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Atualizarmos as notícias. Jornal das 11, com a edição do José Rafael Lopes. Zé, começamos com a final da Taça de Portugal. Hoje, todos os caminhos vão dar ao Jamor e estamos a seis horas do apito inicial. A festa dos adeptos já se vai fazendo a esta hora.
A final da Taça de Portugal coloca frente a frente Sporting e Torriense, no Estádio Nacional do Jamor. Ainda falta para a bola começar a rolar, mas como é hábito na Taça de Portugal, os adeptos e a festa começam a fazer-se mais cedo. Pela mata do Jamor está o repórter Martim Madeira. Martim, ainda junto dos adeptos do Sporting, a caminho do lado do Torriense, qual é o ambiente por aí? Acredito que muita festa, muita música. O que é que nos podes relatar a partir da mata do Jamor?
Zé, estou agora com outro grupo do Sporting, outros adeptos, e estou aqui com o adepto João Santos. João, vejo aqui que têm uma piscina com várias bebidas alcoólicas, cervejas, gelo. Como é que foi para trazer isto tudo cá para cima?
Com a colaboração de muitos elementos aqui da equipa, uma equipa grande, que se fez à estrada bem cedo para conseguir garantir o espaço e depois com a montagem dos vários elementos, conseguimos montar o nosso estaminé para passar um dia em grande aqui no Jamor.
A que horas é que vieram para cá, mais ou menos?
Alguns elementos às 5:00 da manhã. No meu caso, cheguei aqui por volta das 7:30, fisicamente, mas psicologicamente a nossa cabeça já está aqui há muitas horas.
E já é um ritual isto? Já fazem isto há alguns anos, já é um ritual fazer esta festa aqui no Jamor?
Sim, com este grupo já há cerca de sete Jamor consecutivos que nos juntamos. Malta de Leiria, Oliveira do Hospital, essencialmente. No meu caso particular, nasci em 82, só falhei um ano do Jamor.
E em termos do prognóstico para o jogo contra o Torriense, quem é que vai levar o caneco para casa?
O Sporting, obviamente.
Mas de uma forma do coração ou objetivamente?
Eu acho que hoje é um dia muito simbólico para muitos jogadores carismáticos do clube e vão querer despedir-se em grande e dar a vitória a todos os sportinguistas.
Aqui um contributo do João Santos, um adepto do Sporting, a dar conta de que pode haver muitos jogadores que querem sair bem do Sporting e a sair com este título, para ver se dão uma época com algum título ao Sporting Clube de Portugal, que joga contra o Torriense hoje às 17:15, aqui no Estádio do Jamor.
A reportagem do Martim Madeira, na mata do Jamor, com adeptos do Sporting a caminho do lado do Torriense, onde também certamente está a ser cumprida esta habitual festa antes da final da Taça de Portugal, com muito churrasco, muita cerveja e também muita alegria. Estamos em contagem decrescente para o apito inicial da Taça de Portugal. O jogo está marcado para às 17:15.
Vai poder acompanhar toda essa festa aqui na Rádio Observador. E Zé, a Rádio Observador fez a antevisão deste Sporting-Torriense com alguém que já anda nisto há muito tempo. O sócio número um da equipa Torres Vedras chama-se Manuel Rosado e tem quase 100 anos.
Manuel Rosado, que se fez sócio há muitos anos para acompanhar o dia a dia da equipa da terra. Na altura, o valor das quotas, conta Manuel Rosado, era de dois escudos e meio. Quanto à final da Taça de Portugal, este sócio número um do Torriense diz que é difícil para a equipa de Torres Vedras vencer o Sporting e que é preciso ser realista.
Não tenho confiança. Mas no caminho para o Jamor. Não. E quando é que sentiu pela primeira vez que seria mesmo possível ir à final novamente da Taça de Portugal? Foi nas meias-finais agora com o Fado? Sim. Mas eu não tenho vozes. Para este jogo, não? Não.
A entrevista de Manuel Rosado, sócio número um do Torriense, conduzida pelos jornalistas João Lourenço e Manuel Conceição Carvalho, estiveram em Torres Vedras na antecâmara da Taça de Portugal.
A final é aqui na Rádio Observador, às 17:15. Tem relato em direto, mas antes há uma emissão especial a partir das 16:00. Destaque agora para o caso das crianças abandonadas em Alcácer do Sal. O padrasto dos menores foi transferido para a prisão anexa à PJ em Lisboa.
Transferido ontem à tarde, já a mãe dos menores está na cadeia de Tires. Os dois ficaram em prisão preventiva por decisão do Tribunal de Setúbal. O Observador está em Colmar, em França, onde a mãe vivia com as crianças. Foi de lá que saiu de carro com os menores em direção a Portugal. O jornalista Martim Andrade falou com vizinhos da mulher. Relata que a mulher de 41 anos não aparecia em casa há algum tempo e conta o que os vizinhos disseram sobre o caso.
Aqui na Petite Rue les Blaises, no centro de Colmar, não existe muito movimento este domingo de manhã, à exceção dos diferentes órgãos de comunicação social portugueses, que vieram aqui à procura de pistas sobre a vida da mãe que abandonou as duas crianças em Alcácer do Sal na passada terça-feira. Marine Rousseau, uma sexóloga de 41 anos, vivia na casa número oito, no terceiro piso, e só estando aqui no local percebemos que já não vem à casa há algum tempo, pela quantidade de cartas que se vieram acumular na sua caixa de correio. Na vizinhança, daqueles que a reconhecem através de breves interações como bom dia ou boa tarde, pouco mais do que isso, notam uma pessoa calma, reservada e sem qualquer comportamento que parecesse suspeito. O dono de um restaurante, no final desta rua, disse ao Observador que via Marine com os dois filhos todos os dias quando os ia levar à escola, mas que esta não tinha o hábito de interagir com as pessoas que encontrava na rua. Isto porque Marine só se terá mudado para Colmar no verão de 2025, portanto, há menos de um ano, depois de sensivelmente uma década na cidade de Troyes, mais no centro do paísOnde vivia com o ex-marido e pai das duas crianças abandonadas. Já na região de Aube, onde a mãe das crianças viveu durante quase 10 anos, surge em manchete uma peça em que recolheram o testemunho de um antigo colega de trabalho de Marine Rousseau, que a descreve como extrovertida, mas que por vezes apresentava comportamentos disfuncionais. Referem também que a sexóloga não se dava muito bem com os colegas de trabalho no hospital em que exercia e que não estava apta para trabalho em equipa.
Reportagem do enviado especial a Colmar, Martin Andrade adianta que a imprensa regional está a dar muito eco a este caso. O casal francês ficou ontem em prisão preventiva. São suspeitos dos crimes de ofensa à integridade física agravada e exposição e abandono.
A marcar também esta manhã, Donald Trump anuncia que pode estar para breve um acordo de paz entre Estados Unidos e Irão. O presidente dos Estados Unidos fala num princípio de entendimento que vai consistir, Zé, sobretudo na reabertura do Estreito de Ormuz.
É o que escreve numa publicação na rede social Truth Social. Donald Trump afirma que tudo está praticamente negociado entre Estados Unidos, Irão e outros países do Médio Oriente que não foram nomeados. O presidente norte-americano não dá para já muitos detalhes. Explica que os pontos finais do acordo ainda estão a ser discutidos, mas promete, João, que vão ser anunciados muito em breve.
E na análise, a especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, avisa que é cedo para falar num acordo de paz entre Estados Unidos e o Irão.
Liliana Reis fala antes numa pausa temporária e explica os motivos que levam este memorando de entendimento entre Estados Unidos e o Irão, que pode ainda ser anunciado hoje.
Estamos a viver um período muito importante para os Estados Unidos, porque se aproxima o Mundial de Futebol, que começa daqui a três semanas. E não deve ser intenção do presidente estar a gerir o Mundial de Futebol e a potencializar efetivamente a sua imagem pública e a projeção dos Estados Unidos a nível global e a gerir simultaneamente uma guerra no Médio Oriente. Depois, inicia-se também esta semana a peregrinação a Meca. Então deverá ser de todo o interesse também esta paralisia agora simultânea. E depois, como nós sabemos, amanhã também se assinala o Memorial Day, que é um feriado federal dedicado aos militares americanos mortos em combate.
Liliana Reis, especialista em Relações Internacionais, no gabinete de guerra da Rádio Observador. O portal Axios avança com alguns detalhes, diz que o cessar-fogo pode ser prolongado por 60 dias e o bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos do Irão vai ser levantado. O acordo prevê também o fim da guerra entre Israel e Hezbollah no Líbano. É o que para já se sabe deste possível acordo de paz.
É um tema também em destaque a esta hora no site do Observador. São 11h09. Já seguirá Português Suave com o Marco Neves, mas antes, Zé, vamos ainda a outras notícias em destaque a esta hora.
Pelo menos quatro pessoas morreram, mais de 60 ficaram feridas em novos ataques da Rússia a Kiev. A informação é avançada pelo presidente da Câmara de Kiev na rede social Telegram. Entretanto, a Força Aérea da Ucrânia adiantou, em comunicado, que durante este bombardeamento russo conseguiu abater mais de 600 drones e mísseis lançados a partir da Rússia. As autoridades norte-americanas abateram o autor de um tiroteio junto à Casa Branca, nos Estados Unidos. O suspeito de 21 anos disparou contra uma cabine de controle de segurança. Foi abatido a tiro pelos agentes dos serviços secretos. Donald Trump estava no interior da Casa Branca, diz que o suspeito tinha um passado violento.
É o ponto final na edição das 11 com o José Rafael Lopes.