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Da uma. Está a começar o Jornal da Uma, com edição do Miguel Vilela. Miguel, está agendada para esta hora a conferência de imprensa conjunta do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e Marco Rubio, o chefe da diplomacia dos Estados Unidos.
E antes foi recebido em São Bento pelo Primeiro-Ministro Luís Montenegro, sem declarações no final. Há pouco, na rede social Ex, Marco Rubio explicou ao que vem: quer transformar diplomacia econômica numa oportunidade econômica. De que forma? É o que, porventura, vamos ficar já a seguir a perceber. Arrumamos ao Palácio das Necessidades, sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Miguel Cordeiro, mais uma vez, boa tarde. Já com Rangel e Rubio diante dos teus olhos?
Para já ainda não. Para já, com duas bandeiras de Portugal e duas bandeiras dos Estados Unidos da América diante dos meus olhos e com os púlpitos já instalados neste Palácio das Necessidades, onde está instalado o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a aguardar para a chegada tanto de Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, como de Paulo Rangel. É aqui que vão responder à imprensa. Vai ser uma conferência de imprensa muito curta. Há duas perguntas para a imprensa portuguesa, duas perguntas para a imprensa estrangeira. Portanto, será certamente menos de meia hora esta conferência de imprensa e aguardam-se detalhes sobre esse acordo que pode ser assinado entre Portugal e Estados Unidos da América. E perceber também o que é esta intenção dos Estados Unidos da América de transformar a diplomacia econômica numa oportunidade econômica. Muito se tem especulado sobre um possível acordo para a compra de caças F-35 por parte de Portugal aos Estados Unidos da América. Vamos já daqui a pouco perceber isso mesmo nesta conferência de imprensa. Aqui voltaremos assim que se justificar, Miguel.
Assim será. Miguel Cordeiro é o jornalista do Observador, que segue esta quinta-feira no encalço do chefe da diplomacia norte-americana. Vamos transmitir esta conferência de imprensa em direto, que deverá começar daqui a instantes.
E Miguel, numa altura em que os Estados Unidos pressionam a Europa a investir mais em defesa, o presidente da República volta a defender que esse investimento deve ser feito em tecnologia e equipamento desenvolvido no espaço europeu.
Foi durante uma conferência de imprensa sobre relações internacionais, que decorre esta quinta-feira em Lisboa.
Os nossos amigos e aliados norte-americanos dizem que a Europa tem que cuidar mais da sua defesa, que gastar mais da sua defesa, que se defender. Eu concordo. Mas isso significa que a Europa tem que se pôr de acordo e tem que ter uma dimensão coerente para o desenvolvimento dessa mesma perspectiva de defesa. O que significa que tem que ter a sua própria tecnologia, tem que desenvolver mercados que permitam aproveitar essa tecnologia, que seja uma tecnologia de duplo uso, e essa autonomia é fundamental para que a nossa capacidade de defesa não dependa de outros. Porque de nada basta a Europa gastar mais dinheiro na sua defesa, se for comprar tecnologia fora da própria Europa.
Mais autonomia da indústria de defesa europeia é o que volta a defender o presidente da República.
E o governo aprovou esta manhã a proposta de orçamento do Estado para o próximo ano.
Em reunião de Conselho de Ministros, segue-se agora a entrega do documento em mãos pelo Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco. Vai acontecer daqui a sensivelmente uma hora, por volta das 14h15. A discussão do orçamento na generalidade está agendada para os próximos dias 27 e 28 de outubro. É o primeiro passo. Segue-se o debate na especialidade. O processo fica concluído com a votação final global, que está marcada para 24 de novembro. Ora, sobre o orçamento do Estado e o debate que se vai seguir, o presidente da República formulou, ao final desta manhã, um desejo.
Desejo que seja um bom debate, um debate profícuo, sempre com propósito: melhorar a vida das pessoas, sobretudo numa altura muito difícil, em que muitos portugueses passam por dificuldades.
É a expectativa e o apelo de António José Seguro, presidente da República, que participou esta manhã numa conferência sobre relações internacionais e falou sobre o investimento em defesa e o papel que a Europa deve ter nesse aumento do investimento que tem vindo a ser reiteradamente pedido pelo presidente norte-americano Donald Trump.
E o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, acusa Mário Centeno de não ter ideias para o país.
Um dia depois de o antigo governador do Banco de Portugal e ministro das Finanças ter publicado um artigo de opinião no jornal Público, em que critica a gestão das contas do Estado, que tem sido feita pelo atual executivo. Mário Centeno diz que este governo tem desbaratado o excedente orçamental conseguido pelos executivos liderados por António Costa. Ora, em entrevista ao programa da secção de política do Observador, Vichi e Soase, o eurodeputado e porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, respondeu a esta crítica.
Lendo aquilo que ele vem dizendo, é que ele não tem uma única ideia para o país. Como devem imaginar, não sou um crítico da autoestima, pelo contrário, eu pratico bastante. Mas parece-me extraordinário que alguém que foi ministro das Finanças, governador do Banco de Portugal e presidente do Eurogrupo, tendo tido ambições também no Banco Central Europeu e no FMI, aparentemente rogadas, que a única ideia que tem para o país é ele próprio.
Sebastião Bugalho, entrevista ao programa Vichi e Soase, programa da secção de política da Rádio Observador O porta-voz social-democrata afasta ainda uma mudança na estratégia de relacionamento do Governo com o Partido Socialista e com o Chega, os dois maiores partidos da oposição. Para Sebastião Bugalho, chegar a um entendimento mais próximo com os socialistas seria favorecer o partido liderado por André Ventura.
Ideias expressas no programa Vixi Suave, que já pode ouvir nas plataformas podcast e também em observador.pt. Uma hora e seis minutos, vamos à saúde neste Jornal da Uma. Fernando Leal da Costa, antigo ministro com esta pasta, considera que mais do que uma reforma, o que o atual governo está a preparar é uma reestruturação.
Sem um impacto tão profundo quanto uma reforma. O jornal Público revela hoje que o governo está a preparar, por exemplo, a fusão da direção executiva do SNS com a Administração Central do Sistema de Saúde. Quer também juntar a Direção-Geral de Saúde com o Instituto Ricardo Jorge. Fernando Leal da Costa, escutado pelo Observador, vê com bons olhos este plano, mas avisa: isto não é bem uma reforma.
Aquilo que nós temos é uma revisão administrativa. Uma reforma estrutural impõe que se mexa noutro tipo de bases, nomeadamente naquilo que é o sistema de financiamento, a forma como os recrutamentos do pessoal são feitos, as aquisições das compras são feitas, uma maior autonomia das ULS. Enfim, a reforma é uma coisa que terá que acontecer a seguir. Mas, obviamente, o facto de haver já uma revisão é um passo positivo.
É isso que entende o antigo ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, exerceu essas funções durante o governo liderado por Pedro Passos Coelho.
E a escritora canadiana Anne Carson é a grande vencedora do Nobel da Literatura.
Tem 76 anos, estudiosa da tradição clássica. Ao longo de toda a carreira combinou a escrita poética com o trabalho de tradução e o ensino em várias universidades. É autora de livros como "Agualiza" e "Homens nas Horas Vagas", publicados em Portugal. Na reação, o poeta e crítico literário Pedro Mexia fala numa vitória, numa distinção que considera consensual e, acima de tudo, justa.
Há uma opinião muito generalizada de que o Nobel se engana mais vezes do que acerta e de que escolhe escritores desconhecidos. E o caso de Anne Carson é uma prova de que nem sempre é assim. É um prêmio justíssimo de uma escritora que, evidentemente, não é uma escritora de ficção, não é uma escritora de sucesso nesse sentido, mas que é uma pessoa prestigiadíssima e por isso fiquei muito contente com a decisão.
Pedro Mexia, poeta e crítico literário, em declarações ao Observador, há instantes. A escritora de 76 anos foi a distinguida com o Prêmio Nobel da Literatura. É a segunda autora de origem canadiana a ser laureada, depois de Alice Munro, em 2023. Recordar também que a portuguesa Lídia Jorge era uma das possíveis vencedoras deste Prêmio Nobel da Literatura. As casas de apostas colocavam-na na sétima posição para a atribuição desta distinção. Também se aventava a possibilidade do escritor Gonçalo M. Tavares poder vir a ser distinguido com este Nobel, atribuído uma única vez a um escritor português, José Saramago, em 1998.
Nove minutos para a uma da tarde. Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade a esta hora?
Uma notícia divulgada há instantes pela Agência Lusa e que dá conta de um ciberataque que expôs na internet dados não classificados das secretas portuguesas. O ciberataque teve como alvo uma empresa informática que trabalhou para o Sistema de Informações da República Portuguesa, o SIRP, e permitiu aos piratas obter dados não classificados das secretas portuguesas e de outras entidades. A confirmação deste ataque é do próprio SIRP à Agência Lusa. De acordo com a informação do Serviço de Informações, o acervo de dados terá sido obtido através de um ciberataque ao servidor de desenvolvimento, que foi utilizado para testes do prestador de serviços que durante o ano de 2025, o ano passado, foi contratado para desenhar os websites públicos do SIRP, do SIS, do Serviço de Informações e Segurança, e também do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa. Essa é a informação de fonte oficial do SIRP à Agência Lusa. Salienta este facto: os três portais não contêm informação classificada, sendo que não se sabe exatamente a natureza da informação a que os piratas conseguiram aceder. Este esclarecimento surge depois de, na quarta-feira, ter sido anunciado num fórum de cibercrime a venda de um acervo de 120 GB de dados do SIRP, que segundo este serviço, poderão incluir também a informação dos websites de dezenas de entidades públicas e privadas que contrataram o mesmo prestador de serviços para a respetiva construção das páginas de internet. João, deixa-me ainda dar conta de uma atualização de um acidente que ocorreu esta manhã na Autoestrada número um, a principal autoestrada do país. A circulação A1 está condicionada na via mais à direita da autoestrada, no sentido Sul-Norte, na zona de Aveiros, na sequência de um incêndio no autocarro. É isso que indica a fonte do Comando Subregional da Alsíria do Tejo à Rádio Observador. A mesma fonte adianta que o incêndio está dominado, não há feridos.
Miguel Videra e o Jornal da Uma.