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O Sporting Braga.
Começa agora o Jornal da Uma, na Rádio Observador. O PSD acusa Pedro Nuno Santos de ter abandonado a política das contas certas e diz que o programa eleitoral do Partido Socialista é uma receita para o desastre.
É a reação social-democrata às propostas apresentadas ontem pelo PS para as legislativas. O ministro adjunto e da Coesão Territorial fala num programa irresponsável, imaturo e desligado da realidade. Manuel Castro Almeida sublinha que propostas como o regresso do IVA zero mostram um partido cada vez mais despesista, a fazer lembrar os tempos de José Sócrates, e não de Mário Centeno ou Fernando Medina.
É quando se começam a acumular sucessivamente déficits que depois se chega à bancarrota. E é este déficit que Pedro Nuno Santos anuncia desde já para 2026. É isto que nos parece inaceitável. E repare, é assumir já o déficit à partida. São as escolhas que o PS faz que conduzem, segundo as próprias contas do PS, a um déficit orçamental. E é isto que faz lembrar José Sócrates. Há pessoas que valorizam as contas certas, contas equilibradas. O Estado não pode gastar mais do que aquilo que tem. E há pessoas que não valorizam isso. Mário Centeno valoriza, Fernando Medina valoriza, António Costa valoriza, Luís Montenegro valoriza, Joaquim Sarmento valoriza. José Sócrates não valoriza, Pedro Nuno Santos não valoriza.
Diz Castro Almeida que não é por acaso que Fernando Medina esteve ausente da apresentação do programa do PS. Deixa um aviso aos eleitores: se os socialistas vencerem as eleições, o país volta a um caminho que leva à bancarrota.
Se este programa do PS fosse levado à prática, colocaria a perder as conquistas mais recentes do país. Portugal voltaria a ter déficit, Portugal voltaria a aumentar a dívida pública, Portugal deixaria de ter possibilidade de aumentar as pensões e os salários da função pública, Portugal não teria qualquer hipótese de baixar o IRS, Portugal deixaria de ter um dos maiores crescimentos da União Europeia. O programa do PS é uma receita para o desastre. Se fosse posto em prática, atiraria o país outra vez para 2011. Cabe aos portugueses, a 18 de maio, não permitir que esse desastre se repita.
São declarações do ministro adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, em conferência de imprensa na sede do PSD, a reagir ao programa eleitoral socialista e com essa comparação de Pedro Nuno Santos a José Sócrates, uma comparação que já tinha sido feita ontem pelo primeiro-ministro Luís Montenegro.
E Zé, o Bloco de Esquerda quer impor tetos para as rendas e impedir a construção de novos hotéis para resolver a crise na habitação.
A coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, fez esta manhã a apresentação das propostas do partido para o setor, quer simplificar a lei do arrendamento, dar poder aos inquilinos para denunciarem contratos sem perigo de retaliações e uma moratória à construção de novos hotéis. Mariana Mortágua fala num país de pobres, com custo de vida para ricos, e pede urgência na intervenção do Estado para travar a subida das rendas.
A primeira medida que queremos apresentar é o teto às rendas. Ela é a forma mais eficaz de controlar o preço da habitação imediatamente. Este teto às rendas que propomos baseia-se em patamares que o governo estabelece e que não podem ser ultrapassados em caso nenhum, e que são patamares que respeitam o nível salarial em Portugal. Não podemos ter rendas de país milionário quando os salários são de país pobre, porque é uma geração que já não aguenta mais. Tem 40, tem 50 anos e não conseguiu ainda ter a sua independência, ter a sua casa.
Mariana Mortágua, num registo captado pela RTP3. A coordenadora do Bloco de Esquerda fez esta manhã a apresentação das propostas do partido para o setor da habitação.
Viramos a página e vamos até ao desporto. É uma jornada de jogos grandes na Primeira Liga. Hoje é dia de clássico, mas amanhã o Sporting recebe em Alvalade o Sporting Clube de Braga. Rui Borges diz que o adversário chega ao jogo no melhor momento de forma.
O treinador leonino não tem dúvidas de que o Sporting vai ter dificuldades. Ainda assim, promete uma equipa preparada para lidar com os bracarenses. Rui Borges sublinha que o Sporting Braga chega a Alvalade na máxima força.
Penso que vamos encontrar o melhor Braga da época, penso eu. Uma equipa que nos últimos 10 jogos tem oito vitórias, um empate e uma derrota. Uma equipa que, a seguir ao Sporting, penso eu, é a equipa que mais pontua fora. Mas acima de tudo, também é um Sporting muito confiante, com muita atitude competitiva. Acredito que é isso que será muito importante para amanhã. Acredito que será um bom jogo contra duas grandes equipas, duas equipas a querer ganhar.
Rui Borges, a lançar o duelo com o Sporting Braga, o treinador sportinguista assegura que não está preocupado com o resultado do clássico de mais logo e revela que Morita continua de fora das opções.
Sporting Braga está marcado para amanhã, às 20h45, vai contar com relato em direto aqui na Rádio Observador. E Zé, como dizíamos, Porto e Benfica medem forças hoje à noite e este é o primeiro clássico no Dragão, sem Pinto da Costa na bancada desde 1982.
Pinto da Costa morreu em fevereiro deste ano e temos de recuar muito tempo para chegarmos ao último futebol clube do Porto-Benfica, jogado na Cidade Invicta, sem a presença do antigo dirigente. Foi no dia 14 de março, 1982, um jogo para a Taça de Portugal, que os encarnados venceram por 1 x 0, já no prolongamento. Nesse jogo, foi titular o mítico avançado portista José Alberto Costa, que explica na Rádio Observador o que mudou nos clássicos depois desse jogo, sobretudo com a chegada de Jorge Nuno Pinto da Costa.
Alguma diferença
Notou-se, porque mesmo antes de Jorge Nuno ser presidente, a sua influência no balneário, como eu referi, era um pouco secundária, porque havia uma figura e havia um treinador como José Maria Pedroto. Depois, quando passa a presidente e depois dessa fase, aí sim, essa presença aumentou em função da visibilidade, das mensagens e do discurso que Jorge Nuno passou a ter.
Do outro lado estava Álvaro Magalhães, histórico lateral do Benfica, que lembra a importância do psicológico para este tipo de encontros.
E nós temos que estar bem preparados, principalmente psicologicamente. Um jogador que representa uma equipe como o Benfica ou um Porto, se a parte psicológica for fraca, não tem condições de jogar. Mas nós temos experiência de Benfica e seleção, somos jogadores com essa experiência enorme.
Álvaro Magalhães, antigo lateral do Benfica, e também José Alberto Costa, em entrevista na Rádio Observador, no lançamento do clássico entre Futebol Clube do Porto e Benfica.
E mais logo, Zé, a partir das 18h30, vamos ter emissão especial de desporto alargada aqui na Rádio Observador e vai poder ouvir a entrevista na íntegra do jornalista André Maia a José Alberto Costa sobre como Pinto Costa mudou a história dos clássicos. O jogo, esse, o clássico, tem início às 20h30. Para já, Zé, olhamos para outras notícias que estão em destaque a esta hora.
A Associação Nacional dos Cuidados Continuados desmente o governo, garante que só está previsto um aumento do apoio às instituições de 2,4%. Ontem, o Ministério da Saúde falou num aumento, em média, de cerca de 19%. Já são quase 3.500 as vítimas mortais do sismo na última semana em Mianmar. Para já, 4.600 pessoas continuam feridas, além de cerca de 200 que ainda estão desaparecidas. É o último balanço feito pelas Forças Armadas de Mianmar. Já entraram na região mais de 150 toneladas de ajuda humanitária na sequência desse sismo em Mianmar.