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Sem falta na Rádio Observador, como sempre com o Pedro Henriques. Seja muito bem-vindo, Pedro.
Boa noite.
Boa noite. Vamos falar sobre este encontro do Futebol Clube do Porto com o Estoril Praia, um jogo que teve arbitragem de Miguel Nogueira, 32 anos, da Associação de Futebol de Lisboa, esteve no comando deste encontro. E Pedro, vamos sem perder mais tempo, diretamente aos lances. O primeiro lance que escolheste é o minuto quatro, o gol do Futebol Clube do Porto.
Sim, o primeiro gol do Futebol Clube do Porto, marcado por Frahol. Relembrar que no momento do passe da bola do Sanches pro PP, que depois faz a ascensão pro gol, ele estava em jogo por sete centímetros, portanto, não há infração à lei de fora do jogo. Para todas as redes sociais que neste momento estão uma vez mais revoltadíssimas com os sete centímetros, não há pachorra para vocês. Vocês nunca viram vídeo árbitro, nunca viram tecnologia funcionar. Culpa também do Conselho de Arbitragem, que já devia ter feito um, dois, 10 programas a explicar como é que se faz toda aquela tecnologia que é aplicada igual para todos e, portanto, se é sete centímetros, não há erro, são sete centímetros.
Pedro, vamos avançar. Minuto 25, lance de grande área, mas no teu entender, não há grande penalidade a favor do Porto.
Sim, é o PP que cruza a bola com o pé direito, já dentro da área, e ela vai ao braço direito do Tiago Parente. A bola vem de perto, portanto de alguma maneira inesperada, e o braço do Tiago Parente, é que é o mais importante, estava junto e ao longo do corpo, não há a tal volumetria não natural, tudo legal e sem motivo para apontar pênalti.
Avançamos para o minuto 34, cartão amarelo mostrado a Ján Bednárek, do Futebol Clube do Porto.
Muito bem. É uma chamada entrada fora a tempo, o Bednárek teve possibilidade de dominar, controlar a bola, perdeu-a e na tentativa de a recuperar, estica a perna esquerda e com o pé esquerdo, obviamente, acaba por pisar de sola e com os pitões. Curiosamente, não foi com a parte da frente, nem do meio, foi mesmo com o seu calcanhar, o peito do pé esquerdo do André Lacimi Kant e portanto, é uma entrada dura, negligente, bem sancionada com o cartão amarelo.
Temos ainda mais um lance do primeiro tempo, minuto 45. No teu entender, Pedro Henriques, não há pênalti sobre Gabri Veiga.
É aquele lance na área em que é com o Gitane e o Gitane toca claramente com o pé direito, mais concretamente até com a parte do calcanhar, na bola. Não rasteirou o Gabri Veiga. O Gabri Veiga depois, de alguma maneira, sentindo um contato posterior que ele próprio provoca, projeta-se para o chão de forma muito aparatosa, mas obviamente que o contato na bola, em primeiro lugar, faz com que a decisão seja claramente correta. Não há motivo para apontar pênalti.
Vamos avançar. Lances agora da segunda parte. Mais um momento de grande área, Pedro Henriques, mas no teu entender, ao minuto 59, não há pênalti sobre Samu.
Sim, é aquele lance em que o Samu também fica a reclamar, está a ser marcado nas costas pelo Andreu, e o Samu fica a reclamar que teria sido tocado no seu pé de apoio, nomeadamente o pé esquerdo, mas não é isso que acontece. Primeiro lugar, quando a bola é passada para o Samu, ele já está todo projetado para trás. Como está a ser marcado por trás, já está a encostar-se ao seu adversário e antes a bola chegar ao contato, antes da bola lá chegar, ele já está com os dois apoios, pé direito e pé esquerdo, fora do solo e já projetado em queda pro chão. E depois o Andreu, nessa tal marcação que está a fazer por trás, mete o seu pé direito entre as pernas do Samu e toca na bola com o pé direito. Portanto, não toca, rasteira, o avançado dos dragões e, portanto, o Samu. E, portanto, tudo correto, sem pênalti.
Vamos avançar, Pedro Henriques, o próximo lance que destacaste é ao minuto 70, o gol de André Silva.
Sim, também é muito fácil de dizer, porque o Gabri Veiga quando remata, e depois o guarda-redes, o Tur, acaba por defender e depois o André Silva vai à recarga e faz o gol. Nesta análise, que é muito simples de fazer, é tentar perceber se o André Silva, como apareceu na cara do guarda-redes, estava em fora de jogo. Como é que isso se analisa? É o momento do remate do Gabri Veiga. E quando paramos a imagem, percebemos que no momento em que o Gabri Veiga remata, o André Silva está em posição legal, até tem dois defensores de campo e mais o ar-redes. Portanto, é só preciso ter, no mínimo, dois adversários entre a linha de baliza para não estar fora de jogo. Neste caso, estavam três. Portanto, tudo legal no gol do Porto.
Vamos avançar. Minuto 82. Pedro, no teu entender, ficou a faltar um cartão amarelo.
Sim, nós acabamos por não falar nisso no direto, porque foi aquela situação em que o Pedro Carvalho fica essa cacheada a cara e ficamos até com a ideia que ele teria caído no chão mais ou menos desamparado e depois ficou ali a ser assistido e até entrou a equipe médica do Porto. Mas realmente ele leva um toque na cara. E quando digo leva um toque, é o Souza que está na disputa de bola com ele, que tem o braço direito completamente aberto, paralelo ao solo, portanto, não tem necessidade de ter o braço ali, aquilo nem sequer é posição natural, e dá-lhe mesmo com a mão ali na zona do nariz. Portanto, é um comportamento incorreto, antidesportivo, uma entrada negligente, que era passível de cartão amarelo e que não foi mostrado. Diga-se já de passagem que é o único erro da equipe de arbitragem.
O último lance que queres destacar e analisar, Pedro, é mesmo no minuto 90, está relacionado com o tempo extra e com a substituição extra também, digamos assim, porque envolve aqui o cartão azul e lesões na cabeça.
Sim, de forma muito rápida, primeiro em relação ao tempo extra, eu percebo que o jogo está 4x0 e no entendimento dos árbitros é está resolvido e, portanto, não vai haver ainda aqui granel, mas esta competição tem melhor marcador e tem, sobretudo, nos aspectos classificativos, a diferença de gols marcados e sofridos. E, portanto, isso conta Para a equipa do Estoril, quanto menos sofrer, melhor. Para os adversários da equipa do Estoril, que estão na luta com ele, quanto mais eles sofrerem, melhor. Há aqui esta razão. E mesmo para a luta cá de cima, em termos de título. Portanto, nunca concordarei com este encurtamento nestas competições, quando na segunda parte nós tivemos três gols, seis paragens para substituições, onde entraram novos jogadores, e depois tivemos aquela paragem da concussão cerebral, para fazer uma substituição extra, ainda a carregar no minuto 90. Para mim, é o momento preocupante. Preocupante no sentido que não é correto este corte de tempo. Ao minuto 50, ao minuto 52, ao minuto 82 e ao minuto 88, quatro vezes a equipa médica dentro do terreno de jogo para assistir os jogadores do Estoril. O Peixinho, o Turco e depois esta situação com o Pedro Carvalho, o jogador que depois foi substituído. Portanto, era muito mais que isto. Substituição, concussão cerebral já não é inédito, já nós percebemos. O Pedro Carvalho acaba mesmo por sair. Não tem que ser lesionado e sair logo a seguir. Sempre que há uma lesão na cabeça e aquele jogador levou com a mão na cara e, portanto, a lesão é da concussão cerebral, a equipa técnica depois vai substituir o jogador, mesmo que já tenha esgotado as cinco substituições. O que é que faz o delegado? Levanta aquele cartão que é azul, parecia branco porque tem muito branco, mas também tem azul, que significa que toda a gente está a ver que este cartão é para uma substituição extra. Portanto, independentemente das cinco substituições, há um jogador que vai entrar numa sexta substituição, que é permitida. E foi isso que o Estoril fez quando substituiu o Pedro Carvalho pelo Sanches. Automaticamente, a equipa do Porto, que também já tinha esgotado as cinco substituições, fica a ganhar uma substituição extra, mesmo que ninguém se lesione na cabeça. Foi o que aconteceu com a saída do Costa e a entrada do Pérez. Portanto, basicamente para dizer que está tudo certo com esta situação protocolar.
Pedro Henriques, temos um minuto e meio até o final deste "Sem Falta". Analisados os lances, que nota é que dás ao trabalho de Miguel Fonseca?
Vou dar nota sete. Nove, sem haver ali um erro de cartão amarelo, ficamos por mostrar, mas o árbitro esteve muito bem em tudo aquilo que foi a gestão do jogo. Nós tivemos aqui um jogo com quatro gols, todos eles legais. Tivemos um jogo com apenas um cartão amarelo e foi bem mostrado e obviamente faltou um outro, mas isso acaba por perder impacto. E tivemos, sobretudo, vários momentos que nós fomos destacando. A questão do minuto 45, novo pênalti, o minuto 59, novo pênalti. Ou seja, tudo que foram lances de área foram bem decididos, os assistentes bem nos fora de jogo, em que também analisamos aqui situações de fora de jogo que não existiram. Portanto, uma arbitragem muito positiva, a forma pedagógica como o árbitro tratou todos os jogadores e o próprio jogo, e aquele momento de grande fair play, quando o Ben Areca chama a atenção do árbitro que alguém está se sentindo mal fora das quatro linhas, para ir vir a equipa médica, o árbitro também a compreender isso. Portanto, tivemos um jogo bem conseguido por parte da equipa de arbitragem. Nota sete.
Está feito o "Sem Falta" deste jogo.