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Boa tarde. Jornal na Uma, com edição do jornalista Miguel Cordeiro. Em destaque, o Partido Socialista diz que não leva a sério o anúncio das PPP na saúde e aponta o dedo ao governo pela falta de médicos no Serviço Nacional de Saúde.

Disse isto Pedro Nuno Santos durante uma visita ao futuro hospital de Sintra. O líder socialista reforça que não tem nenhum dogma com a medida das parcerias público-privadas, mas acusa o governo de falhar em toda a linha na saúde. O secretário-geral do PS rejeita que as PPP consigam resolver os problemas no setor.

O problema central do Serviço Nacional de Saúde é a falta de médicos, a incapacidade do Serviço Nacional de Saúde de recrutar e reter médicos. O problema não é de gestão. A senhora ministra e este governo anunciam a um conjunto muito amplo de parcerias público-privadas, sem um estudo que as justifique. E, portanto, nós não levamos a sério esse anúncio e o nosso foco no Serviço Nacional de Saúde vai estar na forma de nós conseguirmos recrutar, reter e ter médicos no quadro dos hospitais.

Pedro Nuno Santos, durante uma visita ao futuro hospital de Sintra, aqui num registo captado pela RTP. O líder do PS avisa que há demasiado recurso à prestação de serviços no SNS e pede mais ação ao governo para fixar médicos.

A Iniciativa Liberal pede à Provedora da Justiça para averiguar a constitucionalidade da desagregação de freguesias.

Rui Rocha anunciou hoje que foi entregue, esta manhã, na Provedoria da Justiça, um pedido para que avance junto ao Tribunal Constitucional a fiscalização abstrata deste diploma. O líder da Iniciativa Liberal explica os motivos para este avançar da Iniciativa Liberal.

Há uma lei-quadro que impõe que não haja alteração do mapa das freguesias nos seis meses que antecedem qualquer ato eleitoral nacional. E, portanto, sabendo nós que estamos a caminho de umas eleições em 18 de maio, não faz qualquer sentido que haja uma alteração do mapa das freguesias e portanto, decidimos que este é o melhor caminho, mais eficaz dentro das alternativas possíveis, para combater juridicamente esta iniciativa legislativa.

Rui Rocha, em declarações esta manhã, numa conferência de imprensa, declarações captadas pela RTP3. Recordamos que a nova lei, que repõe cerca de 300 freguesias, foi aprovada recentemente no Parlamento. À segunda vez, primeiro teve um veto do Presidente da República.

Vamos até à Madeira, Miguel. A primeira sondagem para as eleições regionais antecipa uma vitória confortável do PSD, quase à beira da maioria absoluta. Miguel Albuquerque pede essa votação reforçada.

É um estudo da Intercambios para o JM Madeira, 38,4% das intenções de voto são para o PSD. O PS consegue 16,7%. O JPP tem uma forte queda, de 17 nas últimas eleições, passa para 10,7% nas intenções de voto desta sondagem. E o Chega, que tinha conseguido quase 10% nas últimas eleições regionais, surge nesta sondagem com 5,4% das intenções de voto. Miguel Albuquerque falou esta manhã, diz que os prognósticos fazem-se no fim. No Funchal, o candidato do PSD reforça também esse apelo ao voto dos madeirenses.

Não vale a pena estarmos a fazer prognósticos antes de termos o resultado. O resultado é que vai determinar. E nesse sentido, eu estou confiante no bom senso e, sobretudo, naquilo que os madeirenses querem, que eu volto a insistir, o que os madeirenses precisam neste momento é ter uma maioria confortável, votarem num partido que tem um histórico de construção, de desenvolvimento e de obra na Madeira e terem o seu futuro com tranquilidade e com rumo de esperança, porque não é possível, nem para os agentes econômicos, nem para as famílias, nem para as empresas, vivermos uma convulsão política permanente.

Paulo Cafôfo desvaloriza os resultados da sondagem, que hoje foi divulgada. O líder do PS Madeira diz que continua confiante no resultado do PS e avisa que a vitória de Albuquerque pode significar mais um governo a prazo.

Eu continuo muito calmo e continuo muito confiante no resultado do próximo domingo. Esta sondagem não será, nem é, o resultado que teremos no dia 23 de março, até porque já tivemos outras eleições em que existiram algumas sondagens que deram resultados ao PSD, que depois nas urnas não se vieram a verificar. E ninguém quer que continuemos com o presidente do governo regional, que é arguido, que a qualquer momento pode ser levado pela Justiça, e que tenhamos novamente eleições antecipadas, porque o governo cairá.

Também o JPP desvaloriza as sondagens que dão uma vitória esmagadora do PSD. Hélder Sousa garante que está confiante e que acredita que o voto útil pode beneficiar o partido.

As profecias vão se concretizar no domingo, mas não são essas profecias. Eu acho que vamos ter um resultado satisfatório. Estamos a concorrer diretamente com o PSD. Temos um programa alternativo, uma frente cívica. Somos um projeto político plural. Eu creio que as pessoas, pelo menos é aquilo que eu sinto, vão depositar grande parte do voto útil no JPP.

Hélder Sousa numa ação de campanha no Funchal. As eleições acontecem no próximo domingo.

Da Madeira para o Porto, continua o julgamento da Operação Pretoriano, Miguel.

Em causa está essa alegada tentativa da claque dos Super Dragões criarem um clima de intimidação e medo numa assembleia geral do Futebol Clube do Porto, a 23 de novembro de 2023. A acompanhar os trabalhos no tribunal está a repórter do Observador, Maria Rego. Maria, agora em direto. Ontem testemunhou Fernando Madureira. Hoje estão a ser ouvidos os restantes arguidos. O que é que tem sido dito em tribunal?

Esta segunda sessão arrancou com os testemunhos de Vítor Manuel Aleixo e o filho, Vítor Bruno Aleixo, os dois bastante chegados à claque dos Super Dragões, ainda que não membros oficiais. O pai começou por reconhecer que agrediu e insultou sócios. Explica que estes atos de violência aconteceram porque estes sócios estariam a insultar o então presidente dos azuis e brancos, Pinto da Costa. Também o filho conta a mesma versão da história, explicando que os insultos começaram quando Pinto da Costa estava a discursar na assembleia. Admite também, ele, ter entrado nestes confrontos com estes sócios. De seguida, foi a vez de Fernando Saul, ele que era funcionário do Futebol Clube do Porto na altura em que decorreram os desacatos. De acordo com as mensagens lidas em tribunal, Saul terá enviado para um grupo de amigos a alertar sobre possíveis confrontos no dia anterior à assembleia-geral. Saul reconhece o teor destas mensagens, mas indica que se deveram à proximidade que tinha enquanto funcionário e de conhecer bem os adeptos. Para hoje, na agenda faltam ainda ouvir mais três arguidos. A sessão de julgamento faz agora uma pausa para almoço. Retoma os trabalhos às 14h.

Reportagem de Maria Rêgo, a partir da cidade do Porto, junto ao tribunal onde está a decorrer o julgamento da Operação Pretoriana.

13h08, Miguel Cordeiro, que outras notícias marcam a atualidade a esta hora?

Marcelo Rebelo de Sousa lamenta o agravamento da situação no Médio Oriente e condena quem rejeita a solução dos dois Estados. Marcelo Rebelo de Sousa falou hoje numa conferência de imprensa, está a fazer uma visita oficial à Eslovénia, e é uma reação ao quebrar do cessar-fogo na Faixa de Gaza. Mais de 400 pessoas morreram nas últimas horas, mais de 500 ficaram feridas. Isto num ataque de Israel à Faixa de Gaza. Diz o chefe de Estado que Portugal continua a considerar fundamental passar uma nova fase das conversações entre os dois lados e olha para o cessar-fogo como a solução final e não apenas parcial. Diz também que é incompreensível interromper o cessar-fogo quando ainda há vários reféns por entregar. Entretanto, chega também uma reação do secretário-geral da ONU a condenar os ataques. Guterres diz que está chocado com os últimos desenvolvimentos e apela ao restabelecimento da assistência humanitária em Gaza. Para fechar, a GNR está a realizar uma ação de combate à exploração de mão de obra estrangeira para a pesca na zona de Almada e Sesimbra. Em comunicado divulgado esta manhã, é dito que a operação policial está a ser desenvolvida no âmbito de um inquérito que investiga os crimes de angariação de mão de obra ilegal, fraude fiscal, falsificação de documentos e falsidade informática. Foram emitidos 41 mandados de busca sobre empresas, embarcações e armazéns, entre outros locais. De acordo com o responsável da GNR, algumas embarcações e armazéns sem condições de higiene e de segurança servem de alojamento a imigrantes em situação irregular. A ação envolve mais de 130 militares que contam com o apoio de outros organismos, como a Autoridade Tributária e a AIMA.

Jornalista Miguel Cordeiro com o essencial da informação. É o ponto final no Jornal da Uma.