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Jornal do Meio-Dia, com edição do André Maia. André, começamos na política. Sofia Pereira acaba de ser eleita secretária-geral da Juventude Socialista.
A nova líder, de 25 anos, conseguiu 58% dos votos na corrida em que tinha como adversário o eurodeputado Bruno Gonçalves. A eleição foi feita em congresso, que decorre na Nazaré desde sexta-feira. De acordo com os números a que o Observador teve acesso, a diferença entre os dois foi apenas de 60 votos. Sofia Pereira teve 198 votos, Bruno Gonçalves, 138. Houve três votos em branco e também um voto nulo.
E esta foi a primeira vez que houve uma luta pela liderança da JS nos últimos 18 anos.
A última foi em 2006, precisamente quando Pedro Nuno Santos se recandidatou a secretário-geral da JS, tendo tido, na altura, como adversário João Tiago Henriques. O congresso da JS termina hoje com uma intervenção da nova líder, que vai substituir assim Miguel Costa Matos no cargo, deputado do Parlamento. E antes disso, vai haver também um discurso do secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos.
E do PS passamos para o PCP. O Comitê Central reelegeu Paulo Raimundo por unanimidade.
O novo Comitê Central do PCP teve esta manhã a primeira reunião, depois ter sido nomeado ontem, resultou na eleição, por unanimidade, de todos os órgãos restritos do partido, assim como a reeleição, também por unanimidade, de Paulo Raimundo, o secretário-geral do PCP. É um dos temas fortes, um dos destaques deste terceiro e último dia de congresso, mas Inês Batista, agora em direto. Bem-vinda. Há mais temas a serem discutidos em várias intervenções que têm marcado a manhã por aí.
O destaque vai para o resultado dessa primeira reunião do Comitê Central do PCP. Foi eleito ontem por cerca de 98% dos delegados e passa a contar com mais mulheres e também com mais jovens. A direção do partido reuniu depois, como dizias, André, pela primeira vez para eleger a Comissão Política e o Secretariado. Há poucas alterações. Dois dirigentes passam a integrar ambos os órgãos. São eles Margarida Botelho e Vladimiro Vale. Destaque também para nomes como João Ferreira, João Oliveira e Paula Santos, que continuam a fazer parte da Comissão Política. Sobre esta manhã, o momento alto até agora foi uma intervenção dedicada à Palestina. Depois de um apelo ao fim do genocídio por parte de Carina Castro, membro do Comitê Central, os cerca de mil delegados presentes no Congresso levantaram-se, ergueram os punhos para gritar "A Palestina Vencerá". Foi uma das maiores manifestações dos militantes durante este congresso. Falou-se também da ofensiva ideológica contra o PCP esta manhã, é um tema recorrente nesta reunião magna do partido. Jorge Cordeiro, da Comissão Política, considera que lembrar o contexto político e mediático não é uma desculpa para as dificuldades do PCP e que essa intensa ofensiva mostra que o partido é a força que compromete os interesses do capitalismo. De sublinhar também que o PCP não convidou os partidos à direita do PSD para este último dia de congresso. Os convites foram dirigidos a Bloco de Esquerda, Livre, Verdes, PS e PSD. Ficam assim de fora CDS, Iniciativa Liberal e Chega. A esta hora fala Francisco Lopes sobre identidade, intervenção e reforço do partido e daqui a cerca de uma hora está prevista a intervenção de encerramento deste 22º Congresso do PCP, intervenção do secretário-geral Paulo Raimundo. Por esta hora, a maioria dos delegados está sentada, André, com bandeiras ao lado, a olhar para a intervenção de Francisco Lopes, que continua a falar. Ainda tem seis minutos para esta intervenção sobre a identidade e o reforço do PCP.
Obrigado, Inês Batista, reportagem da jornalista do Observador, um dos elementos da equipa da nossa rádio que está a acompanhar este 22º Congresso do PCP em Almada. É para lá que vamos continuar também, como disse a Inês, e muito bem, vamos acompanhar o discurso de Paulo Raimundo, o secretário-geral do partido vai discursar por volta da 13h, o discurso final aos mais de mil delegados que participam neste 22º Congresso do PCP.
Continuamos na política, mas falamos agora das eleições presidenciais. O Chega não vai mesmo apoiar o almirante Gouveia e Melo numa eventual candidatura e pode avançar com um candidato próprio.
E nesse caso, será o próprio André Ventura a avançar. O líder do Chega não fecha a porta a essa possibilidade. A notícia foi avançada pela CNN Portugal e confirmada pelo Observador. Todos os dirigentes do Chega ouvidos pelo Observador assumem que Ventura seria o melhor candidato, mas a decisão fica nas mãos do presidente do partido. Quanto a Gouveia e Melo, não vai mesmo contar com o apoio do partido de André Ventura. O Observador já tinha noticiado que algumas posições públicas do almirante causaram desconforto a alguns militantes do Chega. Agora, fonte próxima do processo confirma que André Ventura se vai afastar de Gouveia e Melo numa eventual candidatura do militar a Belém.
Cinco minutos para lá do meio-dia. André Maia, vamos a outras notícias em destaque a esta hora.
Mais um dia de constrangimentos nas urgências em Portugal, sobretudo na Grande Lisboa. Estão encerradas as urgências de ginecologia de Vila Franca de Xira e de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro. Nas urgências gerais, destaque para alguns constrangimentos na zona de Lisboa, com tempos de espera para doentes urgentes que ultrapassam as 10h. Também em Leiria está fechada a urgência de ginecologia do Hospital de Santo André. Há novas nomeações para a administração de Donald Trump. O presidente eleito escolheu o luso-descendente Devin Nunes para presidir ao Conselho Consultivo dos Serviços Secretos da Casa Branca. Nunes dirigiu até à data a rede social de Trump, a Truth Social. Foi também membro do Congresso que dirigiu o Comitê de Inteligência. Em 2016, o luso-descendente tinha acusado o FBI de abusar dos poderes para espiar funcionários da campanha eleitoral de Donald Trump. A FIFA está a ser alvo de críticas por parte da Ucrânia por ter deixado de fora o território da Crimeia no mapa do sorteio para a fase de qualificação para o Mundial de 2026. Lembro que a península da Crimeia é reconhecida internacionalmente como território da Ucrânia, apesar de estar sob ocupação russa desde 2014. O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano já veio reagir na rede social X. Afirma que a FIFA está a redesenhar as fronteiras internacionais e, desta forma, atenta contra o direito internacional e apoia também a propaganda russa. No mesmo post, o governante exige um pedido de desculpas público por parte da Federação Internacional de Futebol.
Jornal do Meio-Dia, edição do André Maia.