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Jornal das duas, com o Vasco Maldonado Correia. Começamos com o ministro dos Negócios Estrangeiros, que condenou o ataque russo na localidade de Sumy, que fez 34 mortos.
À entrada da reunião dos chefes da diplomacia da União Europeia, Paulo Rangel falou sobre o ataque das forças russas à região ucraniana no último fim de semana, considera que o ataque mostra que Vladimir Putin quer continuar o conflito.
A Federação Russa, o governo de Putin, não quer, na verdade, a paz. Portanto, mesmo numa altura negocial e especialmente no momento que é Semana Santa, é o Domingo de Ramos, que é altamente significativo quer para a Ucrânia, quer para a Rússia, porque como sabem, a Páscoa é uma festa ortodoxa talvez mais importante que o Natal e com mais peso que o Natal, na tradição ortodoxa, e, portanto, evidentemente, tem um significado de quer continuar o conflito.
Paulo Rangel esta manhã no Luxemburgo. Entretanto, o Ministério da Defesa russo afirma que o ataque a Sumy tinha como alvo uma reunião de comandantes do exército ucraniano, isto de acordo com o comunicado citado pela agência russa Ria Novosti. Moscovo alega ainda que 60 soldados das Forças Armadas ucranianas terão morrido no ataque.
Ministro dos Negócios Estrangeiros que considera intrusivo o questionário que foi enviado pelos Estados Unidos a várias universidades portuguesas.
É a reação do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, ao questionário enviado pela embaixada norte-americana a várias instituições de ensino portuguesas. Continha perguntas sobre a promoção de ideologia do gênero, agenda climática e alegadas ligações a organizações terroristas e também a partidos comunistas e socialistas. Ora, Paulo Rangel considera que as universidades portuguesas fizeram bem em não responder.
Nós saudamos a atitude das universidades portuguesas e do próprio Conselho de Reitores. Nós não podemos influenciar essa decisão, eles são autónomos para a tomar, mas é a decisão que é a decisão correta do nosso ponto de vista. Porque justamente, uma política que leve a condicionar apoios, especialmente a determinado tipo de perguntas, porque enfim, elas não são todas iguais. O governo português nunca poderia fazer isso. É contrário à ordem constitucional portuguesa e, evidentemente, para cumprir a Constituição, não se pode responder a um questionário desses.
Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, no Luxemburgo, sobre o questionário enviado pelos Estados Unidos às universidades portuguesas.
E ainda sobre esse assunto, Mariana Mortágua considera que as universidades tiveram uma postura exemplar e critica a inação do governo português.
A coordenadora do Bloco de Esquerda reuniu-se hoje com o diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa para abordar precisamente este questionário. A líder bloquista fala numa perseguição inqualificável e critica a falta de resposta do executivo de Luís Montenegro.
O Estado português, que é quem tem uma relação institucional com a embaixada e quem tem o dever de proteger a autonomia das universidades em Portugal, nada fez. Não houve, até agora, uma tomada de posição por parte do governo português, do Estado português, relativamente a esta ingerência. E ela é simbólica, ela é um marco daquilo que um país soberano pode ou não pode aceitar. E por isso dissemos e mantemos: o embaixador dos Estados Unidos da América deveria ser chamado pelo governo para lhe ser transmitida a posição oficial do governo português de que Portugal é uma república soberana que não aceita ingerências na sua política científica ou em qualquer área.
Apelo de Mariana Mortágua, depois de uma reunião com o diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, diz que este é o momento para Portugal investir na academia e lamenta a falta de condições de trabalho dos investigadores portugueses nos Estados Unidos.
Depois do LIVRE, também o Bloco de Esquerda prescinde da líder partidária para um frente a frente televisivo com a AD, é Joana Mortágua que vai debater com Nuno Melo.
Decisão comunicada pelo partido, uma nota enviada à RTP, canal que vai transmitir o debate. O Bloco indicou a deputada Joana Mortágua para o frente a frente com o presidente do CDS-PP na quinta-feira às 21h. O partido já tinha informado as televisões que se faria representar por um dos cabeças de lista neste debate, se Luís Montenegro não estivesse disponível para debater com Mariana Mortágua, o primeiro-ministro escolheu não estar presente nos debates com o Bloco de Esquerda, LIVRE e o PAN. Semana passada, o LIVRE já tinha também indicado Isabel Mendes Lopes, e não Rui Tavares, para o duelo com Nuno Melo.
E nesta primeira semana de debates, as audiências foram mais baixas do que no ano passado.
O debate mais visto continua a ser entre a coordenadora do Bloco, Mariana Mortágua, e o líder socialista, Pedro Nuno Santos, com mais de um milhão de espectadores. Já o debate entre o líder da AD, Luís Montenegro, e o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, foi o segundo mais visto nesta primeira semana. São dados revelados pela Agência Universal McCann, numa altura em que já se realizaram 13 dos 30 debates previstos até 18 de maio. Relativamente às legislativas de 2024, existe uma perda de interesse por parte dos espectadores, são menos 100 mil.
O secretário-geral do PS acusa o governo de instrumentalizar o tema da segurança para benefício eleitoral e de estar a usar a mesma estratégia da extrema-direita.
Esta manhã, numa visita a uma esquadra da PSP no Barreiro, Pedro Nuno Santos critica a forma como o executivo de Luís Montenegro tem utilizado o tema da segurança para fins eleitoralistas.
Nós temos que encarar o tema da segurança com serenidade e não instrumentalizarmos a segurança para fins de demagogia política, como temos assistido, nomeadamente pela extrema-direita, mas não apenas pela extrema-direita. O próprio governo da AD sentiu a tentação de instrumentalizar o tema da segurança e as forças de segurança para benefício eleitoral.
Pedro Nuno Santos, no Barreiro, já em reação ao desafio lançado por Luís Montenegro, que pediu ao secretário-geral socialista para que diga se o IRS desceu ou não no último ano. Pedro Nuno diz que o primeiro-ministro está a manipular os portugueses e volta a compará-lo, também neste tema, a André Ventura.
Os guardas prisionais vão avançar com uma providência cautelar contra o anúncio de uma operadora móvel que faz alusão à fuga da prisão de Vale de Judeus.
Em causa está a nova campanha da operadora Woo, marca digital da Nos. O anúncio mostra um guarda ao telemóvel enquanto cinco reclusos estão a fugir com a ajuda de um escadote encostado ao muro da prisão, uma alusão à fuga de Vale de Judeus do ano passado. À Rádio Observador, o presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, Frederico Morais, diz que a entidade não pode ficar impune e, por isso, vai avançar judicialmente.
Tanto é que avançámos com uma providência cautelar, porque há direitos e é direito do Corpo da Guarda Prisional estar indignado e exercer todas as formas possíveis para demonstrar a indignação e travar esta publicidade.
Frederico Morais, em declarações à Rádio Observador, acusa a operadora de estar a pôr em causa o bom nome dos funcionários e de estar a transformá-los em alvo de chacota.
Em publicidade não vale tudo, não podemos pôr em causa o bom nome do Corpo da Guarda Prisional com este tipo de publicidades e é lamentável que se tenha escolhido uma classe profissional para fazer isto, porque já não basta a fragilidade com que a situação nos deixou, quanto mais ainda tentarem fazer de nós alvo de chacota. Só que se desengane-se quem pensa isso.
Garantia de Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, em declarações à Rádio Observador.
Vasco, ainda neste jornal, tempo para outras notícias que estão também a marcar a atualidade.
A Ministra da Administração Interna apela que os terrenos estejam limpos, de modo a evitar a propagação de fogos florestais no verão. Foi um apelo feito por Margarida Blasco esta tarde na Guarda. A campanha Floresta Segura da GNR arrancou em fevereiro e prolonga-se até final de novembro, sendo que até o final do mês está a decorrer o período para a sinalização dos terrenos por falta de gestão de combustível. A venda de medicamentos em Portugal cresceu cerca de 5% em 2024. Os dados foram divulgados hoje pela consultora Informa D&B. As vendas de medicamentos atingiram mais de € 3 milhões, um valor que se deve principalmente ao aumento de embalagens vendidas, em especial de medicamentos genéricos. Os trabalhadores de museus e monumentos nacionais vão estar em greve a partir de sexta-feira. Comunicado divulgado hoje, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais explica que estão a exigir uma justa compensação pelo trabalho prestado nos dias de feriados e nas horas extraordinárias. A paralisação nos feriados prolonga-se até ao dia 31 de dezembro, afeta todos os feriados neste período.