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Não se fala de outra coisa do ator Bruce Willis, um dos rostos mais conhecidos de Hollywood, que está a viver uma das fases mais difícil ou a mais difícil de todas da vida. A forma como a família está a lidar com esse momento tem gerado reações um pouco por todo o mundo. Ele foi diagnosticado há três anos com demência frontotemporal, uma doença neurodegenerativa sem cura, que afeta a linguagem, o comportamento, a memória. O estado de saúde do ator tem vindo a agravar-se depois ter abandonado a carreira em 2022. Ele hoje em dia está em casa a receber cuidados paliativos, rodeado pela família. É tão triste, não é?

É tão triste.

Enfim. E é no meio deste momento delicado que surge uma decisão que tem sido amplamente divulgada. A família, que junta a atual mulher, Emma Heming, a ex-mulher Demi Moore e as cinco filhas do ator, decidiu que após a morte de Bruce Willis, o cérebro será doado à ciência. O objetivo é ajudar investigadores a compreender melhor esta doença ainda pouco conhecida e sem tratamento eficaz, e a ideia é permitir avanços no diagnóstico e, quem sabe, no futuro, encontrar caminhos para uma cura. A decisão foi tomada em conjunto e com total transparência dentro da família, incluindo conversas com as filhas mais novinhas, de 12 e 14 anos, e foi revelada pela própria Emma Heming, no livro onde partilha o dia a dia desta luta. Portanto, mais do que preparar uma despedida, a família de Bruce Willis quer transformar este momento num contributo real para outras pessoas que enfrentam a mesma doença. Portanto, o ator vai deixar muito mais do que um legado no cinema.

Sim. É estranho, não é?

É muito estranho.

Muito estranho.

Então quando temos os filmes que ainda continuam a passar, os filmes com ele, é estranho imaginar que ele está assim.

E tantos filmes em que ele era fisicamente muito presente.

Sim, filmes de ação.

É, filmes de ação.

Muito bem. Olha, o caso ainda do tiroteio no jantar de correspondentes. A acusação fez agora uma cronologia mais detalhada de tudo aquilo, nas semanas anteriores, que levaram a esse acidente, juntamente com uma descrição exaustiva do armamento que Cole Thomas Hallan tinha reunido. Hallan chegou a Washington, DC, após uma longa viagem de comboio através do país. Ele vinha da Califórnia, aproximou-se do salão de baile do Washington Hilton no sábado à noite e levava um verdadeiro arsenal consigo. Isso incluía uma caçadeira de ação por bombardeamento calibre 12, uma pistola calibre 38, várias facas e punhais e uma quantidade significativa de munições para recarregar, isto segundo a acusação. Segundo esta versão dos procuradores federais, o planeamento de Hallan começou semanas antes do jantar. A 6 de abril, isto é, pouco mais de um mês depois de Trump ter anunciado que iria estar presente neste evento, Hallan procurou informações sobre o evento, depois reservou uma estadia de duas noites no Washington Hilton durante o fim de semana em que este se ia realizar. Os procuradores alegam que pesquisou o jantar, o horário, o anfitrião e os participantes esperados. Quatro dias antes do ataque, a 21 de abril, Hallan partiu de Los Angeles num comboio de passageiros que o levou primeiro até Chicago. Depois, a 23 de abril, ele embarcou num segundo comboio entre Chicago e Washington, DC. Durante esta viagem de Chicago até à capital do país, Hallan, diz a acusação, passou o tempo a ler um artigo de um jornal de Washington intitulado, tradução livre: "Vida Social, o seu guia para o fim de semana do jantar de correspondentes da Casa Branca de 2026". No fundo, aquelas dicas para estar na cidade e acompanhar passo a passo o evento e tudo à volta. Ele chegou à Union Station a 24 de abril, apanhou o metro até Dupont Circle, fez o check-in no Hilton, o hotel precisamente que acolheu o jantar, aproximadamente às 15h15, segundo a acusação. No dia do próprio jantar, ele saiu várias vezes do quarto, pesquisou no telemóvel o horário do presidente. Cerca das 20h03, tirou uma fotografia a si próprio. Aliás, a fotografia foi divulgada ontem.

A selfie.

A selfie. Tirou essa fotografia a si próprio refletido no espelho do quarto de hotel. Ele aí já mostra as armas presas ao seu corpo. Depois de verificar pela última vez o horário do presidente, saiu do quarto cerca das 20h15. Cerca de 12 minutos depois, estava a ver vídeos em direto através dos sites das televisões, dos meios de comunicação que estão a emitir em direto, que mostravam a chegada do presidente ao hotel. Portanto, ele ia acompanhando em direto tudo aquilo que estava a acontecer e os procuradores dizem que programou previamente um e-mail a explicar as suas intenções, um e-mail que estava preparado para chegar à caixa de correio de entrada de familiares, amigos e de um antigo empregador às 20h30. Portanto, minutos depois daquele momento. Minutos depois de ver no telemóvel a chegada do presidente ao hotel, aproximadamente às 20h30, ele aproximou-se do posto de controle da segurança, um piso acima do salão onde decorria o jantar e onde já estavam as individualidades todas. E antes de chegar ao posto de controle, despiu o casaco comprido preto, que no fundo ocultava o armamento que ele tinha junto ao corpo, e correu através do posto de controle em direção ao salão. Isto é aquela parte que nós já vimos através daquele filme que o próprio Donald Trump divulgou logo horas depois do acontecimento. E a partir daí, aquilo que de alguma forma já é público, portanto, o embate com a segurança e ele a ser travado. O agente disparou cinco vezes contra Hallan, sem que nenhuma das balas o atingisse. Hallan caiu no chão depois e foi logo a seguir detido. É o que conclui aqui o documento da acusação. Portanto, está aqui um bocadinho o trajeto das últimas horas e semanas deste atentado.

Agora é fácil conseguir reconstituir tudo.

É, para trás, exatamente. E o rasto digital.

Sim, é isso.

Estas pesquisas todas de telemóvel e tudo não engana, não é? Claro.