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As notícias. Jornal da Uma, edição do André Maia. André, começamos com o Congresso do PCP. Jerónimo de Sousa afirma que o partido nunca vai fraquejar e considera que ser diferente é o segredo para a longevidade dos comunistas.
Avisos deixados pelo ex-secretário-geral do PCP na reunião magna do partido, que está a decorrer em Almada. Vamos desde já em direto novamente até ao Congresso do Partido Comunista Português. Ela que está a jornalista Inês Batista. Inês, vamos aos destaques. Jerónimo de Sousa deixou uma mensagem de luta e otimismo para o futuro do PCP.
Uma mensagem recebida com talvez a maior ovação deste congresso. Jerónimo de Sousa, antigo secretário-geral do PCP, lembrou a história do partido para dizer que nunca teve uma vida fácil, mas nunca desistiu.
Vivemos um tempo exigente, um tempo de resistência e de acumulação de forças e iniciativa, como se afirma no projeto de resolução política do nosso 22º Congresso. E, por isso, um tempo de grandes desafios. Quem olhar para a história do Partido Comunista Português verificará que, desde os longínquos anos da sua fundação, este partido, aqui está em Congresso, nunca teve uma vida fácil, mas nunca desistiu.
O ex-secretário-geral do PCP, que reitera a confiança no partido, sublinha que, durante a sua história, o Partido Comunista nunca vacilou. Fala também de um partido com uma só cara e deixa uma mensagem a quem pensa ser possível levar o PCP a iludir e dissimular os próprios princípios e fraquejar. "Desenganem-se", é a palavra dita por Jerónimo de Sousa, que termina o discurso a dizer: "Aqui estamos e aqui continuaremos de pé". Pouco antes do ex-líder do partido, falou João Oliveira, eurodeputado, para dizer que o partido continua firme e vai continuar o seu trabalho.
Acrescentou-se uma violenta ofensiva contra o partido, com o objetivo de condicionar ou mesmo impedir a nossa ação e a afirmação das nossas posições políticas. Enfrentámos todas estas batalhas com a coragem e a determinação que caracterizam o PCP e a luta de mais de 100 anos dos comunistas portugueses. Queriam-nos derrotados e em debandada, mas encontraram-nos firmes e unidos. Queriam-nos calados, encolhidos e isolados, mas encontraram-nos inconformados, determinados, a apontar o caminho ao encontro das massas e a confirmar com elas a força e a razão de ser das nossas convicções.
João Oliveira, que fala sobre a ofensiva contra o Partido Comunista Português. É, de resto, um tema que tem sido mencionado várias vezes durante este congresso. O eurodeputado falou também no trabalho do PCP no Parlamento Europeu, a dizer que combateu imposições, constrangimentos e chantagens impostas pela União Europeia a Portugal. Também a líder parlamentar do PCP interveio esta manhã no púlpito deste congresso. Paula Santos, que diz que o Partido Comunista não alinha no compadrio de PS ao PSD, CDS, Iniciativa Liberal e Chega.
Não alinhamos no compadrio do PS ao PSD, CDS, Iniciativa Liberal e Chega para favorecer os grupos económicos que exploram e acumulam riqueza à custa de quem trabalha e de quem trabalhou uma vida inteira. Com a nossa intervenção, demonstramos que não estamos condenados a um caminho de empobrecimento, de destruição de serviços públicos, de privatizações, de mais desigualdades e injustiças.
A líder parlamentar do Partido Comunista, que diz que o partido mostrou a diferença pelas propostas apresentadas no âmbito do Orçamento do Estado. Paula Santos, que esteve a falar sobre o trabalho dos deputados do Partido Comunista no Parlamento. Realçou também a existência de projetos reacionários na Assembleia, dos quais se afastam. Paula Santos, que reitera que o compromisso do PCP é com a classe. Neste momento, André, os trabalhos já suspenderam para a hora de almoço e vão retomar pelas 15h.
A reportagem da jornalista Inês Batista, em direto a partir de Almada, no 22º Congresso do Partido Comunista Português. A reunião magna dos comunistas tem ficado marcada pelas questões internas, mas também pelas eleições autárquicas e presidenciais.
É um assunto em destaque também a esta hora no site do Observador. Seguimos agora precisamente com uma notícia Observador. José Sócrates já teve de pagar custas judiciais de quase €17 mil, mas recusa revelar como conseguiu pagar estes valores.
O Tribunal Constitucional confirma que estas custas judiciais relacionadas com a Operação Marquês já foram pagas. José Sócrates tem uma subvenção vitalícia de cerca de €2300 brutos. Contactado pelo Observador, recusou responder como é que pagou este valor de quase €17 mil ou se tem outras fontes de rendimento. Diz que não pretende partilhar a vida privada com estranhos. O redator principal do Observador, Luís Rosa, sublinha que é difícil explicar como é que o ex-primeiro-ministro consegue cumprir estes custos.
Este trabalho levanta aqui uma questão, que é o pagamento das taxas de justiça, o pagamento destes serviços de advocacia, que isto é caro, isto é muito caro. Ter um advogado constantemente a litigar custa muito dinheiro. Eu não acredito que Pedro Delito trabalhe pro bono. Não acredito, todo em todo. Os advogados recebem à hora. E, portanto, isto é muito caro. Como é que José Sócrates paga estas questões? Como é que financia a sua defesa? Eu acho que é uma questão que merece ser problematizada em termos de espaço público. E, em segundo lugar, o acesso privilegiado que José Sócrates tem ao direito e que não pode continuar a acontecer. E a administração da Justiça, aparentemente, também decidiu no mesmo sentido.
A análise de Luís Rosa, redator principal do Observador. José Sócrates já teve de pagar custas judiciais de quase €17 mil só no Tribunal Constitucional. Recusa, ainda assim, revelar como está a pagar estes valores.
André, esta é uma notícia que faz manchete a esta hora no site do Observador. Passam agora seis minutos da 13h, vamos a outras notícias em destaque a esta hora, André.
O antigo jogador do Manchester City, Mikheil Kévashvili, foi eleito presidente da Geórgia. Foi eleito com o voto favorável de 224 deputados em 230. Era o candidato do partido do governo, vai substituir a líder da oposição, que se recusa a deixar o cargo por não reconhecer legitimidade nas eleições parlamentares. De acordo com a oposição, que alega que o partido Sonho Georgiano é próximo da Rússia, esta eleição foi manipulada com a ajuda da Rússia, motivo pelo qual todos os partidos boicotaram o Parlamento desde outubro. A Noruega vai transferir a base de pilotos ucranianos de F-16 da Dinamarca para Portugal. O anúncio é feito pelo ministro norueguês da Defesa. É já no próximo ano que esta mudança vai acontecer. Já há dois anos que a Noruega fornece aeronaves e instrutores para este programa de treino. Vai continuar a fazê-lo, mas agora em solo português. E a fechar ainda, João, não sei se gostas de um bom carro clássico.
Quem não gosta?
Quem não gosta, exatamente.
O clássico é sempre intemporal.
Nos Estados Unidos, um Alf entrou dentro de um stand de automóvel cheio de carros clássicos. Adivinha lá o que aconteceu depois.
Não foi comprar um carro, de certeza.
Não, também não foi conduzi-lo. Teria sido melhor para os donos do stand. Mas não, o Alf danificou os carros de coleção que estavam expostos neste stand de automóveis.
Tudo muito bonito, mas agora quem é que vai pagar os estragos?
Pois, e é muito. Estamos a falar de €20 mil. Ninguém ficou ferido, felizmente, mas feriram-se as finanças deste stand de automóvel.
Sim, o dono deste stand não deve estar muito contente.
Nada mesmo.
E passou a ter um ódio de estimação.
Acredito.
Alfs. É o ponto final no jornal da última edição do André Maia.