de felicidade para a Nicole e para o Fábio.
E para o Fábio.
E para toda a gente que acompanhou o casamento na Sé Catedral do Funchal.
E dividam as tarefas domésticas.
Exatamente. E evitem estes problemas de que falámos há pouco.