A notícia já tinha sido avançada esta semana, mas foi agora oficializada. Gadi Eisenkot será indigitado como primeiro-ministro israelita pelo Presidente este domingo, quase duas semanas depois de o país ter ido às urnas. A cerimónia acontece às 17h locais (15h em Lisboa).

O anúncio foi feito este sábado pelo gabinete de Isaac Herzog, depois de o chefe de Estado se ter reunido com o líder da oposição e também com o ainda primeiro-ministro em funções, Benjamin Netanyahu, e com os representantes dos partidos com representação parlamentar. O líder do Yashar! recebeu o apoio de 67 membros do Knesset e o líder do Likud de 46. São necessários 61 membros para ter maioria absoluta no Parlamento israelita.

Depois da cerimónia oficial de domingo, Eisenkot terá 28 dias para formar Governo, com autorização para estender o período por mais 14 dias caso seja necessário.

O primeiro-ministro em funções de Israel dirigiu-se aos seus apoiantes num evento do Likud para exigir a formação de um governo de unidade nacional. O apelo surgiu ainda durante a tarde, horas antes de Isaac Herzog agendar a indigitação de Gadi Eisenkot.

Benjamin Netanyahu insistiu no argumento que tem utilizado de que a inclusão dos partidos árabes — que detêm 19 dos 120 lugares do Knesset — seria o fim do Estado de Israel. “Há quem queira dar posse a um governo à pressa, já na próxima semana, com apoiantes do terrorismo”, criticou, citado pela imprensa israelita.

“Com um governo assim, Israel simplesmente não vai sobreviver. Apelo ao estabelecimento de um governo de unidade nacional que vai incluir todos os partidos do campo nacional e todos os partidos sionistas que querem proteger o nosso país, o único Estado do povo judeu”, continuou.