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É uma hora. Está a começar o Jornal da Uma, com edição do Miguel Vidara. Miguel, o Presidente da República considera que é uma justa homenagem a iniciativa da Presidência da República, que esta terça-feira difunde, a partir do Palácio de Belém, as músicas de Jorge Palma.
O cantor e autor, que morreu esta madrugada, tinha 76 anos. Há instantes, em Troia, o presidente da República, António José Seguro, destacou a capacidade de Jorge Palma para chegar a várias gerações e de uma homenagem de vida.
Maneira inconfundível como ele cantava as suas canções e nos tocou, tocou gerações. Tenho a certeza que nos vai continuar a tocar. E nós também tocamos as suas músicas no Palácio de Belém, que é uma justa homenagem àqueles que nos fizeram tantas vezes companhia e que nos vão continuar a fazer companhia.
António José Seguro, há instantes, em declarações aos jornalistas em Troia, que quiseram saber se o atual presidente da República tem uma música que goste mais, de entre os vários êxitos do cantautor. António José Seguro não se atreve a destacar uma entre tantos êxitos e tantas expressões que ganharam vida com Jorge Palma. Por exemplo, esta.
Aquela frase que todos nós conhecemos: "Enquanto houver estrada para andar, nós vamos continuar". O "Deixa-me Rir", que muitas das vezes é também muito desconcertante perante tantas tropelias da vida. O "Bairro do Amor". São tantas. Eu não quero destacar. Elas fazem-nos muita companhia, fizeram-nos muita companhia, marcaram muitos momentos da nossa vida individual, da nossa vida coletiva e eu presto minha homenagem e endereço os meus sentimentos à sua mulher, aos seus filhos, a toda a sua família e à música portuguesa.
As palavras do Presidente da República, António José Seguro, em Troia, há instantes. A comentar também a iniciativa da presidência de difundir, a partir do Palácio de Belém, alguns dos êxitos de Jorge Palma, que morreu esta madrugada aos 76 anos, vítima de um problema cardiorrespiratório. Vamos, ao longo do dia, continuar a ouvir algumas das pessoas que de forma mais ou menos próxima conviveram com Jorge Palma. Tivemos, de resto, aqui uma emissão especial a meio da manhã, em que ouvimos, por exemplo, Álvaro Covões, promotor musical da empresa Everything Is New, diz que Jorge Palma construiu uma carreira sólida, não apenas fundada no talento.
É evidente que para ser artista tem que ser uma pessoa extraordinária, tem que ter um talento inato. Mas ele fez uma coisa que muitos artistas não fazem ou não fizeram. Ele estudou. Ele tinha o curso superior de piano, ele sabia solfejo, ele aprendeu a escrever letras em português com homens tão extraordinários como José Carlos Ary dos Santos e isso tornou-o ainda melhor. Acho que podemos dizer que ele era o Cristiano Ronaldo da música, porque tinha um talento inato, mas trabalhou muito. E trabalhar não é só ensaiar, trabalhar também é estudar.
Uma faceta sublinhada e destacada por Álvaro Covões. Jorge Palma conseguia aliar ao talento inato muito trabalho, fato que o levou também a construir uma carreira de sucesso ao longo de várias décadas. Destacou ainda Álvaro Covões, nestas declarações ao Observador, a vertente de poeta plasmada nas letras do autor e muito em particular, a capacidade de transmitir, através da música, aquilo que é ser português.
A notícia chegou ao início da madrugada. Jorge Palma morreu, tinha 76 anos. Ao longo do dia, aqui na Rádio Observador, vamos recolher mais reações à morte do músico e também compositor. Seguimos com o mercado da habitação neste Jornal da Uma. O preço das casas continua a subir, mas a um ritmo mais lento. Há uma desaceleração, Miguel, pelo segundo trimestre consecutivo.
Sim, é isso que indicam os dados divulgados ao final desta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística. Dados que reportam ao período compreendido entre abril e junho, segundo trimestre do ano. Durante este período, o preço da habitação aumentou, mas -1,3 pontos percentuais face aos aumentos registados no trimestre anterior. Esta é a segunda desaceleração depois do índice de preço da habitação ter registado um arrefecimento nos primeiros três meses do ano. Foi, de resto, o primeiro em dois anos. Apesar da subida menos acentuada, a verdade é que o preço da habitação continua a subir. Registou-se uma subida homóloga, ou seja, em comparação com o mesmo período do ano passado, de 16,5%.
E a poucas horas do arranque da Assembleia Geral das Nações Unidas, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão diz que o mundo perdeu a confiança na ONU.
Sim, foi isso que disse o chefe da diplomacia iraniana depois de aterrar em Nova Iorque para participar nessa cimeira da ONU, que começa hoje. Abbas Araqchi diz que a delegação do Irão pretende, nesta Assembleia Geral, defender os direitos e interesses do povo iraniano. Reitera que o país se está a defender de uma guerra, de uma ofensiva cobarde lançada pelos Estados Unidos. Diz também que a confiança dos países nas Nações Unidas foi afetada por causa da ineficácia da instituição para garantir a paz e segurança internacionais.
E o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também já está em Nova Iorque.
Aterrou esta madrugada, disse mesmo à tua conta, numa mensagem divulgada nas redes sociais. Tem 20 reuniões em agenda. Destaque para o encontro com Donald Trump. É uma reunião que deverá acontecer por volta das 18h, hora de Lisboa, de acordo com as informações avançadas pela imprensa internacional.
Uma hora e cinco minutos. Miguel, que outras notícias marcam a atualidade a esta hora?
Os dados da AIMA, da Agência para a Integração, Migrações e Asilo, dão conta que, no final do ano passado, moravam em Portugal quase 1,6 milhões de cidadãos estrangeiros. O levantamento da AIMA dá conta de um aumento de 38 mil pessoas face ao ano anterior. No relatório Migrações e Asilo, a AIMA sublinha a ideia que este é um aumento ligeiro face àquilo que aconteceu em anos anteriores. Diz também que os dados vêm refletir a estabilização de novas entradas em território nacional e a consolidação de uma comunidade estrangeira integrada na vida económica e social do país. Há pouco falávamos da subida do preço da habitação a um ritmo mais baixo do que no primeiro trimestre do ano. Relacionado com este tema, a taxa Euribor subiu há seis meses para os quase 3%, um novo máximo desde outubro de 2024. Em sentido oposto, os prazos a três e 12 meses recuaram. No futebol, o lateral direito do Porto, Martim Fernandes, foi dispensado dos trabalhos da seleção nacional de Portugal, seleção sub-21. Segundo o comunicado da FPF, o atleta azul e branco foi avaliado e já não está ao serviço do técnico Luís Freire. Para o lugar de Martim Fernandes, foi chamado o jogador do Gil Vicente, José Silva. De saída deste jornal da 13h e à semelhança do que tem acontecido em edições anteriores, trazemos-lhe mais um tema de Jorge Palma, que hoje está no topo da agenda noticiosa pelas piores razões. Notícia do falecimento do cantautor aos 76 anos, esta madrugada. Há uma hora queríamos ouvir este tema, eleito por uma das nossas ouvintes como uma das músicas preferidas do vasto leque de temas de Jorge Palma. Tema que trazemos agora, "Frágil". "Frágil", música de Jorge Palma a fechar o jornal da uma. Daqui a instantes, a edição de hoje de "E o Campeão É".