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Como já dissemos, a seleção portuguesa já está a viajar para Lisboa.
Chega daqui a pouco. Os vencedores da Liga das Nações deixam Munique e regressam à capital portuguesa. A chegada está prevista para por volta da 13h15. A comitiva portuguesa é mais reduzida para este regresso. Dos 26 jogadores, apenas 18 fazem a viagem. Ronaldo não faz este voo de regresso a Portugal e há mais heróis que também não estão no voo de regresso. Vitinha, Rúben Neves, Diogo Jota, Rodrigo Mora, Diogo Costa, Gonçalo Ramos e Diogo Dalot também não vão aterrar em Lisboa. A chegada acontece depois de 13h no Aeroporto Humberto Delgado. Vamos acompanhar esse momento em direto aqui na Rádio Observador, numa edição especial do programa "E o Campeão É".
E Miguel, esta manhã, Roberto Martínez voltou a mostrar-se muito feliz e já aponta a participação de Portugal no Mundial.
Portugal venceu ontem à noite a final da Liga das Nações frente à Espanha, depois de um empate a dois gols durante os 90 minutos e durante o prolongamento. Nas grandes penalidades, 5 x 3, vitória de Portugal. Diogo Costa foi herói, defendeu um pênalti e Rúben Neves marcou a grande penalidade decisiva. Nuno Mendes foi eleito o homem do jogo. Hoje de manhã, o selecionador nacional falou aos jornalistas à saída do hotel em Munique e mostrou-se mais uma vez satisfeito com a conquista.
É só um símbolo, um sinal de todo o esforço, o trabalho feito pelos jogadores, pela equipa técnica. E agora sem voz, sem descanso, mas muito orgulhoso e dar os parabéns e obrigado pelo apoio que tivemos no estádio, porque o adepto português fez um ambiente incrível e criamos uma memória juntos que eu acho que nunca vamos esquecer.
Roberto Martínez a destacar a importância do apoio dos adeptos portugueses em Munique, conquistou Portugal pela segunda vez, a Liga das Nações venceu a competição, já tinha vencido em 2019.
André Ventura insiste no controle da imigração. O partido Chega vai pedir a suspensão do reagrupamento familiar.
Declarações de André Ventura na última hora. Está em São João da Talha, a visitar o local onde se situa a Igreja Evangélica São João da Talha, onde foram encontrados 60 imigrantes a viver. Esta visita de André Ventura é acompanhada pela jornalista Maria João Brás, que está a acompanhar André Ventura, está nesta região da Bobadel, no Conselho de Loures. Maria João, foi aqui que semana passada foram encontrados esses 60 imigrantes a viver num armazém em condições precárias. Esta visita, para além de acompanhar esse local, tem mais algum objetivo por parte de André Ventura?
Tem um objetivo, precisamente, de tentar impedir o reagrupamento familiar de milhares de imigrantes que tiveram o seu visto de residência concedido, deferido pelo governo português na sequência das manifestações de interesse e que podem então agora, por estarem legais no país, aceder a este regime, ao reagrupamento familiar e trazer os restantes alguns membros diretos da família para Portugal. O presidente do Chega esteve aqui então em frente à Igreja Evangélica e mais concretamente ao armazém que acolhia, na semana passada, 60 imigrantes que viviam aqui em condições precárias. André Ventura diz que este é um exemplo da forma como a imigração em Portugal não está a ser controlada e por isso vai insistir com o governo para, pelo menos por agora, cancelar esta forma de fazer o reagrupamento familiar, embora admita que possa haver exceções, como por exemplo, em casos de refugiados ucranianos.
À semelhança do que a Áustria fez nos últimos dias, nós vamos solicitar ao governo que bloqueie e suspenda o reagrupamento familiar que está a pensar que possa acontecer nos próximos meses. Nós temos a estimativa de até meio milhão de pessoas que podem entrar em Portugal nos próximos meses. Meio milhão de pessoas é absolutamente inaceitável.
André Ventura, que também atira farpas não só ao governo, diz que o governo atual está a fazer um pouco melhor pela imigração, pelo controle da imigração em Portugal, no entanto, não é suficiente, mas o alvo é mesmo o Partido Socialista e mais concretamente António Costa.
Nós não queremos ser esse país e é por isso que vamos pedir ao governo que enfrente a União Europeia nessa matéria.
Esta é uma recomendação, é isso?
É uma recomendação ao governo para que o faça. Eu já o tinha anunciado na campanha. Nós vamos auditar as autorizações que a AIMA deu nos últimos anos, agora podemos fazê-lo no Parlamento. Vamos auditar as autorizações de residência que a AIMA deu nos últimos anos para ver se foram legais ou não foram e como é que chegamos a este descontrole. E a partir daqui vamos trabalhar para controlar mais a situação. Agora, nós dissemos que nada ia ficar como antes com o Chega como líder da oposição. E isto é um exemplo disso. Nós vamos mesmo exigir responsabilidade daqueles que nos últimos anos trouxeram o país até esta circunstância, porque eu até suspeito que muitos dos que trouxeram o país até esta circunstância, hoje não estão já em funções, hoje já não estão com nenhuma responsabilidade e os outros que fiquem para resolver o que eles fizeram.
Está a referir-se a alguém em particular?
Ao Partido Socialista e a outros que ocupam cargos, inclusive hoje na estrutura europeia.
André Ventura, que fez aqui então uma curta visita a esta zona, a este armazém, também que serve de Igreja Evangélica e que na semana passada foi indicado como um dos sítios a acolher imigrantes de forma precária. O líder do Chega também dirige críticas ao presidente da Câmara de Loures e acusa-o de inação. Acusa também os restantes partidos de estarem a utilizar agora a imigração como forma de eleitoralismo. E diz até, inclusivamente, que estes partidos estão a utilizar a habitação também como forma de eleitoralismo e que se colocar aqui um fim ao reagrupamento familiar, então a questão da habitação poderá ficar mais resolvida.
André Ventura em Loures, mais concretamente em São João da Talha, a pedir a suspensão do reagrupamento familiar.
Em Lisboa, Carlos Moedas pediu uma reunião com caráter de urgência à nova ministra da Administração Interna.
O autarca aponta para uma situação de insegurança e de violência na capital portuguesa. Numa carta enviada à ministra Maria Lúcia Amaral, Carlos Moedas pede uma reunião urgente. Diz que tem como objetivo encontrar medidas com efeitos imediatos que possam responder aos problemas de forma eficaz. No início do texto, Moedas começa por felicitar a nova ministra da Administração Interna, reconhece uma vasta experiência de Maria Lúcia Amaral. Depois, o autarca lembra que a autarquia não tem competência direta nas questões relacionadas com a segurança, mas diz que está disponível para colaborar em todos os aspetos que sejam necessários. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa tem pedido um policiamento de proximidade na cidade e aponta para um aumento da perceção de criminalidade. Ainda assim, os dados mais recentes divulgados pelas autoridades não confirmam essa perceção descrita por Carlos Moedas. Em 2024, a criminalidade geral no Distrito de Lisboa desceu 7,6%. Os crimes violentos e graves diminuíram 1,8% em comparação com o ano anterior. Dados do Relatório Anual de Segurança Interna. Se centramos a análise apenas no Conselho de Lisboa, o que é dirigido por Carlos Moedas, houve uma diminuição de 8,2% da criminalidade geral. Ainda assim, nesta carta, o autarca fala de uma situação de insegurança e violência nos tempos mais recentes na cidade de Lisboa e, por isso, pede uma reunião urgente à ministra da Administração Interna.
Mariana Mortágua quer que o governo português condene imediatamente a intercessão do navio Madeline.
Trata-se de um veleiro que contém ajuda humanitária a bordo, foi interceptado pelas forças israelitas. Ontem o governo de Israel ordenou ao exército que impeça essa embarcação de chegar à devastada capital do enclave palestiniano. A ordem foi dada pelo ministro da Defesa israelita, Israel Katz. Greta Thunberg, a ativista sueca, e a restante tripulação do veleiro Madeline, o navio da Flotilha da Liberdade, a caminho de Gaza para entregar ajuda humanitária, foram alertados para recuarem e avisados que não iriam conseguir chegar ao enclave. Israel acabou mesmo por desviar a embarcação. Em Portugal, a deputada única do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, pede ao governo que condene imediatamente a intercessão deste navio Madeline.
O verão está à porta, mas entre amanhã e quarta-feira, Miguel, oito distritos vão estar sob aviso amarelo devido à previsão de chuva.
Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga esperam chuva amanhã. Há aviso amarelo do IPMA entre as 18h desta terça-feira e as 3h da manhã de quarta-feira. As previsões são de aguaceiros, por vezes fortes, acompanhados de trovoada e granizo, com possibilidade de rajadas de vento forte. A situação só deve normalizar na quinta-feira.