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A Rádio Observador, é 1 hora. Está a começar o Jornal da Uma, com a edição do Miguel Vider. Miguel, a gestora da Carris Metropolitana lamenta o acidente que provocou esta manhã dois mortos junto à estação ferroviária do Cacém, no Conselho de Sintra.

Na sequência do despiste de um autocarro que acabou por atropelar duas mulheres que estavam na plataforma, são as vítimas mortais. Há ainda a registar 16 feridos. No local continua o repórter do Observador, Miguel Pina-Andrade. Miguel, há uma hora davas conta que ainda não se sabia o que esteve na origem do acidente, se negligência do condutor, se alguma avaria mecânica, por exemplo. Uma hora depois, já se fez alguma luz sobre as causas deste trágico acidente?

Ainda não, Miguel. A única informação que temos, e a informação oficial, continua a ser da última hora, que foi o ponto de situação que foi feito pelo comandante dos bombeiros da GVA do Cacém, João Raminhos, que explica que neste momento as autoridades acreditam que o acidente se deu porque o autocarro não travou ao entrar no terminal, mas estas investigações ainda vão continuar. Ainda não se sabe oficialmente qual é a verdadeira causa do acidente.

Pelas informações que reunimos, o autocarro ao chegar ao terminal, não travou, desconheço a razão. E as pessoas que estavam à espera do autocarro, estavam no passeio e foram abalroadas pelo autocarro. É a única informação que nós temos.

As duas vítimas mortais a registar, duas mulheres, estavam à espera do autocarro. O comandante dos bombeiros da GVA do Cacém avança que as 16 vítimas leves estavam dentro da viatura, foram de imediato levadas para o hospital.

Tenho já a informação que saíram já a totalidade dos 16 feridos leves para os hospitais. Foram canalizados 10 feridos leves para o Hospital Fernando Fonseca e seis feridos leves para o Hospital São Francisco Xavier, acompanhados pelas motas da PSP, que eu aproveito também para agradecer o excelente serviço que fizeram.

Há ainda seis pessoas a serem assistidas por psicólogos do INEM e o comandante dos bombeiros da GVA do Cacém, João Raminhos, dá ainda conta de quantos meios é que estão no local.

Temos seis elementos, seis pessoas a ser assistidas pelos psicólogos do INEM e também pelos psicólogos da Câmara Municipal de Sintra, que se disponibilizaram para este efeito. E como meios totais no local, temos uma envolvência de 30 veículos neste teatro de operações e 57 operacionais, contando com elementos da PSP, contando com bombeiros, contando com elementos da proteção civil municipal, elementos da engenharia da Câmara, que nos ajudaram a ligar o sistema de ventilação.

Esta é a última informação oficial que os jornalistas têm e que foi avançada pelo comandante dos bombeiros, João Raminhos, que avança que o condutor está a ser assistido e que está num estado alterado.

Neste momento, o condutor é considerado um ferido leve, mas está a ser assistido pela UMIP do INEM, pelos psicólogos do INEM, porque está num estado mais alterado. Ou seja, não será um ferido, será uma assistência psicológica que estamos a fazer.

O condutor, ainda assim, não é suspeito de qualquer crime. Esta foi a informação avançada tanto pelo intendente da PSP, Francisco Alves, e pelo comandante dos bombeiros, João Raminhos. O incidente deu-se por volta das 9h45. Os bombeiros acionaram de imediato um veículo de intervenção e uma ambulância. Depois, quando chegaram ao local, foi necessário reforçar os meios no teatro de operações. Neste momento, no sítio onde estão os jornalistas e muitas dezenas de pessoas, conseguem-se ver as viaturas dos bombeiros da polícia e do INEM dentro do terminal. A entrada da estação está repleta de pessoas, mas a polícia já cortou o acesso para o interior, isto na última hora, porque até lá era possível estar mais perto do local onde se deu o acidente. Aliás, o local exato deste acidente está tapado, consegue-se ver apenas a parte traseira do autocarro. Dar-te ainda conta, Miguel, que o presidente da Câmara de Sintra, Marco Almeida, deixou uma palavra de pesar às famílias das vítimas e agradeceu o trabalho das autoridades. Marco Almeida, que estava visivelmente emocionado quando revelou que as duas vítimas mortais eram trabalhadores.

Eu queria deixar ficar uma nota, quem perdeu a vida era gente de trabalho e isso custa muito.

O presidente da Câmara de Sintra, Marco Almeida, em declarações aos jornalistas. Entretanto, o presidente da República, António José Seguro, já ligou ao autarca. Neste momento, Miguel, os jornalistas continuam a aguardar a entrada de um dos túneis de acesso, alguma atualização das autoridades, que continuam a investigar a causa do acidente. Ainda não há uma previsão para a reabertura do terminal.

Miguel Pina-Andrade é o jornalista do Observador, que está a esta hora junto a este terminal rodoviário, junto à estação de comboios do Cacém, o local deste acidente que vitimou duas pessoas, duas mulheres. Há instantes, o ministro da Administração Interna falou sobre este caso para lamentar.

Lastimar estas mortes e estes feridos na zona do Conselho de Sintra, que eu fui imediatamente informado. Uma nota de consternação para as famílias das vítimas e naturalmente agora o trabalho que se segue, em primeiro momento, é proteção e socorro, encaminhamento das vítimas para os hospitais e a seguir apurar responsabilidades do que se sucedeu.

Luís Neves, o ministro da Administração Interna, declarações há instantes em Castro Verde, a lamentar e a garantir também que tudo será feito para apurar as causas deste acidente que vitimou duas mulheres. Luís Neves, o ministro da Administração Interna.

E arrancou há instantes, Miguel, a sessão de encerramento das jornadas parlamentares da Aliança Democrática.

Decorrem em Cascais. Nesta sessão de encerramento, fazem uso da palavra os líderes parlamentares de CDS e também do PSD. O centrista Paulo Núncio já falou. A esta hora é Hugo Soares, o também secretário-geral social-democrata, que fala aos deputados. Vamos escutar um pouco do que diz o líder parlamentar do PSD.

Partimos para o debate do estado da Nação com uma economia que cresce acima da média da zona euro. Partimos para o debate do estado da Nação com taxas de desemprego em mínimos históricos e com taxas de emprego em máximos históricos. Partimos para o debate do estado da Nação com contas públicas justas. Contas públicas justas são aquelas que apresentam resultados positivos e, por via disso, não oneram com impostos, com encargos, os cidadãos portugueses. Partimos para o estado da Nação com o orgulho redobrado de quem apresentou dois orçamentos de Estado ao país sem ter aumentado um único imposto. Apresentamo-nos ao país e ao debate do estado da Nação com o orgulho de quem não aumentou historicamente em dois orçamentos nenhum imposto, mas baixou generalizadamente impostos.

Hugo Soares, o líder parlamentar do PSD, a antecipar aqui alguns dos argumentos que se farão ouvir, seguramente, durante o debate do estado da Nação, agendado para o próximo dia 16.

E o Ministério dos Negócios Estrangeiros revela que vai seguir hoje para a Venezuela perto de 15 toneladas de ajuda humanitária.

Material de higiene, abrigo, conforto e saneamento, também ferramentas e equipamentos de apoio à remoção de escombros, ainda duas ambulâncias cedidas pela Cruz Vermelha Portuguesa. O material deve chegar amanhã a território venezuelano. A equipa portuguesa que foi ajudar nas operações de resgate regressa depois a Portugal no voo que transporta este material. O último balanço dos terramotos da passada semana na Venezuela apontam para 3535 mortos, há ainda perto de 17 mil feridos. É esse o balanço mais recente.

E no ano passado, o excedente dos municípios disparou 84%, muito por causa do IMT e da taxa turística. É o que revela a evolução orçamental da administração local em 2025, divulgada pelo Conselho das Finanças Públicas.

Foi mais um ano de contas positivas com o excedente dos municípios a subir para 492 milhões de euros, mais 224 face a 2024. A receita cresceu na ordem dos quase 2000 milhões de euros. Neste caso, a melhoria fez-se à boleia de transferências da administração central, aqui incluídas compensações pela borla do IMT Jovem e também da receita fiscal. Já a despesa evoluiu 13%, na casa dos 1,6 mil milhões de euros. Aqui sobressai o investimento em despesas de capital, num ato de aceleração para o cumprimento do prazo de conclusão das obras financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência.

E lá por fora, o secretário-geral da NATO considera que os países da Aliança Atlântica devem estar vigilantes em relação à China, à Rússia e à Coreia do Norte.

Foi o que disse ao final da manhã Mark Rutte, durante a abertura do Fórum da Indústria de Defesa da NATO. O secretário-geral da Aliança Atlântica explica porquê.

A Rússia está a investir quase metade do orçamento nacional na máquina de guerra. A China continua a modernizar as próprias forças e continua a expandir as capacidades nucleares sem transparência. A Coreia do Norte continua a expandir o programa nuclear e a financiar a Rússia. Os Estados Unidos danificaram as capacidades nucleares e balísticas do Irão. Nós temos de permanecer vigilantes. Estes países cada vez mais trabalham em conjunto e posso garantir que não têm o nosso maior interesse em mente.

Mark Rutte, que esta manhã anunciou um conjunto de investimentos em defesa aérea, por exemplo, a compra de drones de grande altitude, 10 aviões de vigilância e um avião de reabastecimento. Entretanto, há pouco chegou a encarpauco desta cimeira de dois dias da Aliança Atlântica, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

É o ponto final no Jornal da Uma.