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Miguel, por onde começamos esta ronda pela atualidade feita aqui às 14h?

Viajamos até à cidade do Porto. A coligação liderada pelo PSD, que concorre à autarquia da Cidade Invicta, está a esta hora no Mercado do Bolhão. É ponto de passagem obrigatório das caravanas partidárias a cada ato eleitoral. O candidato Pedro Duarte não foge à regra e, acompanhado por Luís Montenegro e Paulo Rangel, percorreu na última hora os corredores deste icônico mercado da cidade do Porto. Que acolhimento está a ter, Laura Figueiredo, agora aqui em direto?

Boa tarde, Miguel. Muita gente neste último dia de campanha. Pedro Duarte aqui acompanhado por alguns ministros, Paulo Rangel, também Castro Almeida, ainda Hugo Soares, secretário-geral do PSD. Muita gente aqui no Mercado do Bolhão. Pedro Duarte e Luís Montenegro acabaram de prestar algumas declarações. Pedro Duarte diz que fecha a campanha eleitoral no Mercado do Bolhão com chave de ouro e diz também que é uma liderança da candidatura que se quer afirmar como nacional. Lembra que o Porto é tão Portugal como Lisboa, quer, por isso, trazer muito investimento para a cidade e deixou também aqui um apelo, pede aos eleitores que concentrem os votos, que não dispersem. Diz Pedro Duarte que existem duas candidaturas em que se pode votar, apela a que não se disperse o voto para outras candidaturas. E deixa também uma crítica ao PS, diz que a candidatura de Manuel Pizarro significa o regresso do velho PS com propostas não exequíveis. Lembra que o Porto tem tido 24 anos de contas certas e propõe-se a manter essas contas certas. Depois falou Luís Montenegro, aqui como presidente do PSD, a lembrar que o Mercado do Bolhão é um sítio icônico e que inevitavelmente não deixa de estar ligado à candidatura de Pedro Duarte. De relembrar quando o governo fez aqui no Mercado do Bolhão um Conselho de Ministros extraordinário no dia em que Pedro Duarte anunciou a candidatura a estas eleições autárquicas e um dia em que Pedro Duarte apareceu aqui ao lado de Rui Moreira, ainda o atual presidente da Câmara do Porto. Luís Montenegro também deixou aqui alguns apelos, no mesmo sentido que Pedro Duarte, a dizer que o Porto é uma cidade importante e que arrasta toda a região envolvente. E diz também que a candidatura de Pedro Duarte é uma candidatura fortíssima e que seria um desperdício os eleitores dispersarem os votos noutras candidaturas. E diz também Luís Montenegro que acha possível, tal como disse em Lisboa, uma maioria absoluta que permita condições de governabilidade aqui no Porto. Quanto a domingo, noite eleitoral, Luís Montenegro vai estar aqui no Porto, justifica esta escolha dizendo que a sede do PS em Lisboa está em obras, mas nota também que a sede do PS do Porto está, de facto, ligada a grandes conquistas. Por aqui muita gente, muitos apoiantes. Também passou por aqui a candidatura do Nuno Cardoso. Depois deste ponto de campanha, Luís Montenegro segue então para a Furado, em Vila Nova de Gaia, para apoiar a candidatura de Luís Filipe Menezes.

Laura Figueiredo, a esta hora, no Mercado do Bolhão, na cidade do Porto, é lá que está a candidatura de Pedro Duarte, a coligação PSD, CDS e Iniciativa Liberal, à autarquia da Cidade Invicta, com muito entusiasmo, de resto, como podíamos escutar nesta reportagem da Laura Figueiredo.

E vamos agora até Lisboa. José Luís Carneiro endurece o tom das críticas a Carlos Moedas, acusou o presidente da Câmara da Capital de apenas estar presente nos bons momentos.

Dá o exemplo da tragédia do elevador da Glória e a notícia da RTP, que dá conta que as famílias das vítimas ainda não foram contactadas pelo gabinete do presidente da Câmara de Lisboa. O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, defende que para governar é preciso saber estar presente nos bons e nos maus momentos.

Nós precisamos de uma capital que seja indutora de mudança, transformação, de confiança, de responsabilidade. Não precisamos de uma capital que quando tudo acontece bem, estamos sempre disponíveis para o espaço mediático, mas quando as coisas correm mal, já não estamos disponíveis para prestar contas às pessoas. Não, nós precisamos de estar sempre nos bons e nos maus momentos das cidades e das comunidades locais.

As críticas de José Luís Carneiro dirigidas a Carlos Moedas, que tem nos últimos dias acusado Alexandra Leitão de radicalismo. Ora, Alexandra Leitão falou sobre esta acusação.

O ainda presidente da Câmara de Lisboa fala de caos. É verdade, há um caos em Lisboa, mas não é provocado pela Che Guevara de saias. O caos que existe em Lisboa é o caos do lixo que se acumula nos passeios, das ruas sujas, dos passeios esburacados, dos jardins abandonados, de uma cidade às escuras. É o caos de uma higiene urbana em colapso.

O PS unido nas críticas a Carlos Moedas no contrarrelógio para o final da campanha autárquica.

Carlos Moedas, que almoça a esta hora com agentes do setor da cultura.

No restaurante Agina e com as orelhas bem quentes, tendo em conta as críticas de que tem sido alvo ao longo deste último dia de campanha. Miguel Feitosa Dias, agora aqui em direto, acompanhas este almoço. Carlos Moedas já respondeu?

Para já, ainda não. Essas orelhas quentes vão continuar quentes. Mais umas horas, Carlos Moedas deverá dar resposta a essas críticas mais políticas na descida do Chiado, às 18h. Para já, quis falar apenas de cultura, dirigiu umas breves palavras a esta sala que está aqui bem composta no restaurante que se localiza no Parque Mayer. Foi aqui também que Carlos Moedas inaugurou a requalificação do Teatro Variedades durante este mandato. Falou do grande projeto de um teatro em cada bairro. Estão aqui, neste almoço, figuras desde a cultura mais popular, por exemplo, a cantora Ágata, a atriz Luciana Abreu, também alguns promotores como Álvaro Covões, Luís Montéz, Filipe La Féria e muitos atores e atrizes de teatro. Carlos Moedas aproveitou esta plateia para dizer que a cultura na cidade de Lisboa não tem donos.

Lisboa é isso. É feito dessas interseções e por isso quando vim e trouxe o meu projeto para a cidade, falava de pontos essenciais para mim. O primeiro é que há uma cultura, não há uma cultura da elite, uma cultura do povo, uma cultura de esquerda, uma cultura de direita. Há uma cultura e essa cultura é a cultura de Lisboa.

Carlos Moedas a puxar pelos galões também do que fez nestes últimos quatro anos e diz que o projeto para o próximo mandato é levar a cultura às escolas, umas escolas que não tenham apenas desporto escolar, mas também cultura. Foi isso que garantiu perante esta plateia, neste almoço. Como disse, a resposta mais política, essa está guardada para o fim da tarde, a partir das 18h, na descida do Chiado, onde Carlos Moedas já sabe que não contará com Luís Montenegro, que está na região Norte do país.

E tu lá estarás e aqui na antena do Observador para nos dares conta da reação de Carlos Moedas às críticas que tem ouvido ao longo deste dia. Carlos Moedas que almoça a esta hora, como percebemos, com agentes do setor da cultura.

"Uma vitória para quem acredita na democracia", é a reação do eurodeputado Sebastião Bugalho à atribuição do Prêmio Nobel da Paz a Maria Corina Machado.

A líder da oposição na Venezuela, que o ano passado já havia vencido o Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento. O nome de Corina Machado foi proposto na altura pelo Partido Popular Europeu, família política do PSD, de que Sebastião Bugalho é vice-presidente. O eurodeputado sublinha que o Nobel agora atribuído é mais uma vitória de outras que aqui e ali têm sido desconsideradas.

E sempre nos disseram que era só uma viagem à Venezuela, que era só mais uma resolução, que era só o Prêmio Sakharov e provavelmente hoje também haverá alguém que dirá que é só o Prêmio Nobel da Paz. Mas no dia em que finalmente se conseguir que ganhe a liberdade e que ganhe a democracia na Venezuela, será a soma destes pequenos sós que contribuiu para isso. Portanto, é com muita alegria que vejo que uma mulher fantástica, que eu tenho a sorte de conhecer e de admirar, receber esta distinção, é uma vitória de todos aqueles que não desistem da democracia na Venezuela.

A reação de Sebastião Bugalho à atribuição do Nobel da Paz a Maria Corina Machado.