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Continuamos no total eclipse of the sun. Total só lá em cima é que vai ser total, no resto do país vai ser parcial, o que teve um efeito claro na procura por alojamentos na zona de Bragança, com reservas a serem feitas com muita antecedência. Ontem tivemos um programa aqui na rádio, o Guia para o Eclipse, só sobre isso. Desde janeiro que há reservas nos hotéis e nos estabelecimentos em Bragança e em Rio de Onor, onde se vai poder ver o eclipse de forma total.
Na fronteirinha mesmo.
Rio de Onor tem essa particularidade de ser Portugal, uma parte de Rio de Onor é Portugal.
Dá pra pôr um pé em Espanha e um em Portugal. Dá em toda a fronteira, claro.
E, neste caso, há menos oferta turística. Existem alguns alojamentos que já estão reservados há muito tempo e os donos destes estabelecimentos notaram logo que o pedido de reservas só para uma única noite, aquela do eclipse. E isto para o turismo local é excelente. Eu até diria que haveria o desejo por parte dos promotores turísticos de que houvesse um eclipse, não todos os meses, mas todos os anos, porque isso ajuda bastante. Estamos a falar do interior do país, estamos a falar do distrito de Bragança e é uma ajuda significativa para o turismo. Ainda que haja outras ofertas nesta altura, como festas, depois também há a feira medieval, e todos estes eventos acabam por ajudar a economia local. Sendo certo que o eclipse acaba por ser um evento de natureza diferente, também muito localizado e, como eu estava a dizer, que muitas reservas eram só de um dia, mesmo pessoas para irem ver o eclipse. Mas é verdade que é uma ajuda para a promoção turística da região e aqui estava a ler um artigo no Observador do Martim Andrade, em que ele dava conta das reações da população e de quem tem negócios nesta área, e que são todos muito bem-vindos, quem vai só para ver o eclipse, mesmo só por uma noite, são muito bem-vindos. E fica essa ideia de organizarmos um eclipse total ou parcial do sol uma vez por ano para ajudar algumas regiões que bem precisam destes boosts na economia. Tinha aqui uma outra notícia, muito breve, que foi divulgada pela Folha de São Paulo. Uma curiosidade, um facto insólito. Gilberto Gil, famoso músico brasileiro, ficou preso no elevador do prédio onde reside, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. O edifício chama-se Chopin, podia ser Chopim ou Chopinho, porque estamos no Brasil. Fica mesmo ao lado do emblemático do Hotel Copacabana Palace. E seis bombeiros dirigiram-se ao local após a corporação ter sido acionada para uma ocorrência de salvamento. Quando chegaram lá, quem é que estava no elevador? Gilberto Gil. A corporação publicou uma nota nas redes sociais a dizer isso mesmo: a vítima resgatada era o renomado cantor Gilberto Gil, que foi salvo com segurança pelos bombeiros militares. E depois, claro, não podia faltar uma foto.
Uma selfie, quase.
Quase uma selfie. Então vemos os seis bombeiros e o Gilberto Gil no meio, fotografado, resgatado, são e salvo. E ainda bem, pois há aqui também uma curiosidade de acordo com a Folha de São Paulo, que neste edifício de 12 andares vivem também outras celebridades como Fábio Porchat ou Maitê Proença. Não consta que tivessem tido necessidade de serem resgatados, quer do elevador ou então dos próprios apartamentos. Às vezes acontece de ficar sem a chave, também podia ter acontecido. Não aconteceu. Desta vez foi só mesmo Gilberto Gil que ficou preso no elevador, mas os bombeiros do Rio de Janeiro salvaram-no e está tudo bem, como podem comprovar pelas fotos.
E quando ele fica preso no elevador, será que ele canta música de elevador ou não? Bom, vamos seguir em frente. Do que é que não se fala?
Como é que é cantar música de elevador?
Sei lá, só um instrumentalzinho.
Com o Gilberto Gil deve ser ótimo.
Sim, exatamente.
Já esteve cá este ano em dois concertos. Sim. No Coliseu do Porto e também em Cascais, no Clube de Jazz.
Muito bem, de que é que também não deixa de se falar? Da confusão que anda no reino do futebol, onde com o Mundial 2030, cruza-se agora com os interesses pessoais de Gianni Infantino e com a próxima eleição pra liderança da FIFA. Isto a propósito de movimentações de ontem, o jornal britânico The Times noticiou que Gianni Infantino quer uma declaração formal de apoio de Marrocos e da Arábia Saudita, uma declaração de apoio a ele próprio, à sua recandidatura à frente da FIFA. A Arábia Saudita é normalmente um de seus maiores apoiantes e neste caso concreto ainda não endossou esse apoio. Em troca, Infantino terá prometido a Marrocos que será lá que se realiza a final do Mundial de 2030. Mundial, como sabemos, deverá ter uma Coorganização tripartida entre Marrocos, Portugal e Espanha. Esta notícia é de ontem à tarde. Entretanto, a própria FIFA já veio desmentir que essa promessa terá sido feita, mas também disse que a decisão sobre o local onde se vai realizar a final não está ainda tomada. As eleições para a presidência da FIFA estão marcadas para março de 2027. O congresso da FIFA, onde será essa eleição, vai ter lugar precisamente em Rabat, Marrocos. E ainda segundo o The Times, Infantino ontem realizou, precisamente na capital marroquina, uma reunião de emergência de alto nível de funcionários dirigentes da FIFA, à procura desse apoio para a sua recandidatura. Ele tenta assim, no fundo, fortalecer a sua posição após o fracasso da proposta de venda dos direitos comerciais do mundial. A proposta do líder da FIFA é que, de facto, a final se realize no Estádio Hassan II, que tem capacidade para 115 mil pessoas, está em construção em Casablanca. Qual é o problema? O problema é que os planos para o Mundial 2030 parece que eram outros. O presidente da Federação Espanhola, Luis Rubiales, tinha dito no início deste ano que a Espanha será a sede do Mundial 2030 e a final da competição será aqui. Foi o que disse o presidente da Federação Espanhola. Ele não mudou de ideias desde então, já este verão disse aos jornalistas que não tem a menor dúvida de que não há justificativa para a Espanha não ser a sede da final, não acolher a final do Campeonato do Mundo. Vamos agora saber qual é a reação também de Portugal e de Espanha a estas movimentações de Infantino, mas temos aqui, de facto, o futebol a dar pano pra mangas com os desenvolvimentos todos acerca do Mundial 2030. Claro.