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As notícias com Beatriz Félix. Boa noite, uma da manhã. Vamos atualizar as notícias na Rádio Observador. O candidato do Bloco, Luís Marques Mendes, deixa elogios ao pacto para a floresta, mas defende que deve ser feita uma avaliação ao que correu mal este verão na gestão dos incêndios. Avaliação essa que deve ser estendida também às medidas tomadas após os trágicos incêndios de 2017. O antigo presidente do PSD esteve este domingo de visita à Feira de São Mateus, no distrito de Viseu. Foi lá que o candidato do Bloco considerou que as medidas anunciadas pelo governo são positivas. Ainda assim, diz que há primeiro duas coisas a fazer.

Primeiro, é preciso avaliar o que é que correu mal nesta época de fogos. Sem isto, o pacto fica coxo. E ao mesmo tempo, é preciso também fazer uma outra avaliação, de que pouco se tem falado, que é relativamente às medidas do pós-2017. As medidas que foram tomadas depois dos incêndios de 2017. É preciso saber: foram cumpridas ou não foram cumpridas? Foram na direção certa ou na direção errada? Estas duas avaliações são indispensáveis para que um pacto para a floresta não seja apenas retórica e tenha conteúdo útil.

O candidato à Presidência da República falou ainda sobre a diminuição do número de alunos colocados na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior. Marques Mendes quer um estudo para perceber as causas deste decréscimo.

Isto não é bom. Agora, vários especialistas dizem que há várias razões possíveis. Razões demográficas, razões que têm a ver com as novas regras de acesso ao ensino superior, que são mais exigentes que as anteriores, ou também a falta de alojamento estudantil que possa afastar alguns jovens do ensino superior. O que eu digo é o seguinte: sejam quais forem as razões, estas que eu apontei ou outras, é preciso fazer um estudo.

São declarações de Luís Marques Mendes, este domingo, na Feira de São Mateus, em Viseu. Recordo também que este ano houve menos nove mil candidatos ao ensino superior, não chegando aos 50 mil. Voltamos ainda aos incêndios. O Chega vai mesmo avançar com uma comissão parlamentar de inquérito aos fogos e quer equiparar os incendiários a terroristas até ao Natal. André Ventura esteve esta tarde a visitar os territórios afetados pelos incêndios em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria. Confirma que vai avançar com uma comissão parlamentar de inquérito. O JPP já tinha anunciado uma iniciativa neste sentido. André Ventura diz que há quem esteja a lucrar com os incêndios.

A Grécia tem menos população que nós, ou uma população semelhante, tem menos território que nós e tem 17 Canadair para combater os incêndios. Por que nós não temos? Porque alguém está a lucrar com isto e alguém está a ganhar dinheiro com isto. E eu acho que é tempo, sinceramente, de o Parlamento parar, mesmo quando vier o inverno, que este assunto torna-se menos apelativo, e talvez menos popular e talvez menos mediático, não parar de investigar isto. E é isso que nós vamos fazer. Nós vamos fazer mesmo uma investigação a sério aos fogos, vamos propor ao Parlamento que o faça, que não deixe nada igual nesta matéria.

Foram declarações de André Ventura este domingo à tarde em Leiria. O líder do Chega quer que o Parlamento equipare incendiários a terroristas, mesmo antes do final do ano, e aconselhou o primeiro-ministro a sair do gabinete e ir para o terreno. E o PCP defende que o país não precisa de um pacto para a floresta. Os comunistas atacam as políticas do PS e PSD, partidos que acusa de retirar milhões de euros à gestão das florestas em Portugal. Paulo Raimundo, numa iniciativa organizada pela CDU em Portalegre, no Salão dos Bombeiros Voluntários do Crato, critica quem pede um pacto de regime para o território rural, questiona pactos para quê? O secretário-geral do Partido Comunista Português, a criticar o corte de 114 milhões de euros feitos pelo governo no ano passado para o setor da floresta, diz que o país não precisa de pactos, mas sim de investimento. A presidente da Câmara de Sabrosa considera ser muita coincidência haver três grandes incêndios no Conselho num mês. Helena Lapa fala em mão criminosa. É o incêndio que maior preocupação gera às autoridades a esta altura em território continental. No combate às chamas estão quase 300 operacionais. As chamas deflagraram pouco depois das 15h. Este é já o terceiro grande fogo que atinge o Conselho de Sabrosa desde o mês passado. A autarca diz que não há explicações para estes fogos.

Isto só pode ter mão criminosa, isto é terrorismo puro e duro. É impossível. Três incêndios desta dimensão em tão pouco tempo. É impossível.

A presidente da Câmara de Sabrosa, Helena Lapa, que espera que o incêndio fique dominado em breve, refere que uma das frentes está dominada e que a outra para lá caminha. Já sobre o hotel canino, que teve de ser evacuado, e os vários cavalos que foram retirados do local pelos proprietários, a autarca diz que não há mortes e garante que todos os animais foram alojados Tempo agora para falar de desporto. O Futebol Clube do Porto segue invencível na Liga Betclic. Os dragões derrotaram em casa o Casa Pia por 4x0. O espanhol Borja Sanz foi a grande figura do encontro ao apontar dois dos quatro gols. William Gomes e Alberto Costa fizeram os outros tentos dos azuis e brancos. No final da partida, o técnico italiano do Futebol Clube do Porto reconheceu o bom resultado da equipa neste arranque da época, mas alertou para o muito trabalho que ainda há pela frente.

Sobre estes três jogos, tenho uma sensação um pouco diferente. Não acho que tenham sido assim tão fáceis. Penso que nós é que fizemos com que eles tivessem parecido fáceis, porque os jogadores encararam realmente os encontros com uma mentalidade incrível. É importante dar continuidade ao trabalho que temos vindo a fazer desde o primeiro dia. E como eu disse, apesar dos bons resultados e dos gols, continua a haver muitas coisas para melhorar e muito rápido.

Já do lado do Casa Pia, João Pereira aponta para lições a retirar do encontro e destaca a boa reação da equipa no segundo tempo.

Aquilo que lhes disse ao intervalo foi: vamos encarar este jogo. No intervalo está 0x0 e temos que entrar com uma postura diferente e com uma mentalidade diferente. E felizmente eles fizeram-no. Houve um percalço depois no quarto gol. Errar erramos todos, eu sou o primeiro a errar. O que temos que fazer, mais uma vez, e repetindo aquilo que já disse na primeira jornada, cruzamos com estas equipas grandes, ditas grandes, teoricamente, se não ganhamos, temos que aprender.

João Pereira, do Casa Pia, e Francesco Farioli, do Futebol Clube do Porto, em declarações captadas pela Sport TV. Na próxima jornada, há Sporting Futebol Clube do Porto em Alvalade. O jogo está agendado para o próximo sábado e para ouvir com relato e comentário em direto aqui na Rádio Observador. Nos outros jogos do dia, Famalicão e Gil Vicente não foram além de um empate a zeros, o primeiro nulo desta edição da Liga Betclic. Também Sporting Braga e Aves empataram no Minho. 2x2 foi o resultado final. Falamos também de canoagem. Fernando Pimenta falhou o pódio na última prova dos Mundiais de Canoagem. O atleta português ficou pelo sexto lugar nos K1 5000 metros. Um início de prova atribulado comprometeu as aspirações de Fernando Pimenta ao encerrar o calendário dos Mundiais de Canoagem em Milão. A vitória foi do dinamarquês Mads Pedersen, tricampeão do mundo. Pimenta chegou a competir pelo bronze, mas acabou por quebrar nos metros finais. No final, Ricardo Machado, presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, diz que apesar do resultado menos conseguido, Portugal vai continuar a contar com Fernando Pimenta a competir ao mais alto nível.

É um atleta multifacetado, que anda bem em todas as distâncias, mas de qualquer forma, se fosse 5000 metros em portagem, com certeza seria uma prova diferente. Mas isto é assim, o desporto é isto mesmo. Umas vezes ganha-se, outras vezes perde-se. Penso que não existe no desporto nacional nenhum atleta que tenha tantos pódios como o Fernando e tanto sucesso como ele. Nem sempre pode ganhar, ele também é humano. Os outros também treinam como ele e também treinam com o mesmo objetivo. E hoje, nos 5000 metros, não foi o dia do Fernando. Iremos ter Fernando nos próximos anos nesta distância e nas outras, como sempre fez até agora.

Portugal despede-se assim destes mundiais com três medalhas: ouro no K4 500 metros, bronze de Fernando Pimenta em K1 1000 metros e a medalha conquistada este domingo de prata para João Ribeiro e Messias Batista em K2 500 metros. Terminamos a falar de atualidade internacional. A Rússia diz que ainda retém milhares de prisioneiros e que a Ucrânia tem quase zero russos detidos. É pelo menos o que diz o conselheiro presidencial do Kremlin, Vladimir Medinsky, que lidera o grupo de negociações russo com Kiev. No Telegram, Medinsky escreve que o fundo de troca da Ucrânia está quase a zero, algo que diz ser positivo, porque, por outro lado, Moscovo ainda detém milhares de prisioneiros ucranianos. Isto depois de uma troca de prisioneiros que foi celebrada por Volodymyr Zelensky. Recordo que a Rússia e a Ucrânia libertaram este domingo 146 prisioneiros de cada lado. E a fechar: um ataque israelita no Iémen fez quatro vítimas mortais e feriu quase 70 pessoas. Uma notícia que foi avançada pelo portal Al Jazeera, que cita um porta-voz do Ministério da Saúde dos Houthis. O ataque aéreo terá atingido o palácio presidencial do Iémen, as instalações de uma empresa petrolífera e ainda uma central elétrica. Em comunicado, o exército israelita confirma o ataque, que justifica como uma resposta aos repetidos ataques dos Houthis contra o Estado de Israel e a população. É o ponto final neste noticiário. A informação fica por aqui, mas regressa à 13h30 com a síntese.