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Começamos com a atualidade internacional. O Irã diz que está ciente que os Estados Unidos não gostaram da proposta para reabrir o Estreito de Ormuz dentro de sete dias.
Ontem Donald Trump anunciou que rejeitou o plano apresentado por Teerão. Agora, o chefe da diplomacia do Irã admite que ainda aguarda uma posição definitiva. No Gabinete de Guerra de hoje, na Rádio Observador, a especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, explica a razão para os Estados Unidos terem rejeitado a proposta, diz que o Irã teria benefícios financeiros, mas que os Estados Unidos tinham apenas uma promessa.
Parece-me que o Irã iria receber benefícios econômicos imediatos, mas os Estados Unidos apenas poderiam receber uma promessa de negociação, sobretudo em relação ao acordo nuclear. E por isso os Estados Unidos poderão ter considerado esta proposta insuficiente. Aliás, Donald Trump, eu também já vi agora de manhã, disse que o Irã está a tentar chegar a um acordo porque está a perder alguma margem de manobra do ponto de vista negocial.
Liliana Reis no Gabinete de Guerra da Rádio Observador. Depois da rejeição da proposta iraniana, os Estados Unidos enviaram emissários por todo o mundo a exigir medidas para isolar economicamente Teerão. A informação foi avançada pelo secretário do Tesouro norte-americano na rede social X, que diz que esses esforços estão já a dar frutos.
Mais de €750 milhões é este o valor que o Estado vai arrecadar com a taxa de carbono, é o imposto aplicado à gasolina e ao gasóleo.
É o valor estimado da receita que o Estado vai arrecadar num ano marcado pela subida do preço dos combustíveis. Cerca de 60% desta receita é transferida para o fundo ambiental, que financia, entre outras medidas, o transporte público nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto e nas comunidades intermunicipais espalhadas pelo país. As contas são avançadas pelo jornal Correio da Manhã. O governo que já pediu, entretanto, aos portugueses para reduzir o consumo de combustíveis, mas não anunciou qualquer suspensão da taxa de carbono. Este imposto é aplicado desde 2015 e pretende reduzir as emissões poluentes e apoiar a transição para energias mais limpas.
Ainda faltam algumas semanas para a entrega do orçamento do Estado, mas a esquerda mostra pouca confiança no documento que vai ser apresentado pelo governo.
O LIVRE acusa o executivo de falta de respeito institucional por dizer que a margem negocial é muito limitada, ainda antes de reunir com os restantes partidos. Os encontros para apresentar as linhas gerais da proposta orçamental arrancam amanhã. Na antevisão do encontro, a porta-voz do LIVRE, Isabel Mendes Lopes, diz que o governo está a tentar condicionar o debate.
Parece-me que é até falta de respeito institucional para com o Parlamento e para com o país, condicionar, à partida, todo o debate orçamental, sabendo que poderia haver uma folga, até por causa destas medidas, para ser discutida efetivamente no Parlamento.
A também líder parlamentar do partido relembra que o governo é minoritário, tem, por isso, a obrigação de negociar. Declarações aos jornalistas de Isabel Mendes Lopes na Feira da Luz, em Lisboa, onde esteve também Paulo Raimundo, do PCP, que parte ainda com menos expectativas, pede uma política de ferro e fogo contra o aumento do custo de vida e apesar de não se comprometer ainda com o sentido de voto, deixa críticas à estratégia de Luís Montenegro.
Com rigor e com coerência, não posso dizer que nós vamos estar contra. Uma coisa nós não conhecemos. Agora, uma coisa que sabemos é que se o orçamento de Estado for mais um instrumento para dar andamento à política que está em curso, nós não podemos apoiar isso. Não podemos apoiar uma política que seja contra o Serviço Nacional de Saúde. Não podemos apoiar uma política que seja pelo aumento das rendas, pelo aumento do custo de vida, pelo aumento da habitação, pelo aumento dos bens alimentares, pelo aumento dos combustíveis. Conosco não.
Paulo Raimundo, na Feira da Luz, em Lisboa. A votação final do Orçamento de Estado, que está marcada para o dia 24 de novembro, a proposta terá que ser entregue até 10 de outubro.
Mário Centeno acusa o primeiro-ministro de governar sob o discurso do medo.
E sem dar explicações aos portugueses, foi a entrevista ao programa Conversa Capital da Antena Um e do Jornal de Negócios, que o antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal reage aos avisos de Luís Montenegro. O primeiro-ministro disse que não quer ser o pai da austeridade, nem fazer com que Portugal regresse a tempos de tragédia, numa referência à Troika. Por isso, Centeno pergunta: o que é que Montenegro sabe que Portugal ainda não conhece?
Eu acho que não é de ânimo leve que um primeiro-ministro diz aquilo que o primeiro-ministro Luís Montenegro disse na semana passada. O que temos que pedir a seguir, e ele tem que estar disposto a conceder-nos, é saber o que está por trás daquela frase. E, portanto, eu acho que temos que respeitar aquilo que o primeiro-ministro nos deu a ouvir, ficar preocupados, não entrar em depressão. Foi uma das questões que eu não percebi muito bem, porque os primeiros-ministros normalmente tendem a ter discursos mais mobilizadores. Governar sob o medo é péssimo. E, portanto, quando o primeiro-ministro nos mete medo, nós havemos de perguntar a nós próprios o que é que ele sabe que nós não sabemos.
Mário Centeno, que critica ainda as propostas do PS e do Chega sobre o IVA zero nos bens alimentares, diz que há outras medidas que podem fazer mais sentido no país.
Não acho que seja uma boa medida, mas há boas medidas que se podem dar para não estar sempre do contra. Medidas que usam a proteção social muito profunda que existe em Portugal. Por exemplo, o abono de família para as tais famílias que têm filhos, que têm que os levar à escola, porque é a forma de compatibilizar o trabalho dos pais, que trabalhamos muitas horas em Portugal, muito mais do que na média europeia, e a escola dos miúdos. Esse era um apoio absolutamente óbvio num momento destes.
Mário Centeno lançou recentemente um livro sobre a passagem pelo governo, diz ainda que as contas públicas enfrentam um déficit profundo, diz que se Bruxelas não redefinir as metas orçamentais impostas a Portugal, o Estado terá de efetuar um corte de €12 milhões durante os próximos dois anos.
André Ventura espera que a comissão de inquérito a Luís Neves possa começar nos próximos dias.
E puxa dos galões, diz que este é o inquérito parlamentar mais importante na história do país.
O presidente da Assembleia da República não me solicitou ainda a entrega dos nomes constituintes da comissão de inquérito. Foi dado até, se não me engano, dia 28 deste mês para se constituírem as diligências de sustentação da comissão. Penso que em relação à outra comissão de inquérito, isso sim, já estão a ser pedidos os nomes. Espero que na segunda-feira possa resolver essa questão, juntamente com a liderança da bancada, sobre o Luís Neves. A minha esperança é que a comissão de inquérito possa iniciar-se nos próximos dias e consigamos, ainda antes do orçamento do Estado, começar a fazer algum trabalho em relação a esta matéria.
André Ventura, à margem de um encontro de partidos europeus de extrema-direita na Ericeira, em que deixou críticas a Donald Trump.
Acredito que o presidente Trump cometeu muitos erros no último mês. Mesmo a guerra no Irão, creio que está a afetar toda a economia global. Gostaria que essa guerra não existisse, especialmente por causa de Portugal, Espanha, França e Itália. Estamos a pagar mais pelo preço desta guerra do que os próprios Estados Unidos. Não é justo que um país comece uma guerra e outros paguem o preço.
André Ventura, no final do dia de ontem, à margem deste encontro de dirigentes de extrema-direita que decorreu na Ericeira.
Vamos ao futebol. Jorge Jesus garante Portugal ao ataque frente à Noruega.
Na segunda jornada da Liga das Nações, depois da vitória por 1 x 0 frente ao país de Gales, na antevisão deste jogo frente à Noruega, o selecionador nacional reconhece qualidade no ataque norueguês, não fosse o ponta de lança Erling Haaland, mas garante que Portugal também tem essa qualidade na frente.
Apesar de termos pouco tempo de trabalhar comigo, acredito muito naquilo que vamos fazer amanhã. Uma coisa de certeza absoluta: não vou ter medo nenhum da Noruega. Zero. E vou lançar uma equipa que eu olhe mais para ela até ofensivamente do que defensivamente. Não vou olhar para o jogo em fazer uma escolha de jogadores, porque a equipa da Noruega é muito forte ofensivamente. Vou olhar o contrário. Ela é forte ofensivamente, eu também quero ser.
Jorge Jesus, que não dá como garantida a titularidade de Cristiano Ronaldo e pede tempo e compreensão aos adeptos.
Os jogos vão ser a minha base. Não fui só eu, os selecionadores todos que entraram. De todos que entraram, já fui procurar quem ganhou. Só eu e o treinador da França é que ganhou, mais nenhum ganhou no primeiro jogo de estreia. Mas estes jogos, é aqui que eu, com a equipa, vou refletir, vamos analisar aquilo que fizemos bem e não fizemos bem, mas estamos a trabalhar em cima de jogo. É sério, não é pré-época, não houve uma base.
Jorge Jesus, na antevisão do jogo desta tarde, desta noite, frente à Noruega, na segunda jornada da Liga das Nações.
7h45, partida para acompanhar com relato e análise aqui na Rádio Observador. A esta hora, Miguel, outras notícias também em destaque.
Vários homens foram detidos numa base aérea britânica em Fairford, no sudoeste de Inglaterra, por suspeitas de crimes relacionados com explosivos. A polícia declarou um incidente grave, evacuou algumas propriedades nas proximidades. É o que avança o jornal político, sem especificar quantas pessoas estão envolvidas. A base tem sido utilizada pela Força Aérea dos Estados Unidos para operações militares contra o Irão. O governo ucraniano quer incentivar o regresso de cinco milhões de refugiados que continuam na Europa, incluindo os quase 69 mil que vivem em Portugal. A vice-ministra para a Política Social diz à Agência Luz que o regresso destas pessoas a casa deve ser voluntário e baseado numa decisão informada sobre as condições do país enquanto durar a guerra com a Rússia. O Brexit fez disparar os pedidos de nacionalidade britânica por parte de imigrantes portugueses no Reino Unido, segundo um estudo do ISCTE divulgado pelo jornal Público. Entre 2016 e 2019, os pedidos de nacionalidade aumentaram mais de 230%. O pico foi atingido em 2021, quando mais de 3 mil portugueses obtiveram passaporte britânico. O mesmo aconteceu também ao contrário. Milhares de britânicos pediram autorização de residência em Portugal antes de estar concluído esse acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia.
Atualizamos as notícias às 11h30.