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Meia-noite. As notícias com Nadine Soares.

Boa noite, começa agora o jornal da meia-noite. A reforma laboral dominou este 1º de maio. Luís Montenegro pressionou a UGT e acusou a Central Sindical de ser o parceiro social que menos cedeu até agora. A uma semana de uma reunião na concertação social, que pode ser decisiva para o futuro da lei laboral, este tema marcou o feriado, o 1º de maio. O primeiro-ministro acusou a UGT de teimosia, pressiona a Central Sindical ao dizer que o governo já cedeu nos pontos mais sensíveis do documento.

As traves-mestras a que a UGT se refere, têm a ver com os contratos a termo, têm a ver com o regime de reintegração em caso de despedimento, têm a ver com o banco de horas por acordo, têm a ver com o chamado outsourcing. Eu quero aqui dizer-vos, em todas estas matérias, o governo já cedeu. Em todas. Numas mais do que noutras. Destas propostas, há algumas em que o governo cedeu praticamente integralmente e outras em que cedeu parcialmente.

Luís Montenegro, que garante ainda que o governo não vai abandonar as suas convicções.

O governo, há uma coisa que não faz: é abandonar as suas convicções. Isto não é teimosia, são convicções. A UGT tem toda a legitimidade e liberdade de dizer: "Nós não queremos ceder". Não tem é o direito de dizer que a teimosia é nossa. Isso não tem. Porque, francamente, isso não é justo e não é real.

Declarações de Luís Montenegro no início desta noite, de uma visita a uma feira em Melgaço, no distrito de Viana do Castelo. O primeiro-ministro garante que o governo não vai abandonar as convicções. Já na capital, nas celebrações do Dia do Trabalhador, a UGT remeteu as responsabilidades de uma eventual falta de acordo para o governo, que garante que não vai ceder. Em Oeiras, centenas de pessoas participaram nestas celebrações do feriado da UGT. O secretário-geral Mário Mourão defende que as pressões sobre a Central Sindical falharam e garante que não vai ceder quanto às traves-mestras do governo.

A responsabilidade de não aproveitar os resultados do diálogo social será sempre do governo. A responsabilidade de ter apresentado um projeto que o país não precisa e não pediu e que os trabalhadores portugueses recusam, é deste governo. E dizemos aqui bem alto e bom som: não há pressões partidárias ou quaisquer outras, porque a UGT só não cede a uma pressão, à pressão dos trabalhadores. É àquela a que nós temos que ceder.

Secretário-geral da UGT no discurso do Dia do Trabalhador. E a correr em pista própria, a CGTP pediu a derrota do pacote laboral, apelou à participação na greve geral, que está marcada para 3 de junho. Neste Dia do Trabalhador, a CGTP pediu ao governo para deixar cair o pacote laboral. Num discurso na Alameda, o secretário-geral da CGTP diz que o país já se pronunciou claramente sobre esta matéria.

Nós já sabemos a resposta. Os trabalhadores já deram resposta. Os trabalhadores, a sociedade no seu todo, já deram a resposta. Nós rejeitamos o pacote laboral. Não queremos o pacote laboral. Retirem o pacote laboral. Foi isso, camaradas. Foi isso que disseram os trabalhadores da grandiosa greve geral do passado mês de 11 de dezembro. Foi isso que disseram os trabalhadores nas mais de 190 mil assinaturas que entregamos ao primeiro-ministro.

Tiago Oliveira, que apela ainda à participação na nova greve geral marcada para 3 de junho, tal como partidos mais à esquerda, como, por exemplo, o PCP e o Bloco de Esquerda. Mudamos de tema para a Operação Influencer. O Chega quer avançar com uma comissão parlamentar de inquérito, se necessário, de forma potestativa, para ouvir António Costa no Parlamento. O presidente do Chega anunciou que o partido vai propor uma comissão parlamentar de inquérito à Operação Influencer, com o objetivo de chamar o antigo primeiro-ministro a ser ouvido. André Ventura garante que o partido vai procurar consensos com as restantes forças políticas para aprovar este instrumento. Se tal não acontecer, não exclui avançar com uma medida potestativa.

É incompreensível que alguns tenham insistido, e bem, numa comissão de inquérito à Spin Viva, devido a atos eventualmente ilícitos do primeiro-ministro, mas acham que não é precisa uma comissão de inquérito a um ex-primeiro-ministro que comprovadamente e verificadamente permitiu ou fechou os olhos à influência indevida sobre negócios de milhões dos contribuintes portugueses. Espero que o Parlamento possa consensualmente aprovar esta comissão de inquérito. Caso isso não aconteça, o Chega vai avançar potestativamente para essa comissão de inquérito, garantindo que ela ocorre mesmo se alguns partidos a tentarem bloquear.

Declarações de André Ventura aos jornalistas na sede do partido em Lisboa. Em causa estão os recentes desenvolvimentos da Operação Influencer, que mostram que, afinal, o antigo primeiro-ministro António Costa falou com Diogo Lacerda Machado sobre o processo Star Campos, construído em Sinas. Na atualidade internacional, Donald Trump informou o Congresso norte-americano de que as hostilidades no Irão terminaram. É um anúncio do presidente norte-americano feito através de duas cartas enviadas aos líderes das duas câmaras do Congresso. Acontece ao fim de 60 dias de guerra, o prazo máximo estabelecido pela Lei dos Poderes de Guerra de 1973, para que as hostilidades possam prosseguir sem autorização do Congresso. Nas cartas enviadas, citadas pela CBS, Donald Trump escreve que estas hostilidades, que começaram a 28 de fevereiro, chegaram agora ao fim. No entanto, ainda durante a tarde, nos Jardins da Casa Branca, o presidente norte-americano referia-se a esta lei como inconstitucional. No desporto, na véspera do jogo que pode dar o título ao Futebol Clube do Porto, o treinador azul e branco garante que ninguém está a pensar nas comemorações. Em conferência de imprensa de antevisão do encontro frente ao Alverca, Francesco Farioli garante foco total da equipa neste encontro.

Estamos completamente preparados para o que é que o jogo de amanhã pode significar, mas o foco está totalmente no presente e no jogo. Não temos distrações nem tempo para pensar em celebrações. Os resultados desta semana mostram que nada está garantido até estar mesmo.

Francesco Farioli, na antevisão do Futebol Clube do Porto-Alverca. O jogo que pode ser título arranca amanhã, às 20h. Antes, o Benfica joga com o Famalicão, jogo marcado para às 18h. Já aqui na Rádio Observador, emissão especial de desporto a partir das 17h30. Fica por aqui este jornal da meia-noite. A informação está de regresso à 00h30, já com edição do jornalista Martim Madeira.