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Pronto! Jornal da Meia Noite, com edição de Laura Figueiredo. E Laura, Portugal venceu a Dinamarca por 4x2 e deu assim um passo de gigante no toramento para os quartos de final da Liga das Nações.

Com Cristiano Ronaldo fora do horizonte e com quatro alterações em relação ao desafio frente à Noruega. Portugal foi vencer para o intervalo por 2x1, com gols de João Cancelo e Gonçalo Ramos, e um do dinamarquês Mikkel Damsgaard. No início do segundo tempo, a Dinamarca voltou a empatar a partida, por intermédio do avançado Rasmus Hojlund, que fez o festejo de Cristiano Ronaldo. A partir daí, a equipa das Quinas dominou a partida com gols de Vitinha e João Félix. No final do jogo, o selecionador nacional, Jorge Jesus, ignorou o caso Ronaldo, diz que este foi o melhor dos três jogos deste período.

Uma vitória com muita qualidade que a equipe portuguesa hoje teve aqui. Com quatro gols, uma exibição, na minha opinião, a um nível alto. E não pode passar, e claro, isto é mais importante que tudo o resto que aconteceu. E, portanto, é nisso que eu quero me focar, é no jogo, no próximo jogo no Dragão. Regressando a Portugal, que o nosso povo, certeza que vai lotar o Dragão. Isso é o mais importante neste momento para mim.

Vitinha, que marcou o primeiro gol com a camisola de Portugal, concorda com Jorge Jesus, diz que este foi o melhor jogo até agora.

Uma análise superpositiva. A verdade é que, destes três jogos, acho que foi o melhor. Acho que aliás viemos sempre em crescente dos três jogos. Mas além de uma boa exibição defensiva, acho que foi também uma boa exibição ofensiva, o que se calhar faltou um bocadinho nos outros dois jogos. Vai passar mais tempo, vamos assimilando as ideias do Mister, vamos tentando pôr em prática as dinâmicas e tudo que ele tenta incutir. Nós já sabemos, há coisa de um, dois anos perdemos aqui e hoje não foi diferente a dificuldade de exibição, mas além da vitória, acho que o conteúdo foi muito positivo e estamos num muito bom caminho. É continuar agora.

Já Gonçalo Ramos destaca, sobretudo, a vitória e a importância de consolidar seu lugar na seleção.

É sempre bom marcar, é sempre bom contribuir, é sempre bom também fazer uma assistência como fiz, mas o mais importante é a vitória. Nós temos todos muita qualidade, o Mister tem muito por onde escolher, mas claro que estou feliz por cimentar também a minha posição dentro do grupo.

Portugal mantém assim a liderança do grupo A4 da Liga das Nações, com nove pontos. A quarta partida desta prova é já no domingo, frente ao País de Gales.

No jogo que vamos acompanhar com relato indireto aqui na Rádio Observador, jogo no Estádio Dragão, que vai opor Portugal à Noruega. Seguimos agora com a Operação Influencer. O Ministério Público, Laura, não permite que António Costa consulte o processo em que está a ser investigado.

Esta é uma notícia do jornal Expresso. O inquérito em que António Costa está a ser investigado por um crime de prevaricação já não está em segredo de justiça interno. Ainda assim, a procuradora Rita Madeira continua sem aceder a mais um pedido do atual presidente do Conselho Europeu para consultar o processo. Pela sexta vez, a magistrada recusou o pedido de consulta, alega que António Costa não é arguido, assistente ou ofendido, mas apenas suspeito e, por isso, não pode saber o conteúdo da investigação. Ora, o inquérito só passou a estar em segredo de justiça depois de um pedido de António Costa para o consultar. A procuradora alega que isso aconteceu não só para proteger a investigação, mas também para proteção dos direitos do visado e para evitar a exposição midiática. Ainda de acordo com o Expresso, na resposta à nega da procuradora, o atual presidente do Conselho Europeu argumenta que não precisa de proteção contra si próprio e que a recusa em aceder aos autos é um atentado ao Estado de Direito.

E seguimos agora com as declarações de André Ventura, Laura, que insiste que o Partido Socialista condicionou a negociação do Orçamento do Estado e está a anunciar que se vai abster.

O líder do Chega dá um exemplo concreto. Complemento solidário para idosos que o governo aprovou hoje aumentar em €50. Ventura revela que, antes do anúncio do Partido Socialista, o Chega estava a negociar com o governo um aumento ainda maior para os idosos.

O aumento que hoje é anunciado por parte do primeiro-ministro, no complemento, o aumento quase insignificante que o primeiro-ministro aumenta, acrescenta às reformas miseráveis que hoje existem em Portugal, estava a ser negociado pra ter que ser muito maior no Orçamento do Estado. Claro que com o Partido Socialista a dizer que viabiliza sem condições, ficou um aumento muito pior do que aquele que deveria ter sido. E ficou o aumento que o primeiro-ministro quer e que o governo quer, sem sequer ter que negociar no Parlamento. Esta é a realidade dos fatos. E foi isto que o Partido Socialista conseguiu com esta ânsia de ser uma muleta do governo.

André Ventura, numa declaração aos jornalistas na sede nacional do partido, onde diz que em causa estava um aumento na casa dos 30% a 35%.

Tempo ainda nesta edição da meia-noite para falar dos bombeiros sapadores que acusam, Laura, as estruturas sindicais de estarem reféns de Luís Montenegro.

Cerca de duas centenas de manifestantes surpreenderam hoje as autoridades com um protesto organizado nas redes sociais. A manifestação junto ao edifício do governo chegou mesmo a mobilizar o corpo de intervenção da PSP para proteger as entradas principais. Lourenço Rosário, um dos manifestantes e elemento da Corporação dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, diz que a carreira destes trabalhadores não é revista há duas décadas e contesta a idade da reforma.

Estamos a falar de uma carreira que tem que ser revista, tanto a nível de remuneração Que foi revista, mas foi mal revista. Estamos a falar de uma avaliação que é completamente surreal para a realidade dos bombeiros. Estamos a falar também de um horário que tem que ser, mais do que nunca, colocado em lei para que não haja divergências entre Lisboa e os restantes municípios. Estamos a falar das reformas e da aposentação que é, como é do conhecimento de todos, completamente ridículo, surreal, um bombeiro ficar até aos 60 anos no ativo. É impensável e é desumano.

A manifestação chegou mesmo a cortar uma das ruas junto ao Campus 21. Os bombeiros sapadores prometem voltar à rua nas próximas semanas, caso o governo continue a não responder às necessidades do setor.

E Laura, na Baixa de Lisboa, ardeu o piso superior do edifício na Rua Cor-de-Rosa. As autoridades desconhecem as causas que originaram este incêndio.

O primeiro alerta foi dado pelos trabalhadores de dois estabelecimentos localizados no piso térreo do edifício. As autoridades cortaram de imediato várias ruas junto ao edifício. Por volta das nove da noite, o incêndio foi dado como dominado. À Rádio Observador, o vereador da Proteção Civil, Rodrigo Melo Gonçalves, explica que se tratava de um edifício devoluto.

Não havia ninguém a morar neste edifício, era um edifício devoluto e portanto, aí também a registar o facto de não haver vítimas. As únicas pessoas que havia são as dos edifícios adjacentes, que foram evacuadas por precaução.

Ainda não se sabe se podem voltar ao trabalho nesta noite.

Ainda não sabemos quando é que poderão voltar. À partida, durante o decorrer desta noite saberemos e, em princípio, voltarão. Foi por mera precaução. O incêndio está neste momento dominado e tudo indica que as pessoas poderão regressar às suas casas.

Já o comandante dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, Alexandre Rodrigues, relata que o combate às chamas foi difícil, devido à grande quantidade de madeira do edifício.

Foi um incêndio com alguma complexidade, não só por causa dos acessos, estas ruas são de dimensão e largura mais reduzida, e também devido a um edifício que é devoluto, um edifício pombalino com paredes resistentes, com pavimentos em madeira, paredes interiores em tabique, que propicia a evolução e a propagação do incêndio.

As explicações do comandante dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, Alexandre Rodrigues. Na Rua Cor-de-Rosa estiveram quase 50 bombeiros apoiados por mais de 15 viaturas.

Oito minutos para lá da meia-noite. Vamos a outras notícias que importa destacar a esta hora, Laura Figueiredo.

30 pessoas morreram nos cinco meses da época balnear, que terminou a 30 de setembro. Os dados foram divulgados hoje pela Autoridade Marítima Nacional. Entre maio e setembro, foram feitos mais de 1400 salvamentos. Das 30 mortes, 17 foram por afogamento e 12 por doença súbita. Na atualidade internacional, o secretário de Estado norte-americano vem a Lisboa na próxima semana. Antes de vir a Portugal, vai visitar a Islândia e a Grécia. De acordo com uma nota do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio vai encontrar-se com dirigentes portugueses para debater assuntos na área da defesa, economia e cooperação tecnológica. A greve dos tripulantes da EasyJet deve afetar mais de 400 voos em Portugal. A greve arranca esta sexta-feira e prolonga-se até terça. De acordo com o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, há já 443 voos das bases de Lisboa, Porto e Faro que foram cancelados, o que, de acordo com a dirigente sindical Ana Dias, representa 80% dos voos marcados para o período da paralisação. O sindicato admite, no entanto, que alguns destes voos possam vir a ser assegurados por tripulações de outras bases europeias.

Fica por aqui esta edição da meia-noite com a Laura Figueiredo, que está de regresso esta sexta-feira a partir das 20h30 com mais uma noite informativa. Um bom descanso, Laura.

Obrigada, até amanhã.

As notícias estão de regresso à 00h30, já com edição do Miguel Pina Andrade. É com ele a madrugada informativa, por aqui na Rádio Observador.