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Vanessa Cruz. Começamos com o discurso do reeleito presidente do PS no Congresso do Partido, em Viseu. Carlos César diz que o PS não se deve sentir diminuído em contribuir para uma boa governação.

Mas também avisa que o partido não se ajoelha.

Não nos sentimos diminuídos, nem o nosso líder deve sentir, por procurar contribuir para isso. Pelo contrário, o país é que fica diminuído com os que ignoram ou se furtam a essa colaboração. E o que infelizmente está a acontecer entre nós é que o governo em funções não só não é um bom governo, como recusa arrogantemente a ajuda para sê-lo. Não é o PS que se ajoelha quando propõe ou quando contribui. É o governo, que na sua surdez e no seu déficit democrático, perde e faz perder o nosso país.

O presidente socialista, reeleito hoje por 89,9% dos votos, usa a voz da autoridade que tem também para enfatizar que o PS não é um partido de protesto, mas sim uma oposição construtiva.

O PS deve continuar a demonstrar querer ser parte das soluções e não apenas parte da crítica e da denúncia, em que deve ser assertivo e distintivo, lembrando ao governo que é dele que depende a estabilidade política. Enquanto for este o governo e não puder ser outro, o nosso dever é o de contribuir para que este governo seja o menos mau possível.

Carlos César, num discurso em que olhou também para a política externa.

E Vanessa diz que conta com o presidente do Conselho Europeu.

E antigo líder socialista, António Costa, para contrariar o que Carlos César diz ser um caminho de enfraquecimento do bloco dos 27. Reafirma também o compromisso do PS com a União Europeia.

O PS confia que a União Europeia ainda pode ser uma parcela e um impulso para essa nova cooperação, em conjunto com países tão diversos de vários continentes. Todos esperamos que, também com o impulso de António Costa na presidência do Conselho Europeu, esse caminho perigoso de enfraquecimento venha a ser corajosamente contrariado, com a reorientação necessária face às ameaças que mais notoriamente agora se perfilam.

É o que fica do discurso de Carlos César no Congresso do Partido Socialista.

À chegada, Vanessa, o líder do PS acusou o governo de estar a falhar na resposta ao aumento do custo de vida.

Por causa da guerra no Médio Oriente. José Luís Carneiro pede medidas mais robustas do que os descontos adicionais de €0,10 no gasóleo profissional, que foram anunciados ontem para alguns setores. Foi apresentada, agora ao final da manhã, a moção de estratégia global do líder José Luís Carneiro, por André Moz Caldas.

E vamos voltar em direto para o Congresso do PS ao longo desta tarde, em Viseu, aqui na Rádio Observador e também para acompanhar nas nossas redes sociais. Hoje de manhã, o Presidente da República teve a primeira cerimónia enquanto Comandante Supremo das Forças Armadas.

Foi no Jardim da Liberdade, em Santarém, local escolhido para a primeira parada militar de António José Seguro. A Matilde Malva Sabino está em Santarém. Matilde, boa tarde. O Presidente da República, Comandante Supremo das Forças Armadas, deixou pistas no discurso sobre o Conselho de Estado dedicado à defesa, que marcou para o próximo mês.

Boa tarde, Vanessa. Deixou várias pistas. Isto porque alerta para as ameaças à ordem internacional, mostra-se preocupado com estas ameaças e deixa também, por isso, um apelo para o reforço das capacidades militares para poder combater estas ameaças. O Presidente da República mostra-se preocupado com a fragmentação política, o esvaziamento das organizações multilaterais e os impactos diretos que estão a ter os conflitos, não só na Europa, mas também no Médio Oriente, e que para isso é preciso honrar os compromissos internacionais que temos, nomeadamente com a União Europeia e com a NATO. Isso obriga a investir e a modernizar a defesa. Mas os desafios não ficam por aqui. Pelo menos é o que diz António José Seguro.

As alterações climáticas e as catástrofes naturais associadas, a emergência de tecnologias disruptivas, com impacto direto na economia e no domínio militar, as pressões demográficas e os fluxos migratórios significativos, bem como a crescente competição por recursos energéticos e naturais críticos

Uma complexidade de temas que exige uma resposta refletida e coordenada.

Estas preocupações de António José Seguro são o que o levam a reunir o Conselho de Estado a 17 de abril, numa reunião que tem por tema precisamente Segurança e Defesa. O comandante das Forças Armadas deixou também o total apoio às Forças Armadas, dizendo que é efetivamente necessário modernizar, nomeadamente a área social, mas não apenas esta área social ou os aspetos técnicos, mas dar melhores condições para quem está na carreira. Nesta cerimónia também esteve presente o Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, apesar de naturalmente não ter discursado. E à despedida, António José Seguro provou que também conseguia ser o presidente dos beijos e dos afetos e percorreu longos metros a cumprimentar as centenas de pessoas que assistiam à cerimónia desta manhã.

À semelhança de Marcelo Rebelo de Sousa, que ficou conhecido como o presidente dos afetos. Reportagem da Matilde Malva Sabino, em Santarém, com a primeira parada militar de António José Seguro, comandante supremo das Forças Armadas.

E hoje, Vanessa, estamos a assinalar também este balanço do primeiro mês de guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irão. O tenente-general Marcos Serronha considera que a entrada do Iémen na guerra é negativa para a situação económica mundial.

Isto porque esta manhã o grupo de rebeldes houthis, que controlam grande parte do Iémen, confirma que atacou Israel com um míssil. Entretanto, também o exército israelita assume que o detetou. Ouvido há pouco na antena da Rádio Observador, o tenente-general Marcos Serronha diz que o Iémen pode agravar o bloqueio do estreito de Ormuz.

É mais um elemento negativo para a situação económica mundial. Não é tanta capacidade, mas os houthis têm uma capacidade, inclusivamente, de ir continuando também a atacar Israel. Mas essencialmente é sobre os navios e a interdição, de algum modo, da capacidade das marinhas mercantes poderem operar no Mar Vermelho, que pode incrementar o fecho do estreito de Ormuz e a questão do petróleo, dos derivados do petróleo. Enfim, mais um problema para a economia mundial.

Em relação à renomeação do Donald Trump do estreito de Ormuz para estreito de Trump, o tenente-general Marcos Serronha admite que esta postura do presidente norte-americano não beneficia um clima de confiança para negociar um acordo de paz que o Paquistão quer mediar. Também diz este tenente-general que o Irão está preparado para este tipo de guerra há muito tempo e que as cartas estão do lado iraniano para este conflito durar vários meses.

Entretanto, para o dia de hoje, há manifestações contra Donald Trump marcadas dentro e fora dos Estados Unidos.

Incluindo em Portugal, João, no Porto, em frente à Câmara Municipal. Esse protesto está marcado para daqui a meia hora.

13h07, Vanessa. Que outras notícias estão em destaque a esta hora?

Desporto. Miguel Oliveira caiu na parte final da terceira sessão de treinos livres do Campeonato do Mundo de Superbikes, em Portimão. Mesmo assim, o piloto português da BMW conseguiu o terceiro melhor tempo. A queda aconteceu na curva número cinco do Autódromo Internacional do Algarve. Miguel Oliveira diz que apesar do incidente, não ficou com problemas físicos. A Guarda Costeira grega resgatou 26 sobreviventes de um bote vindo da Líbia que esteve seis dias à deriva. Dois dos sobreviventes foram transportados para o hospital. Há pelo menos 22 pessoas, além destes sobreviventes, que acabaram por morrer nesta travessia. Os corpos terão sido lançados ao mar por quem seguia na embarcação. Temos ainda também nesta edição, e porque é hora de almoço, João, uma sugestão.

É para abrir o apetite, Vanessa, é isso?

É.

Não me digas que me vais levar a almoçar.

Posso ir, posso levar-te a almoçar também. Podemos fazer como Joshua Fixsen, ele vive em Las Vegas, quebrou um recorde do Guinness da última vez que esteve em Nova Iorque. Em apenas 24 horas, jantou ou comeu em 28 restaurantes com estrela Michelin. Nada mal. Não é a primeira vez que o faz. Já tinha sido ele a quebrar o recorde em 2023. Na altura, visitou 22 restaurantes em apenas 24 horas. Agora foram 28.

Isto não deve ter ficado nada barato.

Pois, só a comida custou perto de mil dólares, vê lá! Mais as gorjetas. Foi uma refeição cara, sim, mas Joshua Fixsen garante que valeu cada cêntimo.

Eu sou mais baratinho, Vanessa. Não sou assim muito assim.

Eu também gosto de pagar bem quando é para comer bem.

Ponto final no Jornal da Uma com a Vanessa Cruz.