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Observador, é 01:00. Está a começar o Jornal da Uma, com edição do José Rafael Lopes. José, já foram eleitos os quatro novos juízes para o Tribunal Constitucional. Já lá vamos. Primeiro, Portugal está de partida para o Campeonato do Mundo com Cristiano Ronaldo a deixar as palavras de ordem.

A seleção portuguesa está neste momento a caminho de São Bento. Já deixaram a Cidade do Futebol. No Palácio de São Bento vão ser recebidos por Luís Montenegro antes de partirem rumo aos Estados Unidos, sendo que esta manhã fizeram o último treino na Cidade do Futebol. Agora partem rumo ao Campeonato do Mundo, mas antes, perante centenas de adeptos, houve tempo para cumprimentos e palavras de Roberto Martínez e, como dizias, também de Cristiano Ronaldo. O momento que foi acompanhado pelo repórter da Rádio Observador, Miguel Gato. Miguel, que palavras deixou o capitão da Seleção Nacional? Que palavras deixou Cristiano Ronaldo na hora da partida?

Cristiano Ronaldo falou sobre vários temas naquela que foi uma curta declaração aos jornalistas, tal como a de Roberto Martínez. O capitão da Seleção Nacional foi o escolhido para falar hoje e não foi por acaso, porque palavra de capitão traz responsabilidades, mas também autoridade ao plantel e, portanto, o capitão da seleção, Cristiano Ronaldo, dá o mote para aquilo que é o início do Campeonato do Mundo, pede ambição, mas também pés bem assentes na terra.

É uma geração que vai dar muitas alegrias aos portugueses. Eu acredito e sou muito positivo que as coisas vão correr bem e vamos fazer uma boa prestação, mas é como digo, o mais importante é começar bem com o primeiro jogo, o segundo e o terceiro, passarem primeiro no grupo e a partir daí, vendo jogo a jogo, mas não já com expectativas que vamos ganhar. Eu acho que tem que ser passo a passo, com calma, o caminho constrói-se caminhando, passo a passo. Por isso, começar bem o mundial acho que é o mais importante.

Cristiano Ronaldo pede uma filosofia jogo a jogo, primeiro vencer os jogos da fase grupos do mundial e o primeiro é já na próxima quarta-feira frente à República Democrática do Congo. Ora, o capitão da Seleção Nacional quer que a seleção passe em primeiro do grupo e abordou também um pouco daquilo que foram os dois jogos amigáveis frente à Nigéria e também frente ao Chilo. Considera que a preparação para este Campeonato do Mundo foi positiva.

Foi uma preparação bastante boa, cansativa, porque trabalhamos forte e o normal não era estes dois jogos estarmos ao mais alto nível, que prevaleceu as nossas duas vitórias muito importantes, no qual jogamos bem e ganhamos bem. Mas o mais importante é quando dá bola no dia 17, quando começar a rolar o primeiro jogo, aí é que vai ser.

Aí é que vai ser, diz Cristiano Ronaldo, aí é que se vão ver os campeões. Portugal que joga na próxima quarta-feira frente à República Democrática do Congo. Roberto Martínez também deixou uma mensagem antes da partida para os Estados Unidos.

Estamos preparados, vamos dar tudo, vamos lutar. Temos uns valores de equipa incríveis, temos a mala enchida de sonhos de todos os portugueses. Temos a responsabilidade, mas vamos juntos lutar e quando estamos juntos somos maiores.

Roberto Martínez a dizer que tem uma mala cheia de sonhos de todos os portugueses e eram vários aqui os que também marcaram presença na Cidade do Futebol, vários adeptos convidados da Federação Portuguesa de Futebol que assistiram ao treino antes desta declaração. Agora a comitiva portuguesa segue para o Palácio de São Bento, onde vai ser recebida pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, antes da ida para o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Já a caminho de São Bento, perto do Palácio de São Bento, onde a Seleção Nacional vai ser recebida por Luís Montenegro. Neste momento, o autocarro da Seleção está a passar precisamente a Assembleia da República e é para lá que vamos para os juízes do Tribunal Constitucional. O Parlamento elegeu os nomes da lista conjunta apresentada pelo PSD, pelo CHEGA e pelo PS. Os quatro nomes obtiveram a maioria de dois terços para aprovação. A acompanhar os trabalhos, precisamente no Parlamento, está o Vasco Maldonado Correia. Vasco, agora em direto, é uma solução para um problema que se tem vindo a arrastar, mas há ainda uma votação que gera problemas.

Ainda não é desta, Zé, que é preenchido o cargo de Provedor de Justiça, cadeira que está vazia desde a saída de Maria Lúcia Amaral, que relembro, já foi entretanto nomeada Ministra da Administração Interna e já se demitiu desse mesmo cargo. São já 12 meses, um ano, sem Provedor de Justiça. Desta vez foi Luísa Neto, candidata indicada pelo Partido Socialista com apoio do PSD, falhar a eleição. Obteve 131 votos favoráveis, insuficientes para alcançar a necessária maioria de dois terços, o que tem fundo branco e também depois de vários meses de impasse, a eleição para os quatro novos juízes para o Tribunal Constitucional. Relembro que a votos foi uma lista conjunta apresentada por PSD, CHEGA e PS, obteve 176 votos a favor, passa assim a barreira dos 154 necessários. Ficam por isso eleitos Joaquim Cardoso da Costa, é antigo secretário de Estado e atual diretor do Centro Jurídico do Estado, e também a professora catedrática Maria Paula Ribeiro Faria. Estes dois nomes sob a indicação do PSD. A candidata indicada pelo PS é Gabriela Cunha Rodrigues, é juíza desembargadora e chefe de gabinete do presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o CHEGA propôs Luís Filipe Brites Lameiras, foi juiz desembargador nos tribunais da Relação de Lisboa e também do Porto. Neste dia de votações, que, de resto, ainda decorre, quase a chegar à pausa para almoço, falta referir apenas que o Parlamento, por larga maioria, aprovou a descida à especialidade, sem votação, da proposta do governo para a criação da Prestação Social Única. Nota apenas para a abstenção do Livre, os votos contra do Bloco de Esquerda e do PCP e também de um único deputado do Partido Socialista, o antigo líder Pedro Nuno Santos.

Vasco Maldonado Correia a acompanhar os trabalhos na Assembleia da República, hoje eleitos os quatro novos juízes para o Tribunal Constitucional.

José, uma falha informática está a paralisar hospitais e centros de saúde de norte a sul do país. Os profissionais de saúde não estão a conseguir aceder a processos clínicos.

Também não conseguem passar receitas eletrónicas, uma situação que já foi confirmada pelos serviços partilhados do Ministério da Saúde, empresa responsável pela gestão dos sistemas informáticos no SNS. Ao longo desta manhã, os serviços e sistemas começaram a ser repostos. Entretanto, voltaram a ir abaixo. O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, explica na Rádio Observador que existem constrangimentos nos hospitais e centros de saúde.

Neste momento está a condicionar a atividade, não só nos hospitais como também nos centros de saúde, um pouco por todo o país e, portanto, teremos que aguardar até a SPMS nos dizer quando é que vai conseguir repor o sistema. Neste momento, os clínicos não têm acesso à informação clínica, têm acesso apenas a uma pequena parte. Alguns médicos estão a conseguir fazer receitas em papel, mas quando não têm a informação clínica que é relevante para o caso, quando não conseguem aceder a essa informação clínica no processo eletrónico, obviamente, que a consulta não pode acontecer em condições de segurança.

O ponto de situação de Xavier Barreto, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, declarações na Rádio Observador. O apagão no SNS estende-se também às farmácias. A presidente da Associação Nacional de Farmácias, Ema Paulino, diz que, na maioria dos casos, os utentes estão a ser aconselhados a regressar mais tarde para levantar a medicação, devido à impossibilidade de aceder às receitas eletrónicas.

A informação que nós vamos dando às pessoas é que no caso de ser possível, para voltarem à farmácia mais tarde para procedermos à dispensa dos medicamentos. A grande maioria das receitas hoje em dia são eletrónicas e, portanto, não podendo aceder a essa base de dados, também não conseguimos aceder à base de dados que determina qual é que é a comparticipação dos medicamentos para aquela pessoa em particular e, portanto, não conseguimos fazer essa dispensa. É verdade que nós conseguimos continuar a garantir a continuidade dos tratamentos em situações de urgência, porque continuamos a dispensar os medicamentos e regularizamos eletronicamente depois.

As palavras de Ema Paulino, presidente da Associação Nacional de Farmácias, com os constrangimentos nas farmácias provocadas por esta falha informática no SNS, que está a obrigar hospitais e centros de saúde a regressar ao papel.

Uma hora e nove minutos. José, que outras notícias estão a marcar a atualidade esta sexta-feira?

Mário Campos vai ser o próximo diretor-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira. Assume funções no dia 1 de agosto. É o que anuncia o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento. Mário Campos é subdiretor-geral da AT, da Autoridade Tributária, para as áreas dos sistemas de informação há 10 anos. Foi escolhido pelo governo para ser diretor-geral do Fisco e suceder a Helena Borges. Com a época dos incêndios a aproximar-se, a Proteção Civil garante que este verão vão estar disponíveis todos os meios aéreos para combate aos fogos. Dia 1 de julho começa a fase Delta, altura de reforço máximo do combate aos incêndios. O comandante operacional nacional da Autoridade de Emergência de Proteção Civil, Mário Silvestre, assegura na Rádio Observador que todos os dispositivos de combate ao fogo vão estar disponíveis.

José Rafael Lopes e o Jornal da Uma.