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Notícias. Jornal das duas, edição com Miguel Videira. Miguel, começamos este jornal com o relato de alguém que aguardava na estação do Cacém pelo autocarro que acabaria por se despistar à chegada ao terminal. Um acidente que resultou na morte de duas pessoas.
Duas mulheres que, tal como a testemunha que agora vamos ouvir, estavam junto às paragens dos autocarros que servem este terminal, e acabaram por ser atropeladas. Há ainda a registar 16 feridos na estação do Cacém, no conceito de Sintra. Tem estado ao longo das últimas horas o repórter do Observador, Miguel Pina Andrade. Miguel, falaste há pouco com uma testemunha do acidente. Que relato faz do que aconteceu?
É um relato emocionante, Miguel. Fátima Sanches estava atrasada pro trabalho e aguardava a chegada do autocarro envolvido no acidente. Esta testemunha assistiu a tudo o que se passou no terminal dos autocarros.
Ouça-se um estrondo e ouça toda gente a gritar, quando eu me viro, vejo que o autocarro veio em direção a mim, eu só tive força de entrar na estação, senão eu ia à frente. Depois olho para a porta e vejo já pessoas no chão, vejo duas que já não tinham vida, que eu ainda fui ver e tudo, já não respiravam, pronto. E vejo outra entalada entre o autocarro e um poste. Não, é sério, que eu fiquei sem reação.
Um relato impressionante de Fátima Sanches, que confirma que, para além das duas vítimas mortais, houve mais pessoas a serem atingidas pelo autocarro.
Não, foi muita gente atingida, porque é assim, eu conforme vejo o autocarro, vejo muita gente já no chão e algumas já por baixo do autocarro, porque eu ainda tive oportunidade de ver. Mas de óbitos ainda só vi duas, porque estavam ali mesmo à frente do autocarro. Mas estavam pessoas a gritar porque estavam lá dentro, também já muita gente ferida.
Muitos feridos, é o relato de Fátima Sanches, que realça a rapidez de chegada dos bombeiros ao local, demoraram cerca de cinco minutos, e admite que nunca viu nada assim.
É assim, eu com a idade que tenho hoje, nunca tinha visto uma coisa dessas, nunca na minha vida. Foi a primeira vez. E aquele estrondo não me sai da cabeça e as pessoas a gritarem não me sai da cabeça.
Fátima Sanches, que viu o acidente que provocou duas vítimas mortais e 16 feridos leves, que entretanto foram levados para o Hospital Amadora-Sintra e São Francisco Xavier. A única atualização que foi feita é a que prevalece. O comandante dos bombeiros da Gualva do Cacém deu conta de que o autocarro ao entrar no terminal não travou e embateu contra várias pessoas, pelo menos as duas vítimas mortais. Esta que foi a única atualização das autoridades. Os jornalistas permanecem junto à entrada dos autocarros no terminal, que entretanto foi vedada pela polícia. As pessoas que aqui estavam, entretanto, se desmobilizaram. Lá dentro, os trabalhos continuam. Ao longo da última hora, foram saindo de dentro do terminal algumas ambulâncias acompanhadas de motas. Mas é como te disse, Miguel, continuamos a aguardar outro ponto de situação das autoridades. Ainda também não há uma previsão para a reabertura do terminal.
Onde está o Miguel Pina Andrade, é o repórter do Observador, que ao longo das últimas horas aqui nos tem dado conta de alguns prognósticos relacionados com este acidente. Um autocarro despistou-se à chegada ao terminal do Cacém, junto à estação dos comboios. Atropelou duas mulheres que acabariam por vir a morrer. Há ainda 16 feridos. Alguns dos feridos foram transportados para o Hospital Amadora-Sintra, o Hospital Fernando Fonseca.
Do Cacém para Oeiras, terminaram há pouco as jornadas parlamentares da Aliança Democrática.
Sim, com as intervenções dos líderes parlamentares dos dois partidos que sustentam o governo, PSD e CDS, Hugo Soares e Paulo Núncio, ensaiaram os argumentos a invocar durante o debate do Estado da Nação agendado para o próximo dia 16 e que marca o fim da sessão parlamentar. Enalteceram-se os feitos do governo. Ao mesmo tempo, Ricardo Lopes, agora aqui em direto de Cascais, que se responsabiliza à oposição pelo fato de não ter sido possível chegar mais longe.
Exatamente. No caso, Paulo Núncio, com essa acusação, ao segundo e último dia destas jornadas parlamentares da Aliança Democrática, que tem como mote "Governar com Resultados", falou-se primeiro de economia e de finanças, depois das intervenções de encerramento usaram da palavra ambos os líderes dos grupos parlamentares, Paulo Núncio, presidente do grupo parlamentar do CDS, e Hugo Soares, líder da bancada do PSD. Começou por falar o deputado Paulo Núncio, que se auxiliou do tema destas jornadas, "Governar com Resultados", para falar daquilo que considera ser as diferenças da AD para os restantes partidos.
E estas três palavras distinguem-nos de todas as forças políticas que existem em Portugal. Primeiro, porque sabemos o que é governar. Governar com qualidade e governar com competência. Nos nove governos que a AD governou, o país mudou sempre para melhor. E o nosso espírito de força não é de agora.
Paulo Núncio, que garante que o país está bem melhor com a governação da AD e diz que podia estar ainda melhor isto se não fosse a existência de uma nova geringonça.
Perguntam-nos: "E esta governação não podia ter ainda mais resultados?" E eu respondo: "Sim, se algumas das reformas que o governo propôs não tivessem sido chumbadas pela oposição." E não há melhor imagem para aquilo que eu estou a dizer do que o chumbo da reforma laboral
O Chega aliou-se à esquerda e à extrema-esquerda para chumbar a reforma do Código do Trabalho. A chiringosa voltou.
Acusações à oposição feitas por Paulo Núncio. Depois do líder da bancada do CDS, subiu ao palco Hugo Soares, o líder da bancada social-democrata, que fez um balanço já antevendo o debate do Estado da Nação, que está marcado, como disseste, Miguel, para dia 16. Hugo Soares diz que o PSD chega a esse debate orgulhoso do que conseguiu alcançar até agora e garante que a transformação do país ainda mal começou.
Partimos, efetivamente, para o debate do Estado da Nação, muito orgulhosos daquilo que temos alcançado. Foram só dois anos, com uma interrupção, e creio que as senhoras e os senhores deputados sabem, mas nunca é demais relembrar às deputadas e aos deputados, mas sobretudo ao país, que nós ainda estamos no início. Este é só o princípio da transformação que nós queremos fazer em Portugal.
À semelhança de Paulo Núncio, depois do balanço feito, Hugo Soares apontou o dedo aos partidos da oposição. Para tal, usou uma conhecida expressão popular para passar a mensagem de que a AD está no centro e é aí que se quer manter.
Que entre o oito e o 80, e seja o oito o Chega, 80 o Partido Socialista, ou se quiserem ao contrário, o oito o Partido Socialista e o 80 o Chega, nós somos mesmo o centro da moderação. O povo diz, e com razão, que entre o oito e o 80, é no meio que está a virtude, e nós somos mesmo essa virtude.
Declarações de Hugo Soares, que diz que a AD tem feito sempre esforços para não ceder nem ao PS, nem ao Chega, mas sim procurar entre um e outro a moderação. Termina assim, Miguel, estas jornadas parlamentares do PSD, da AD, aliás, que aconteceram aqui em Cascais, no Hotel Pestana.
Em Cascais e não Oeiras, como há pouco erradamente referi. Ricardo Lopes, jornalista do Observador, que acompanhou esta sessão de encerramento e escutou os argumentos que seguramente devem ser invocados durante o debate do Estado da Nação sobre os feitos de governação da Aliança Democrática, do PSD e do CDS, e também as acusações aos partidos da oposição de não permitirem ao Governo chegar mais longe.
A ex-líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, foi condenada a três anos de prisão.
Dois anos de pena suspensa e um ano de pulseira eletrónica para Le Pen. Foi a decisão conhecida há momentos, a decisão de segunda instância. Em causa, um caso de desvio de fundos do Parlamento Europeu para financiar a atividade da Frente Nacional, para pagar a funcionários da Frente Nacional. Marine Le Pen foi considerada culpada em primeira instância, recorreu da decisão e o tribunal decretou agora 45 meses de inelegibilidade, impossibilidade de Marine Le Pen concorrer a cargos públicos, dos quais 30 com pena suspensa, o que significa que, em princípio, a líder do partido pode candidatar-se às eleições presidenciais de 2027. Sendo que na decisão de primeira instância, a pena aplicada de cinco anos sem poder candidatar-se a cargos públicos impedia que Marine Le Pen avançasse com essa candidatura ao Eliseu. Marine Le Pen deixou o tribunal, não falou, espera-se que reaja ao final do dia, mas o advogado da antiga líder da extrema-direita francesa fala num bom começo.
O secretário-geral da NATO considera que os países da Aliança Atlântica devem estar vigilantes em relação à Rússia, à China e à Coreia do Norte.
Foi o que disse Mark Rutte na abertura do Fórum da Indústria de Defesa da NATO. O secretário-geral da Aliança Atlântica explica o que devem recear os países da NATO.
A Rússia está a investir quase metade do orçamento nacional na máquina de guerra. A China continua a modernizar as próprias forças e continua a expandir as capacidades nucleares sem transparência. A Coreia do Norte continua a expandir o programa nuclear e a financiar a Rússia. Estados Unidos danificaram as capacidades nucleares e balísticas do Irão. Nós temos que permanecer vigilantes. Estes países cada vez mais trabalham em conjunto e posso garantir que não têm o nosso maior interesse em mente.
É o que diz o secretário-geral da NATO. Declaração esta manhã. Antes, anunciou um conjunto de investimentos em defesa aérea, por exemplo, a compra de drones de grande altitude, aviões de vigilância e um avião de reabastecimento.
Vamos a outras notícias também em destaque a esta hora, Miguel.
Seguem hoje para a Venezuela perto de 15 toneladas de ajuda humanitária. É isso que anuncia o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Material humanitário que inclui material de higiene, abrigo, conforto e saneamento, também ferramentas e equipamentos de apoio à remoção de escombros e ainda duas ambulâncias cedidas pela Cruz Vermelha Portuguesa. O material deve chegar amanhã a território venezuelano e a equipa que foi ajudar nas operações de resgate regressa depois a Portugal no voo que transporta este material. O último balanço dos terremotos da passada semana na Venezuela apontam para 3535 mortos, quase 17 mil feridos. No ano passado, o excedente dos municípios disparou 84% à boleia do IMT, da taxa turística. É o que revela o relatório sobre a evolução orçamental da administração local das câmaras municipais em 2025, da autoria do Conselho das Finanças Públicas. Os municípios registaram um excedente de 492 milhões de euros, mais 224 face ao ano de 2024.