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São 10 da manhã. As notícias com o jornalista Luís Soares. José Luís Carneiro inclui Pedro Nuno Santos na Comissão de Honra do PS, que vai ser eleita na reunião magna do partido. O congresso em Viseu começa hoje.
Assim como a votação para os órgãos internos do partido, que vai acontecer de forma eletrônica, e há algumas surpresas, principalmente na Comissão de Honra, que é proposta pelo presidente do partido, Carlos César. Pedro Nuno Santos vai entrar neste órgão, apesar de não ir ao congresso em Viseu e de ter suspendido o lugar de deputado depois da última derrota nas eleições legislativas. De acordo com os estatutos do partido, a Comissão de Honra é composta por militantes que tenham desempenhado um papel relevante ao serviço do partido. Nesta lista saem nomes como António Costa, por ser presidente do Conselho Europeu, e também Francisco Assis. Entram Victor Constâncio, Fernando Medina e Alexandra Leitão. Continuam Manuel Alegre, António Vitorino e Maria de Belém.
Além da Comissão de Honra, nesta eleição é escolhido também o presidente do PS, que, Luís, sem surpresas, vai continuar a ser Carlos César.
É esse o nome proposto pelo secretário-geral. São votados também os vice-presidentes do partido, a mesa do congresso e a comissão de verificação de poderes. Mário Mourão, líder da UGT, é candidato a secretário da Mesa, assim como Mariana Vieira da Silva e Marta Temido. Na lista proposta, destacam-se ainda, para vice-presidentes, Luísa Salgueiro, António Pina, João Azevedo, Francisco César e Célia Pessegueiro.
E precisamente João Azevedo foi o convidado do Explicador de hoje. O socialista e presidente da Câmara de Viseu acredita que José Luís Carneiro tem capacidade de vencer as próximas eleições legislativas.
E ser assim primeiro-ministro. João Azevedo diz que a reflexão interna que o PS vai fazer este fim de semana deve apontar um caminho para reconquistar a confiança dos portugueses. José Luís Carneiro foi candidato único, venceu as diretas do PS com mais de 90% dos votos. Agora é também o único a apresentar uma moção de estratégia aos órgãos internos do partido. Para João Azevedo, a lista única significa que o PS está atrás de Carneiro, mesmo que haja algumas vozes críticas.
Não vejo outra maneira. O secretário-geral do Partido Socialista vai, desculpe a expressão, a jogo sozinho. Não tem opositor interno, é sinal de que há uma larga concordância relativamente a esta sua liderança. É um bom sinal que haja críticas. Isto não é um partido de unanimismo, é um partido plural, com várias sensibilidades, pensamentos. Temos liberdade total para dizer aquilo que entendemos. Agora, há uma coisa que eu tenho que referir. A liderança do secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, por não ter aparecido outra alternativa, é um sinal de concordância. Não de unanimidade, mas de concordância.
Sem crise política, as próximas eleições legislativas acontecem apenas em 2029. E João Azevedo acredita que o secretário-geral do Partido Socialista vai ter condições para conseguir vencer essas próximas eleições, mas avisa também João Azevedo, é preciso conter a ambição do PS.
O Partido Socialista é um partido muito grande, com milhares de pessoas, com milhares de pessoas que pensam de uma forma livre. O José Luís Carneiro não pode ser teimoso, o José Luís Carneiro tem que ser resistente para que possa aguentar não só aquilo que é a ambição legítima de um grande partido como o Partido Socialista e a ambição legítima dos portugueses e das portuguesas, que também são muito exigentes e devem ser exigentes. Eu falo por mim, eu resisti e ganhei sempre à segunda oportunidade.
João Azevedo, um dos candidatos a vice-presidente da Mesa do Congresso, também presidente da Câmara de Viseu, convidado do Explicador desta manhã. O Congresso Socialista começa hoje ao fim da tarde, com o discurso de José Luís Carneiro.
E precisamente no dia em que começa este congresso do PS, Cavaco Silva deixa críticas aos socialistas. O ex-presidente da República acusa o PS de falta de discernimento e de não ter qualquer vontade reformista.
É o que escreve Aníbal Cavaco Silva num artigo de opinião no semanário Expresso. Em causa, estão as reformas de que o país precisa. Cavaco Silva pede visão de futuro, ambição e coragem política ao governo para avançar com reformas estruturais, de forma a tornar Portugal um país economicamente mais forte. O ex-presidente da República alerta, no entanto, para aquilo que descreve como forças de bloqueio a essas reformas. Cavaco Silva destaca o Chega. O antigo chefe de Estado escreve que o partido de André Ventura é quem mais pode ser beneficiado da ausência de reformas e deixa ainda outra farpa, diz que Sá Carneiro nunca se aproximaria do Chega, apesar de André Ventura referir tantas vezes o fundador do PSD como inspiração. E quanto ao PS, Cavaco Silva fala num partido que neste momento não tem discernimento e que está enrodilhado em preconceitos ideológicos, sem qualquer vontade reformista. Cavaco Silva apela ao governo que não se deixe aprisionar e que avance com as reformas necessárias no prazo normal da legislatura.
O governo, que está reunido em Conselho de Ministros, em cima da mesa estão medidas para habitação e também para fazer face ao impacto do conflito no Médio Oriente e na economia nacional.
Pode vir aí uma redução de R$ 0,10 no gasóleo agrícola. Isso mesmo tinha sido revelado esta semana pelo ministro da Agricultura. Ontem, em entrevista à SIC, o ministro das Finanças também falou dessa medida. A habitação também vai ser tema da reunião do governo marcada para esta manhã. Isto depois de ser conhecido também o excedente orçamental nas contas públicas, acima do inicialmente previsto pelo governo. O Ministro das Finanças apela, no entanto, à cautela e não afasta a possibilidade do país voltar ao déficit ainda este ano, face ao impacto das tempestades e também ao conflito no Médio Oriente. Para o meio-dia está marcada uma declaração do primeiro-ministro no final da reunião do governo.
Vamos acompanhar em direto aqui na Rádio Observador. Está a decorrer em França uma reunião do G7 sobre a guerra no Irão, com a presença do secretário de Estado norte-americano. O encontro já começou, Luís.
E tem como principal ponto em cima da mesa a guerra no Irão. Começou essa reunião há pouco, sendo que nenhum dos governantes prestou declarações à entrada. Esta é a primeira deslocação ao estrangeiro do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, desde o início da guerra no Irão, há praticamente um mês. Também hoje o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros avança que em breve representantes do Irão e dos Estados Unidos podem reunir-se no Paquistão, numa altura também em que Israel lançou uma nova vaga de ataques contra o Irão. Teerão também afirma que atacou Israel esta manhã. Donald Trump anunciou ontem à noite o prolongamento da suspensão de ataques contra o setor energético, a pedido do Irão, e o Pentágono está também a avaliar o envio de mais 10 mil soldados norte-americanos para o Médio Oriente.
O IPO do Porto está hoje a acolher uma campanha de dádiva de sangue destinada a jovens e estudantes, isto por ocasião do Dia Nacional do Dador de Sangue.
É uma iniciativa lançada pelo IPO do Porto em conjunto com a Universidade de Trás-os-Montes. O objetivo é incentivar os jovens e os estudantes a darem sangue. Numa altura em que estamos perto do verão, as dádivas de sangue tendem a diminuir. No IPO do Porto está desde esta manhã Maria Rêgo. E Maria, há já quem tenha aparecido aí para dar sangue e tiveste a oportunidade de falar precisamente com um grupo de amigas que foi dar sangue em conjunto.
Um grupo de quatro amigas, três delas deram sangue pela primeira vez hoje. Marta Vieira, uma destas amigas, conta que mesmo tendo algum medo de agulhas, todo o processo foi muito simples.
Foi bastante fácil. Chegamos aqui, fomos bem recebidas, preenchemos então todas as informações que eram necessárias e depois fizemos as análises.
Tens algum tipo de receio no que toca a agulhas ou não é um problema para ti?
Sim, é um problema bastante grande. Confesso que estou um bocado nervosa ainda aqui com a agulha, mas tento sempre não olhar e manter a calma.
Manter a calma e não olhar, aqui o testemunho desta amiga. Uma outra amiga deste grupo, Sofia Fontes, também deu sangue pela primeira vez hoje. Conta precisamente que vir em grupo ajudou a ultrapassar esse receio inicial que tinha quanto à dádiva de sangue.
Foi também o facto de algumas das minhas colegas já terem vindo e incentivarem a vir. Para além disso, nós também começámos a ver os anúncios que ia existir aqui a recolha de sangue e então decidimos vir. Já era algo que também tinha interesse em fazer há algum tempo e foi agora a primeira vez que calhou.
Mas por que decidiste agora vir pela primeira vez? Nessas outras vezes que já tinhas pensado, o que é que te metia essa barreira?
Acho que o facto de não vir sozinha ajudou. O facto de vir acompanhada e sermos várias meninas a decidirmos vir, ajudou definitivamente a perder esse receio de vir sozinha.
O receio que foi ultrapassado em grupo, neste caso, com este grupo de quatro amigas. A esta hora a sala do banco de sangue do IPO do Porto começa a compor-se neste que é o Dia Nacional do Dador de Sangue.
A reportagem da Maria Rêgo, que tem passado esta manhã no IPO do Porto, onde decorre esta iniciativa para apelar à dádiva de sangue por parte dos mais jovens.
São agora 10h09, Luís, que outras notícias estão em destaque antes do Contracorrente?
Começa hoje a operação da PSP Páscoa em Segurança. Além do habitual controle nas estradas, a PSP vai também reforçar a presença nos aeroportos. A operação vai decorrer até o dia 6 de abril em todo o país. Para fazer face ao aumento do preço dos combustíveis, a Associação Ambientalista Zero propõe que o Metro de Lisboa abra às 5h30 da manhã, ou seja, uma hora mais cedo do que o habitual. A Zero defende que as cidades europeias têm de tomar medidas para colocar ao dispor da população redes de transporte público que ofereçam uma alternativa ao automóvel.