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É agora 13h. Está no ar o Jornal da Uma, na Rádio Observador, com edição do Miguel Cordeiro. Miguel, começamos este jornal por atualizar a informação sobre o avião que partiu de Portugal e teve de aterrar de emergência em Bruxelas devido a uma ameaça de bomba.

Falsa ameaça de bomba. Esclarecimento dado nos últimos minutos. Foi dito inicialmente que se tratava de um avião da Ryanair que tinha partido do Porto. Essa informação também foi corrigida. O avião partiu, afinal, de Faro. Teve de aterrar em Charleroi, na Bélgica. A ameaça foi um falso alarme, mas Bélgica também já era o destino deste avião, precisamente o aeroporto de Charleroi. O porta-voz da Ryanair diz à Agência Lusa que houve mesmo essa ameaça no voo que partiu de Faro às 7h26, aterrou às 11h em Bruxelas. Jade Kirwan, porta-voz da Ryanair, fala num falso alarme. À CNN Portugal, a Ryanair diz, em comunicado, que a empresa foi informada de uma ameaça de segurança no voo de Faro para Bruxelas, Charleroi. O avião aterrou normalmente nesse aeroporto, como previsto, os passageiros foram desembarcados. O avião está a preparar-se para regressar ao serviço. A empresa pede sinceras desculpas a todos os passageiros afetados. Os restantes voos, ainda assim, com destino a Charleroi durante esta manhã, foram desviados. As autoridades tiveram de averiguar se havia uma bomba a bordo da aeronave em causa. Foi mesmo estabelecido um perímetro de segurança de 500 m. Os passageiros que estavam a bordo já desembarcaram. O avião está a preparar-se para regressar a Faro.

E há preocupação nos hospitais da Grande Lisboa perante o aumento do número de pessoas sem-abrigo que recorrem às urgências para passar a noite. Esta situação, Miguel, já está a levantar constrangimentos até para os utentes.

E vamos falar aqui algumas situações. A Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra regista cerca de dois ou três casos por semana. Isto é uma média. Desde o início do ano até o final do mês de abril, foram 40 as pessoas em situação de sem-abrigo que recorreram a esta Unidade Local de Saúde para procurarem melhores condições para passar a noite. Estamos a falar de pessoas que não têm problema de saúde ou não têm motivo de doença, recorrem às urgências para pernoitar e por necessidades básicas, como higiene ou alimentação. A diretora do Serviço Social da Unidade Local de Saúde da Amadora-Sintra aponta para um problema reconhecido por toda a comunidade. À Rádio Observador, Adélia Gomes diz que os utentes já estão a sofrer com o problema.

Traz constrangimentos para os serviços de saúde, em particular para o serviço de urgência, mas também para o próprio serviço de internamento, porque situações que têm alguma dependência transitória, o caso das pessoas em situação de sem-abrigo, têm necessidade de ficar internadas em serviços diversos, como sejam a medicina, uma cirurgia, uma ortopedia, dado que as estruturas existentes na comunidade, nomeadamente os centros de acolhimento, não estão preparados para receber pessoas com alguma dependência transitória. Tem bastante impacto a nível da gestão de camas e altas.

Vários hospitais contactados pela Agência Lusa referem que a afluência de pessoas em situação de sem-abrigo aos serviços de urgência têm vindo a aumentar. Também o Hospital de São José tem sentido o impacto desta situação, principalmente por estar mais próximo de zonas da cidade portuguesa, a cidade de Lisboa, onde se juntam pessoas com hábitos de consumo de álcool e drogas. Este hospital já sinalizou mais de 180 casos apenas este ano. O Hospital de Santa Maria também tem dados, é o maior do país, registou quase 80 admissões de pessoas em situação de sem-abrigo até o final do mês de abril. Isto representa mais de 32% do que o mesmo período do ano passado.

E na campanha eleitoral, Pedro Nuno Santos falou deste problema nos hospitais da Grande Lisboa.

Pedro Nuno Santos, líder do PS, diz que está preocupado e que quer ser parte da solução.

Temos tido muita gente a perder casa e isso aconteceu ainda mais no último ano, ainda mais depois de terem cortado o apoio extraordinário às rendas a mais de 40 mil famílias. Ora, nós queremos repor o apoio às rendas, às nossas famílias, para que elas não percam as suas casas. Esse é mesmo o primeiro direito e a habitação é uma preocupação para nós. O governo disse que também era uma preocupação para eles, mas ao mesmo tempo que o diziam, cortaram o apoio ao arrendamento a mais de 40 mil famílias que hoje estão a cortar na alimentação para segurar as casas e outras não conseguiram mesmo segurar as casas.

Pedro Nuno Santos esta manhã, numa arruada na zona da Ajuda, em Lisboa. O líder do PS aproveitou o momento para dizer que está focado em pedir votos para conseguir a vitória no dia 18 de maio.

Olhe, até domingo, nós temos que conseguir mobilizar o nosso povo, dar-lhes esperança, mostrar-lhes que é possível termos uma mudança segura e positiva em Portugal, liderada pelo PS. É só nisso que eu vou estar concentrado nos próximos dias. Dizer às pessoas que é mesmo possível viver melhor em Portugal, que podem confiar em nós, não só neste contexto de incerteza, mas para continuarmos a transformar o país, para aumentarmos salários, para aumentarmos pensões, para reduzirmos o custo de vida, para garantirmos casas e defendermos o SNS.

Pedro Nuno Santos, acompanhado esta manhã, nesta ação de campanha, por Mariana Vieira e Silva, que é cabeça de lista do PS nestas eleições por Lisboa, e também Alexandra Leitão, que é candidata às autárquicas na capital portuguesa.

E a coordenadora do Bloco de Esquerda criticou novamente a atuação da ministra da Saúde. Mariana Mortágua diz que a maior irresponsabilidade de Ana Paula Martins é querer privatizar o Serviço Nacional de Saúde.

Visita a uma universidade sênior no Conselho do Seixal. Mariana Mortágua rejeita retirar conclusões precipitadas sobre o aumento da mortalidade infantil. Subiu 20% no ano passado, dados divulgados pelo Correio da Manhã. Depois de ter sido questionada sobre as declarações da cabeça de lista da AD em Vila Real, a ministra, que considera que estão a ser utilizados números sobre a mortalidade infantil para chicana política na campanha. Mariana Mortágua prefere apontar os erros do PSD e da ainda ministra da Saúde neste setor.

A ministra da Saúde é um caso muito paradigmático de incompetência, de arrogância e de uma visão sobre o SNS que está errada. Eu diria que se tivesse que escolher uma destas três características, a mais importante é a visão errada sobre o SNS, porque o que o PSD fez foi instalar um grupo de gente próxima do PSD nos lugares das administrações de hospitais e como não tem nenhuma solução pro SNS, apesar de ter prometido que resolvia os problemas em 60 dias de forma absolutamente irresponsável, agora diz: "Não sei o que fazer, vou entregar ao privado".

Mariana Mortágua, que na última legislatura pediu várias vezes a demissão da Ministra da Saúde.

E João Cotrim de Figueiredo considera que a AD e a Iniciativa Liberal têm objetivos comuns para o futuro da governação, mas avisa que só o voto na IL pode dar rapidez à mudança.

O presidente da IL até acusa Montenegro de ter governado de forma igual ao Partido Socialista em muitas matérias durante esta última legislatura. Esta manhã, Cotrim de Figueiredo esteve aqui no programa Comissão de Inquérito da Rádio Observador, quis aprovar este namoro entre a AD e a IL nesta campanha eleitoral e destaca a intenção dos liberais de impor ritmo na governação da AD.

No caso concreto da comparação da IL com a AD, que tem estado muito na voga, eu acho que o que nos separa, essencialmente, é uma questão de ritmo, de velocidade, de sentido de urgência. Porque quanto aos objetivos finais do que se pretende atingir, acho que estamos perfeitamente identificados e por isso faz sentido falar de entendimentos eleitorais, porque, de facto, todos queremos, neste caso, quer a coligação PSD/CDS, quer nós, queremos um país bastante mais próspero, menos burocrático, mais integrado na Europa e a oferecer mais oportunidades aos portugueses. Isso é óbvio que nos une muito mais do que nos separa.

Cotrim de Figueiredo entende que a Iniciativa Liberal deveria ter maior representação do que o CDS num governo de coligação. Já quanto à liderança da IL, Cotrim de Figueiredo considera que o partido está, nesta altura, em entrega. Rui Rocha.

E seguimos com os esforços diplomáticos para se chegar a um entendimento no conflito da Ucrânia. O Kremlin diz que vai anunciar quem vai representar a Rússia nas negociações de paz só quando o Putin considerar necessário.

É isso mesmo, dar algum contexto. Zelensky disse que aceita estar presente em Istambul, na Turquia, para as negociações com a Rússia. Só vai estar presente, se Vladimir Putin também estiver presente. O líder ucraniano disse até que recusa reunir-se com qualquer outro membro do Kremlin. Hoje apareceu a resposta. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, diz que o nome de quem vai representar a Rússia só vai ser anunciado quando Putin achar necessário. Peskov acrescenta também que a Rússia continua a preparar-se para essas negociações em Istambul.

Uma hora e oito minutos. Miguel, que outras notícias marcam a atualidade desta terça-feira?

Dois vírgula um por cento confirma-se a aceleração da inflação no mês de abril. A taxa de inflação em abril, em comparação com o mesmo período do ano passado, foi 2,1%, são mais 0,2 pontos percentuais do que em março. Isto é confirmado pelo Instituto Nacional de Estatística. Para fechar, o Observador é líder no mercado nacional de podcasts. Em abril, os ouvintes deram ao Observador a liderança neste ranking, clicaram mais de 2,5 milhões de vezes em episódios de áudio do Observador, no nosso site ou nas plataformas de podcast. Em segundo lugar, neste ranking mensal da Marktest, fica a Rádio Comercial, com 2,1 milhões de downloads. Depois, a Sic Notícias com 1,9 milhões. A anterior líder, a Renascença, caiu para quinto lugar com 1,2 milhões, menos de metade dos downloads do Observador.

Muito bem, muito obrigado a todos os ouvintes. Foi o Jornal da Uma, que teve edição do Miguel Cordeiro.