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Está no ar o Jornal da Uma, com a edição do André Maia. André, o exército israelita confirma o ataque à instalação nuclear iraniana de Fordow.

Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel vieram confirmar a notícia inicialmente avançada pela Reuters. Explicam que o ataque já foi levado a cabo para tapar as vias de acesso à instalação nuclear, que este fim de semana já tinha sido atacada pelos Estados Unidos da América. A retaliação israelita das últimas horas atingiu também a prisão de Evin, em Teerão, e há vários mortos, é pelo menos o relato que chega. A notícia é avançada pelo jornal Iran International, que não especifica o número concreto das vítimas do ataque de Israel. O jornal diz ainda que a Agência de Notícias Mizan cita o sistema judicial iraniano e confirma o ataque, que classifica como uma violação do direito internacional, mas diz que a situação está sob controle.

E a Agência Internacional de Energia Atômica diz que o ataque norte-americano à instalação nuclear de Fordow deverá ter causado danos muito significativos.

Citado pelo jornal britânico The Guardian, o chefe da agência, Rafael Grossi, diz que qualquer transferência de materiais nucleares para outras instalações iranianas tem de ser declarado à Agência Internacional de Energia Atômica e diz também que está disponível para trabalhar com o Irão. Os ataques continuam, as ameaças também. O comandante-chefe do exército do Irão promete uma resposta forte do país aos ataques dos Estados Unidos que aconteceram durante este fim de semana.

E Vladimir Putin considera que o ataque ao Irão é uma agressão não provocada e que não tem justificação.

Putin encontrou-se hoje com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão. Na reunião, o presidente russo diz que está disponível para apoiar Teerão, depois do que considera ter sido um ato de agressão sem qualquer base ou justificação. O ministro iraniano Abbas Araghchi aproveitou o encontro para dizer que há uma escalada do conflito na região. Atribui culpas aos Estados Unidos e Israel pela decisão de atacar as instalações nucleares iranianas. Araghchi falou ainda sobre as relações com Moscovo, diz que são relações próximas, boas e estratégicas.

E para o major-general Arnaud Moreira, a administração Trump não quis perder a oportunidade de fazer um ataque cirúrgico às infraestruturas nucleares do Irão.

Ouvido no programa Domínio da Guerra, da Rádio Observador, o major-general explica que o objetivo norte-americano não foi começar uma guerra com Teerão, mas sim fazer um ataque preciso quando as defesas iranianas já estavam enfraquecidas.

Uma vez que as defesas antiaéreas do Irão já tinham sido completamente eliminadas, que Israel provavelmente não iria conseguir apenas chegar às profundidades, que os Estados Unidos podiam sair-se bem e, sobretudo, procurar fazê-lo de maneira a ser um ataque só. Isto é, não se iniciar uma guerra, mas haver apenas uma operação o mais cirúrgica possível.

Declarações de Arnaud Moreira. O major-general acrescenta ainda que o ataque norte-americano teve impacto na liderança política do Irão, que está agora sobre pressão.

E o encerramento do estreito de Ormuz está já a ser preparado pelo Irão. A União Europeia já avisou que esta medida é extremamente perigosa.

A decisão foi ontem tomada pelo Parlamento iraniano e só precisa de ser agora aprovada pelo próprio aiatolá. Em Bruxelas, à entrada da reunião que junta os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27, Kaja Kallas, a líder da diplomacia europeia, quis alertar para as consequências da guerra em curso no Médio Oriente.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros estão focados em encontrar uma solução diplomática. Além disso, temem-se retaliações e o receio de um escalar do conflito é imenso, especialmente com o fecho do estreito de Ormuz pelo Irão. É algo que será extremamente perigoso e não é bom pra ninguém. Claro que vamos falar do Médio Oriente de uma forma mais ampla e por isso discutiremos também a situação em Gaza e o acordo de associação com o Irão.

A Alemanha também toma posição e insiste que o Irão deve negociar diretamente com os Estados Unidos. Espanha diz que vai aproveitar a reunião entre os líderes da diplomacia dos 27 para pedir ao Conselho Europeu que suspenda de forma imediata o pacto entre a União Europeia e Israel

E a Ásia, André, é o destino de mais de 80% do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz.

Isto faz com que a China, a Índia, a Coreia do Sul e o Japão fiquem vulneráveis, caso a escalada de um conflito no Médio Oriente imponha restrições ao tráfego marítimo neste estreito. De acordo com a Agência de Informação sobre Energia dos Estados Unidos, no primeiro trimestre deste ano, cerca de 20% da produção mundial de produtos petrolíferos passou por este corredor estratégico. A rota que passa pelo Estreito de Ormuz é o único meio de exportação de crude da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Iraque, do Kuwait, do Qatar e também do Irão.

Estamos a assistir a uma escalada do conflito no Médio Oriente. Para o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, a AICEP, isto pode criar pressão sobre os preços em Portugal.

Ainda assim, diz que neste momento é preciso calma. Ricardo Araújo reconhece que o possível fecho do Estreito de Ormuz tem impacto na economia nacional, mas lembra que Portugal tem mecanismos para lidar com este tipo de incertezas e que grande parte do petróleo é importado de África e também da América.

E um estudo divulgado hoje revela que os portugueses são dos mais preocupados com o uso de armas nucleares e com a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial.

Mais de 80% dos inquiridos em Portugal mostra receio sobre o uso de armamento nuclear e tem medo de uma nova guerra mundial. Estes são os resultados de um estudo publicado hoje pelo Conselho Europeu das Relações Externas em 12 países da Europa, e os portugueses são os que mostram mais receio nestas matérias. O estudo demonstra que a maioria dos europeus está a acordar para a realidade de que vive num mundo diferente. E, Carlos Pedro, Portugal não é exceção.

Num inquérito feito em 12 países, são os portugueses que se mostraram mais preocupados sobre três temas: o uso de armas nucleares, uma eventual Terceira Guerra Mundial e ainda uma guerra europeia, para além do conflito entre Rússia e Ucrânia. É um estudo da autoria do Conselho Europeu das Relações Externas, que sublinha a preocupação generalizada em todo o continente com o possível escalar da guerra. É, sobretudo, a possibilidade de um conflito nuclear que cria medos na Europa. Oitenta e cinco por cento dos inquiridos portugueses elege precisamente essa como a maior preocupação da atualidade. Oitenta e dois por cento receia uma nova guerra mundial e 77% receia uma guerra na Europa, para além do conflito russo-ucraniano. Falamos das percentagens mais altas no velho continente. Em sentido inverso, os portugueses demonstraram-se menos preocupados sobre uma eventual invasão russa do país. São 54% que admitiram receio com essa possibilidade. Mais de 60% dos portugueses mostrou-se também preocupado com o eventual desmembramento da União Europeia ou da NATO, mas as preocupações dos portugueses não ficam por aqui. Este estudo revela também uma inquietação com o Estado. Há a preocupação generalizada de que o governo invista demasiado em defesa e descura outras políticas.

Um trabalho do jornalista Carlos Pedro com o estudo do Conselho Europeu das Relações Externas. Quanto ao presidente norte-americano Donald Trump, a maioria dos inquiridos em Portugal considera que o republicano afetou a relação entre a Europa e os Estados Unidos. Ainda assim, há a convicção de que essa relação vá melhorar quando Trump abandonar a Casa Branca.

Uma hora e oito minutos. André, que outras notícias marcam a atualidade?

O candidato a líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, propõe quatro novos vice-presidentes para a bancada parlamentar. A Agência Lusa avança que os ex-secretários de Estado Cristina Vastinho e Paulo Lopes Marcelo, bem como os deputados Bruno Ventura, eleito por Lisboa, e a deputada Dulcineia Moura, eleita pela Guarda, são as escolhas de Hugo Soares para a liderança da bancada. Além destas quatro novidades, Hugo Soares propõe a continuidade de oito dos 12 vice-presidentes, onde se incluem nomes como Miguel Guimarães, Hugo Carneiro e Alexandre Poço. A lista da direção vai a votos na quarta-feira à tarde. O preço das casas em Portugal continua a aumentar a um ritmo elevado. O Índice Nacional de Preços na Habitação subiu mais de 16% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, há também uma subida de quase 5% relativamente ao último trimestre de 2024. O concerto dos Imagine Dragons, na quinta-feira, vai condicionar o trânsito e o estacionamento em várias estradas junto ao Estádio da Luz, já a partir de quarta-feira. Em comunicado, a PSP informa que o trânsito vai estar condicionado na Avenida Machado Santos, ao lado do estádio, entre as 8h de quarta-feira e a meia-noite de quinta-feira, em várias artérias convergentes com esta via, a partir das 16h de quinta-feira até à 1h de sexta-feira. A PSP avisa também que o estacionamento vai estar condicionado.

André Maia e o Jornal da Uma.