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Vamos às notícias. Jornal das duas, edição na Rádio Observador com Miguel Videira. Miguel, o secretário-geral da CGTP afirma que a participação na greve geral desta quarta-feira é semelhante à adesão que foi registrada na paralisação de dezembro.
Na altura, convocada não apenas pela CGTP, mas também pela UGT. Não é avançado nenhum número em concreto, apenas sublinhada a ideia de que há setores que estão a ser bastante afetados pela paralisação. A conferência de imprensa de Tiago Oliveira foi acompanhada na última hora pelo jornalista do Observador, Miguel Pina Andrade. Miguel, vamos ao tag da conferência de imprensa, de que sobressai essa ideia de que a participação tem paralelo com a greve geral do passado mês de dezembro.
Sim, Miguel, do público ao privado e de Norte a Sul do país. Tiago Oliveira avança com números de empresas privadas do setor da indústria. Dou aqui alguns exemplos de empresas com adesão de 100% por parte dos trabalhadores, são elas a DS Smith, em Leiria, a Saica e a Bimbo. O secretário-geral da CGTP afirma também que há empresas com a produção totalmente parada, a Faurécia em Palmela e a Knorr em Lisboa, por exemplo. Os hospitais privados também têm impactos significativos, o Hospital da Luz, a CUF e os Lusíadas. No setor público, e como já fomos dando conta, Tiago Oliveira também adianta que a recolha de resíduos está encerrada e o número de escolas encerradas também é grande, tal como os hospitais e as ULS, que na generalidade têm os serviços mínimos. Nesta conferência de imprensa, o secretário-geral da CGTP também abordou as declarações de hoje da ministra do Trabalho. Maria do Rosário Palma Ramalho diz que a esmagadora maioria dos portugueses está a trabalhar. E já ontem o primeiro-ministro disse estar confiante de que a grande maioria dos trabalhadores que trabalham vai efetivamente trabalhar. Ora, Tiago Oliveira diz que o governo está alheado da realidade.
Nós estamos perante um governo completamente alheado da realidade de quem trabalha, um governo que tem uma agenda, que tem um objetivo e que hoje, com as declarações da ministra, revelou-se, de facto, perante toda a gente perceber qual é o objetivo concreto deste pacote laboral. Não é para responder aos interesses dos trabalhadores, é sim, um pacote laboral construído e apresentado por este governo, mas de braço dado com o grande capital, com as associações patronais.
O secretário-geral da CGTP, que não quer focar as culpas na ministra do Trabalho, mas sim no chefe de governo, Luís Montenegro.
Nós não podemos individualizar na ministra do Trabalho ou em qualquer um aquilo que está a acontecer, seja na questão do pacote laboral, mas seja na degradação do Serviço Nacional de Saúde, seja na degradação da escola pública, seja na degradação dos serviços públicos. Aquilo que a CGTP não tem feito é individualizar a responsabilidade. A CGTP o que faz é responsabilizar um todo, é responsabilizar o governo pelos seus atos e, principalmente, aquele que assume o cargo de primeiro-ministro.
Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, a por aqui as culpas em Luís Montenegro, foi em declarações aos jornalistas na sede da CGTP, onde voltou a vincar que os trabalhadores têm direito a uma vida melhor, têm direito a mais salário e a mais direitos e que, por isso, exigem a retirada do pacote laboral. Segue-se agora o desfile da Intersindical, a concentração é no Rossio. Parte às 14h30 em direção ao Palácio de São Bento.
E é precisamente para lá que agora te vais dirigir. Miguel Pina Andrade, é jornalista do Observador que acompanhou esta conferência de imprensa do secretário-geral da CGTP, com um balanço provisório da participação nesta greve, com destaque, diz Tiago Oliveira, para a adesão no setor da indústria.
Antes da CGTP, foi a vez da ministra do Trabalho fazer um balanço da greve. Diz que a esmagadora maioria dos portugueses está a trabalhar.
Muitos em casa, através do regime de teletrabalho. Essa foi, de resto, a principal ideia transmitida por Maria do Rosário Palma Ramalho na conferência de imprensa de balanço dos primeiros dados desta paralisação. A ministra sublinha que a greve está a ter impacto essencialmente no setor público. Já no setor privado, aquele que potencialmente será mais afetado pela reforma laboral proposta pelo governo, Maria do Rosário Palma Ramalho sublinha que a adesão é residual.
A expressão é muitíssimo reduzida no setor privado, o país está a trabalhar. O país e os trabalhadores a quem primacialmente esta legislação laboral se vai aplicar. No setor público já não é naturalmente assim, por força do que eu indiquei, mas os serviços públicos continuam a ser assegurados, nomeadamente os serviços de atendimento e há alguns casos específicos, como o da saúde, naturalmente, os serviços de urgência estão plenamente assegurados.
Nesta conferência de imprensa, a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho foi também questionada sobre o eventual impacto desta greve geral para o processo legislativo das alterações ao Código do Trabalho propostas pelo governo.
O governo respeita integralmente o direito de greve e o exercício da greve, mas o que lhe cabe no final do dia é executar o seu programa e, portanto, o governo mantém, como é óbvio, a intenção de discutir o projeto da reforma laboral Trabalho XXI, que, aliás, já está na Assembleia e esse projeto será tratado aí.
A ministra do Trabalho, na conferência de imprensa ao final da manhã, para fazer um balanço da participação na greve geral que se cumpre esta quarta-feira.
Já a ministra da Saúde diz que, no caso do INEM, não há registro de falhas no socorro.
Sim, os serviços mínimos estão a ser cumpridos, foi o que disse Ana Paula Martins durante uma audição no Parlamento.
Neste momentoA esta hora, tudo isto é dinâmico, e com os serviços mínimos maximizados em todas as ULS e em todos os prestadores do Serviço Nacional de Saúde, posso lhe dizer que, neste momento, temos todos os serviços mínimos assegurados no INEM e estamos com um tempo de chamada de segundos, que é exatamente aquilo que temos todos os dias.
A ministra Ana Paula Martins, durante esta audição no Parlamento, em que deu conta que está concluída a portaria que vai regular as cirurgias em produção adicional, explica que os médicos só vão poder realizar estas cirurgias extraordinárias depois de atingirem um patamar mínimo de cirurgias no âmbito da atividade cotidiana.
Vamos ao futebol. Termina daqui a uma hora o prazo para os jogadores da seleção convocados para o Mundial se apresentarem na Cidade do Futebol.
Para a concentração da comitiva. É certo que os trabalhos já começaram, mas os jogadores, por exemplo, podem, ao final do dia, ir dormir a casa. O mesmo não acontece a partir desta quarta-feira. Concentração da comitiva que vai participar neste Mundial de Futebol e que só deverá separar-se, esperamos todos nós, depois da final do Campeonato do Mundo. Na Cidade do Futebol, em Oeiras, está o jornalista do Observador, João Lourenço Dias. João, muitos jogadores têm passado aí por ti para se concentrarem e se juntarem à restante comitiva?
Sim, têm passado, concretamente nos últimos minutos. É o caso de Bruno Fernandes, João Cancelo e o último foi mesmo Rúben Dias. Outros dos convocados de Roberto Martínez escolheram almoçar aqui nas instalações da Federação Portuguesa de Futebol. É o caso de Rúben Neves e outras pessoas, que não jogadores, que estão aqui na Cidade do Futebol, são fãs que inclusive estão de férias na capital portuguesa e que acima de tudo, querem ver um jogador em concreto, claramente Cristiano Ronaldo. Há inclusive aqui um jovem fã que enverga a camisola do craque da seleção portuguesa. Conhecemos um cidadão que veio desde a Nova Zelândia, vem de férias até Portugal, mas soube que a seleção portuguesa está aqui nas instalações da Cidade do Futebol. O nome dele é Cristiano e exatamente, quer conhecer o capitão da seleção portuguesa.
Para Portugal, as expectativas são boas. Eu acho que eles têm uma equipa muito boa e jogadores muito talentosos, como o Vitinha e o Rúben Neves. Têm uma equipa com muita fome de vencer e têm um grande jogador como o Ronaldo. Espero que ganhe o Mundial.
Aqui o desejo de um cidadão neozelandês a torcer pela seleção portuguesa e também com esse desejo de querer conhecer o capitão da seleção portuguesa, ele que ainda não chegou aqui às instalações da Cidade do Futebol. Espera-se que chegue até às 15h, 15h30, já com alguma margem dada pelo selecionador português. Depois disso, há a conferência de imprensa, ainda por um jogador da seleção portuguesa que ainda não conhecemos e uma hora depois, há esse treino da seleção portuguesa rumo, primeiro, a esse jogo amigável frente à seleção do Chile, já no próximo sábado.
João Lourenço Dias é o jornalista do Observador, que está a esta hora na Cidade do Futebol. Termina daqui a menos de uma hora o prazo para os jogadores convocados para o Mundial apresentarem-se na Cidade do Futebol para a concentração da equipa. Aí voltaremos, João, na edição das 15h.
Miguel, que outras notícias estão em destaque a esta hora?
O subsídio de funeral referente à morte de crianças e pessoas com deficiência vai aumentar para € 1.611. O diploma foi aprovado, foi publicado hoje em Diário da República. Corresponde este valor a três indexantes de apoio social. Até agora, nestas situações, o subsídio de funeral era de € 268, vai agora aumentar. Na atualidade internacional, destaque para esse ataque da Ucrânia ao terminal de petróleo de São Petersburgo. Volodymyr Zelensky já veio retrucar o ataque feito pelas forças ucranianas. Aconteceu durante a madrugada e originou um incêndio de grandes dimensões nesta infraestrutura em São Petersburgo.