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Jornal das duas com Miguel Videira. Miguel, o ministro das Finanças diz que ainda vão ser necessárias algumas semanas até que seja concluído o levantamento de todos os danos provocados pelo mau tempo.
E o consequente impacto para as contas públicas. À entrada para a reunião do Eurogrupo, Joaquim Miranda Sarmento explicou que o governo está à espera de uma perda de receita, por exemplo, de IRC, tendo em conta que muitas empresas deixaram de laborar, a juntar a despesa do Estado para ajudar famílias e empresários a reerguerem-se e também os gastos com a recuperação de infraestruturas públicas. Os cálculos finais, diz Miranda Sarmento, ainda vão demorar algum tempo.
Essa contabilização está a começar a ser feita, levará ainda algumas semanas. Nós precisamos de perceber quantas empresas vão pedir lay-off e isenção de TSU, quantas pessoas vão ficar em casa e durante quanto tempo, até as empresas terem condições para retomar a sua atividade. Estamos aqui maioritariamente a falar de empresas industriais e agrícolas. E quantas estradas temos para recuperar, em que extensão, edifícios, etc. Portanto, eu diria que levará ainda algumas semanas até termos uma noção clara do impacto total do ponto de vista orçamental destas calamidades.
O ministro das Finanças diz que, apesar dos encargos acrescidos do Estado, é objetivo do governo não pôr em causa o equilíbrio das contas públicas.
Tudo faremos para, dentro daquilo que é o apoio necessário de emergência e de reconstrução, manter o equilíbrio das contas públicas e a redução da dívida pública, sabendo agora que temos mais um desafio pela frente, mas é muito importante para o país que esse equilíbrio se mantenha.
Declaração do ministro das Finanças à entrada para a reunião que vai juntar os representantes dos países da moeda do euro.
António José Seguro almoça a esta hora em Ereira, aldeia em Montemor-o-Velho, continua isolada pela água.
E por isso o percurso até Ereira teve de ser feito com recurso a um veículo anfíbio dos fuzileiros, que tem garantido o transporte de pessoas e mantimentos nas últimas semanas. A visita não constava da agenda oficial do presidente eleito, que dedica o dia de hoje ao Conselho de Montemor-o-Velho. De manhã passou também pelas localidades de Pereira e Formoselha, onde ouviu as preocupações da população e transmitiu ao autarca de Montemor, José Veríssimo, que para resolver os problemas criados pelo mau tempo, já há respostas previstas que têm de ser postas em prática.
Presidente, gostava depois de ter estas informações. Está bem? Também quando terminarem. Sim, já sei que foi presidente da Junta da Ereira. Esses relatórios e essa informação é muito importante para perceber, porque muitas das soluções já estão inventariadas. Exatamente, trata-se de executar.
António José Seguro em conversa com o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, José Veríssimo. Registo recolhido pela Sic Notícias. Depois do almoço em Ereira, o presidente da República eleito segue para Coimbra, vai encontrar-se com a autarca Ana Abrunhosa.
E o presidente da Comunidade Intermunicipal de Leiria revela que os autarcas da região ponderam suportar os custos da isenção de portagens em alguns troços da autoestrada.
Terminou à meia-noite a isenção temporária decretada pelo governo e não há sinais de que o executivo pretenda prolongar a medida. Assim sendo, o presidente da Comunidade Intermunicipal de Leiria, Jorge Vale, admite que possam ser os autarcas da região a suportar os custos da isenção de portagens.
Este contributo que o governo podia dar às pessoas, aparentemente não está a fazer e nós, autarcas, estamos a ponderar fazê-lo.
Como assim?
Nós estamos a ponderar seriamente substituirmo-nos ao governo e permitir às pessoas continuar com a isenção das portagens.
Uma necessidade, sublinha Jorge Vale, tendo em conta os condicionamentos na circulação em algumas vias que são alternativa às autoestradas A8 e A19, por exemplo.
Por que solicitamos a isenção? Precisamente porque estes dois troços de estrada nacional, a 242, que liga Marinha Grande a Leiria, e a IC2, que liga Porto de Mós, Batalha a Leiria, são estradas que se mantêm muito condicionadas.
O presidente da Comunidade Intermunicipal de Leiria escreveu no sábado uma carta aberta ao presidente da República para pedir que Marcelo Rebelo de Sousa interceda junto do governo no sentido de prolongar a isenção de portagens. Revela Jorge Vale que não obteve qualquer resposta do chefe de Estado.
Entretanto, ainda há perto de 11 mil clientes da E-Redes afetados pela tempestade Cristine sem energia elétrica.
É esse o número avançado esta manhã pela empresa. Foi precisamente no distrito de Leiria que mais clientes foram afetados pelo corte de eletricidade. Face ao dia de ontem, regista-se uma diminuição de 3 mil clientes sem energia elétrica.
E na linha ferroviária do Norte, os comboios já circulam entre Soure e Coimbra.
Disso mesmo deu conta a CP esta manhã. A empresa Comboios de Portugal diz, por exemplo, que já é possível viajar de intercidades entre Lisboa, Santa Apolónia e a Guarda. A empresa alerta, no entanto, para a possibilidade da circulação se fazer com alguns condicionamentos. Entretanto, a circulação na Linha da Beira Baixa continua suspensa. Só circulam os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes. A suspensão continua também a circulação na Linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho. Na Linha do Oeste, o mesmo, suspensão da circulação de comboios, tal como os urbanos de Coimbra. Na Linha de Cascais, os comboios circulam, mas com alterações nos horários, sendo que a partir de hoje a CP anuncia que vai acontecer um reforço de composições durante a hora de ponta.
Miguel, o Ministro da Educação avisa que há algumas escolas, sobretudo no distrito de Leiria, que vão demorar algum tempo a serem reparadas.
Fernando Alexandre fez esta manhã, aqui na antena do Observador, o ponto de situação sobre as escolas atingidas pelo mau tempo.
Em Leiria ainda temos dois agrupamentos com dificuldades, o Henrique Sommer e o agrupamento de Marrazes, onde na semana passada ainda tínhamos cerca de 800 alunos sem aulas presenciais. Umas centenas tinham à distância, mas de acordo com a informação que temos, a Henrique Sommer, na quarta-feira, quando reabrirem as aulas depois desta pausa letiva do Carnaval, estarão todos a ter aulas. E em Marrazes é um pouquinho mais complicado, porque é preciso uma intervenção de duas semanas e, de facto, o mau tempo não tem facilitado. Na Marinha Grande, o caso mais complicado é em Vieira de Leiria, onde é preciso instalar monoblocos, porque uma escola, que eu tive a oportunidade de visitar presencialmente, de facto ficou sem telhado, chove lá dentro.
O ponto de situação no distrito de Leiria, feito pelo Ministro da Educação esta manhã aqui na antena do Observador.
No dia em que se ficou a saber que o ensino superior vai ter mais vagas no próximo ano letivo.
Sim, a FLUP no total terá um acréscimo de mais de mil lugares face ao presente ano letivo. É isso que revela o Ministério da Educação. Há uma medida que contribuiu para este aumento de vagas. É aqui explicada pelo ministro Fernando Alexandre.
Aquela que foi a grande alteração que nós fizemos no despacho deste ano, que foi dar uma flexibilidade de 5% às instituições para aumentarem as vagas em relação ao ano anterior, procurando garantir um melhor ajustamento entre a oferta formativa e aquilo que é a procura, teve também a resposta de algumas instituições. Mas o que é que este aumento da oferta permite? É, de facto, garantir que estudantes que vivem próximo dessas instituições vão poder ficar a estudar na instituição dessa região e não ter que se deslocar.
A redução do número de estudantes deslocados é, de resto, um objetivo do governo. É isso que explica Fernando Alexandre, o ministro da Educação. O destaque para o aumento de vagas vai para o reforço de lugares nos cursos de Medicina e de Educação Básica. Sobre este último curso de Educação Básica, o ministro da Educação diz que já se nota um aumento do número de jovens que se candidatam, que querem ser professores, medida fundamental para dar resposta ao atual problema da falta de docentes.
Mudamos de tema, vamos falar da Liga dos Campeões. José Mourinho faz a esta hora a antevisão do jogo de amanhã do Benfica frente ao Real Madrid. Primeira mão do playoff de acesso aos oitavos de final da competição.
Primeiro jogo no Estádio da Luz. É uma eliminatória. Este playoff vai jogar-se em duas mãos. O primeiro jogo é no Estádio da Luz, palco do último encontro entre as duas equipas que o Benfica venceu por 4x2. Uma vitória com aquele gol do guarda-redes encarnado Turbin, que permitiu ao Benfica chegar a esta fase da competição, o playoff de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. A conferência de imprensa de antevisão estava agendada para as 14h. O arranque está ligeiramente atrasado. Ainda não há sinais de José Mourinho na sala de imprensa, no campus do Benfica, no Seixal. Na edição das 15h, dar-lhes-emos conta do que disse o técnico encarnado, que já treinou precisamente o Real Madrid.
Para já, nove minutos para lá das 14h, Miguel, vamos a outros temas em destaque.
A creche Academia Sonhar e Crescer suspeita de maus-tratos a bebés e crianças garante que está a colaborar com a justiça. Num comunicado enviado à Agência Lusa, reafirma o compromisso inabalável com a proteção, segurança e desenvolvimento das crianças. Em causa denúncias feitas por vários pais e familiares contra a Academia Sonhar e Crescer na freguesia de Carnide. Questão-se práticas de agressão física e psicológica, castigos vexatórios, como obrigar uma criança a dormir a sesta numa casa de banho ou de encobrimento de ferimentos. Entretanto, o PAN já fez saber que quer ouvir com caráter de urgência no Parlamento a ministra do Trabalho e o presidente do Instituto de Segurança Social sobre este caso.
Notícia de fecho do jornal das 14h.