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Muito boa tarde, Miguel.
Boa tarde, Nelson.
Miguel, começamos este jornal das 14h com a informação de que há um português a bordo do cruzeiro onde já morreram três pessoas infectadas com um hantavírus.
Informação avançada pela CNN Portugal e confirmada pelo Observador junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros. O cidadão português é tripulante da embarcação e está bem, de acordo com a mesma fonte. O navio tem bandeira dos Países Baixos, está ancorado ao largo da costa de Cabo Verde. Passageiros e tripulantes não têm autorização para desembarcar. As três pessoas que morreram foram infectadas com hantavírus. É um vírus transmitido através das fezes, saliva e urina de roedores e tem uma elevada taxa de mortalidade. O infectologista Jaime Minas explica ao Observador que também é possível a transmissão entre humanos, embora seja rara. Para além das três mortes, há também três pessoas doentes, uma delas internada num hospital na África do Sul.
E agora é oficial: o centro de comando dos Estados Unidos nega qualquer ataque a um navio de guerra norte-americano.
A agência noticiosa do Irão deu conta ao final da manhã que o navio de guerra dos Estados Unidos foi atingido por dois mísseis no momento em que se preparava para entrar no Estreito de Ormuz. De acordo com o relato, a tripulação do navio ignorou os avisos das forças iranianas, que lançaram dois mísseis. O centro de comando dos Estados Unidos, responsável pela operação militar no Estreito de Ormuz, nega qualquer ataque.
Esta manhã, o Irão ameaçou responder de forma muito dura a qualquer agressão dos Estados Unidos.
Depois de Donald Trump anunciar que as forças norte-americanas vão garantir a navegação segura de navios retidos no Estreito de Ormuz, o Comando Central do Exército dos Estados Unidos mobilizou mais de uma centena de aeronaves, contratorpedeiros, drones e 15 mil militares.
Entretanto, o presidente francês foi esta manhã confrontado com esta iniciativa dos Estados Unidos, que garante a navegabilidade segura no Estreito de Ormuz.
Emmanuel Macron sublinha que o ideal mesmo era que a reabertura do Estreito fosse concertada entre Estados Unidos e Irão.
Ao analisar a situação, se os Estados Unidos quiserem reabrir ou se estiverem prontos para o fazer, tudo bem. Aliás, é o que temos vindo a pedir desde o início, mas não vamos participar em qualquer tipo de operação de força, num quadro que, da minha parte, não me parece claro. Por isso, criámos uma missão ad hoc, na qual estamos a trabalhar, mas acima de tudo, gostávamos de assistir a uma reabertura conjunta entre o Irão e os Estados Unidos. Essa é a única solução do Estreito a longo prazo, permitindo uma livre navegação e fazendo-o sem restrições, nem portagens.
Declaração de Emmanuel Macron à entrada para a oitava cimeira da Comunidade Política Europeia, que decorre em Erevan, na Arménia. Reúne chefes de Estado e de governo dos 27 Estados-membros da União Europeia, a que se juntam Reino Unido e Canadá. É a primeira vez que um representante de um Estado não europeu, o Canadá, participa no encontro.
Seguimos agora com as reações à promulgação pelo Presidente da República da Lei da Nacionalidade.
O secretário-geral do PS foi confrontado esta segunda-feira com o reparo de António José Seguro, de que era desejável que as alterações merecessem um consenso maior. José Luís Carneiro, reencaminha a pergunta.
Quem tem de responder esse assunto é o primeiro-ministro, porque foi o primeiro-ministro que levou um reparo do senhor Presidente da República e, portanto, não sou eu que tenho de responder. O primeiro-ministro tem de responder ao reparo que foi feito por parte do senhor Presidente da República.
A presidente da Iniciativa Liberal também foi confrontada com este reparo. Mariana Leitão questiona a observação feita pelo presidente.
Há duas mensagens que o senhor Presidente da República passa que não se percebe exatamente o que está por trás dessas mensagens. Por um lado, fala nos processos pendentes, quando esta lei é explícito que só incide sobre os processos que forem solicitados de agora em diante. E depois fala que gostaria de um consenso mais alargado, quando a lei foi aprovada por dois terços do Parlamento. Eu não sei que consenso alargado é esse. Só há consensos quando incluem o Partido Socialista? É a isso que o senhor Presidente da República se está a referir?
A pergunta é feita pela presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, a pretexto do reparo feito por António José Seguro. O Presidente da República desejava que as alterações à Lei da Nacionalidade pudessem ter merecido um consenso alargado.
O ministro da Administração Interna quer rever o modelo concelhio de combate à criminalidade nos grandes centros urbanos.
Em Lisboa, no Porto e eventualmente no Algarve. É isso que diz Luís Neves. Foi esta manhã, durante o evento da Polícia Municipal de Lisboa. O ministro da Administração Interna considera que o combate à criminalidade nestas zonas não deve estar limitado às organizações municipais.
Nos próximos tempos iremos refletir sobre esta ideia, quer aqui, quer no Porto e eventualmente no Algarve, para que haja constância. Penso que não seja desejável, esta é a minha ideia, sujeita ao contraditório, sujeita à discussão, que cada município tenha que ter um centro de comando, suas próprias vigilâncias. Isso poderá acontecer, mas tem que haver uma integração neste espaço territorial, porque falamos de segurança urbana.
É isso que defende Luís Neves, o ministro da Administração Interna, que nesta ocasião voltou a contrariar a perceção de que há uma maior insegurança na cidade de Lisboa. Garante que hoje até há menos criminalidade do que no passado.
Há que gerir a questão das perceções, porque Lisboa não tem mais crime do que teve no passado. O que foram os anos 2007, 2008 até 2014 e 2015. Só para que tenham uma ideia, em 2008, entre assaltos a bancos, carrinhas de transporte de valores e postos CTT, ocorreram quase 900 ataques por anoHoje, porventura, não teremos 10% desses crimes. Esse tempo acabou.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, a sublinhar esta ideia de que hoje há menos criminalidade na região de Lisboa.
E já há um balanço da greve dos profissionais de saúde, que está a decorrer até à meia-noite.
É um balanço feito pelo presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e Entidades com Fins Públicos. A greve termina à meia-noite de amanhã, erradamente no último noticiário dei aqui conta que terminava à meia-noite de hoje. É amanhã. O balanço foi feito por Mário Rui, o presidente do sindicato que convocou esta paralisação e que dá conta deste balanço.
Temos, neste momento, a informação que estamos nos 60% em todo o país. Temos também esta informação que ninguém gosta de dar, mas nós já tivemos com as nossas greves estas situações no passado, continuam a acontecer, então têm que ser mesmo denunciadas. Ou seja, a adesão poderia ter outro efeito do que aquilo que está a ter, se não fosse a coação praticada pelas chefias e pelas administrações das ULS aos seus trabalhadores.
A denúncia feita pelo dirigente sindical, que aponta para uma adesão à greve na casa dos 60%.
Vamos ainda a outras notícias que estão em destaque a esta hora.
O Vaticano confirma: o Papa Leão XIV vai receber o secretário de Estado norte-americano esta quinta-feira. O encontro está marcado para às 11h30 da manhã. Marco Rubio vai a Roma numa tentativa de remediar as relações tensas por estes dias entre a Casa Branca, a Santa Sé e o governo italiano, depois das palavras entre Trump, o Papa e Giorgia Meloni, a pretexto da guerra no Irão. Cancelada mais uma vez a audiência do primeiro-ministro de Israel no julgamento por corrupção, voltou a ser adiada por razões de segurança. De acordo com a rádio pública israelita Kan, a decisão foi tomada depois de uma ronda de consultas de segurança realizadas na última noite e que se prolongaram até às últimas horas. Já a semana passada, a sessão tinha sido cancelada pelos mesmos motivos. Benjamin Netanyahu enfrenta três processos distintos por uma série de crimes, incluindo fraude e aceitação de subornos.
Fica por aqui o Jornal das Duas, edição com o Miguel Vilar.