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É o Jornal das duas, edição de João Gama. João, muito boa tarde. A começar na política internacional com Volodymyr Zelensky, que já está na Suíça para a Conferência Para a Paz na Ucrânia e garante que nunca quis a guerra com a Rússia.

O presidente ucraniano falou antes do início desta conferência em Lucerna. Agradece aos países que se juntaram à cimeira. Zelensky diz que na Suíça estão representadas todas as partes do mundo com pontos de vista que irão fazer parte deste processo de paz, que, diz o presidente da Ucrânia, todos precisamos. Volodymyr Zelensky ouviu ainda hoje a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, anunciar mais um pacote de ajuda para a Ucrânia no valor de 1500 milhões de euros. A ajuda vai incluir assistência energética e reparações de infraestruturas. Já Olaf Scholz, chanceler alemão, também criticou esta manhã as exigências feitas por Vladimir Putin para negociar a paz. Acusa o Kremlin de querer criar uma paz ditada, que não respeite a integridade e soberania da Ucrânia. Moscovo já reagiu a tudo isto, não está presente na Conferência para a Paz. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, critica a resposta, que considera ser não construtiva do Ocidente ao plano de paz russo.

E ainda pela Europa, apesar de ser contra o nome de António Costa para o Conselho Europeu, a Iniciativa Liberal admite que na hora da votação no Parlamento Europeu vai acabar por viabilizar o nome do antigo primeiro-ministro.

Uma posição assumida esta tarde por Carlos Guimarães Pinto, deputado da Iniciativa Liberal, que classifica como errado e até perigoso o pressuposto de que um político com um cargo europeu vai privilegiar o país de origem, mas diz, no "Causa Própria" da Rádio Observador, que na hora da votação, os eurodeputados liberais podem não ter outra alternativa sem ser votar a favor.

Vai ser apresentado um pacote para os diferentes cargos, um pacote que vai ser pré-negociado e que possivelmente a alternativa a esse pacote vai ser algo pior ainda. Portanto, será muito difícil para os liberais europeus, incluindo os dois liberais eleitos por Portugal, quando for apresentado esse pacote, não votar a favor desse pacote, mesmo preferindo que lá estivessem outros nomes, isso faz parte. Mas voltando à pergunta que fez, se este cargo tiver que ir para um socialista do sul da Europa, eu também digo antes António Costa que Pedro Sanchez.

Carlos Guimarães Pinto no "Causa Própria". Também ontem o cabeça de lista dos liberais a estas eleições, João Cotrim Figueiredo, já tinha assumido a possibilidade de votar a favor do nome de António Costa. Do outro lado, o PS, na voz do ainda eurodeputado Pedro Silva Pereira, considera a posição da Iniciativa Liberal como condenável e injustificada.

Posso compreender que uma formação política que tenha um histórico de litígio com o doutor António Costa, possa estar menos confortável, mas há várias formas de gerir essa situação. Há a possibilidade de uma certa neutralidade ou até de uma resistência passiva. Aquilo que o eurodeputado eleito Cotrim Figueiredo anunciou foi que iria tentar convencer os seus colegas a não eleger o doutor António Costa. Portanto, anunciou uma atitude de militância ativa para boicotar a eleição de um português para o Conselho Europeu. Isso sim, eu acho que é totalmente injustificado e politicamente muito condenável.

Pedro Silva Pereira, eurodeputado que está de saída do Parlamento Europeu e membro da Comissão Política do PS, reitera a posição do Partido Socialista. Nenhum partido tem a obrigação de apoiar António Costa, mas a presença do ex-primeiro-ministro no Conselho Europeu traria prestígio para Portugal.

E em França, João, François Hollande vai ser candidato às eleições legislativas antecipadas.

O socialista, que foi presidente francês entre 2012 e 2017, vai concorrer a estas eleições legislativas. É uma notícia confirmada pela comitiva de Hollande à Rádio France Info. Na quinta-feira, o antigo chefe de Estado francês apoiou a criação de uma nova frente popular de partidos à esquerda e insistiu na importância de evitar que a extrema-direita chegue ao poder. Hollande pede uma coligação que defenda uma orientação europeia, a presença de França na NATO e o reconhecimento dos ataques do Hamas em Israel como terroristas. As eleições legislativas em França, convocadas por Macron depois da vitória estrondosa para o partido de extrema-direita, vão realizar-se em duas voltas a 30 deste mês e no dia 7 de julho.

São agora 14h04. Por cá, o Ministro da Saúde, ou o Ministério da Saúde, garante que os mapas das urgências vão ser atualizados pelo menos uma vez por dia.

É o que adianta o gabinete de Ana Paula Martins à Agência Lusa. Admite que entre as atualizações possam existir omissões, mas assegura que os mapas são atualizados pelo menos uma vez por dia, enquanto o SNS 24 é atualizado ao minuto. Segundo a mesma fonte, em Portugal continental estão encerrados neste momento sete serviços de ginecologia e obstetrícia, sendo que nove estão a enfrentar constrangimentos.

E hoje Ana Paula Martins está a visitar serviços de urgência da região de Lisboa e Vale do Tejo, num périplo que teve início no Hospital São Bernardo, em Setúbal.

Uma visita na qual a ministra da Saúde aproveitou para explicar que os erros no mapa que foi divulgado ontem pelo governo aconteceram porque o sistema ainda não está a funcionar a 100%. O mapa dos serviços de urgência de obstetrícia e ginecologia, que foi divulgado ontem, mostrava que algumas urgências iam estar fechadas, quando na verdade estão abertas e a funcionar. Agora de viva voz, a ministra Ana Paula Martins admite os erros e tem até uma justificação.

De facto, o sistema ainda não está a funcionar de forma adequada e tivemos erros ontem. Estão a ser feitos testes e eu espero que agora na próxima semana, os serviços partilhados do Ministério da Saúde consigam nos primeiros dias ter esta informação dinâmica cada vez mais perfeita.

Declarações da ministra da Saúde, aqui captadas pela Seco Notícias, numa visita ao Hospital de Setúbal.

E ainda na saúde, a presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Urgência e Emergência compreende as falhas e explica que as escalas são muito dinâmicas.

Adelina Pereira lembra que o novo governo alterou o formato de divulgação destes dados e compreende que seja preciso mais tempo.

Eu penso que provavelmente os erros que foram atribuídos nesta primeira publicação Terão a ver com a forma como está a ser feita neste momento esta distribuição e esta divulgação. Provavelmente, a forma como estão a fazer é diferente. Admito que possa ser difícil, numa fase inicial, gerir estes constrangimentos. As escalas de urgência são extremamente dinâmicas, nós percebemos isso. Percebemos isso num nível micro, quando no nosso próprio hospital percebemos que a escala às vezes é alterada de um dia para o outro e que pequenas coisas podem fazê-la mudar muito.

A presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Urgência e Emergência, ouvida pela Rádio Observador, Adeline Pereira, espera que a situação melhore nas próximas semanas.

E agora da saúde para a educação, André Ventura defende que a reforma anunciada pelo governo deva ser debatida no Parlamento.

O líder do Chega reagiu esta tarde às medidas apresentadas pelo governo no dia de ontem para o setor da educação. André Ventura realça que o verdadeiro problema não vem estabelecido neste plano, que diz ser os salários e a valorização das carreiras dos professores. Fala, por isso, em medidas que são remendos às quais faltam ambição e, por isso, quer ver discutido na Assembleia da República.

Deve ser no Parlamento que esta reforma é materializada, discutida e defendida. É neste sentido que vamos levar ao Parlamento para um grande dia de discussão sobre a reforma da educação, avocando todas as medidas do governo que não sejam leis, porque essas já serão discutidas no Parlamento, e permitindo a convergência com os objetivos de todos os movimentos, no amplo propósito de garantir que teremos professores, não porque vamos buscar professores reformados ou emigrantes, mas que temos professores porque a carreira é atrativa, porque eles gostam de ser professores, porque se sentem seguros sendo professores e porque se sentem bem pagos sendo professores. Nada disto é feito nesta reforma, tudo isto é o que vamos tentar fazer no Parlamento, não obstante essa iniciativa do governo.

Declarações de André Ventura a propósito da reforma para a educação anunciada pelo governo na sede do Chega desta tarde.

E agora vamos ao europeu de futebol e a esta hora jogo segundo grupo A, joga-se Hungria-Suíça.

É um jogo inédito, a primeira vez que as duas seleções se defrontam num campeonato da Europa. Ontem, no primeiro jogo deste grupo A, a Alemanha venceu por 5x1 a seleção da Escócia. O jornalista Diogo Varela vai estar a acompanhar este embate entre húngaros e helvéticos. Diogo, o jogo, a bola já rola, o que é que podemos esperar?

Sobretudo, João, podemos esperar um bom jogo. Eu sei que em termos de favoritismo e de sonar o nome, de facto, a Hungria e a Suíça não são das seleções que mais expectativas criam, mas tendo em conta esse jogo que tu falaste, o jogo de abertura entre a Alemanha e a Escócia, as outras duas seleções deste grupo A, esperamos aqui, talvez, a segunda posição. A Hungria e a Suíça batem-se frente a frente e tendo em conta o que assisti ontem à seleção escocesa, não me parece que tenha propriamente argumentos para se bater, quer com a Hungria, quer com a Suíça. Para já, e com nove minutos, sinal mais para a seleção helvética, para a seleção da Suíça, embora a Hungria esteja a defender e a explorar, sobretudo, os contra-ataques, como vemos agora numa bola colocada muito rapidamente para a frente. De resto, muito bom apoio que vem desde Colônia, é onde se joga, no Rhine Energy, a casa da equipa da casa, passe a redundância. O Colônia tem capacidade para mais de 50 mil pessoas. Estão as bancadas totalmente lotadas, quer com os húngaros, quer com os suíços, num jogo que também marca a estreia de seis jogadores, três para cada equipa, Kerkez, Szoboszlai e Varga do lado da Hungria, Ndoye, Duah e Aebischer do lado da Suíça. Aqui três estreias de parte a parte. Também já tivemos, João, um primeiro amarelo, foi para o lado helvético, Silvano Widmer. O lateral acabou por fazer uma entrada mais dura e viu esse cartão amarelo do árbitro, que é esloveno, Slavko Vincic. Com 10 minutos, mantém-se o 0x0.

O jornalista Diogo Varela com as primeiras notas sobre o jogo entre a Hungria e a Suíça, que encerra esta primeira jornada do grupo A do Euro 2024. O Diogo vai estar conosco já daqui a 20 minutos, na síntese das 14h30.

E às 17h há também o Espanha-Croácia e às 20h, o grande Itália-Albânia. Estreia da seleção italiana neste torneio, no tal grupo da morte, que junta também a Espanha e a Croácia, portanto, a Itália, que é o atual campeão da Europa. A informação estará de regresso às 14h30, João. Até já.

Até já.

Até já.