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No norte do país. Jornal da meia-noite com Vasco Maldonado Correia. Vasco, na reação à queda do governo na Madeira, Luís Montenegro carrega na colagem entre PS e Chega.
O primeiro-ministro reagiu à moção de censura a Miguel Albuquerque no jantar de Natal do grupo parlamentar do PSD. Luís Montenegro aproveitou o exemplo para criticar a forma como PS e Chega têm votado lado a lado, acusando-os de implementarem uma política do caos entre as críticas à oposição. O chefe do governo prometeu uma autoavaliação do trabalho feito, mas acusa os dois maiores partidos da oposição de estarem a enfraquecer a democracia. Miguel Vitor Dias.
Luís Montenegro ofereceu um astrolábio a Hugo Soares para que o grupo parlamentar não perca o foco. E nas críticas à oposição, o primeiro-ministro também não se baralhou. À boleia da moção de censura na Madeira, Montenegro volta a colar o PS ao Chega.
Hoje é um dia onde o Partido Socialista e o Chega se juntaram para derrubar um governo da Aliança Democrática, que foi eleito e reeleito nos últimos 12 meses.
E, por isso, deixa a acusação.
Não estão a respeitar a vontade legitimamente sufragada nas eleições e, com isso, estão a contribuir para enfraquecer a democracia.
Luís Montenegro, no fato de presidente do PSD, diz que vai falar em breve com Miguel Albuquerque e garante que no país, apesar dos bloqueios de PS e Chega, o governo quer levar a legislatura até o limite.
Nós estamos aqui para levar a transformação estratégica que propusemos aos portugueses até ao limite das nossas capacidades.
Na verdade, só eleições antecipadas permitem lutar por uma maioria reforçada e mais estabilidade no governo. Ainda assim, e oito meses depois de estar no cargo, Montenegro continua a lembrar os últimos oito anos.
Herança. Não há outra maneira de o dizer. Foi o legado que nos foi transmitido. Com certeza que nós não podemos resolver todos os problemas de uma só vez e num espaço curto de tempo, mas estamos atentos a todos.
Uma tentativa de acalmar a contestação com o líder do governo a deixar como promessa de Ano Novo uma autoavaliação.
Está na hora de apresentar resultados, está na hora de transformar. E eu convido-os, vão ver os resultados e vão ver as transformações. Nós um dia destes vamos fazer uma avaliação das mais de duas mil medidas que já tomámos.
O presidente do PSD no jantar de Natal do grupo parlamentar, na estreia, enquanto primeiro-ministro.
Miguel Vitor Dias a acompanhar o jantar de Natal do grupo parlamentar do PSD. Amanhã é a vez do PS reunir os deputados para ouvir a intervenção de Pedro Nuno Santos e também para trocarem presentes.
E o antigo presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, acredita que um cenário de novas eleições não resolve os problemas da região e até podem dar mais força a Miguel Albuquerque.
O arquipélago pode ir às urnas pela terceira vez em cerca de ano e meio. Em entrevista à SIC, Alberto João Jardim afirma que só com uma maioria absoluta é que se garante estabilidade governativa e que essa possibilidade não se vê provável.
Tal como as coisas estão, não se espera nada de novo. Como se sabe, no sistema parlamentar português, só ganha as eleições quem fizer uma maioria absoluta que lhe permita formar governo. Vamos andar aqui às vitórias das maiorias relativas e que são consensuais. Esta situação é consensual entre o governo regional e a oposição.
Alberto João Jardim, em entrevista à SIC, garante ainda que a oposição tem cometido demasiados erros e que Miguel Albuquerque pode mesmo sair reforçado pela queda do governo regional.
E o secretário-geral do PCP está confiante para as próximas batalhas eleitorais e quer manter-se como terceira força autárquica.
Paulo Raimundo quer manter as Câmaras que já tem e reforçar a base popular de apoio. O líder comunista espera que o congresso do partido, no último fim de semana, tenha servido de mote para as autárquicas. Vamos ouvir Paulo Raimundo.
Nós estamos muito confiantes para esta batalha. Lançámos um apelo neste congresso de alargar e ir mais longe naquilo que é o envolvimento de uma grande base popular de apoio à CDU, uma grande força autárquica, a terceira força autárquica no país, com projeto, com programa. Queremos que se compare com outros. Estamos à vontade para isso e queremos que se compare o nosso projeto e o nosso trabalho com outros. E, portanto, estamos convictos, confiantes para esta batalha, a partir da ideia de querermos manter as 19 presidências e queremos ir mais longe. Queremos ir mais longe do ponto de vista de presidências, mas também de reforço da posição da CDU.
As palavras do secretário-geral do Partido Comunista, em entrevista à SIC, questionado sobre a corrida ao Belém. Paulo Raimundo não responde à questão, diz que é um cenário que ainda está longe.
E Vasco, quase dois terços dos portugueses querem menos imigrantes do subcontinente indiano no país. Ao mesmo tempo, consideram que a imigração é importante para a economia.
Além disso, consideram a política de imigração demasiado permissiva e acreditam que os imigrantes contribuem para mais criminalidade. É o resultado de um estudo conduzido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, divulgado hoje, que se assinala o Dia Internacional das Migrações. Pedro Goes, um dos investigadores responsáveis pelo inquérito, avisa que estas preocupações devem ser atendidas.
Nós fizemos no país todo e mesmo assim a imagem é uma imagem. Os imigrantes são positivos para a nossa sociedade, para a nossa economia, mas E este mas é aquilo que deve liderar as políticas públicas que têm que ser desenhadas. Mais cuidado na seleção dos migrantes, na entrada do país, nos processos de regularização.
Pedro Góis, um dos investigadores responsáveis por este barómetro da imigração, realizado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. O estudo avaliou pela primeira vez o sentimento dos portugueses em relação a quem vem da Índia, Nepal e Bangladesh. Representam apenas 9% do total de imigrantes que vêm para o país.
Mudamos de tema. O filme de animação português "Percebes" está nomeado para os Oscars do próximo ano.
A Academia de Hollywood divulgou esta terça-feira a lista de finalistas no processo de seleção dos nomeados em 10 categorias distintas. Entre eles, está a curta-metragem das realizadoras Laura Gonçalves e Alexandra Ramires. O jornalista António José Soares quis saber como a notícia foi recebida pela dupla.
"Percebes" é um documentário animado em aguarela e digital sobre o ciclo de vida deste crustáceo no contexto da apanha no Algarve. Está agora entre os finalistas a nomeação para os Oscars 2025, na categoria Melhor Curta-Metragem de Animação. Laura Gonçalves, uma das realizadoras, diz como é que recebeu a notícia.
Ia adormecer o meu bebê e vi mensagens no WhatsApp a dizer parabéns. E então foi assim que eu fiquei a saber, na verdade.
Já falou com a Alexandra?
Só por mensagem, mas sim, estamos as duas muito felizes. Aliás, nós mandámos logo mensagem pra equipe toda no grupo, foi mais assim que nós acabamos por falar uma com a outra.
Já o produtor Bruno Caetano destaca a qualidade desta curta de animação.
O "Percebes" é um belíssimo filme, que está a ter um percurso em festivais bastante interessante, com alguns prêmios muito cobiçados, e deve-se à qualidade do filme.
Alguma palavra, neste momento, que gostasse de deixar à Laura e à Alexandra?
Um valente parabéns. É muito bom estar aqui. Mais uma vez, a animação portuguesa vai longe. É muito bom ver isto.
Os parabéns de Bruno Caetano, produtor do primeiro e único filme português nomeado aos Oscars nesta mesma categoria de melhor curta-metragem de animação.
O trabalho do jornalista António José Soares sobre a prérnomeação do filme de animação português "Percebes" para os Oscars 2025. De fora dos finalistas, fica o filme "Grand Tour", de Miguel Gomes, que tinha sido indicado pela Academia Portuguesa de Cinema para o Oscar de Melhor Filme Internacional.
A esta hora, Vasco, vamos a outras notícias que marcam a atualidade.
O governo apela à paz social para negociar o Estatuto dos Oficiais de Justiça. O Executivo diz ainda que é importante a divisão da carreira dos oficiais de justiça em duas categorias. As negociações do Estatuto dos Oficiais de Justiça começam a 16 de janeiro. Luigi Mangione foi formalmente acusado pela morte do CEO da UnitedHealthcare. O jovem arrisca uma pena mínima de 15 anos de prisão, que pode ir até à prisão perpétua. Um grande júri de Nova York votou a favor da acusação de Mangione de homicídio em primeiro grau, segundo grau e segundo grau como ato de terrorismo. A fechar, a Cinemateca Francesa cancelou a exibição do filme "O Último Tango em Paris", depois das críticas sobre uma cena de sexo gravada sem consentimento. O filme é de 1972, do cineasta italiano Bernardo Bertolucci. Era suposto ter sido exibido como parte de uma retrospetiva dedicada ao ator Marlon Brando. A polêmica está relacionada com uma cena de sexo entre o ator norte-americano, com 48 anos, e Maria Schneider, de 19. A cena não estava no guião, terá sido gravada sem o consentimento da atriz. Depois das críticas, 50 anos depois, o filme foi retirado.
E é assim que fechamos este jornal da meia-noite.