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Boa noite. O ministro da Economia e Coesão Territorial diz que não encontra nenhuma razão para decretar a situação de calamidade, uma posição assumida esta noite em entrevista à SIC Notícias. Manuel Castro Almeida afirma que declarar estado de calamidade é uma falsa questão e que não vai resolver qualquer problema.
Não vai resolver nenhum problema. Do que as pessoas precisam hoje-
Mas que mal faria, senhor ministro?
Não se deve tomar uma medida porque ela não faz mal, tem que se tomar uma medida quando ela é necessária, e as medidas necessárias são outras. Isso é uma falsa questão, é um slogan que foi lançado. Eu ouço o Partido Socialista dizer: "Talvez fosse de declarar o estado de calamidade", mas ninguém diz por quê.
Teimosamente o governo não quis declarar a situação de calamidade.
Se me explicarem para quê, se me explicarem que problema resolve, o governo tem toda a abertura para tomar as medidas todas para resolver os problemas. Não estamos cá por outra coisa.
O ministro da Economia e Coesão Territorial refere ainda que o mais importante são as medidas aprovadas pelo governo. Castro Almeida faz também um balanço do mês de agosto e admite que não está tudo a correr bem. Ainda assim, diz que Portugal nunca investiu tanto nos meios da Proteção Civil e refere que é um erro pensar que o problema dos incêndios se resolve rapidamente.
Vai demorar muitos anos a resolver. É que houve muitos anos de inércia e não pense que para o ano isto vai ficar resolvido. Para o ano espero que melhore.
O plano é 25 anos.
Exatamente. O plano que o governo apresentou ou vai apresentar agora à Assembleia da República, que foi ontem aprovado, é um plano a 25 anos, e olhe que não é demais.
Declarações de Manuel Castro Almeida esta noite à SIC Notícias. O ministro dos Negócios Estrangeiros não concorda com as críticas feitas ao governo e ao primeiro-ministro sobre a gestão do combate aos incêndios, uma posição defendida por Paulo Rangel esta noite em entrevista à Nau. O ministro diz que não se pode acorrer a todos os lugares e diz que as críticas são injustas.
O que eu acho que é injusto, e é isso que eu não aceito em caso algum, isso tem que ser dito com todas as letras a todos aqueles que têm feito essas críticas, é que se pense por algum momento que o governo, e em particular o primeiro-ministro, não estiveram profundamente empenhados em resolver os fogos à medida que eles apareciam e em tentar evitar que se repetisse um desastre como aquele de 2017. Portanto, sinceramente, eu acho que se está a fazer aí um julgamento que, por um lado, é injusto e, por outro lado, isto é uma situação extremamente delicada e difícil, em que nós sabemos que não podemos acorrer a todas as aldeias, a todos os lugares. Ele falou todos os dias. É que a comunicação social diz que não falou, falou na terça, falou na quarta, falou na quinta. Portanto, é preciso ir fazer o trabalho de casa.
O ministro dos Negócios Estrangeiros defende ainda que a ministra da Administração Interna não teve falhas e afirma que Maria Lúcia Amaral acompanhou e liderou sempre as operações. O PAN exigiu esta sexta-feira à Câmara de Baião que não licencie a instalação de uma praça de touros para uma tourada privada marcada para este sábado. O partido alega várias irregularidades e riscos para a saúde pública e considera que os meios envolvidos deveriam estar a combater incêndios e não a apoiar estes eventos. Já a autarquia afirma que o recinto foi vistoriado e cumpriu os requisitos e diz também que é responsabilidade da Inspeção-Geral das Atividades Culturais a realização de touradas. Acrescenta ainda que apenas cumpre a lei emitindo licença e que cabe à Assembleia da República decidir sobre alterações à legislação. O Benfica recebe este sábado o Tondela. Bruno Lage sublinha que, para já, o foco dos encarnados é garantir resultados. O jogo com o Tondela é às 20h30, no Estádio da Luz. Vai ter análise e relato aqui na Rádio Observador. Antes, o Sporting joga com o Nacional da Madeira, às 18h, uma partida que também vai ter relato aqui na Rádio Observador. Tempo agora para outras notícias que estão a marcar a atualidade. O valor total da ajuda da União Europeia à Ucrânia já ultrapassou os 168 mil milhões de euros. O anúncio foi feito por Ursula von der Leyen na rede social X. A presidente da Comissão Europeia referenciou o novo total depois de mais de 4 mil milhões de euros terem sido entregues esta sexta-feira para apoiar Kiev. Ursula von der Leyen acrescenta que a solidariedade da União Europeia com a Ucrânia é inabalável. E este sábado Sérgio Godinho vai ser o centro das atenções na Feira do Livro do Porto.
O que é que foi que ele disse? O que é que foi que ele disse? Pois sou-me uma pouca, pois sou-me uma pouca, pois sou-me uma pouca, pois sou-me uma pouca, pois sou-me uma pouca, pois sou-me uma pouca, pois sou-me uma pouca.
O músico e escritor vai receber a Medalha de Honra da Cidade e uma tília de homenagem, com direito a cerimônia na Avenida das Tílias. Pelo meio, vai haver ainda tempo para a conversa Sérgio sobre o Porto. Mas não é só história e conversas, tem também exposição de banda desenhada e claro, fica a promessa: no último dia da feira, 7 de setembro, há concerto com Sérgio Godinho.
Acendemos a já costumeira velinha de igreja, pusemos no álcool tone. E olha, não dá para contar, mas sei que tu sabes daquilo que sabes.
E é com a voz e música de Sérgio Godinho que encerramos este noticiário da meia-noite da Rádio Observador. A informação está de regresso quando for 00h30 com uma síntese de notícias, já com edição do jornalista Guilherme Pires. Boa noite.
És o number one, dou-te 20 valores. És um 13 no Totobola. És duas por três. Bebemos um copo, fizemos o quatro e pintámos o sete. E com um brilhozinho nos olhos ficamos imovel pra dar uma de teta a teta.