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As 15h, com edição do Luís Soares. Luís, o processo de demolição de casas no bairro do Talude Militar, em Loures, continua sem incidentes de maior e a autarquia garante que o processo não vai parar.

Desde esta manhã que decorre esse processo de demolição de casas autoconstruídas no bairro do Talude Militar, ordenadas pelo município de Loures. Isto depois de momentos de tensão que se viveram ao longo da manhã. O repórter Carlos Pedro continua a esta hora neste bairro e, Carlos, com essa garantia da autarquia de que o processo vai até ao fim.

São trabalhos para continuar até que todas as habitações autoconstruídas durante os últimos quatro meses sejam totalmente demolidas. A garantia é deixada pela vereadora socialista Paula Magalhães, da Câmara Municipal de Loures, que está a acompanhar este processo no local, dentro de uma carrinha da Polícia Municipal. Recordo que estamos a falar de mais de uma centena de moradores, distribuídos por 64 habitações, que hoje são demolidas. Há também a destacar cerca de 60 crianças entre estas pessoas despejadas no bairro do Talude Militar, em Loures. Sobre soluções encontradas pela autarquia. A vereadora Paula Magalhães diz que o processo de ajuda passa pelo pagamento da caução e do primeiro mês pela autarquia.

E, portanto, as pessoas estão a ser convidadas e encaminhadas para os Serviços Sociais da Câmara, na tentativa de encontrarem a sua própria habitação e o município comparticipa com um mês de renda e um mês de caução.

É solução encontrada pela Câmara de Loures. A grande questão aqui é que estas pessoas queixam-se, primeiro, do tempo que foi dado para a procura dessa nova habitação, 48 horas. Os moradores dizem que é pouco tempo. E depois, a questão do preço das casas. Há muitas pessoas com quem vamos falando e pelo que vamos percebendo das conversas entre moradores que não conseguem pagar as habitações porque não conseguem arranjar emprego. E levantam mesmo a questão de que sem casa fica ainda mais difícil arranjar esse emprego. Chamar só a atenção aqui para duas casas que foram, digamos assim, esquecidas pelas máquinas que estão a proceder estas demolições. Porque são, sobretudo, máquinas da Câmara Municipal de Loures e não os moradores pelas próprias mãos, foram esquecidas. Isto porque há crianças barricadas nessas duas casas. São crianças que não arredam pé das habitações e, por isso, não é possível proceder à demolição dessas casas. A vereadora Paula Magalhães refere que os Serviços Sociais vão atuar para proceder à desocupação das habitações, que depois serão naturalmente demolidas como as restantes 62. De resto, continua tudo calmo por aqui. A revolta deu lugar à resignação destes moradores que vão acompanhando de perto este processo. Olho à minha volta e nesta altura vejo já poucas habitações ou estruturas de pé. Restam as chapas e os bocados de madeira já pelo chão, juntamente com os bens destas mais de 160 pessoas do bairro do Talude Militar, em Loures.

Carlos Pedro Belo, que está a acompanhar este processo de demolições neste bairro do município de Loures, município que garante que este processo vai decorrer até ao fim.

A esta hora arrancam em Évora as jornadas parlamentares do PSD e do CDS.

E que vão contar com várias figuras, como o candidato presidencial Luís Marques Mendes, Santana Lopes, antigo militante, ou Américo Aguiar. Para já, decorre, Vasco Maldonado Correia, agora em direto, a sessão de abertura.

Abriu, Luís, com uma mensagem do presidente do CDS, Nuno Melo, e nesta altura conta com intervenções dos líderes parlamentares dos dois partidos que compõem a coligação. Propunha ouvirmos Paulo Núncio aqui em representação do CDS discursar nesta altura.

Sobre as parcerias atlânticas e sobre a aposta na lusofonia. No período conturbado que atravessamos, somos chamados a defender a soberania nacional, a cultura, a tradição e os valores deste país com 900 anos de existência. Mas, ao mesmo tempo, não podemos abdicar da política externa e da defesa que, no nosso caso, passa pela pertença à União Europeia, à NATO e à CPLP. Nem podemos abdicar da defesa do direito internacional contra invasões bárbaras e ilegais, como a invasão da Rússia à Ucrânia. E com toda a frontalidade democrática, dizemos aos defensores de Putin em Portugal, são poucos, mas estão muito concentrados nos extremos, que encontrarão pela frente, sempre, a nossa firmeza na defesa da liberdade e da democracia na Europa.

Estas jornadas servem para preparar o debate do Estado da Nação e, como tal, vão ter vários debates setoriais. Ouvíamos aqui algumas das prioridades do CDS para esse debate pela boca do líder parlamentar Paulo Núncio. Como dizias, Luís, estas jornadas que arrancam agora vão contar com presenças de peso, Luís Marques Mendes, candidato presidencial, e também amanhã Pedro Santana Lopes, antigo primeiro-ministro. Daqui a pouco vamos também ouvir o bispo Dom Américo Aguiar.

E Vasco Maldonado Correia vai continuar em Évora a acompanhar estes trabalhos das jornadas parlamentares conjuntas entre PSD e CDS.

O primeiro-ministro acredita que não será difícil alcançar um entendimento com o PS sobre as questões de defesa.

É a resposta de Luís Montenegro ao desafio lançado pelo líder socialista. José Luís Carneiro quer negociar um acordo estratégico e pede a criação de um grupo de trabalho com PS e PSD. Foi numa carta enviada ao primeiro-ministro. No final da cerimónia de inauguração do Hospital de Sintra, Luís Montenegro mostrou-se disponível para chegar a um entendimento com as forças da oposição.

A nossa intenção foi e é sempre a de termos o maior consenso possível e creio que não será difícil, dadas as posições conhecidas por parte dos principais partidos políticos portugueses, para podermos conjugar a nossa política de segurança e defesa com o interesse estratégico que este novo tempo pode trazer também para a dinamização da nossa economia.

Declarações de Luís Montenegro à margem da cerimónia de abertura do novo hospital de Sintra. O chefe do governo sublinha que o executivo encara com espírito positivo as tentativas de cooperação da oposição para que se chegue a um entendimento em matéria de defesa.

E o secretário-geral socialista acredita que o governo vai ouvir o PS nessas mesmas questões. José Luís Carneiro pede, no entanto, explicações sobre onde vai o executivo buscar dinheiro para o investimento de 3,5% nesse setor.

Questão que foi também levantada nessa carta à margem de uma visita a duas empresas tecnológicas em Vila Nova de Gaia. José Luís Carneiro diz surpreendido pelo valor apontado pelo governo para gastos em defesa e pede, por isso, mais esclarecimentos.

Esse esforço será explicado pelo governo, foi isso que nós agora perguntamos nessa carta. Ou seja, o primeiro-ministro deve explicar ao país como é que vai chegar a esse valor de, em meia dúzia de meses, conseguir cumprir mais 1300 milhões de euros de investimento. Vamos aguardar por essa explicação. Mas depois há que procurar garantir que esse esforço de desenvolvimento nacional contribui, por exemplo, para o planeamento civil de emergência. O planeamento civil de emergência tem que ver com a identificação e com a proteção das nossas infraestruturas e entidades críticas.

José Luís Carneiro está convencido de que o governo terá mesmo de ouvir o PS sobre a matéria. E quanto à lei da nacionalidade dos estrangeiros, José Luís Carneiro pede ao governo que adie decisões para setembro. O líder do PS pede prudência, ponderação e atenção a legislar e acusa o governo de ter tomado opções que violam a Constituição. José Luís Carneiro explica que o partido é a favor desse aperfeiçoamento das leis, mas diz também que não concorda com algumas decisões do governo.

Temos agora notícias de âmbito local.

Na Azambuja, uma pessoa sofreu esta manhã ferimentos graves na sequência de uma explosão numa fábrica de reciclagem de baterias em Vila Nova da Rainha. A explosão foi provocada por uma mistura de químicos. O acidente provocou queimaduras de primeiro e segundo graus a um funcionário. A vítima foi transportada para o Hospital de São José, em Lisboa. No Seixal, foi suspensa a demolição do último bairro de lata da região. A paragem do processo foi confirmada pela Câmara do Seixal, que culpa o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana por não cumprir os compromissos assumidos. Isto porque o processo previa a demolição e também o realojamento de 30 famílias a cada três meses, mas este processo não passou da primeira fase. A Trofa recebe no próximo dia 19 a sexta edição da Trofa Urban Race BTT, uma prova de resistência noturna que promete trazer emoção e adrenalina aos amantes de ciclismo. A partida e a chegada terão lugar nos parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro, num percurso fechado com cerca de 6 km. E na Marinha Grande, o Clube de Atletismo da cidade sobe para a primeira divisão. Os campeonatos nacionais de clubes decorreram em Leiria no fim de semana e terminaram com festa da casa. A formação masculina do Clube de Atletismo da Marinha Grande venceu a prova e consegue a promoção à primeira divisão. O Festival dos Canais está de regresso a Aveiro. A décima edição do festival conta com concertos de Dino Santiago, Carolina Deslandes com Agir e também Pedro Brilhosa. O festival começa na quarta-feira no Caixa da Fonte Nova. Já em Sintra, Diogo Piçarra sobe hoje às 22h30 ao palco da edição de 2025 das Festas de Negrais. O bilhete diário para o evento custa €6.