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Jornal das duas da tarde com edição do jornalista Miguel Viterbo Dias. E começamos pela Operação Emergente. O presidente da Câmara de Loures, Ricardo Leão, acusa Alexandra Leitão de populismo.

Em causa estão as declarações da vereadora do PS em Lisboa, que defendeu que os arguidos deviam suspender os mandatos. Sérgio Cintra e Carla Madeira, dois vereadores do PS na capital, optaram por não o fazer. Em entrevista ao Observador, Ricardo Leão diz que a posição assumida por Alexandra Leitão é populista.

Há aqui uma tentação de sermos populistas. Isso é mau. E por isso arguido é arguido, culpado é culpado. Se todos os arguidos, que já houve tantos arguidos neste país e que depois viu-se que não deu em nada. De facto, para bem de uma suspensão, é algo que cabe a cada titular tomar essa posição.

Mas foi populista Alexandra Leitão a dizer logo que suspenderia o mandato?

Eu, sinceramente, acho que sim.

Ricardo Leão, em entrevista à Vício Suave, no Observador, o presidente da autarquia de Loures e antigo líder distrital do PS em Lisboa, não alinha na tese de que o Ministério Público esteja a perseguir os socialistas.

Eu não acredito mesmo que o Ministério Público e a Polícia Judiciária tenham aqui um calendário político, uma agenda política por trás. Quer não acreditar, continua a não acreditar. Agora, quanto ao processo em si, é algo que eu, aquilo que digo, pratico e portanto não vou fazer comentário.

Ricardo Leão, em entrevista ao Observador, em que revela ainda que depois das eleições autárquicas, que venceu com maioria absoluta, já demoliu mais de 70 barracas no Conselho de Loures.

Já foi libertado um dos seis detidos pela PSP nos desacatos de ontem na Assembleia da República, Miguel.

A informação foi adiantada ao Observador por fonte da Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública, libertação que aconteceu ontem à noite. Este indivíduo que saiu em liberdade está ainda assim indiciado pela prática do crime de desobediência. O incidente ocorreu junto à escadaria da Assembleia da República, no final da manifestação, convocada pela CGTP em dia de greve geral. A Confederação Sindical já se demarcou do episódio. Foram arremessadas garrafas na direção dos agentes, houve confrontos físicos e foram incendiados caixotes do lixo. Os detidos foram cinco homens e uma mulher com idade entre os 22 e os 34 anos, e vão ser presentes amanhã a um primeiro interrogatório judicial para que lhes sejam aplicadas as medidas de coação.

O ministro da Presidência defende a aposta numa imigração circular regulada.

António Leitão Amaro deu conta da estratégia de Portugal no quinto Fórum Ibero-Americano da Migração e Desenvolvimento, que decorre em Huelva, em Espanha. O ministro da Presidência diz que existem outros países europeus que defendem políticas agressivas contra imigrantes, mas que esse não é o caso de Portugal, e diz que o Fórum Ibero-Americano serve para o país se posicionar de forma moderada diante dos outros em matéria de imigração.

Esta encontro é mais uma oportunidade para Portugal mostrar e defender no plano internacional a sua abordagem moderada à política de migrações. Enquanto há muitos países, sobretudo mais desenvolvidos, que fecham portas de forma agressiva e se focam às vezes em desenvolver soluções desproporcionais e até às vezes podem colocar em causa direitos fundamentais.

O ministro da Presidência à Agência Lusa, que procura vincar que o governo tem aumentado o controle da imigração, mas numa abordagem humanista.

A Comissão Europeia processou Portugal por limitar o apoio judiciário a imigrantes.

Em causa estão os estrangeiros sem autorização de residência válida no pacote de infrações de junho, hoje apresentado. A Comissão diz que notificou Portugal por não ter transposto corretamente as regras em matéria de apoio judiciário para suspeitos e arguidos. O Executivo Comunitário salienta que a diretiva europeia exige que o acesso ao apoio judiciário seja garantido independentemente da cidadania ou nacionalidade. Portugal enfrenta agora um processo de infração, fica assim com dois meses para responder e corrigir as insuficiências identificadas pela Comissão.

A Comissão Europeia que, Miguel, vai disponibilizar 25 agentes e oito milhões de euros para ajudar Portugal no controle de fronteiras nos aeroportos.

Que nos últimos meses têm sido palco de longas filas. O governo tem insistido que a culpa é do novo sistema europeu de controle, o que a Comissão nega. Mas sem se pronunciar sobre esta divergência, o comissário dos Assuntos Internos anunciou esta manhã a ajuda a Portugal com 25 agentes e oito milhões de euros. Isto entre elogios ao reforço de meios humanos e materiais já decidido pelo governo.

Portugal está a fazer tudo para o sistema funcionar e isso é demonstrado pelos números. Sim, há alguns meses tivemos uma situação, mas entretanto Portugal está a fazer um bom trabalho, mais pessoas, mais equipas, mais sistemas de tecnologias de informação, e nós estamos cá para apoiá-los. Temos oficiais da Frontex, temos especialistas da Frontex que apoiam Portugal. Portanto, a cooperação leva-nos a um ponto desejado por todos.

Magnus Brunner, o comissário europeu responsável por este controle de fronteiras.

Ainda no plano internacional, um soldado sérvio da ONU foi morto no Líbano.

Foi atingido por estilhaços de um morteiro. O soldado sofreu ferimentos graves, acabou por morrer. É isso que revela em comunicado a missão das Nações Unidas. Para além desta vítima mortal, outros dois membros da força de paz da ONU ficaram feridos. O incidente ocorreu às primeiras horas da manhã, já depois do anúncio de um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Líbano, que foi mediado pelos Estados Unidos da América.

No desporto, o antigo vice-presidente do Benfica, Gaspar Ramos, critica a gestão do dossiê relacionado com a saída de José Mourinho.

Em causa está o vídeo divulgado pela candidatura de Florentino Pérez ao Real Madrid, em que José Mourinho é anunciado como trunfo eleitoral. À Rádio Observador, Gaspar Ramos defende que Rui Costa devia ter rescindido contrato com o treinador português e exigido uma indenização.

Este processo foi conduzido pessimamente desde o início. O Benfica podia, neste momento, e já até há um tempo atrás, rescindir o contrato com direito à indenização, com embasamento no argumento de que o Mourinho está a fazer contrato com um clube, sendo ainda treinador do Benfica. Mas o que me parece é que isto está tudo conjugado entre o próprio Rui Costa, Jorge Mendes e Mourinho, mas só com a defesa dos interesses do Mourinho

Olhando para o futuro pós-Mourinho, Gaspar Ramos assume que Marco Silva é uma boa opção para os encarnados, mas revela estar de pé atrás em relação a um pedido do treinador português.

Primeiro, é um benfiquista. Segundo, pelas informações que recebo, é um homem sério, um homem de diálogo e com muito boas ideias em termos de futebol. Há ali um senão do meu ponto de vista: não são os treinadores que entram que vêm escolher os jogadores. O plantel é constituído por uma estrutura técnica competente que tem que existir no Benfica e, portanto, são eles. Nesta situação em que a fragilidade da estrutura interna é tão grande, eu acho que o fato de Marco Silva, de algum modo, solicitar que seja ele a controlar toda a estrutura do futebol, até é aceito nas condições atuais com o presidente que temos.

Análise Gaspar Ramos, antigo vice-presidente do Benfica, sobre a iminente saída de José Mourinho para o Real Madrid e a possível contratação de Marco Silva.

Já o comentador do Observador, Augusto Inácio, considera que mesmo antes deste episódio, já não havia ambiente para Mourinho continuar no Benfica.

Augusto Inácio diz que Rui Costa precipitou-se ao dizer que ia falar aos benfiquistas e ainda continuar à espera do desenlace da novela à volta da saída de Mourinho. Mas o treinador e comentador do Observador também diz que mesmo antes deste vídeo de apoio de Mourinho a Florentino Pérez, já não existiam condições para o treinador continuar ao comando dos encarnados.

Acredito, sim, seja o Marco Silva, até porque o Marco Silva disse que não ao Fulham, num contrato que tinha 7,5 milhões de euros por ano. Ao dizer não, claramente se sabe que vai para o Benfica. Não estou a fazer isso que os bolões são os mesmos, mas o caminho é esse. Por isso, acho que o Mourinho vai para onde quer e o Benfica também vai querer o Marco Silva, porque dá-me a sensação que já não havia grande ambiente para o Mourinho continuar no Benfica.

Augusto Inácio no programa "E o Vencedor É", reagir ao apoio de José Mourinho à candidatura de Florentino Pérez do Real Madrid, que se realizam no domingo.

E ao ponto final, no Jornal das duas da tarde, teve edição do jornalista Miguel Viterbo Dias.