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Não se fala de outra coisa. É mais uma história sobre os perigos da inteligência artificial na mão de pessoas mal-intencionadas. Uma japonesa com mais de 80 anos-

Tadinha!

...foi burlada, não enganou, não foi ela que enganou, foi burlada. Num milhão de ienes, qualquer coisa como 5.700 euros, depois de ter conhecido pela internet, um homem que se apresentou como astronauta em apuros no espaço. Como é que isto aconteceu? Ela vive na ilha de Hodaiko, no norte do Japão, conheceu o burlão nas redes sociais em julho. Ele apresentou-se como astronauta e depois de algumas trocas de mensagens, disse-lhe um dia que estava no espaço, a bordo de uma nave espacial, mas que estava sob ataque e que precisava de oxigênio.

Ataque de marcianos?

Não sei. O burlão pressionou-a para o ajudar a comprar oxigênio e conseguiu extorquir-lhe o dinheiro.

Já nem se preocupam em contar uma história que seja plausível.

Se calhar era por causa do target. Oitenta anos, se calhar.

Qualquer coisa.

Ela vive sozinha. Segundo os meios de comunicação locais, apaixonou-se durante as trocas de mensagens online. A polícia classificou o caso como um golpe romântico. Esta é a classificação da polícia. À primeira vista, sim, dá uma certa vontade de rir, mas o melhor é que esta história sirva de alerta, porque há muita gente sozinha, querente, que não questiona, que não critica, que aceita tudo. Este não é o caso único e certamente não será o último. Ainda há tempos falei aqui de uma francesa, essa mais nova, portanto não tem a ver com a idade, cerca de 50 anos, que pagou 830 mil euros a quem se fazia passar por Brad Pitt. Ele estava numa cama de hospital, que enviou fotografia . Viu-se que aquilo era montagem.

Também é implausível aparecer um Brad Pitt, mas tudo bem. Essa é uma história que tem os pés assentes na Terra.

Mas há gajos para tudo.

Então astronauta.

Mas isto é muito complicado.

E a outra que dizia que era a mãe do Brad Pitt.

Sim, é a mesma história. Era a sogra.

Eu acho que houve mais.

É todo um enredo.

Já houve mais do que um burlão que usa imagens de Brad Pitt.

Usa inteligência artificial para fazer aquelas montagens incríveis.

E a mãe do Brad Pitt. Eu gosto muito dessa parte.

Nesse caso foi 50 anos, aqui era uma senhora de 80. Tem desculpa. É mais suscetível de acreditar nestas coisas.

E comprou-lhe umas garrafinhas de oxigênio.

Mandou por correio, não sei como é que elas vão parar ao espaço. O que é certo é que mesmo os jornais britânicos mais sérios estão a falar desta visita muito importante, é quase uma visita oficial. O príncipe Harry regressou a Londres, é uma visita muito curta, uma visita de médico, são quatro dias. Mesmo com uma vida política muito tensa no Reino Unido, há um interesse muito grande sobre a agenda do filho rebelde da família real e muitas perguntas que podem parecer saídas de uma daquelas soap operas, mas é: será que o príncipe Harry vai finalmente encontrar-se com o pai e fazer as pazes com o rei Carlos III?

Imaginar a imprensa, toda em cima, tentando registrar esse momento.

Exatamente. Isto porque desde fevereiro do ano passado, portanto há quase um ano e meio ou há volta de um ano e meio, que os dois não se encontram, o rei e o filho mais novo. A última vez que estiveram juntos foi uma visita de médico, meia hora, logo depois do rei ter tornado público que estava a enfrentar um cancro. Agora, o rei está em Balmoral e Harry chegou a Londres. O rei está ainda em tratamentos e não tem compromissos oficiais previstos para as próximas semanas. A dúvida é também em relação ao irmão, William. Esse sim, tem visita oficial, mas os jornais estão mesmo a especular sobre o que é que poderá acontecer nestes quatro dias. Já vão três. Os jornais contam que assim que aterrou em Heathrow, o príncipe Harry visitou o túmulo da avó, Isabel II, que morreu há precisamente três anos. Isso foi também assinalado pela família real. Mas depois o respeitabilíssimo The Times cita amigos de Harry e dizem que ele com esta visita quer alterar a perceção de mau da fita que os britânicos lhe atribuem na grande maioria, quer alterar a imagem negativa.

Vai ter muito trabalhinho.

Vai ter, desde que saiu em 2020 para viver nos Estados Unidos com a família. O The Times lembra também que Harry não recebe financiamento público através da Coroa, nem da família real, quando sai para o estrangeiro, quando viaja.

Abdica.

Abdicou e portanto assume todas as despesas a título pessoal e a imprensa fez as contas, diz que esta visita ao Reino Unido terá custado qualquer coisa como seis dígitos. É por isso alguma coisa. O Daily Mail, no entanto, diz que à espera do príncipe no aeroporto estavam elementos da Polícia Especial, o que pode sugerir que há aqui alguma proteção mais personalizada. Seria grave se acontecesse alguma coisa. Aparentemente, o príncipe mantém muitas preocupações com a segurança. Enquanto isso, a mulher vai somando algum sucesso relativo naquela série da Netflix.

Já vai na segunda temporada.

Já vai na segunda temporada.

Que bom!

Muito vítima de bullying em relação a essa série, essa participação na televisão.

Eu vi um bocadinho e de facto não gostei, mas também não me interessa muito o Harry, porque ele, de facto, pelas escolhas que fez, acabou por ficar nesta posição em que ele próprio reconhece, que é o de mau da fita. Acontece.

Pois é. Agora, quatro dias no Reino Unido.