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Está a começar o Jornal do Meio-Dia com a edição do Luís Soares. Luís, o Irão nega ter lançado mísseis contra Israel nas últimas horas, já depois do cessar-fogo anunciado entre os dois países.
Israel acusou o Irão de ter lançado um míssil após o anúncio de cessar-fogo por parte do presidente norte-americano. A agência France Presse cita a televisão estatal iraniana para adiantar que o Estado-Maior do exército iraniano negou o lançamento de mísseis nas últimas horas. O ministro da Defesa israelita tinha dito anteriormente que Israel iria responder de forma enérgica à violação do cessar-fogo pelo Irão, na sequência de relatos de mísseis iranianos que teriam sido travados. Também em declarações à CNN Internacional, um alto funcionário da segurança iraniana afirma, sob anonimato, que não foram disparados mísseis contra Israel após a entrada em vigor do cessar-fogo, ou seja, após as 7h30 da manhã, hora local. No entanto, a mesma fonte avisa que se Israel cometer um erro, todos os territórios ocupados serão atacados, tal como foram uma hora antes da guerra ter parado. Já o presidente norte-americano, Donald Trump, disse há instantes que tanto Israel quanto o Irão violaram o cessar-fogo anunciado horas antes e que ele não estava satisfeito com nenhum dos países, mas em especial com Israel. Em declarações aos repórteres, antes de partir para a Cimeira da NATO, Trump disse que Israel descarregou logo após o acordo. Em relação ao Irão, Trump disse que as capacidades nucleares do país acabaram e que o Irão nunca iria reconstituir o programa nuclear. Pouco depois desta declaração, Donald Trump alertou Israel para não lançar mais bombas sobre o Irão. Foi numa mensagem publicada na rede social que detém.
E o secretário-geral da Aliança Atlântica condena o apoio do Irão à Rússia no que diz respeito à guerra na Ucrânia.
Isto a poucas horas do início da Cimeira da NATO, que acontece num momento de tensão no Médio Oriente, mas também na Ucrânia. Em cima da mesa está o aumento dos gastos com a defesa e Mark Rutte assume a meta dos 5% do PIB para cada país. O secretário-geral da NATO afirma que os aliados devem preocupar mais com a defesa para garantir a proteção coletiva e sem mencionar o conflito no Médio Oriente, o líder da Aliança Atlântica critica o Irão pelo apoio que dá à Rússia na guerra com a Ucrânia.
A NATO deve defender os aliados concretizando coisas, nomeadamente respeitando o artigo quinto. Na NATO, temos tudo no lugar e organizado para garantir que a defesa coletiva está assegurada. A Aliança Atlântica não foi só constituída para nos defendermos da Rússia, mas sem dúvida que a Rússia é a nossa ameaça mais próxima. No entanto, também vemos o crescimento da China, que em conjunto com a Coreia do Norte e o Irão, tem ajudado muito a Rússia na guerra com a Ucrânia. Os drones que o Irão tem dado à Rússia têm matado várias pessoas na Ucrânia.
O secretário-geral da NATO a criticar o apoio do Irão à Rússia, numa altura em que o cessar-fogo pode ter sido violado no Médio Oriente. O secretário-geral da NATO garante ainda que não há razões para preocupação com os Estados Unidos enquanto aliado da Aliança Atlântica.
E o presidente ucraniano afirma que a Europa deve coproduzir armamento para fazer frente ao apoio do Irão e da Coreia do Norte à Rússia.
Volodymyr Zelensky, que está nesta altura reunido com o primeiro-ministro holandês antes da cimeira da NATO, que vai acontecer em Haia. Em breves declarações antes desse encontro, o presidente ucraniano agradeceu aos Países Baixos e aos restantes aliados da NATO o reforço do investimento em defesa. Volodymyr Zelensky fala ainda na coprodução de drones com outros países da Aliança Atlântica para fazer frente à Rússia.
Começamos a trabalhar com alguns países na coprodução de drones. Ficarei muito feliz de trabalhar com os Países Baixos. O objetivo é produzir novas tecnologias para salvar a Europa. Vemos a Rússia a produzir drones com a Coreia do Norte e o Irão. É por isso que precisamos de fazer a nossa parte e dar passos em direção à segurança.
Volodymyr Zelensky, o presidente ucraniano, à entrada da reunião com o primeiro-ministro holandês no dia em que arranca a Cimeira da NATO em Haia.
E o diretor da Unidade de Dermatologia do Hospital de Santa Maria apresentou a demissão. A decisão foi tomada na sequência das conclusões da auditoria feita às cirurgias realizadas ao fim de semana.
A notícia avançada pela CNN Portugal foi confirmada ao Observador por fonte da ULS de Santa Maria. A demissão, que já foi aceite, acontece depois de terem sido conhecidos casos de dermatologistas que receberam montantes avultados por cirurgias adicionais. Para o lugar de Paulo Filipe deverá ser nomeado nas próximas horas um diretor de serviço interino. Paulo Filipe, que é também presidente da Sociedade Portuguesa de Dermatologia, pediu a demissão depois de ter sido confrontado com os resultados do relatório interno, que foi pedido pelo Conselho de Administração às cirurgias adicionais que estavam a ser realizadas por médicos daquela unidade aos fins de semana. O primeiro caso a ser revelado envolveu o médico Miguel Alpalhão, que ganhou 400 mil € em apenas 10 sábados, o que incluiu 50 mil € num único dia. A TVI e a CNN Portugal contam hoje que o diretor da unidade foi confrontado com estas irregularidades e colocou o lugar à disposição ontem, ao final da tarde.
E a Ministra da Saúde pede rapidez no apuramento do que se passou no serviço de Dermatologia do Hospital de Santa Maria.
Ana Paula Martins diz que a prioridade é perceber o que realmente se passou neste serviço e que sejam tomadas as medidas tidas como adequadas.
Minha preocupação é transversal e única, que é que se apure exatamente aquilo que se passou no serviço de Dermatologia, porque é esse que está hoje em foco. Até por uma questão de reputação das organizações e das instituições, e neste caso falamos do maior hospital do país, é fundamental que rapidamente as coisas esclareçam e que as medidas que tiverem que ser tomadas, quer sejam as de natureza disciplinar, quer sejam as de natureza gestionária, aconteçam rapidamente.
Declarações de Ana Paula Martins à CNN Portugal. A Ministra da Saúde apela ainda à rapidez de ações para resolver a situação que põe em causa, diz, o bom nome do maior hospital do país.
E a Ministra da Administração Interna defende a criação de uma Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras na PSP, garantindo que Não há segurança sem controle dos fronteiras.
Foi a primeira intervenção pública de Maria Lúcia Amaral, desde que assumiu a pasta. Um discurso a propósito do seminário "Migrações e Retorno: Novos Rumos para a Europa". Maria Lúcia Amaral sublinha que a criação desta Unidade de Estrangeiros e Fronteiras dentro da PSP é uma demonstração política de que o Estado não abdica do seu dever essencial de proteger e respeitar todos os que se encontrem no nosso território. Neste contexto, a ministra da Administração Interna explica que é urgente a criação deste regime rápido e eficaz de afastamento de cidadãos estrangeiros em situação ilegal, de forma a combater a imigração ilegal, tráfico de seres humanos e prevenir e proteger as vítimas.
E este foi o tema do Explicador desta manhã. Tanto o PS como o Chega admitem negociar no Parlamento as propostas apresentadas ontem pelo ministro da Presidência, no que diz respeito à imigração.
No entanto, ambos os partidos reforçam que primeiro é necessário analisar as medidas com mais detalhe. E mesmo antes de ler o documento, Marina Gonçalves, do PS, avança já com algumas preocupações.
Relativamente ao reagrupamento familiar, a medida, na verdade, até vem em contraciclo com as melhores práticas de integração, que são uma das preocupações que nós devíamos ter quando olhamos para a matéria da imigração. Temos exceções na lei, em várias dimensões, quer no reagrupamento, quer no prazo, quando estamos a falar de vistos gold ou quando estamos a falar de pessoas altamente qualificadas. E eu não sei, para mim, um carpinteiro, um eletricista, são necessidades do nosso país, a construção civil, são profissões reconhecidas, que merecem o mesmo respeito, mas que na avaliação deste governo têm requisitos diferentes de uma pessoa altamente qualificada.
Marina Gonçalves, do PS. Do lado do Chega, as novas medidas de imigração são classificadas como boa notícia, mas que pecam por tardias. Rita Matias afirma que o partido está aberto a negociar no Parlamento estas medidas, mas pede mais ambição ao governo.
A questão da lei da nacionalidade ou do reagrupamento familiar, na verdade, são pequenas agulhas no palheiro. A questão que o Chega tem que colocar agora, que já chegamos a esta fase do debate, é: o que é que vamos fazer a seguir? Quero ver, de facto, este governo com toda a coragem de ir mais além. O tema dos licenciamentos zero, sem fiscalização, tem permitido, de facto, esta desregulação em todo o comércio tradicional.
Mas isso é uma legislação, Rita Matias, de outro âmbito, claramente.
Mas por isso, conforme o Chega tem feito, esta pressão pública e política, temos que continuar.
As críticas de Rita Matias. Também o deputado do PSD, Alexandre Poço, esteve no Explicador desta manhã e rejeita que o governo esteja a copiar medidas do Chega, como por exemplo, a limitação no reagrupamento familiar. Também o PSD não fecha a porta a negociações, mas considera que tanto o PS como o Chega estão numa posição mais limitada para rejeitar propostas como a criação da Unidade de Estrangeiros e Fronteiras na PSP.
O partido Chega, que agora fala tanto de reagrupamento familiar, é uma paixão tardia de primavera-verão. Nesse sentido, nós vamos continuar, e é isso que vamos apresentar ao Parlamento, continuar o nosso caminho. Vamos insistir na criação de uma Unidade de Estrangeiros e Fronteiras na PSP. Nesse sentido, nós entendemos que será muito difícil, acredito eu, quer ao PS, quer ao partido Chega, voltarem a chumbar esta unidade.
O desafio deixado por Alexandre Poço no Explicador desta manhã.
12:09, Luís, que outras notícias marcam a atualidade?
O setor das administrações públicas registou um excedente de 0,2% do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre do ano. São dados avançados pelo Instituto Nacional de Estatística, em causa um saldo positivo de 125 milhões de euros. No ano passado, o primeiro trimestre tinha tido um saldo negativo de 0,4%. Pedro Pinto volta a ser candidato único à liderança parlamentar do Chega. O deputado eleito pelo Círculo de Faro vai voltar a candidatar-se à liderança da bancada, cargo que ocupa desde 2022. A nova equipa inclui Rita Matias e Cristina Rodrigues como vice-presidentes. A eleição acontece amanhã com mudanças face à anterior liderança.
Luís Soares e o Jornal do Meio-Dia.