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Desde a manhã. As notícias com Carla Jorge Carvalho. A ministra do Trabalho insiste que a bola está do lado da UGT nas negociações da lei laboral. A central sindical vai tomar uma decisão final sobre o documento já amanhã.
E hoje a UGT e os restantes parceiros sociais são recebidos no Palácio de Belém. António José Seguro recebe sindicatos e patrões numa altura em que ainda não há um acordo para as alterações à lei laboral. Só amanhã a UGT vai tomar uma decisão final sobre o documento. A ministra do Trabalho está a ser ouvida no Parlamento e insiste que, neste momento, um acordo em sede de concertação é possível e que isso só depende da vontade da UGT.
O acordo está, neste momento, apenas pendente da decisão da UGT. Esperamos que essa decisão seja positiva, porque a reforma laboral é essencial para que o país possa convergir com a Europa na competitividade da economia, na produtividade das empresas, condições sem as quais não conseguirá pagar aos trabalhadores portugueses aquilo que merecem.
A UGT, que já rejeitou a primeira proposta do governo de alterações à lei laboral e ainda ontem o secretário-executivo da Central Sindical anunciou que ele próprio vai votar contra a mais recente proposta do governo na reunião de amanhã. O Presidente da República ouve os parceiros esta tarde. Seguro promete que será sempre coerente com as declarações feitas em campanha eleitoral, quando disse que sem acordo na concertação social, vai vetar a reforma laboral, mesmo que seja aprovada no Parlamento.
O fim do visto prévio para contratos até 10 milhões de euros esteve em debate no Explicador desta manhã. O social-democrata Miguel Relvas critica o governo, diz que o executivo de Luís Montenegro tem um modelo de reformas de balcão único.
O antigo ministro de Pedro Passos Coelho critica a reforma do Estado. Diz que nem tudo se resolve com anúncios, como é o caso do Tribunal de Contas. Miguel Relvas considera que esta medida do fim do visto prévio não vai facilitar a vida das empresas e dos cidadãos.
Eu não sou muito favorável a tipo de reformas como essas que têm sido anunciadas, que o modelo da reforma do Estado que este governo quer implementar é o modelo do balcão único. Anuncia-se uma coisa simples e parece que está feita uma reforma profunda. As reformas do Estado, para mim, são reformas e são iniciativas que têm um objetivo. E qual é o objetivo? Facilitar a vida das empresas, facilitar a vida e os procedimentos para os cidadãos e não só pensar na lógica do Estado. Cerca de 90% das obras do Estado em Portugal são na casa dos 10 milhões.
A proposta do governo é de isenção de visto prévio aos contratos até 10 milhões de euros. Os atos acima de 950 mil euros têm de ser comunicados ao tribunal. Miguel Relvas foi um dos convidados do Explicador desta manhã, juntamente com Fernando Santo, antigo bastonário da Ordem dos Engenheiros.
O Hospital de Lisboa Oriental vai ter sistema sísmico de base apenas num dos três edifícios que compõem o hospital. Há especialistas que avisam que esta medida não é suficiente e alertam para uma eventual catástrofe.
Uma vez que este é o único sistema que pode permitir que o hospital continue a trabalhar, mesmo depois de um sismo de grande intensidade, o futuro Hospital de Todos os Santos deve substituir sete hospitais da zona central de Lisboa. A Administração Central do Sistema de Saúde explica ao Observador que o governo decidiu instalar um sistema sísmico de base apenas no edifício A, o que vai ter os blocos operatórios, os cuidados intensivos e a maioria das camas de internamento. O professor de engenharia sísmica Mário Lopes critica esta opção, diz que o governo está a seguir a lei antissísmica, mas neste caso, seguir a lei não chega.
O isolamento sísmico vai para lá do que exige a lei. A lei não exige o isolamento sísmico. Repare, a regulamentação estabelece padrões mínimos de exigência quando se faz um projeto. E a regulamentação implica que o edifício não deve cair e as pessoas não devem morrer porque ele colapsa. Mas a legislação não é suficientemente exigente para garantir a operacionalidade dos hospitais depois de um sismo. Mas o espírito do acórdão do tribunal é que tudo o que é importante para tratar as pessoas depois de um sismo, tem que estar operacional e eu não sei como é que isso pode fazer com um edifício só. Portanto, o problema agora é saber os edifícios que não são dotados deste sistema, qual é a relevância que eles têm para tratar os doentes.
Mário Lopes, o convidado da história do dia de hoje. O edifício A não conta, por exemplo, com os serviços de hemodiálise. Ora, a exclusão deste serviço da proteção de isolamento sísmico está à mercê da crítica de especialistas. Dizem que o serviço de hemodiálise é um dos mais importantes para socorrer as pessoas num cenário pós-sismo. O Observador questionou o Ministério da Saúde sobre as razões que explicam esta decisão, mas não obteve a resposta em tempo útil.
Esta é uma notícia em destaque no site do Observador, é assinada pelo jornalista Tiago Caeiro. Mais: o navio foi alvo de um ataque no Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos garantem que vão continuar a manter o bloqueio.
Este é já o segundo navio atingido esta manhã. A Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido escreve nas redes sociais que recebeu informações sobre um novo ataque de um navio, este mais próximo da costa do Irão, depois de esta manhã um porta-contentores ter sido atingido pela Guarda Revolucionária Iraniana junto à costa de Omã. Donald Trump anunciou, entretanto, esta noite, a extensão do cessar-fogo, mas o Irão rejeita negociar com os Estados Unidos enquanto se mantiver o bloqueio no estreito de Ormuz. É o aviso deixado já esta manhã pelo embaixador iraniano nas Nações Unidas. O diplomata alega que o Irão está preparado para qualquer cenário, incluindo o da intensificação da guerra. Também a Guarda Revolucionária Islâmica avisa a Casa Branca que em caso de retoma dos combates, vão ser infligidos golpes inimagináveis contra os inimigos da região. Ao mesmo tempo, Teerão nega que o país esteja a ser prejudicado no abastecimento de alimentos. É o que garante, pelo menos, o ministro da Agricultura. Diz que o bloqueio naval norte-americano está a ter pouco impacto na capacidade do país fornecer bens básicos e alimentos.
O militar Francisco Proença Garcia considera que Donald Trump está a fazer força e pressão para a mesa de negociações, mas que isso não significa que o Irão vai acabar por ceder.
Até porque nesta fase, Teerão está mais resistente e ameaça utilizar armamento mais sofisticado, como os mísseis supersônicos. O convidado do gabinete de guerra desta manhã explica que Teerão já percebeu a forma de negociar do Trump, mas o mesmo não se aplica ao presidente norte-americano.
E os mísseis mais importantes
Eles ainda não utilizaram os hipersônicos e de maior precisão e ameaçam utilizá-los. Penso que as palavras foram qualquer coisa do gênero: "Vamos destruir a capacidade de produção do Golfo". Isso será um desastre para a economia mundial. Espero que não cheguemos a essa situação, mas Trump está a fazer o que já fez das outras duas vezes: trazer a força a pressionar. Pode ser que o Irã ceda, mas eu acho que este Irão é mais resistente que o que estava anterior.
Quase.
Já percebeu a forma de negociar com Trump, mas Trump ainda não percebeu a forma de negociar com o Irão.
Análise de Francisco Louçã Garcia no gabinete de guerra desta manhã. São agora 10h07. Já a seguir temos o Contracorrente, mas antes, Carla, que outras notícias marcam esta manhã? Pedro Nunes Santos regressa hoje ao Parlamento como deputado. O ex-secretário-geral do Partido Socialista retoma o mandato que tinha suspendido há seis meses, um pouco antes da votação do Orçamento do Estado para 2026. Nos últimos três anos, foram registados mais de 4500 crimes de burla por falso arrendamento de casas. Os números foram revelados hoje num comunicado da PSP. Os dados apontam para uma ligeira descida no número de ocorrências participadas desde 2023, com esta tendência a verificar-se também no primeiro trimestre deste ano. A polícia deixa um alerta à população para a adoção de comportamentos de segurança. O mesmo já tinha sido feito na semana passada pela GNR, numa altura em que se aproxima a época de férias. Um relatório publicado hoje pelo Instituto Internacional IDEA revela que eventos climáticos extremos podem representar uma ameaça crescente à democracia. O relatório mostra que entre 2006 e 2025, pelo menos 26 eleições e referendos foram adiados devido a catástrofes naturais. No Dia da Terra, que se celebra hoje, os autores consideram que as instituições democráticas devem ser consideradas uma infraestrutura crítica, sensível às ameaças ambientais e que requer proteção especial. Recomendam ainda aos países que incluam nos processos eleitorais os planos nacionais de adaptação às alterações climáticas. E a digressão mundial da cantora Karol G passa por Portugal. A artista colombiana vai estar no Estádio da Luz.
Vou ver.
Vais ver? Já sabes o dia? Não, eu disse esta hora.
Não, ainda não sei. Estou à espera. Diz.
Dia 18 de junho.
Não posso.
Do próximo ano.
Também não posso.
Já tens a agenda preenchida. Olha, para além do Bruno, sei de outra pessoa que está muito feliz com esta notícia.
É 2027?
Sim. Sim. Há outra pessoa, para além do Bruno. Sabem quem é? Não ouviram?
Não.
Santana Lopes, durante a campanha da Adelina Ferreira da Silva, a dançar ao som desta música. Pelo Santana Lopes, Maria Eduarda Silva. O Bruno está a conter-se para não cantar.
Estou mesmo, porque eu sei a música de cor.
O concerto faz parte do novo formato do Festival Super Rock. Os bilhetes ficam à venda a partir das 14h do dia 30 de abril. Agora, isso sim, já é daqui a pouco. E antes vai haver três momentos de pré-venda. Isto agora é muito complicado comprar bilhetes. Não dá para comprar só e pronto, está feito? Perguntar: quanto custa? Não sei. Ainda não foi divulgado. Obrigada, Carla.
Não, e porque agora também os preços são consoante a procura.
Ai, a procura. Pois é, aumenta por causa da pré-venda. Lá está, isto agora fica complicado. E Santana Lopes vai estar onde? No Golden Circle?
Santana Lopes convido e fico.