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Observador. Começa o Jornal da Uma da Rádio Observador, edição do jornalista Luís Soares. E Luís, começamos este jornal pelo PS, que vai propor mudanças no código de conduta dos deputados, isto de forma a permitir sanções. O PSD diz que o problema da falta de urbanidade não se resolve com regras.
É a resposta socialista ao episódio protagonizado pela deputada do Chega, Diva Ribeiro, que ontem afirmou que a deputada em visual do PS, Ana Sofia Antunes, só intervém no plenário em matérias relacionadas com deficiência. O partido anunciou esta manhã que vai estudar alterações ao código de conduta dos deputados e convida os partidos democráticos à discussão com o objetivo de passar a permitir sanções. A líder da bancada parlamentar socialista sublinha que têm sido recorrentes os insultos de parlamentares do Chega. No entanto, a socialista diz que se atingiu ontem o limite na sessão plenária. Alexandra Leitão não só acusa o Chega de mentir, como de ter atitudes indignas do Parlamento.
Ontem atingiu-se um novo mínimo, quando uma deputada do partido Chega intimidou de forma vexatória e discriminatória a senhora deputada do Partido Socialista, Ana Sofia Antunes. O que aconteceu foi de uma indignidade indizível que só pode merecer profundo repúdio e indignação.
Alexandra Leitão, numa mensagem de repúdio esta manhã na Assembleia da República, onde exige um pedido de desculpas da bancada parlamentar do Chega. A socialista avança ainda que o partido vai propor essas alterações ao código de conduta.
O ambiente de violência verbal, de provocação e de intimidação que se vive na Assembleia da República tem de acabar. É tempo de dizer basta. Assim, o grupo parlamentar do Partido Socialista vai estudar e propor alterações ao código de conduta, no sentido de tornar mais efetivo o cumprimento destes e de outros deveres que possam ser consagrados, como por exemplo, o dever de correção, incluindo a previsão de sanções, como já existem em parlamentos de vários países e no Parlamento Europeu.
Alexandra Leitão apela ainda que o tema seja discutido pelos restantes partidos em conferência de líderes e também pelo presidente da Assembleia da República. Há instantes, falou também o secretário-geral socialista, Pedro Nuno Santos, no Parlamento, que acusou o Chega de estar a desrespeitar o país.
O que o Chega está a fazer não é regenerar a vida política portuguesa, não é limpar Portugal. O que o Chega está a fazer é o contrário, é desrespeitar, é trazer a confusão, a divisão no país. E depois habituar-nos a todos os dias vermos deputados do Chega envolvidos com casos da Justiça. Um partido que está sempre a invocar a moral na relação com os outros, não tem moral e precisa de revelar educação, respeito e abandonar a má criação e a grosseria com que vão marcando o debate parlamentar.
Declarações de Pedro Nuno Santos, há instantes no Parlamento, a acusar o Chega de desrespeitar o país.
Por seu lado, o presidente da bancada parlamentar do PSD acusa os deputados do Chega de falta de urbanidade e má educação, mas diz que isso não se resolve com regras.
Hugo Soares classifica como falta de educação alguns apartes da bancada parlamentar do Chega, apartes que costumam ser feitos em momentos em que os microfones estão desligados. O líder da bancada do PSD diz que o maior castigo são os resultados eleitorais e não acredita que a má educação se resolva com regras.
Eu acho que há limites para a grosseria, que são os limites do berço, do chá e da educação de cada um. E o que me parece é que há manifestamente falta de urbanidade, peço desculpa, mas falta de educação mesmo, em um conjunto de apartes que se vão proferindo no plenário da Assembleia da República. E isso não se resolve com regras. A grande vantagem da democracia é precisamente a possibilidade de o povo soberano poder, ato eleitoral, pós-ato eleitoral, avaliar também aí o comportamento daqueles que são os seus representantes. E essa é a maior pena que quem não se comporta do ponto de vista político, conforme se devia comportar, pode ter.
O presidente da bancada parlamentar do PSD, Hugo Soares, em declarações no Parlamento. O social-democrata defende a postura do presidente da Assembleia da República, que, segundo Hugo Soares, tem contribuído para a não exaltação dos ânimos no Hemiciclo.
Já o líder do Chega defende-se e diz que os problemas não começaram com a chegada do partido ao Parlamento.
Numa conferência de imprensa, também na Assembleia da República, André Ventura diz que os partidos não têm moral para criticar o Chega.
Nunca houve nenhum líder tão insultado como eu, e nunca houve nenhum partido tão insultado na Assembleia da República como o Chega. E portanto, não podem depois vir se fazer de virgens ofendidas da democracia, como se ninguém lhes pudesse dizer nada, porque passam o dia a insultar deputados do Chega, a insultar os elementos do Chega e a promover, isso sim, o ódio à diferença.
André Ventura dá também como exemplo apartes da deputada do PS, Isabel Moreira, à bancada parlamentar do Chega.
Se tivessem sido sérios, tinham passado o que a doutora Isabel Moreira disse a um deputado do Chega: "Sai daqui e vai pagar as tuas dívidas." Foi isso que disse. Depois ouviu o que não queria. Como diz o povo português: "Quem diz o que quer, ouve o que não quer."
As declarações de André Ventura no Parlamento, em reação ao episódio ontem protagonizado pelo Chega.
O Ministério Público está a investigar uma queixa contra um deputado do Chega, Luís Soares, por violação de menor.
Em causa uma queixa contra o deputado Pedro Pessanha. O Jornal de Notícias adianta que a denúncia foi apresentada pelos pais da adolescente em março de 2023. O caso terá acontecido numa discoteca em Lisboa, no verão de 2022, quando a jovem tinha 15 anos. O JN diz que o também presidente distrital do Chega em Lisboa não foi notificado da queixa, nega a acusação feita pelos pais e diz que tudo não passa de uma cabala. Em pouco mais de três semanas, este é o quarto caso de um deputado do Chega com problemas na Justiça, depois do caso das malas, do deputado acusado de prostituição de menores e do deputado acusado de dano e ameaça agravada contra um militante do partido.
Uma hora e seis minutos. Por esta altura, já abriram as urnas para as eleições da Federação Portuguesa de Futebol Nuno Lobo é um dos candidatos e está muito otimista.
Isto apesar de ser Pedro Proença o favorito, o candidato e antigo presidente da Associação de Futebol de Lisboa, chegou com muito otimismo à Cidade do Futebol, é onde está o jornalista André Maia, na sede da Federação Portuguesa de Futebol, a acompanhar essas eleições. André, boa tarde. Nuno Lobo mostrou-se otimista para este ato eleitoral.
Muito otimista, Luís, até porque Pedro Proença é considerado o favorito a vencer estas eleições. Disse, na altura em que anunciou a candidatura, que já reunia 75% dos delegados eleitorais. Tem também apoio de pelo menos de três associações de futebol distritais e portanto, chega aqui como grande favorito. Mas apesar desses números, Nuno Lobo chegou aqui à Cidade do Futebol há sensivelmente meia hora e mostrou-se muito otimista para, mais logo, por volta das 8:00 p.m., ser anunciado como presidente da FPF.
Estou muito otimista, venho acompanhado por muitos daqueles que são os meus apoiantes desde o início, que este projeto que nasceu na base do movimento associativo. Estou muito otimista e estou plenamente convicto que hoje, depois das 19h, por volta das 20h, serei declarado o 35º presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
Nuno Lobo, que lamentou o facto de a comissão eleitoral não ter aceitado o pedido para que fosse proibido o uso de telemóvel dentro do edifício principal da Cidade do Futebol, ou seja, dentro da zona onde estão as urnas eleitorais. Esse pedido não foi colhido pela comissão eleitoral, que também pediu um parecer a uma entidade externa. Nuno Lobo lamenta essa situação, mas antes ainda de Nuno Lobo ter falado, falou José Luís Arnaut, que é o presidente desta comissão eleitoral, por inerência de ser o presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol, e garantiu aos jornalistas que o ato eleitoral vai ser transparente, respeitado e também democrático.
Não sinto e nunca recebi de nenhum delegado, e falo com muitos, qualquer sentido de haja que não sintam que vêm exercer o seu voto livremente e em consciência. E há uma coisa que eu quero assegurar: eu e a comissão eleitoral, a FIFA e a UEFA vamos estar aqui nesta sala, vamos assegurar a total transparência, liberdade do processo eleitoral. E o que se vai passar nesta sala, passar-se-á em respeito dos princípios democráticos e da total liberdade de cada um.
É garantia de José Luís Arnaut, presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol, que por inerência é também presidente da comissão eleitoral para estas eleições da FPF. Votam 84 delegados, 29 dos quais por inerência também, ou seja, os presidentes das associações regionais e distritais, também líderes da liga, das estruturas representativas, treinadores, árbitros, futebolistas. Para além disso, são ainda mais 55 delegados. Os resultados surgem entre as 19h e também as 20h.
André Maia, em direto da Cidade do Futebol em Oeiras, a acompanhar esta votação. As urnas abriram à 13h, vão estar abertas até às 19h para ser eleito o novo presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
Nove minutos depois de 13h, Luís Soares, é a altura de voltarmos a olhar para as outras notícias que estão em destaque neste início de tarde de sexta-feira.
O cardeal Tolentino Mendonça vai substituir o Papa Francisco na missa de domingo em Roma, notícia avançada pela CNN Portugal. O Papa está hospitalizado devido a uma bronquite, cancelou a agenda até domingo. Tolentino Mendonça é o prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação. A nova Agência para o Clima já tem presidente. Ana Teresa Peres era até agora adjunta da Ministra do Ambiente e Energia. Maria da Graça Carvalho tem competência para indicar todos os membros do conselho deste novo órgão, com exceção do que terá o pelouro financeiro, responsabilidade das finanças. Antes de ir para o gabinete da ministra, no qual esteve apenas dois meses, Ana Peres foi administradora da Agência Portuguesa do Ambiente durante mais de 10 anos. Criada em dezembro, esta nova Agência para o Clima vai gerir o fundo ambiental e outros fundos com apoios públicos e comunitários para as áreas do ambiente, transição energética, clima e mobilidade sustentável.
Fica por aqui o Jornal da Uma da Rádio Observador, edição do jornalista Luís Soares.