Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

É meia-noite. As notícias com António José Soares.

Boa noite. A nova liderança do LIVRE apela a António José Seguro que dissolva a Assembleia da República se houver revisão da Constituição só à direita. Em entrevista ao Observador, Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto apelam a um acordo entre a esquerda e a direita democráticas para uma revisão minimalista. Caso contrário, querem dissolução por temerem destruição da lei fundamental. Apesar de atribuírem ao PSD a responsabilidade de uma eventual revisão constitucional à direita, os porta-vozes do LIVRE defendem que o atual chefe de Estado tem uma obrigação extra de defender ativamente a Constituição, depois do resultado histórico que teve nas presidenciais. Caso o PSD siga em frente com uma revisão constitucional sem o PS, os recém-eleitos líderes do LIVRE exortam o presidente a utilizar a bomba atómica, tal como Jorge Pinto tinha defendido na campanha das presidenciais. Este é um artigo assinado pelo jornalista Miguel Pereira Santos, que pode ler com mais detalhe no site do Observador. O PSD mostra preocupação com o repto lançado pelo LIVRE ao PS de não aprovar o Orçamento de Estado se o Chega entrar na revisão constitucional, uma posição assumida pela vice-presidente social-democrata no final do congresso que decorreu em Sintra. Inês Palma Ramalho disse que parece que agora Isabel Mendes Lopes dita a agenda do Partido Socialista. Em reação a estas palavras, a antiga ministra do Trabalho, a socialista Ana Mendes Godinho, afirmou que não há nenhum condicionamento do PS. Questionada sobre se o Partido Socialista aceita o repto, Ana Mendes Godinho sublinhou que o mais importante é a defesa dos direitos dos portugueses e dar resposta a problemas reais. A porta-voz do LIVRE, Isabel Mendes Lopes, diz que o partido vai propor o alargamento dos prazos de acesso ao ensino superior. O anúncio foi feito hoje durante o segundo e último dia do congresso do partido em Sintra. A proposta surge devido à polêmica com a correção dos exames nacionais. Isabel Mendes Lopes vai solicitar uma audição com o ministro da Educação no Parlamento.

Nós vamos chamar o ministro ao Parlamento e vamos também propor que o prazo para candidaturas ao ensino superior seja alargado para permitir que os estudantes não sejam prejudicados por este absoluto caos que o ministro fez nos exames.

As declarações da porta-voz do LIVRE no encerramento do congresso. Já o secretário-geral do PS diz que o primeiro-ministro falhou na questão dos exames nacionais e que optou por respostas levianas. Declarações de José Luís Carneiro no encerramento do congresso da Federação Distrital de Portalegre do PS. O líder do partido lamenta que Luís Montenegro não tenha falado diretamente ao país sobre a situação, em vez do comunicado formal. José Luís Carneiro acusa o primeiro-ministro de prestar declarações levianas perante os jovens que querem concorrer ao ensino superior. Professores sem trabalho atribuído foram convocados no final da tarde de sábado para corrigir exames nacionais, a poucos dias do prazo para concluir o processo de classificação. A denúncia foi feita este domingo pela Missão Escola Pública. Segundo a porta-voz do movimento, vários docentes foram informados pelo agrupamento do júri nacional de exames de que iriam receber itens para classificar na plataforma eletrónica. Cristina Mota continua a manifestar preocupações quanto ao cumprimento dos prazos e ao rigor das avaliações, uma vez que muitos dos constrangimentos se mantêm. Além das folhas de continuação ainda em falta, alguns professores receberam, durante o fim de semana, centenas de itens por classificar. O ministro da Administração Interna rejeita ter ameaçado André Ventura durante um debate quinzenal. Em entrevista esta noite ao canal Nau, Luís Neves reage à publicação feita este domingo pelo Chega, que o acusa de ameaçar o líder do partido de forma grave e direta no Parlamento, no dia 27 de maio. O Chega afirma que o ministro disse ao líder do partido que ia fazê-lo pagar pelas suas palavras. Ora, o governante esclarece o que disse na audição parlamentar, em que foi discutida a polêmica em torno do SIRESP, e nega ter ameaçado André Ventura.

O que eu disse é muito claro, está à frente de toda a gente e é muito estranho que só passado mais de um mês, muito mais de um mês, é que isto venha a talhe de foice.

O que é que quer dizer com estranho?

Porque, de facto, se as pessoas se sentiam ameaçadas ou visadas, era no próprio dia ou no dia seguinte ou nos dias seguintes. Nunca ameacei ninguém, não ameacei, não é a minha maneira de ser, não é o meu copróprio. E o que eu disse, fiz assim. Vocês vão ver, têm zero, porque eram mentiras atrás de mentiras que estavam a colocar sobre o tema SIRESP.

Luís Neves acusa também o Chega de cortar as imagens para criar esta polêmica. Ainda nesta entrevista ao canal Nau, o ministro da Administração Interna garante que está tudo limpinho na contratação do empreiteiro para obras de um imóvel que possui em Odemira. Luís Neves tem estado sob pressão depois do jornal Nascer do Sol ter revelado que o ministro contratou a título pessoal um empreiteiro que realizou várias obras ao serviço da Polícia Judiciária, quando era ainda diretor da PJ. Nesta entrevista, o ministro da Administração Interna garante que só conheceu pessoalmente o empreiteiro em 2023, depois de grande parte das obras na PJ estarem feitas. Já em relação ao imóvel de Odemira, o governante garante que está tudo limpo e tranquilo, mas admite que se fosse hoje, agiria de forma diferente.

Hoje faria, reconheço isso, humilde e modesto. Hoje faria de maneira diferente. Agora, ninguém constrangeu ninguém. O grosso das obras foram feitas em período que eu não conhecia. Tudo foi transparente. Os contratos foram visados no Tribunal de Contas. Portanto, é tudo muito limpinho e absolutamente tranquilo.

Questionado sobre o fato de não ter disponibilizado as faturas associadas a este trabalho à comunicação social, Luís Neves justifica que teve um diminuto tempo para responder e que não é responsável por este assunto. O Ministro da Administração Interna considera que a faturação disponibilizada no portal e-fatura é um comprovativo suficiente. Em Espanha, subiu para 13 o número de mortos no incêndio florestal em Almeria. O número foi atualizado na sequência da morte de uma mulher britânica de 93 anos que estava internada. A vítima apresentava queimaduras em 20% da superfície corporal e tinha ainda graves patologias preexistentes. O incêndio, recordamos, deflagrou na tarde de 9 de julho. Em poucas horas, as chamas propagaram-se de forma extremamente rápida, impulsionadas por temperaturas elevadas, umidade muito baixa e ventos fortes, obrigando à evacuação de mais de 1400 pessoas. Os Estados Unidos lançaram esta noite uma nova série de ataques contra o Irão. O exército norte-americano confirmou uma nova ofensiva para continuar a enfraquecer a capacidade de Teerão de atacar marinheiros civis e navios comerciais que transitam livremente pelo estreito de Ormuz. Esta nova série de bombardeamentos na costa iraniana foi ordenada por Donald Trump. Já esta tarde, o Irão lançou uma série de ataques contra um local de lançamento de mísseis norte-americanos no Kuwait. Horas mais tarde, a imprensa iraniana avançava que nestes ataques tinham morrido três soldados dos Estados Unidos. Uma informação negada pelo Comando Central Norte-Americano, que diz que não há registro de qualquer cidadão norte-americano morto ou sequer ferido na região. Terminamos com desporto. O canoísta Fernando Pimenta conquistou este domingo uma nova medalha de ouro na Taça do Mundo de Montreal, no Canadá. O atleta português venceu a prova de K1 5000 metros, que encerrou a competição. Fernando Pimenta completou a distância em quase 22 minutos. O canoísta dinamarquês Mads Pedersen ficou em segundo lugar e o espanhol Javier López fechou o pódio. Esta é a terceira medalha de Portugal na Taça do Mundo de Montreal. Fernando Pimenta soma já 31 medalhas em competições mundiais. Fica por aqui este jornal da meia-noite da Rádio Observador. A informação está de regresso com uma síntese de notícias, quando for meia-noite e meia, já com a edição do jornalista Miguel Pina Andrade. Tenha a continuação de uma excelente madrugada com a Rádio Observador. Boa noite.