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Vamos ao Jornal das 5, com o jornalista Miguel Vitor Dias. Miguel, em destaque neste noticiário, essa situação em Lisboa: um protesto à porta do Campus 21, a sede de vários ministérios. Um protesto que já obrigou a mobilizar o Corpo de Intervenção.

Algumas dezenas de bombeiros estão concentrados em frente ao edifício que concentra vários ministérios. O Corpo de Intervenção da Polícia de Segurança Pública foi mobilizado para o local e, ao que o Observador apurou, as portas do Campus 21 foram encerradas. Ainda não foi possível apurar as motivações do protesto, que terá apanhado de surpresa as forças de segurança por não ter sido previamente anunciado. A Rádio Observador está também a chegar ao local para, em breve, poder adiantar mais detalhes.

Contamos com essa reportagem ao longo desta tarde política. Miguel, destaque também para o Conselho de Ministros que se realizou hoje e com essa confirmação de que o governo vai aumentar o complemento solidário para idosos.

São mais €50 a partir do próximo ano. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro no final da reunião de Conselho de Ministros na Guarda.

Posso hoje, que é o Dia Internacional da Pessoa Idosa, dizer que do Orçamento do Estado estará integrada a decisão de aumentarmos pela quarta vez o valor de referência do complemento solidário para os idosos. O aumento será de €50 e, portanto, o valor de referência passará para €720, o que representa um aumento significativo face ao valor que estava vigente em abril de 2024, quando iniciámos funções e que era de cerca de €550.

Luís Montenegro, no Conselho de Ministros descentralizado na Guarda. Esta subida de €50 vai ser inscrita na proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano. O valor passa assim de 670 para €720. Até ao final da legislatura, em 2029, o governo quer atingir os €870 de complemento solidário para idosos.

Também neste Conselho de Ministros, o governo anunciou a criação de uma linha de financiamento para concluir as obras do PRR.

São €200 milhões para a conclusão de obras associadas ao Plano de Recuperação e Resiliência, tal como tinha sido prometido pelo Ministro da Economia e agora foi anunciado pelo chefe do governo.

A decisão que tomámos de aprovar uma linha de €200 milhões dentro do Orçamento do Estado para garantir que os projetos que estão inacabados possam chegar a bom termo. E também uma decisão que tomámos com vista a termos os instrumentos para monitorizar, avaliar e auditar todos os investimentos no âmbito do PRR, com o intuito de fazermos essa avaliação e também de podermos detectar alguns comportamentos que possam ter sido tomados fora das regras e, portanto, combatermos também a fraude e o aproveitamento indevido dos financiamentos que estiveram disponíveis.

Luís Montenegro, no final do Conselho de Ministros. Esta decisão abrange projetos que foram retirados do PRR antes do fim do prazo de execução, mas também obras que permaneceram no programa, mas não ficaram totalmente concluídas. Entre estas encontram-se escolas, centros de saúde, creches e projetos de IPSSs.

Primeiro-ministro que não está à margem do caso Cristiano Ronaldo. Luís Montenegro está preocupado com os danos de reputação perante esse abandono do capitão da Seleção Nacional.

O chefe do governo falou ao telefone com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, com o selecionador nacional Jorge Jesus e também com o próprio Cristiano Ronaldo. Foi isso que apurou o Observador. Luís Montenegro teme as consequências deste episódio, não só para a equipa que joga mais logo frente à Dinamarca, mas também para a Federação e para a imagem global de Portugal.

O presidente do Governo Regional da Madeira também falou e saiu em defesa de Cristiano Ronaldo.

Miguel Albuquerque foi hoje confrontado com a polêmica que envolve o capitão da seleção e não poupou nos elogios e no apoio a Ronaldo.

É o português mais conhecido no mundo. Nunca houve um português tão conhecido em todo o mundo. É conhecido na China, é conhecido em todo o lado. Segundo lugar, o Ronaldo foi um jogador que promoveu e prestigiou Portugal ao longo de uma carreira com mais de 25 anos. Se deve ter se chateado, fez muito bem.

Miguel Albuquerque deixou ainda críticas à Federação Portuguesa de Futebol e a Jorge Jesus.

Daqui a 30 anos, ninguém sabe quem é que foi o selecionador, ninguém sabe quem é que estava à frente da Federação Portuguesa de Futebol, ninguém sabe quem é que comentava o futebol e toda a gente, daqui a 30, 40, 50 anos, vai saber quem é o Ronaldo. É a diferença entre a grandeza e a mediocridade.

A crítica do presidente do Governo Regional da Madeira, à margem da inauguração de um novo edifício residencial em Câmara de Lobos.

Quem falou também sobre o assunto foi Marcelo Rebelo de Sousa. O ex-presidente da República pede união em torno da Seleção.

À margem do Fórum La Torre, em Espanha, Marcelo Rebelo de Sousa diz que a equipa das Quinas enfrenta um momento crucial e por isso deixa um apelo.

Hoje temos que estar todos unidos, porque o que importa é a seleção portuguesa, é Portugal, e temos que estar todos unidos atrás de Portugal. Hoje, sobretudo, temos o jogo na Dinamarca e domingo lá estarei com a Noruega.

Já diretamente sobre a atitude de Cristiano Ronaldo, o antecessor de António José Seguro escusou-se a comentar.

Sobre essa matéria, queria não fazer declarações no estrangeiro.

Marcelo Rebelo de Sousa, à chegada ao Palácio de Congressos de La Torre, a província de Pontevedra, na Galiza, uma cerimônia que conta com a presença do rei de Espanha, Felipe VI, e do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez.

Seguimos para outro tema. Portugal é o país da União Europeia que regista a maior subida do preço das casas

No segundo trimestre, por comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a informação consta nos mais recentes dados do Eurostat. O crescimento do preço das casas no segundo trimestre é muito acima da média dos 27 estados membros e dos países da zona Euro. A subida em Portugal foi de 16,5%. A média da zona Euro é de apenas 4%.

O presidente da República falou hoje para assinalar as diferenças das guerras modernas e sublinha que Portugal precisa de oficiais preparados para os novos tempos.

António José Seguro entregou esta tarde as espadas, o símbolo da autoridade militar, aos novos oficiais que ingressam no quadro permanente do exército. O comandante supremo das Forças Armadas quis alertar os novos oficiais para as particularidades das guerras modernas, mas lembra que a máquina nunca vai substituir as qualidades humanas.

Os combates que enfrentareis serão completamente diferentes daqueles que enfrentaram os vossos antecessores. As guerras modernas já não se travam apenas no terreno. Combatem-se também através da informação, da tecnologia, do ciberespaço, da inteligência artificial, da manipulação da percepção, da velocidade da decisão. O campo de batalha tornou-se multidimensional, mas há algo que permaneceu imutável. Nenhuma tecnologia substitui o caráter.

O presidente da República nesta cerimônia, que assinala a passagem dos militares recém-formados para a carreira profissional de oficial. António José Seguro destacou também o trabalho dos militares no combate aos incêndios e no auxílio prestado nas cheias deste ano.

Falamos agora de Sebastião Mugalho, porta-voz do PSD, que diz que não está preocupado com a posição da Aliança Democrática nas mais recentes sondagens.

Sebastião Mugalho participou hoje no almoço do International Club of Portugal, em Lisboa. Em resposta a uma pergunta sobre os resultados dos últimos estudos de opinião que colocam a AD em terceiro lugar, com PS e Chega à frente, o porta-voz diz que só está preocupado com a sondagem das urnas.

Eu não tenho nada contra as sondagens. Não tenho mesmo. Eu respeito muito quem as faz, mas eu não estou muito preocupado com isso, com franqueza. Não é porque me seja indiferente aquilo que as pessoas ou um determinado conjunto de pessoas auscultadas sentem, dizem ou pensam determinado momento. Claro que não é indiferente. Não é por isso. É porque eu estou convencido de que a legislatura será cumprida e que no dia em que formos chamados novamente às urnas, os resultados que todos queremos estarão lá. Portanto, as sondagens com as quais estou preocupado são as sondagens das urnas, e essas até agora têm sido favoráveis e em 2029 eu estou convencido que também o serão.

Sebastião Mugalho considera assim que se PS e Chega se juntassem no Parlamento para derrubar o atual governo, as sondagens também iam mudar.

O que as sondagens diriam se o PS e o Chega se coligassem no Parlamento para derrubar o governo? Iam continuar a dizer o mesmo? Os portugueses seriam indiferentes a uma coligação entre o PS e o Chega para derrubar um governo que assegurou três orçamentos de Estado sem aumentar um imposto, sem baixar uma pensão, pelo contrário, aumentá-las, com excedente orçamental e com crescimento econômico acima da média europeia? Os portugueses iam ser indiferentes a uma coligação entre o PS e o Chega para derrubar esse governo? Eu acho que as sondagens mudariam muito rapidamente.

O também eurodeputado centrou o discurso inicial na importância da União Europeia no contexto internacional. No futuro, considera que alguns ministros portugueses, que já foram eurodeputados, têm tido grande influência nas medidas que Bruxelas quer implementar na Europa.

O Chega vai a eleições internas no próximo dia 31 de outubro.

As candidaturas devem ser apresentadas até o dia 12 de outubro. O atual líder André Ventura já tinha indicado que avançaria com uma recandidatura quando fosse agendada a nova convenção do Chega. A eleição direta para a presidência do partido realiza-se semanas antes do congresso que está marcado para novembro, onde serão eleitos os órgãos nacionais do partido, depois das questões de natureza estatutária levantadas pelo Tribunal Constitucional.

Cinco da tarde e 11 minutos. Miguel Vitor Dias, vamos a outras notícias que estão a marcar a atualidade.

O diretor nacional da Polícia Judiciária reitera que tem condições para se manter no cargo, apesar de estar a ser investigado por falsidade de testemunho e abuso de poder. Em causa um inquérito do Ministério Público a Carlos Cabreiro, relacionado com declarações prestadas no âmbito do processo Football Summit. É suspeito de falso testemunho e abuso de poder por ter alegadamente estado envolvido numa escuta ilegal. Esta manhã, o diretor da PJ reiterou que está em condições para desempenhar esta função.

Estou em condições de manter no cargo e afirmo convicção daquilo que tenho que fazer na Polícia Judiciária.

E sente a confiança por parte da tutela para se manter no cargo?

Claro que sinto.

Carlos Cabreiro numa aula de combate à corrupção numa escola secundária em Lisboa. O diretor da Polícia Judiciária, que quando questionado pelos alunos sobre se já tinha utilizado a arma em serviço, disse apenas que só matou na PlayStation e que, apesar de já ter utilizado a arma, felizmente não matou ninguém. Foi a última pergunta desta aula dada por Carlos Cabreiro numa iniciativa que junta vários membros do governo e das forças de segurança de combate à corrupção nas escolas portuguesas.

Miguel Vitor Dias está de regresso à antena da Rádio Observador às 17h30 com uma síntese de notícias.