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Estamos na hora da campanha da Rádio Observador. Já a seguir no Explicador, temos debate entre João Oliveira, do PCP, e Alexandre Poço, do PSD. Mas primeiro, olhamos para as notícias que marcam esta manhã. Eu sou Maria João Simões, a edição é da Carla Jorge Carvalho e vamos a um resumo dos debates de ontem à noite, nesta hora da campanha. Começamos com o frente a frente entre AD e CDU. O debate ficou marcado, Carla, pelo caso Spin on Viva. E com Paulo Raimundo a defender que Luís Montenegro devia ter apresentado a demissão logo no início desta polémica.
O grande contributo que podia ter dado à democracia e ao sistema democrático era apresentar a demissão. Era isso que devia ter feito naquele sábado à noite, entendeu que não era assim, entendeu que devia fazer uma fuga para frente, desse ponto de vista.
O secretário-geral do PCP repete assim as acusações de incompatibilidade a Luís Montenegro. Já o primeiro-ministro e líder da AD recusa qualquer falha ética. E considera, por isso, que tem todas as condições para continuar a liderar o governo.
O que é que me acusam? Digam.
Foi beneficiário.
Sinceramente.
Luís Montenegro foi beneficiário.
O que é que a minha atividade política sofreu, do ponto de vista da sua contaminação, de eu ter uma atividade profissional? Eu não tenho direito a ter profissão? Eu não tenho direito a ter uma atividade profissional? E já agora a minha família não tem direito? É só isso.
Os destaques do debate entre Luís Montenegro e Paulo Raimundo, ontem à noite na TVI. Defesa e saúde também marcaram este frente a frente. Montenegro renova a promessa de garantir médico de família para todos os portugueses até ao final do ano. Paulo Raimundo rejeita aumentar a despesa no setor militar. No outro debate da noite, André Ventura recusa qualquer acordo com a AD sem mais explicações de Luís Montenegro no caso Spin on Viva. Já Inês de Sousa Real acusa o Chega de ter feito tudo para tentar integrar o governo. O líder do Chega repete que enquanto Luís Montenegro não for mais transparente sobre os negócios da família, qualquer acordo está fora de questão.
Se o Primeiro-Ministro insistir em manter-se à margem de suspeitas graves que existem sobre ele, não explicar coisas como aquilo das contas, ter dinheiro em várias contas para não ter que as declarar, ou de poder comprar casas a pronto em nome dele e dos filhos. Quer dizer, isto faz lembrar José Sócrates. Fazer um acordo com uma pessoa que insiste em não dar essas explicações, então que democracia é que temos? Então para onde é que caminhamos? Para que cada um faça o que quer.
Então a resposta qual é?
A resposta é que enquanto não houver clareza e transparência, nunca será nunca.
E nesta sequência, o presidente do Chega acusa ainda o PAN de ser muleta do PS e do PSD. Inês de Sousa Real rejeita e devolve as críticas a André Ventura. A líder do PAN lembra as tentativas de André Ventura de chegar à governação.
Quem andou atrás de Luís Montenegro para fazer governo com Luís Montenegro e quase a pedir de joelhos para formar governo, foi o André Ventura. Portanto, vir dizer que o PAN é uma muleta do PS ou do PSD, não colhe.
Vocês fizeram coligação na Madeira com Miguel Albuquerque. Vocês sustentaram a corrupção de Miguel Albuquerque.
O André Ventura convidou para ser precisamente candidato a primeiro-ministro e à Assembleia da República com a ajuda do PAN.
A troca de críticas entre André Ventura e Inês de Sousa Real no debate que foi transmitido pela RTP3. E no rescaldo deste debate, Pedro Frazão, do Chega, e Pedro Fidalgo Marques, do PAN, trocam acusações sobre imigração. Os representantes dos dois partidos estiveram esta manhã no Explicador a analisar o debate dos líderes. Pedro Fidalgo Marques, candidato pelo circo eleitoral de Lisboa do PAN, acusa o Chega de espalhar informações falsas sobre a imigração.
O que a Inês de Sousa Real fez foi muito bem, porque teve uma postura combativa, teve uma postura que não deixou, em momento nenhum, que passassem essas ideias demagógicas e populistas do Chega, como por exemplo, quando falava do aumento da criminalidade e associava aos imigrantes. Isso é falso. Quando falava, por exemplo, os imigrantes virem só atrás dos subsídios. Isso é falso. Isso também não quer dizer que tenhamos uma política de portas escancaradas. Não é isso que quer dizer, e é isso que as falsas verdades, entrando nestas fake news, que André Ventura passou o debate todo a tentar passar.
Na resposta, o deputado do Chega, Pedro Frazão, recusa que o partido minta sobre imigração e deixa também críticas à postura do PAN.
Parece que o PAN está a seguir a extrema-esquerda, apesar de se ter tentado marcar ontem da extrema-esquerda, o facto é que utiliza as mesmas técnicas argumentativas de estar sempre a atirar contra o Chega esta anátma das fake news e da mentira. Quando a Inês de Sousa Real diz que os imigrantes contribuem grandemente para a Segurança Social, quem contribui são um determinado tipo de imigrantes, que são exatamente os imigrantes que o Chega defende, que são os imigrantes que vêm da Europa, dos Estados Unidos, do Reino Unido e do Canadá.
Pedro Frazão, do Chega, e também Pedro Fidalgo Marques, do PAN, foram convidados do Explicador desta manhã. E já a seguir no outro Explicador da hora da campanha, vamos analisar o frente a frente entre AD e CDU com Alexandre Poço e João Oliveira, mas primeiro, Carla, que outras notícias marcam esta manhã. As bolsas de mercados europeias abriram no verde depois de vários dias com resultados negativos por causa das tarifas de Donald Trump. A bolsa de Lisboa também começou o dia a subir 1,2% depois de vários dias no negativo, numa altura em que Donald Trump ameaça a China com novas tarifas de 50%. O governo começa a esta hora uma série de reuniões com associações empresariais, precisamente por causa destas taxas alfandegárias. O ministro da Economia vai ouvir patrões e empresários para avaliar o impacto das medidas a nível da economia nacional. A Amnistia Internacional alerta que a pena de morte continua a ser uma realidade presente em vários países em todo o mundo. Mais de 1500 pessoas foram executadas em 2024. É um aumento de 32% face ao ano anterior. Esta é a conclusão de um relatório da Amnistia Internacional, que reconhece que o número real pode ser ainda maior. Manifestantes, opositores políticos e grupos étnicos estão entre as vítimas. Destaque também para o campeonato de futebol. A luta pelo título está ao rubro. O Benfica é, desde ontem, o novo líder da tabela. O Sporting empatou em Alvalade a uma bola com o Braga, perdeu o primeiro lugar, está agora a dois pontos do Benfica, enquanto que o Braga ultrapassa o Futebol Clube do Porto no terceiro lugar da liga. Já a seguir no Explicador desta hora da campanha, recebemos então João Oliveira e Alexandre Poço e logo depois falamos de sondagens com Luísa Aguiar Conrari, mas primeiro deixe-me só dizer-lhe que hoje nos espera dia quase de verão. Sol e mais sol em todo o país e máximas que vão rondar os 25 graus em Lisboa, 26 no Porto e em Aveiro, 24 em Viseu e Faro e os 27 graus em Santarém. O Explicador começa daqui a pouco mais de um minuto.