Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Uma hora. As notícias com Teresa Freire.
Boa noite. Em Lisboa, os manifestantes contra a crise na habitação já começam a dispersar. A última assembleia popular da acampada decidiu que hoje não há pernoita na Praça do Rossio. Por esta hora, as manifestações já são consideradas ilegais. Vamos ao encontro da repórter do Observador, Rita Lourenço, que está no local. Boa noite, Rita. A Praça do Rossio já começa a esvaziar.
É verdade, Teresa, boa noite. Neste momento, encontram-se aqui apenas pouco mais de 100 pessoas, dispersas em pequenos grupos. É visível também a presença de apenas cinco agentes da PSP. Os carros que os acompanhavam também já abandonaram o local. Os agentes apenas estão à distância, do outro lado da estrada, a observar. A decisão tomada em assembleia popular esta tarde, tal como indicaste, foi a de não pernoitar, por motivos de cansaço dos manifestantes que passaram aqui a noite em condições desagradáveis e muitos deles estão com frio e doentes, por terem passado aqui a noite ao relento, de ontem para hoje, e alertaram os restantes manifestantes dessas condições, tendo sido decidido que iriam descansar esta noite e na próxima, sexta-feira, para recuperarem energias para sábado, quando vai haver uma nova manifestação. Por volta da meia-noite e meia, a organização da manifestação fez um aviso aos presentes para diminuírem o barulho, mas manterem-se juntos e que quem quisesse ficar era livre de o fazer, porque nesse caso apenas seria classificado como ajuntamento e, nessa condição, a polícia não pode intervir. Sendo que a intenção marcada também para sábado e comunicada na assembleia popular é a de voltar a montar tendas depois da manifestação. Os manifestantes, durante a assembleia, apelaram também a estruturas sindicais para se unirem a favor da causa e convocarem uma greve geral. Por enquanto, a decisão tomada é de sexta-feira, por volta das 18h, uma vigília no Bairro do Condado, em Marvila, onde em julho, uma mulher viúva e os seus filhos foram despejados da casa onde viviam. Está por isso marcada uma nova vigília para esse local, para mobilizar as pessoas pela crise da habitação. É lá que os manifestantes vão preparar os materiais para a manifestação de sábado, que vai decorrer por volta das 15h, com início no Marquês de Pombal e fim na Praça Dom Pedro IV, no Rossio. É também em Marvila, no Bairro do Condado, que vai acontecer a próxima assembleia popular, às 19h desta sexta-feira, no mesmo local. Sendo assim, neste momento existe, como disse há pouco, apenas alguns grupos de pessoas dispersos pela praça. A polícia também já parece ter desmobilizado do local. Existe apenas um carro que vai passando de vez em quando ao redor da praça. Vamos ver o que nos espera nas próximas horas.
A repórter do Observador, Rita Lourenço, a partir da Praça do Rossio, em Lisboa. Nesta e na próxima noite, os manifestantes vão descansar. Para sábado, já está marcada uma nova manifestação, como a Rita deu conta, a começar no Marquês de Pombal e a terminar, mais uma vez, na Praça do Rossio. Já no Porto, a Praça Dom João I está vazia. Os manifestantes foram embora por volta das 22h, devido à chuva. Horas antes, a Assembleia Popular aprovou uma nova manifestação, também para este sábado à tarde. A acampada do Porto vai convidar a UGT e a CGTP a participar no protesto contra a crise da habitação, movimento este que já entregou na Câmara Municipal o aviso de manifestação. O ministro das Infraestruturas e da Habitação lamenta as declarações infelizes do presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, que sugeriu que os jovens não têm o mesmo espírito de sacrifício das gerações anteriores. Esta tarde, Benjamim Pereira foi questionado pelos jornalistas, em Vila Nova de Gaia, sobre as manifestações pela habitação que têm ocorrido no Porto e em Lisboa. O presidente do IHRU disse que não tem a certeza se a sociedade atual está disposta a fazer o mesmo sacrifício da anterior.
Já fomos todos jovens, não é? E há uma geração que aqui estão e percebemos essa dificuldade. Eu não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa. E a casa, apesar de estar prevista, o direito à habitação, é um desiderato que todos os governos-
Mas não são os sacrifícios dos jovens.
Não diria isso. Eu estou a dizer é que nós não estamos disponíveis para esse nível de sacrifício.
Em reação, em entrevista à TVI, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, demarcou-se das palavras de Benjamim Pereira.
Eu acho que as declarações são absolutamente infelizes. Estou a medir as palavras, absolutamente infelizes.
E não vai haver consequência?
Por várias razões. A primeira razão que coloco é que eu sou de uma geração, somos de uma geração, talvez, que gosto pouco quando me vêm dizer: "No meu tempo é que era". E, portanto, à geração atual, estes jovens, muitos que se manifestam, outros que não se manifestam, que é uma minoria silenciosa, claro que se sacrificam, claro que têm um esforço enorme. Já pedi esclarecimentos e eu assumo publicamente, porque tenho essa tutela, assumo publicamente e politicamente, não me revejo e acho declarações infelizes.
Miguel Pinto Luz, em entrevista esta noite à TVI. A secretária do Estado das Infraestruturas e Habitação também se afastou das declarações do presidente do IHRU. Em entrevista à RTP, Patrícia Gonçalves Costa disse que o governo não quer mais sacrifícios, mas sim que os jovens possam ficar em Portugal. Também o Partido Socialista condena as palavras de Benjamim Pereira. O deputado Luís Testa considera intolerável que um dirigente público tenha dito à comunicação social que os jovens têm falta de espírito de sacrifício. Em declarações no Parlamento, o socialista diz que o sacrifício que os mais novos têm pela frente na sua vida não é compatível com afirmações jocosas. Já o Bloco de Esquerda requereu uma audição urgente do presidente do IHRU no Parlamento. Fabian Figueiredo pede ainda a demissão de Benjamim Pereira. O deputado único do Bloco de Esquerda sustenta que os jovens não precisam de lições de sacrifício. Mudamos de tema. André Ventura gastou quase 4 mil milhões de euros na campanha para as eleições presidenciais, o triplo do atual chefe de Estado. Os dados constam das contas das campanhas entregues pelos candidatos das últimas presidenciais à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos. O presidente do Chega recebeu apenas €760 em donativos de particulares e gastou mais em cartazes. Já António José Seguro gastou mais em comícios e angariou €125 mil de particulares. Hugo Fortunato de Oliveira.
André Ventura não ganhou a corrida a Belém, mas fica em primeiro. Na fatura, o líder do Chega apresentou uma despesa de 3,730 milhões de euros, quase quatro vezes mais do que os €900 mil que previa gastar. A maior fatia foi para estruturas, cartazes e telas, seguem-se os brindes. Para financiar as despesas, a candidatura recebeu 1,030 milhões de euros de subvenção pública e 2,7 milhões de euros de partidos políticos. Já os donativos de particulares ficaram-se pelos €760. Mais poupado foi António José Seguro. O Presidente da República gastou 1,220 milhões de euros. Ainda assim, ultrapassou em cerca de €90 mil o orçamento inicialmente previsto. A maior despesa foi com comícios, que custaram quase 413 mil euros. A candidatura de Seguro recebeu também 1,030 milhões de euros de subvenção pública e conseguiu angariar 125 mil euros junto de particulares. Recebeu ainda 71 mil euros de partidos políticos, apesar de não ter previsto esse financiamento no orçamento inicial. Nas contas das restantes candidaturas, Henrique Gouveia e Melo gastou quase 985 mil euros, Luís Marques Mendes cerca de 880 mil euros e João Cotrim Figueiredo 745 mil euros. Entre os candidatos sem direito a subvenção pública, António Filipe gastou quase 330 mil euros, Catarina Martins perto de 90 mil e Jorge Pinto mais de 80 mil euros. As campanhas foram financiadas, nesses casos, em grande parte pelos respetivos partidos.
O jornalista Hugo Fortunato de Oliveira com a fatura dos candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano. E no desporto, o Benfica venceu no Chipre por 4x1. As Águias saíram vitoriosas do encontro com o Omonia, a contar para a segunda jornada da Liga Europa. No final do jogo, o técnico das Águias, Marcos Silva, destacou que, apesar da vitória, há coisas a melhorar.
Quem entra assim no jogo, depois não pode deixar o jogo andar assim da forma como nós deixámos o jogo andar, independentemente de não termos situações de ataque e de grandes oportunidades, temos de ter o controle do jogo com bola e depois criar. Tentámos muito forçar, chegou a bola ao corredor esquerdo e não fomos muito objetivos. Mantivemos a posse, mas não fomos muito objetivos. Faltou-nos rodar rapidamente o centro do jogo de um lado e ao outro. E nós sabíamos que quando o fizéssemos, íamos criar. A segunda parte de entrada foi forte. Marcámos novamente cedo na segunda parte e depois controlámos o jogo. Estivemos bem.
As declarações de Marcos Silva à Sport TV depois da partida frente ao Omonia. Ponto final neste jornal da uma da manhã. A informação está de regresso à 13h30.