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Boa noite, eu sou o Martim Madeira. É uma da manhã, está na hora de atualizar toda a informação na Rádio Observador. Começamos com o que ainda é fresco, o Campeonato Português de Futebol. O Sporting venceu por 5 x 1 o Vitória Sport Club. A equipa leonina chegou ao intervalo a vencer já por 3 x 0, com os gols de Gonçalo Inácio, Daniel Bragança e Maxi Araújo. Luís Soares e Luís Guilherme garantiram os dois gols da segunda metade da partida. Já o gol do Vitória Sport Club, um autogol de Debast. Na reação à partida, o treinador leonino Rui Borges considera que neste jogo a equipa aumentou a eficácia.
Hoje foi um jogo realmente diferente. Também na fase inicial, nas duas oportunidades, fizemos logo dois gols. Acabamos por ser bastante eficazes, o que não fomos se calhar nos outros jogos, e acabou por nos dar alguma confiança para o decorrer do jogo. Fomos crescendo, fomos melhorando, fomos criando várias oportunidades de gol até, e fomos fazendo. Acho que acaba por ser justa a vitória, numa boa exibição, a equipa um bocadinho mais confiante, notório, mais atitude competitiva também.
Do lado da equipa minhota, o técnico-adjunto Carlos Soares considera que este resultado é difícil de encarar.
É um resultado efetivamente pesado. No nosso ADN, no ADN do Vitória, está jogar em qualquer campo pra ganhar e foi isso que a gente quis. A gente até entramos bem no jogo, entramos pressionantes, entramos a assumir o jogo com bola, conseguimos ter alguma bola. Acontece que o Sporting, nas duas primeiras oportunidades que tem no jogo, uma bola parada e por incrível que pareça, um pontapé de baliza a nosso favor, acaba por conseguir fazer dois gols. E a realidade é que depois desses dois gols, nós praticamente deixamos de existir, deixamos de assumir o jogo como nós gostamos que assumiria. É importante perceber isso para melhorar no futuro.
Rui Borges e Carlos Soares pelos microfones da Sport TV. O Sporting iguala assim o Benfica no segundo lugar da Liga Portuguesa de Futebol. Ainda estão atrás dos encarnados pelo confronto direto, mas a luta pelo segundo lugar continua bem acesa. Ainda no desporto, está marcada para as 17h15 a final da Taça de Portugal, que vai opor o Sporting e o Torriense no dia 24 de maio. Um anúncio feito pela Federação Portuguesa de Futebol durante esta segunda-feira. A final da Taça, como habitual, joga-se no Jamor, vai ser às 17h15. Portanto, até essa hora podem ficar no churrasco e no leitão, mas depois é hora de entrar pra dentro. Às 17h15 joga-se este Sporting-Torriense no dia 24 de maio. Passamos pra política nacional. O Chega ignora a posição do PSD e conta com o partido do governo para aprovar uma revisão constitucional. Apesar do PSD ter dito que só fala no tema lá pra 2027, André Ventura considera que é uma prioridade pro país e quer entregar um projeto de reforma na próxima quinta-feira no Parlamento, e desafia também a restante direita a acompanhar o Chega.
Eu acho que face à importância do tema e face à importância destes assuntos, a reforma da Justiça, a reforma do setor econômico nacional, a reforma da nossa identidade ideológica e da carga ideológica que a Constituição ainda tem, eu acho que não há nenhum partido não socialista que possa ficar fora deste desafio.
Declarações de André Ventura aos jornalistas durante esta tarde. Já voltamos ao líder do Chega, mas pra falar sobre outro tema, porque primeiro vamos falar da Iniciativa Liberal, que também decidiu que vai apresentar uma proposta da revisão constitucional. Estabelece um prazo de 30 dias para fazê-lo. A Iniciativa Liberal quer elevar a propriedade privada a direito fundamental e rever toda a constituição econômica. Em comunicado, os liberais tomaram esta decisão na sequência do anúncio feito pelo Chega, portanto o Chega aqui a conseguir alguma parte da direita a acompanhá-lo. Também consideram que é uma das medidas fundamentais de que o país precisa neste momento e querem também fazer uma reflexão sobre os direitos individuais face às tecnologias emergentes da inteligência artificial. Voltamos, sim, agora a falar do Chega, porque André Ventura mostra-se satisfeito com a promulgação do presidente quanto à Lei da Nacionalidade.
Teve que se fazer um consenso o possível entre três partidos que veem isto com esta diferença. Não é nem o presidente da República, nem o primeiro-ministro, nem os líderes dos partidos que escolhem a composição que o Parlamento tem, são os portugueses. Portanto, compreendo o que diz o presidente da República, mas esta Lei da Nacionalidade tem a marca das três grandes forças que atualmente coexistem no Parlamento.
André Ventura, em declarações na sede do Chega. Também o governo saúda esta promulgação da Lei da Nacionalidade por António José Seguro, mesmo sem o consenso do Partido Socialista. É o que adianta o ministro da Presidência, Leitão Amaro.
Faltou o PS por razões que só o PS conhece. Teve todas as oportunidades. Na primeira e na segunda vez. E foi feito um grande esforço pra envolver e pra criar condições para a participação do Partido Socialista, mas o Partido Socialista quer continuar a colocar de fora, num consenso que é nacional, num consenso dos órgãos de soberania, da grande maioria do Parlamento. O PS quis ficar de fora e quis insistir, e aí está. É uma lei que remove um enviesamento ideológico que foi introduzido na Lei da Nacionalidade entre 2018 e 2024.
No entender do ministro da Presidência, o atual diploma regula melhor as entradas em Portugal, mas mantém-se com uma base humanista.
Como assinalou bem o senhor presidente da República, e nós partilhamos, por um lado, é uma lei exigente, é mais exigente na ligação efetiva
Nos prazos para obtenção da nacionalidade, por outro, e como disse o Sr. Presidente da República, concordamos, garante a proteção humanitária, garante a integração de crianças e menores. Ou seja, esta lei está totalmente alinhada com a política de imigração e cidadania que este governo tem defendido. Mais regulação, mais controle, mas humanista.
Declarações e o entender do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, sobre a promulgação da Lei da Nacionalidade por parte de António José Seguro. O ministro da Economia garante que os mais de 21 milhões de euros que o governo quer alocar ao PTRR não estão a ser retirados do Orçamento de Estado. É dinheiro novo, assegura Manuel Castro Almeida. O ministro começa por explicar que um terço da dotação do PTRR é privado, acrescenta que 96% das medidas que saem deste plano ainda não estavam orçamentadas.
Estas medidas não estavam dotadas em nenhum orçamento. Só 4% do PTRR é que tinha já uma dotação definida, que eram dotações que estavam atribuídas ao PRR, ao Portugal 2030 e ao PEPAC, para agricultura. Noventa e seis por cento das dotações do PTRR, ou seja, cerca de mais de 21 mil milhões de euros, é dinheiro novo, não estava em lado nenhum.
Castro Almeida pede aos privados que contribuam para o interesse público com esta construção de barragens e investimento nas redes elétricas e de água. Já sobre a obrigatoriedade das casas terem seguro contra catástrofes, o ministro diz que o governo vai dar apoios a quem não tiver dinheiro para pagar. A EDP está a ser investigada pela autoridade espanhola da concorrência por causa do apagão do ano passado. No entanto, a energética nega qualquer relação com o incidente. É uma das empresas visadas num dos oito novos inquéritos abertos pela autoridade espanhola, o que adianta a agência EFE. Fonte oficial da EDP confirmou à Lusa que a elétrica nacional recebeu a notificação de Espanha relativa à abertura de um processo sancionatório à central térmica de Soto de Ribera, localizado nas Astúrias. No entanto, nega que essa infraestrutura tenha algo a ver com o apagão. A CNMC iniciou estas oito investigações contra empresas como a EDP ou a Iberdrola. Antes disso, também estavam a ser investigadas empresas como a Repsol, a TotalEnergies ou mesmo a Endesa. O governo compromete-se a apresentar, muito em breve, um plano para reduzir de forma substancial a dependência dos combustíveis fósseis. Anúncio feito pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, considera que Portugal continua muito dependente dos combustíveis fósseis no consumo total de energia, sobretudo nos transportes e na indústria. A ministra enquadrou a necessidade de reduzir essa dependência no atual contexto de instabilidade geopolítica, com o conflito no Médio Oriente a pressionar os mercados energéticos e a reforçar a importância da autonomia energética. Boa altura para falar do conflito, porque é exatamente para aí que passamos, para o conflito no Médio Oriente. A Adalah, uma organização de defesa dos direitos humanos israelita, afirma que dois ativistas da Flotilha Global Sumud, detidos por Israel, estão a ser alvo de abusos psicológicos e maus-tratos. Segundo a organização que visitou os dois detidos, os ativistas estão a ser sujeitos a interrogatórios que duram até oito horas, ameaças de morte ou mesmo de 100 anos de prisão. São ainda mantidos em celas com iluminação intensa e deslocados constantemente com os olhos vendados, inclusive durante as visitas médicas. A organização da Global Sumud já tinha afirmado que o ativista brasileiro Thiago Ávila tinha relatado ter sido torturado e espancado quando foi detido pelas forças israelitas. Ainda no Médio Oriente, o Alliance Fairfax, um navio de transporte de veículos com a bandeira dos Estados Unidos, retido desde fevereiro devido à guerra, saiu do Golfo através do estreito de Ormuz. A empresa dinamarquesa revelou que a embarcação abandonou a região numa travessia sem incidentes e que contou com a tal escolta das Forças Armadas dos Estados Unidos. De acordo com a Reuters, toda a tripulação do Alliance Fairfax está em segurança e ilesa. Os Emirados Árabes Unidos afirmam que interceptaram 15 mísseis iranianos esta segunda-feira. É o que adianta o Ministério da Defesa do país. Dos 15 mísseis interceptados, o comunicado refere que 12 são balísticos e três são de cruzeiro. Os incidentes neste dia provocaram três feridos ligeiros. Notícia de fecho deste jornal. A informação está de regresso à 01h30 da manhã. Até já.