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Hugo, boa noite. Mais uma vez começamos com o ministro das Finanças, desconhecia que a ex-secretária de Estado do Tesouro tinha recebido uma indenização de €500.000 quando deixou o cargo que ocupava na TAP antes de ir para o governo.

É o que diz Fernando Medina numa resposta enviada à RTP. O governante afirma que só soube do acordo para a saída de Alexandra Reis da transportadora aérea depois de as notícias sobre a indenização que foi paga. Fernando Medina acrescenta que só no dia 26 de dezembro, dois dias depois de a situação ter sido tornada pública, é que pediu também informações à TAP sobre o enquadramento jurídico do acordo de saída, bem como sobre o montante que foi pago como indenização a Alexandra Reis.

E sobre estas declarações de Fernando Medina, o presidente da República diz acreditar no ministro das Finanças.

O chefe de Estado foi questionado esta noite por jornalistas sobre a resposta do Ministério das Finanças à RTP, no que toca ao pagamento pela TAP de uma indenização de meio milhão de euros a Alexandra Reis. Marcelo Rebelo de Sousa foi breve, mas não deixa dúvidas.

Eu acredito quando os ministros dizem que não sabiam.

Marcelo Rebelo de Sousa questionado depois do gabinete de Fernando Medina ter indicado que o ministro não tinha conhecimento da indenização quando Alexandra Reis foi convidada para fazer parte do governo.

E na sequência desta polêmica, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a CVM, obrigou a TAP a emitir um esclarecimento ao mercado.

Um esclarecimento ao mercado e público em geral de que Alexandra Reis saiu da TAP por iniciativa da empresa. Em nota publicada esta noite, a TAP diz que a renúncia apresentada por Alexandra Reis ocorreu na sequência de um processo negocial de iniciativa da TAP, com o objetivo de chegar a um acordo para a cessação de todos os vínculos contratuais existentes entre Alexandra Reis e a transportadora. No comunicado original, publicado a 4 de fevereiro, lia-se que Alexandra Reis apresentou renúncia ao cargo, decidindo encerrar o capítulo da sua vida profissional e abraçando novos desafios.

E ainda sobre a TAP, o presidente da Confederação do Turismo de Portugal defende hoje a necessidade de paz na empresa.

Francisco Calheiros falava aos jornalistas no final de uma reunião com o presidente da República, em Belém. O presidente da Confederação do Turismo destaca a importância da TAP para a economia portuguesa e para o turismo.

A TAP é, de facto, muito importante para o turismo português, tem-no sido. Temo-lo dito que a TAP tem sido muito maltratada no passado, com alterações sucessivas. É privatizada, é nacionalizada, é nacionalizada em parte, em todo. E, portanto, o que nós gostaríamos era que houvesse paz na TAP, porque a TAP é muito importante para o nosso turismo. Não nos podemos esquecer que somos um país periférico, somos um país em que 90% dos nossos turistas vêm por via aérea e muitos deles vêm pela TAP.

No final da audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, a Confederação do Turismo diz ter manifestado ao presidente preocupação com a questão do aeroporto, destacando ainda o sentimento de incerteza em relação a 2023.

E também em audiência em Belém esteve a União Geral de Trabalhadores. O secretário-geral da UGT falou também sobre o caso da TAP, considera desajustada a compensação paga à ex-secretária de Estado do Tesouro.

São as declarações aos jornalistas de Mário Mourão. O dirigente da UGT foi questionado sobre se a polêmica da TAP fez parte do encontro desta quarta-feira com o chefe de Estado. Mário Mourão deu conta da preocupação da central sindical.

São situações muito desajustadas em relação àquilo que a maioria dos portugueses têm. E, portanto, é preciso criar mais justiça, porque no momento difícil em que vivemos, precisamos de justiça, precisamos transmitir aos portugueses confiança e precisamos que Portugal tenha no próximo ano um clima de prosperidade, de mais justiça social, de mais compreensão entre as pessoas.

O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que começou esta quarta-feira a receber os parceiros sociais no Palácio de Belém, em Lisboa, a propósito do Orçamento do Estado para o próximo ano.

E é no Palácio de Belém que continuamos centrados, isto porque o presidente da República já recebeu o Orçamento do Estado para o próximo ano. Hugo, deve promulgá-lo amanhã.

É o que anuncia Marcelo Rebelo de Sousa. O chefe de Estado vai concluir esta quinta as audições sobre o documento e prepara-se para dar luz verde, ainda esta quinta, antes de partir para o Brasil, sobre o diploma. Marcelo Rebelo de Sousa considera que o Orçamento do Estado é de uma flexibilidade que depende muito daquilo que for a evolução internacional.

É o mais flexível que é possível dentro de um certo quadro. Se o quadro não mexer muito, não mudar muito, isto é, se não houver um agravamento da guerra, se não houver agravamento da inflação, se houver um turismo parecido com o deste ano, se houver investimento estrangeiro parecido com o deste ano, se as economias europeias começarem a subir um bocadinho. Por isso é que o primeiro trimestre é tão importante. Todos me têm dito isso. Disse a Confederação do Turismo, disse-me a UGT, amanhã estou mesmo a ver o que vão dizer as ordens. Porque por aí se percebe logo se se entra melhor ou pior do que as expectativas.

Marcelo Rebelo de Sousa em declarações durante o jantar de Natal da Refood, em Lisboa. Questionado sobre as condições do ministro das Finanças para implementar o Orçamento do Estado do próximo ano, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que Fernando Medina foi o governante com a pasta das Finanças com que trabalhou como presidente, que teve mais margem para distribuir fundos.

Este ano foi um ano, um teste muito importante ao ministro das Finanças. Por quê? Porque teve que fazer dois orçamentos. Já tinha havido por 100 metros, mas teve que fazer dois orçamentos. E teve que fazer abrindo um bocadinho os cordões à bolsa. Nesse sentido, da minha experiência dos três ministros das Finanças que eu conheci

Ou porque teve mais condições ou por uma escolha, foi talvez o mais alargado dentro do restritivo, comparativamente com o primeiro, que teve uma situação difícil de défice para corrigir, e o segundo que teve uma transição entre os dois.

Marcelo Rebelo de Sousa a olhar para Fernando Medina quando comparado com Mário Centeno e João Leão. O chefe de Estado diz que vai promulgar o orçamento do Estado de 2023 já esta quinta-feira, ainda antes de partir para o Brasil, onde Marcelo Rebelo de Sousa vai assistir à tomada de posse de Lula da Silva, é no domingo, como presidente do Brasil.

E também a marcar a atualidade nacional, o secretário-geral do PCP diz que toda a gente faz falta ao partido e todos são bem-vindos, incluindo os renovadores, mas não devem pedir para que mude o PCP.

É a mensagem de Paulo Raimundo quando questionado sobre um eventual regresso ao partido, daqueles que saíram em desacordo com a linha seguida pelo PCP. São as declarações do dirigente comunista numa entrevista à SIC.

O PCP é como é, com a natureza, com os princípios, com os objetivos que tem. Quem aceitar essa condição tem a mesma oportunidade que têm aqueles mais de dois mil militantes que se inscreveram no partido.

Onde é que eles vão aparecer?

Assumam! Fazem falta. Toda a gente. Uns já assinam bastas assinados, outros já participam em coisas. É isso que nós precisamos, de aumentar essa capacidade reivindicativa. Com todos. Nós estamos disponíveis para receber todos aqueles que olham para o PCP como ele é, e não como aquilo que gostariam que fosse. É um debate arrumado que temos. É muito simples. Não venham pedir para mudar regras no sentido em que é o caminho que os militantes do PCP decidiram. Respeitamos as opções diferentes que cada um tomou. Não peçam ao PCP para mudar.

Declarações de Paulo Raimundo à entrevista à SIC, em novembro, à luz ao secretário-geral do PCP. Tinha defendido que faz muita falta parte dos comunistas que se afastaram na sequência da crise interna que, há duas décadas, opôs os chamados ortodoxos e renovadores.

E também na ordem do dia, na atualidade nacional, a Associação Nacional de Restaurantes quer ajudas para recuperar dos efeitos da pandemia e também do impacto da inflação.

Uma proposta é que o governo reduza o IVA na restauração de 13 para 6%. O presidente da Associação Nacional de Restaurantes, Daniel Serra, diz à Rádio Observador esperar que Portugal possa seguir o exemplo de outros países.

Gostaríamos de ouvir a redução do IVA da restauração. Sabemos que essa medida passa pela Assembleia da República, portanto, tem que haver aqui um orçamento extraordinário para que isso venha a acontecer. A redução do IVA das comidas de 13 para 6%. A maioria dos países com forte influência turística fizeram e hoje os restaurantes, apesar das dificuldades que também eles têm por outras razões, mas nesta questão do IVA, veio mitigar um pouco a grande subida das matérias-primas e que, naturalmente, foi uma das falhas que nós apontamos deste governo.

Declarações à Rádio Observador do presidente da Associação Nacional de Restaurantes sobre as reservas para o fim de ano. Daniel Serra nota que tem havido uma grande procura nas zonas com maior turismo, em contraste com outras regiões do país.

E esta noite, o Pinto do Porto venceu o Arouca por cinco bolas a uma.

Foi uma mão cheia de gols neste jogo da 14ª jornada da Primeira Liga. Uma partida que coincidiu com o aniversário do presidente azul e branco. São 85 anos celebrados por Pinto da Costa. Destaque dentro de campo para os três gols marcados por Taremi. No final da partida, Sérgio Conceição, treinador azul e branco, dedicava a vitória aos adeptos e também ao líder portista, Pinto da Costa, e destacou, Sérgio Conceição, uma partida em que a equipa esteve sólida.

Conseguimos, no fundo, fazer um jogo muito interessante a todos os níveis, muito sólido, muito capaz. Estou contente com os jogadores, com a prestação deles. Deixe-me já agradecer aos adeptos, tivemos uma casa hoje fantástica, do primeiro ao último minuto, muito metidos, muito ligados também com a equipa, a equipa também a puxar e a fazer com que isso acontecesse, o que é extremamente importante. E obviamente que esta vitória vai para eles, mas principalmente para o líder do clube, que conseguiu nestas décadas dar um contributo fundamental para que o clube hoje seja, não só em Portugal, uma referência, como no mundo.

Declarações de Sérgio Conceição na entrevista rápida no final do jogo no Dragão, declarações à Sport TV. O treinador azul e branco conseguiu ainda chegar esta noite às 215 vitórias no Futebol Clube do Porto, uma marca que era exclusiva até aqui do treinador José Pedroto. Do lado do Arouca, o treinador Armando Evangelista sublinhou que ficaram evidentes neste jogo no Dragão as diferenças entre o Porto e o Arouca.

Sabíamos que as diferenças entre o Arouca e o Futebol Clube do Porto são diferenças abismais, que teríamos que fazer um jogo perfeito para poder equilibrar o que são as diferenças de um e de outro plantel. E quando se sofre aos 20 segundos, é óbvio que corremos o risco dessas diferenças começarem a se alentar cada vez mais. E parece-me que foi um bocadinho isso que se passou.

Declarações de Armando Evangelista à Sport TV. Com esta vitória por 5x1, o Futebol Clube do Porto chegou aos 32 pontos. À condição ficou a cinco do Benfica. Já o Arouca volta a perder na Primeira Liga, segue com 19 pontos no décimo lugar da tabela. Também esta noite o Casa Pia subiu provisoriamente ao quarto lugar da Primeira Liga ao vencer em casa do Portimonense por 2x1. A equipa algarvia mantém-se na sétima posição, conta 19 pontos.

E amanhã aqui na Rádio Observador vamos acompanhar também jogo referente a esta 14ª jornada entre Sporting e Paços de Ferreira. Já daqui a pouco, depois do jornal meia-noite, análise à arbitragem também do encontro desta noite entre Futebol Clube do Porto e Arouca, análise à arbitragem no "Sem Falta" com o nosso áudio-árbitro Pedro Henriques. Para já, 12 minutos para lá da meia-noite, Hugo Pinto, vamos a outras notícias que estão a marcar este já início de quinta-feira.

Nos Estados Unidos vai ser exigido teste à Covid-19 para quem chegar da China. A medida entra em vigor a 5 de janeiro. Todos os passageiros aéreos com dois ou mais anos oriundos da China vão ser obrigados a fazer um teste no máximo dois dias antes da partida. É uma medida que se aplica também aos passageiros provenientes de Macau e de Hong Kong. As autoridades dos Estados Unidos mostram-se particularmente preocupadas com a possibilidade de novas variantes devido à rápida transmissão do vírus na China. É uma decisão que segue anúncios semelhantes de países como o Japão ou a Índia. Por cá, o Ministério da Saúde diz que não prevê a mudança das medidas de controle atualmente em vigor. O Instituto da Mobilidade e dos Transportes começou hoje a alertar os condutores com carta de condução a caducar dentro de seis meses para que revalidem o título. O alerta está a ser feito, por enquanto, para os condutores de viaturas ligeiras, através de correio eletrónico, correio tradicional ou mensagem para telemóvel. O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas lamentou hoje a morte de Linda de Suza, afirmando, Paulo Cafôfo, que a cantora levou Portugal na sua mala de cartão e na sua voz. Para Cafôfo, Linda de Suza foi das mais reconhecidas cantoras portuguesas em França e símbolo de Portugal. É uma mensagem deixada na rede social Twitter. Linda de Suza morreu hoje aos 74 anos de insuficiência respiratória e após ter sido diagnosticada com Covid-19.

Jornal da meia-noite na Rádio Observador, edição do jornalista Hugo Pinto, a quem desejo um bom descanso e uma boa entrada na última quinta-feira do ano. É assim, estamos em altura de balanço, Hugo?

Aposta coisa assim, fica tudo mais dramático.

É aproveitá-la. O Hugo Pinto está de regresso esta quinta-feira a partir das 19h, contamos contigo, Hugo. A informação está de regresso à meia-noite e meia, já com edição do jornalista Gabriel Lagoa. É com ele a madrugada informativa aqui na Rádio Observador. Ainda nesta hora da meia-noite vamos ter "Sem Falta", com o ex-árbitro internacional Pedro Henriques. Mais uma análise à arbitragem desta feita, análise à arbitragem de Tiago Martins na vitória do Futebol Clube do Porto sobre o Arouca por cinco bolas a uma. É para ouvir já a seguir na Rádio Observador. Rádio Observador.